sexta-feira, outubro 29, 2010

O tempero da Vida

Hoje recebi um comentário em um post mais antigo que me fez notar que nunca expliquei a razão de ter nomeado esse cantinho de Temperos da Vida.

Muitos devem pensar que foi devido ao filme homônimo: O Tempero da Vida, porém não é exatamente assim.

Quando resolvi criar esse espaço, vinha de uma leitura massiva de um blog apaixonante chamado A Vida Escrita a Mão. Descobri aquele espaço procurando no google por uma receita de pão, vejam só.

Foi lendo as histórias tão belamente escritas pela sua autora, que descreviam um amor a distância, uma vida sendo iniciada em um país que amo tanto, que resolvi criar esse canto só meu e ao mesmo tempo do mundo.

Assim como aquele blog que me inspirou tanto, quis colocar no título algo que desse uma pista daquilo daquilo que amo: culinária e especiárias. Mas também queria homenagear quem havia me aberto um mundo tão novo e interessante.

Queria unir através de palavras inúmeros sentimentos diferentes mas que juntos compõe nossas vidas. E assim são os temperos. Eles solitários possuem um aroma, mas juntos com outros ingredientes transformam a forma, transformam o resultado. Criam e surpreendem a cada mistura, a cada tentativa de acerto. Nem sempre combinam entre si, as vezes precisam ser cuidadosamente mesclados, outras vezes o acaso revela um mistura única e inesquecível.

E se pararmos para pensar, assim também é a vida. Cheia de pessoas, lugares e situações que vão "temperando" nossa história.

Então essa é a razão do nome do meu blog, mas parando para pensar, acho que inconcientemente usei o filme sim, que havia visto muitos anos antes. Filme delicado, cheio de riquesas e profundas mensagens do que é realmente importante na vida da gente. E de como pequenos "temperos" fazem toda a diferença entre ser feliz ou ficar a espera da felicidade.

Obrigada a Adriana pela pergunta que me fez retornar depois de alguns meses a esse meu cantinho.

See ya,

terça-feira, agosto 03, 2010

Jamaica - Finalmente um resort, mas durou pouco.

No final de semana fomos em grupo para o resort Gran Bahia Principe que fica em Ocho Rios. Estrada bem parecida com aquela que leva a Port Antonio, as mesmas curvas, mesma falta de acostamento, mesmas loucuras dos motoristas locais. Mas a beleza compensa.

Paramos no centrinho da cidade para aguardar o check in que era as 15:00, mas infelizmente tudo estava fechado pois era feriado nacional (e qual turista não passou por isso). O único bar aberto era irlandês. Acho que fomos os únicos clientes a entrar nele, mas tudo bem. Bebemos e quando deu a hora para irmos para nosso destino final partimos bem alegres.

Quando chegamos no Gran Bahia já na entrada podemos perceber que nosso check in levaria bem mais tempo que esperávamos. Era uma muvuca de gente e de malas. Pessoas chegando, pessoas partindo. Nosso grupo era grande, algumas pessoas foram dar uma volta pelo local, outras ficaram esperando para dar entrada nos quartos. Eu me incluo nesse último grupo, pois ao contrário dos experientes, não estava com roupa de banho por baixo.

Demorou quase 2 horas entre a chegada e a nossa entrada no quarto, mas a espera valeu a pena. Claro que o cansaço e a distância da recepção até o quarto (tudo é longe em resort) atrapalharam um pouco o deslumbre do tamanho e da vista do mesmo. A decoração era bem minimalista, mas o tamanho da banheira de hidromassagem só me fazia sonhar com um banho bem calmo e aconchegante. Claro que isso era uma opção para bem mais tarde, pois queríamos almoçar ainda.
Quando chegamos a um dos restaurantes a maioria do pessoal já havia comido. E pior haviam escolhido justamente o pior buffet para isso. Era uma mistura de fast-food americana e mexicana. Eu que estava só com o café da manha na barriga (novamente), não estava muito afim de lanche, muito mais um buffet com coisas já bem “passadas do ponto” devido a hora. Peguei um pouco de salada e uns queijos e foi esse meu almoço.

Depois dessa decepção gastronômica fomos efetivamente conhecer o complexo. Com praias não tão bonitas quanto o esperado, a infra-estrutura de piscinas e esportes minimizam esse detalhe. A arquitetura lembra um grande castelo branco; e um lindo “coreto” construído em um apêndice dentro do mar é uma locação propícia para casamentos ao entardecer.

Aproveitamos o calor e fomos tomar banho de piscina e curtir as bebidas “in loco”. Eu que estava proibida de ingerir qualquer tipo de bebida alcoólica, tive que me contentar com os coquetéis mais falsos do mundo. Ao contrário do que eu esperava (imaginava tudo com muita fruta e super decorado) nada era natural, todos os sabores eram artificiais e sem nenhum apelo visual. Apesar de ser “all inclusive” a grande maioria das bebidas de qualidade estavam classificadas fora desse serviço.



Ficamos ali aproveitando ao máximo o descanso daquele lugar. Os rapazes aproveitaram para jogar basquete dentro d’água, e as mulheres ficaram tomando um sol para ampliar ainda mais o bronzeado.


Era perto das 17:00 quando resolvemos ir para o quarto descansar e fazer um lanche. E foi naquele momento que tive o desprazer de descobrir que All Inclusive, não é bem “tuuudo incluído”. Simplesmente não havia nenhum restaurante, lanchonete ou qualquer tipo de serviço abertos naquele horário. Tínhamos que esperar até as 19:30 para comer. Só que eu havia comido bem pouco no almoço e estava grávida. Essa segunda opção por si só já define o tamanho da minha fome. O jeito foi tomar um chá com leite (disponível nos quartos) e aguardar até a famigerada hora.

O que não tem solução, solucionado está, resolvi não ficar braba e aproveitar o que me era disponível, no caso uma banheira imensa de hidromassagem. Enquanto o maridão dormia para repor as energias e baixar o nível de álcool, eu enchi a banheira com sais e fui relaxar tomando o meu chazinho.


Quando o horário de abertura do restaurante geral estava disponível (os demais requeriam reserva antecipada, o que não havíamos feito), mais que prontamente nos direcionamos para o local. E para minha surpresa, já estava lotado. Ou seja, não era somente eu que tinha passado fome.

O enorme salão dispunha de 6 tipos de buffes temáticos (jamaicano, italiano, americano, espanhol) e outros 2 de saladas e antepastos. Fora a sessão de sobremesas. A comida era muito saborosa, só não sei se era por causa da minha fome ou pela qualidade da mesma. Provei de tudo um pouco, a única coisa que me desagradou foi um camarão gigante que peguei (e não comi) que parecia uma barata imensa. Tive que colocar fora e longe da minha vista, porque só de olhar para ele me dava repulsa.



Depois do jantar o pessoal foi assistir ao um show, seguido de Karaokê, mas nós estávamos muito cansados para essa empreitada e fomos mesmo é dormir.

No dia seguinte, acordamos e fomos tomar um longo café da manhã (com muito queijo, graças a Deus) e depois fomos para a praia. Apesar de não ter aquela cor azul neon, a água era transparente nas partes em que a algas não existiam. Ficamos só nos dois curtindo aquele momento. O sol fica indo e voltando, mas na maioria do tempo ficou nublado mesmo.


Quase perto do almoço, fomos nos arrumar e dar checkout no quarto. Nossa diária se encerrava ao meio-dia, mas o resort permitia que permanecêssemos no complexo, desde que o quarto estivesse liberado.


Almoçamos novamente no mesmo salão, com os mesmos buffets temáticos, porém com mudança de pratos. Demos uma volta nas lojas de souvenires do complexo anexo. Compramos algumas bobagensinhas e partimos rumo a Kingston. No dia seguinte, embarcaríamos para Miami. Eu me despedia da Jamaica com a certeza de ter aproveitado bem menos do que poderia mas sem por isso ter me divertido menos.
See ya,

quinta-feira, julho 29, 2010

Jamaica - Port Royal, a cidade Pirata


A semana que se seguiu foi calma e pouco turística. Como a minha guia particular (hihihi) estava de volta para o Brasil depois de 1 ano e 7 meses morando na Jamaica e era a última semana dela no país, nossos passeios foram programados conforme a mudança ia se acomodando. Então fiquei alguns dias apenas curtindo a piscina do hotel e bordando muito.


Em um dos dias livres da minha anfitriã ela me levou para conhecer a cidade pirata de Port Royal. Efetivamente é um passeio bem curto onde se conhece o antigo forte da cidade. Praticamente destruída em um dos vários terremotos que aconteceram na região, Port Royal oferece ao turista apenas um museu localizado dentro do forte, ou seja, em menos de 2 horas é possível ver tudo.


Então aproveitamos para almoçar em um dos poucos hotéis da região: Morgans Harbour Hotel. O local também serve de mini-porto para iates. Nosso almoço foi servido a beira-mar com vista para o aeroporto de Kingston. Escolhemos o Peixe a Cajun que nos surpreendeu tanto na aparência (servido inteiro e frito) quanto no sabor (molho agridoce picante), pois esperávamos algo relacionado com a fruta caju. Só mais tarde descobrimos que cajun é a denominação para comidas temperadas ao modo do sul do EUA.
Terminamos o nosso passeio e fomos para o hotel, pois o calor estava insuportável e somente o ar-condicionado nos traria algum prazer.




No dia seguinte fomos conhecer a universidade e o jardim botânico. Em ambos o único destaque era a notável dedicação do jamaicano aos jardins. Todos impecáveis, mesmo com o calor. Realmente algo imperdível e muito bonito. Demos também uma passada no museu do Bob Marley, mas não entramos. Cobravam U$ 20,00 para conhecer a casa que foi morada do cantor. Como já tinham me dito que não valia a pena e que o que tinha lá dentro eram apenas algumas roupas e discos, não quis pagar esse valor um tanto quanto elevado. Ficamos apenas no jardim e isso já foi bem interessante. Tirei algumas fotos com a estatua e com o landrover do cantor e fomos embora.





terça-feira, julho 27, 2010

Jamaica - Port Antonio a Lagoa Azul é aqui!

No final de semana fomos em caravana brasileira para Port Antonio. Preferido por aqueles que fogem do tradicional pacote deslumbre-resort, fica localizado a apenas 100 km de Kingston, porém leva-se quase 4 horas para chegar lá. Tudo devido às más condições das estradas e ao sobe-e-desce das serras. A viagem até seria legal não fosse o medo constante de ser arremessado para fora das estradas pelos motoristas imprudentes do país, que desconsideram totalmente qualquer sinalização e fazem ultrapassagens perigosíssimas em curvas de estradas sem acostamento. Deu para visualizar a coisa, não?


Como o check in na pousada era depois das 14 horas, aproveitamos para visitar a tão famosa Lagoa Azul. Dizem os locais que cenas do filme homônimo foram filmadas por lá. Assim como cenas do filme Coktail do Tom Cruise. Sendo isso verdade ou não, o importante é que o lugar é simplesmente mágico. Nunca na minha vida vi um mar com tantas nuances de azul. Impossível descrever. Apenas posso dizer que fiquei tão encantada, que só ficava agradecendo a oportunidade que estava tendo.



Pois bem, essa praia ou enseada (não sei bem a diferença) tem acesso bem restrito e dominado pelos locais que cobram para estacionar na rua do beco que dá acesso a mesma, apesar de ser pública. Coisa rara por aquelas bandas, já que as praias mais bonitas são todas particulares. Como não deixaríamos de curtir o local por causa do dinheiro, aproveitamos a oferta e fomos dar um passeio de barco de pescador que dava direito a uma parada de 40 minutos em uma das ilhotas. Essa parada na verdade é mera “pro forma” e legítima engana bobo. Ficamos todos “ilhados” em um pedacinho de areia sem acesso a nada e sem nenhuma infra-estrutura. Mas tudo é diversão, não é mesmo? Só não se esqueça de passar protetor solar, caso contrário irá ficar vermelha-pimentão (e ardida) feito a pessoa que aqui escreve. O final do “passeio” acaba na então Lagoa Azul onde a se vê por quase todos os lados placas avisando que é proibido entrar naquelas terras, pois são propriedades privadas. Essa lagoa é de um azul marinho profundo e mergulhar nela trás uma sensação de que somos apenas um pozinho ao vento como já diz a famosa canção.


Na base na Lagoa Azul eles construíram uma fonte de água mineral que desce das montanhas. E é essa água a responsável pelas correntes frias que te abraçam surpreendentemente e expulsam as mornas águas do mar durante o mergulho na lagoa.
Terminamos esse banho e fomos atrás de algum restaurante para almoçar tardiamente. Outro momento frustrante. Não encontramos nenhum lugar decente para comermos. O único existente era uma barraquinha estilo “churrasquinho de gato” (no caso, bode) onde locais dividiam espaço com galinhas, porcos e lixo espalhado por todos os lados. Desnecessário dizer que não topamos, certo?






Fomos então para a pousada Goblin Hill Villas, só que a proposta da mesma é de que cada hospede cozinhe para si mesmo ou então contrate o serviço dos empregados para isso. Ou seja, não existe venda de comida na pousada. Ouvindo assim, até parece bacana, o problema é que ninguém nos avisou que precisaríamos levar nossa própria comida. Agora visualize a situação: grávida, com apenas o café da manhã no estomago e muita praia. Conseguiu? Então é quase tolo comentar que eu estava simplesmente morrendo de fome, correto? O pior de tudo veio depois, quando resolveram sair a procura de um supermercado para comprar os ingredientes para o almoço (leia-se jantar). Nada por perto, óbvio. Bom, para resumir a história, fomos comer somente as 20:00 horas. O que me fez resistir até esse horário? Um pacote de Doritos e uma latinha minúscula de comida pronta (quase aquelas que se dá para gatos, sabe?) que uma das colegas de passeio cedeu para eu comer.


Tirando os percalços alimentícios, a pousada é lidíssima, com jardins impecáveis e com uma vista para o mar de tirar o fôlego. A decoração rústica te recepciona com flores do jardim espalhadas nas camas e nos banheiros.
Enquanto aguardávamos a comida ser preparada, fomos tomar banho de piscina. Ali aproveitamos para relaxar e trocar idéias com o casal de brasileiros que estava junto com a gente.



No dia seguinte, no mesmo esquema cada um prepara sua comida, tomamos nosso café da manhã e fomos conhecer a praia privada Frenchmen’s Cove que o voucher da pousada oferecia. A mistura de água doce com a água do mar, em suas mais intensas nuances de azul e verde, foi uma visão que ficará por toda a eternidade na minha memória. Essa água que desce das montanhas cria uma piscina natural de um verde transparente e se une quase imperceptivelmente com o mar.




Depois dessa manhã deliciosa desfrutando de uma natureza impar, era hora de voltar para a pousada, almoçar e fazer o demorado caminho de volta para Kingston.




Links desse post:

Port Antonio - site oficial
Pousada Goblin Hill - site oficial
Blue Lagoon - site em inglês explica origem do nome

segunda-feira, julho 26, 2010

Jamaica - Kingston e uma jornada

Depois de 4 dias em casa devido a uma gripe que derrubou filhote e a vivente que vos escreve, volto a programação normal. Abaixo a continuação da saga:


Acordamos e fomos direto tomar café da manhã. O buffet completo unia o café tradicional de hotel + café tipicamente jamaicano e não custava nada barato, mas não poderia perder a chance de comer banana verde frita, bacon em tiras crocantes e o famoso Ackee com peixe. Esse último tem a aparência de ovos mexidos, mas o gosto é algo difícil de explicar, o mais perto que eu consigo é uma mistura de ovas de peixe com ovo cozido. Ackee é uma fruta local que só pode ser consumida após cozida, pois crua é venenosa. Lembra em aparência, no seu estado natural, uma mistura de guaraná com caju. Definitivamente algo para se experimentar uma vez e só. Se eu soubesse que a partir daquele dia meu café da manhã seria totalmente jamaicano, teria aproveitado mais os queijos e menos a comida exótica.



Como ainda estava me adaptando ao calor, decidimos não fazer nenhum passeio fora da cidade. Ainda mais que resolvemos trocar de hotel. Caminhamos até o Pegasus Hotel , acertamos a estadia e a tarifa (muito mais econômica e com bônus por permanência ) e fomos dar check out do Hilton.

Almoçamos com alguns colegas brasileiros em um tradicional ponto turístico da cidade a Devon House, que eu voltaria a conhecer melhor dois dias depois. Basicamente era um buffet (não livre) com pouca variedade e já bem velho, com peixe ou frango e uma opção de salada. Preciso dizer que fiquei desapontada? Para compensar provamos o sorvete intitulado o melhor do país. O “I Scream” (eu grito) trocadilho bem sacado de Ice Cream (sorvete) , apresenta um sorvete bem cremoso, que não surpreende tanto quanto se espera no quesito sabores exóticos, mas que realmente é muito delicioso. O local estava tão lotado que foi impossível tirar fotos lá dentro.
Como o calor era intenso e os rapazes tinham que trabalhar no dia seguinte, voltamos para o hotel. Passamos o resto do dia planejando os próximos finais de semana, já que nos outros dias eu iria ficar sozinha.

Como eu não havia contratado nenhum pacote turístico e não estava no lado “A” da ilha, fui em busca de algumas idéias para conhecer um pouco de Kingston. Basicamente descobri que não poderia andar sozinha pelas ruas. Sim, infelizmente a ilha do Bob é machista (muito) e perigosa (em alguns lugares) para as mulheres. Conforme a própria agente de turismo do hotel informou, Kingston tem altos índices de estupros de mulheres. Claro que isso foi um balde de água fria, e não me restaram muitas opções senão contratar o serviço de taxi/van oferecido pela operadora a módicos U$ 70,00 por dia. Estabelecemos quais locais eu gostaria de visitar e agendamos para a manhã seguinte o primeiro passeio.

Animada por não ficar presa no hotel fui tomar meu café. Todo preparado a beira da piscina, pareceria o paraíso não fosse o calor intenso e o cheiro inconfundível de peixe as 8:30 da manhã. Sim. Peixe. E foi assim nas semanas que se seguiram. O buffet era voltado para executivos locais, portanto servia o café da manhã típico da região: acke com peixe, bolinho frito, peixe a escabeche, bacon (muito bacon), omelete, variedades de pães doces, frutas, manteiga e geléias. Parece atrativo, não? Pois fique mais de dois dias sentindo o cheiro de peixe a primeira hora da manhã e se entupindo de omelete com bacon e o conceito de atrativo muda rapidinho. Confesso que amo uma diversidade, mas sinceramente, não no café da manhã. Eu quero queijo, eu quero presunto, eu quero manteguinha, eu quero um pãozinho francês. Eu quero um café com leite novinho. E definitivamente eu não quero sentir cheiro de peixe enquanto estou tentando por meus neurônios para trabalhar.


Já passava das 9:30 quando finalmente o motorista que iria fazer o tour comigo chegou. Combinamos de ir a algumas lojas de tecidos e crafts primeiro e depois fazer o Museu do Bob Marley e a Devon House. Claro que acabei ficando quase 2 horas comprando botões e tecidos. Saímos de lá e o motorista super atencioso foi me mostrando as ruas do centro da cidade (apesar de eu não ter pedido isso) o que me fez perder o encanto, pois parecia que eu estava andando pelas piores periferias das grandes cidades brasileiras. Paramos no centro de artesanato, que de acordo com meu “guia” possuía os mesmos souvenires dos pontos turísticos, porém com preços bem mais em conta. Preciso dizer que ele tava levando comissão, não? Ok. Como era quase na hora do almoço o local estava deserto, e por isso mesmo, fui alvo de insistentes convites para entrar em cada uma das barraquinhas. A maioria vendia produtos made in china com preços inflacionados, ou seja, nada do que eu estava procurando. O pouco que achei era de uma feiúra única, que acabei saindo dali apenas com algumas camisetas, imãs e canecas. Ou seja, tudo menos artesanato local.

Mais um role pelas ruas empobrecidas e fomos parar na Devon House. Como eu já havia conhecido o jardim e o restaurante alguns dias antes, e como já havia visto todo artesanato que não queria, fui fazer o tour pela grande mansão.



A Devon House pertenceu ao primeiro milionário negro da Jamaica, que conquistou sua fortuna em minas de ouro do Peru ou Colômbia. Não me recordo ao certo. Cercada por um jardim magnífico, por sinal todos os jardins de Kingston são belamente tratados, impossível passar por lá e não se encantar, a mansão hoje serve de museu abrigando algumas pinturas e móveis da época. O tour é feito por uma guia em trajes típicos que vai explicando a história da casa e de seus habitantes a medida que vamos passando cômodo a cômodo. Todo o passeio não leva mais do que 30 minutos. Nada de surpreendente ou imperdível.



Voltei para a van após tirar algumas fotos, pois ainda não estava com apetite para almoçar. Crente que estávamos indo para o Museu do Bob Marley nem me preocupei com o rolê parte 3 que o motorista estava fazendo. De repente começamos a nos aproximar do hotel, então perguntei a ele o que estávamos fazendo ali e ele prontamente: “terminamos o dia, amanhã continuamos”. E eu: “Mas ainda não vimos o Museu”. Ele: “ mas a senhora demorou nos tecidos e com isso ficamos sem tempo.” Para. Para que eu quero descer. Como assim? E os vinte rolês que eu não havia pedido e que tomaram um tempo enorme, não contavam? E que eu havia combinado com a guia por passeio e não por tempo. Não adiantou argumentar. Entrei no hotel muito, mas muito braba, pensando no dinheiro que eu havia perdido e decidida a não fazer mais nenhum passeio com eles. Procurei a guia que inventou “n” desculpas, inclusive que eu não havia entendido o que ela tinha dito, etc e tal. Propôs que incluíssemos no dia seguinte a ida ao museu, mas que todos os dias seriam com hora limitada. Agradeci e disse que iria pensar, mas já sabia que nunca mais faria nada com eles, afinal meu dinheiro não acho no lixo.
Os dias que se seguiram, fiquei mesmo é na piscina maravilhosa do Hotel. Maravilhosa por três motivos: enorme, profunda e com a temperatura tão perfeita que ao entrar nem se tinha aquele choque térmico normal de corpo quente/água fria.





Não, não fiquei só por lá. Também fui abençoada com os almoços e passeios proporcionados por uma agradável companhia inesperada: uma maranhense que há um ano e meio morava em Kingston com o marido. Claro que tivemos muitos assuntos em comum, inclusive conversar sobre minha viagem para o Maranhão. Confesso que se não fosse por ela, minha estadia na cidade teria sido bem monótona. Com ela é que acabei conhecendo o Jardim Botânico, a Universidade, a cidade do Jack Sparrow.. hehe, brincadeirinha, eu quis dizer Port Royal , entre outras coisas que vou contando mais para frente.

quarta-feira, julho 21, 2010

Jamaica - O caminho até a chegada na ilha

Há 1 ano e 2 dias eu embarcava para a Jamaica. Mas acabei nunca fazendo o registro dessa viagem. A razão de eu não ter feito isso é tão óbvia para quem acompanha esse blog, que nem vale a pena perder tempo explicando, certo?


Essa viagem foi sem planejamento e muito de surpresa, e sendo uma oportunidade única, não poderia dizer não para ela. Confesso que relutei um pouco, afinal tínhamos acabado de comprar um apartamento, bebê a caminho e a passagem aérea era absurdamente cara. Mas graças à insistência e conselhos da minha irmã (psiu! valeu, viu?) eu resolvi arriscar. E não me arrependo.
Tomada a decisão e com passagem na mão, era hora de fazer a minha parte quase tão predileta quanto viajar: o preparo. Com o nosso velho e bom amigo Google na mão, saí a pesquisar dicas e advertências que pudessem fazer a diferença nessa viagem. Trabalho árduo. Definitivamente essa ilha, lá no meio do Caribe, não é o destino mais procurado pelos viajantes da internet. Em português achei quase nada, nem no lá no Viaje na Viagem (razões para isso estão bem claras, para quem viaja no blog). Então sem os conselhos sábios do Riq (quem vê até pensa que é intima...) e com dicas comercias (não as minhas preferidas) embarquei de mala e cuia para a ilha do Bob.

Depois de 8 horas de vôo São Paulo – Miami, espremida em uma cadeira para anoréxicos da TAM desembarquei para fazer a conexão para Kingston. Haviam me informado que eu deveria retirar minha mala e despachar a mesma no guichê da American Air Lines, depois de passada a imigração. Pois bem, após aguardar uns 45 minutos e nadica de nada da minha mala aparecer, um funcionário da companhia veio me informar que minha mala iria direto para o destino final. Pensei. Pensei e já estava quase saindo quando resolvi falar com o atendente que fica controlando quem sai com o quê do saguão. (Aqui vale um “a parte”, não vá para Miami pensando que irá falar inglês, porque não vai! Vai do bom e velho portunhol e tudo sairá perfeito, e eu falo sério!). Depois de tentar explicar em inglês o que eu queria e repetir tudo em um portunhol podre de bagaceiro, finalmente consegui descobrir que realmente a mala havia sido despachada.

Atrasada, era hora de percorrer a pequena (leia-se imensa) distância do meu terminal até o terminal de embarque para Kingston. Se estando em plena forma já é dureza, imagina com um barrigão de 6 meses? Claro que cheguei lá botando meus “bofes” para fora e óbvio que a fila estava imensa. E o privilégio para idosos e grávidas? Não por lá my friend, não por lá!. O jeito foi apelar dizendo que eu iria perder o vôo . Funcionou.
Já sentadinha na minha cadeira Quase Anorexia da AmericanAirlines, tive uma crise de tosse doida (presentinho da minha inseparável rinite de todos os dias) que jurei que eles iriam me fazer voar pela janela (lembrem-se, era época da gripe A, máscaras e etc.). Mas que nada. A paranóia rolava só no Brasil mesmo.

Uma hora de vôo e duas horas de diferença no relógio (fuso) cheguei finalmente a Kingston. A imigração foi tranqüila, e minha mala estava lá bonitinha me esperando para meu alívio. Era hora de encarar o vento “bafão de forno” no rosto sem tempo de despressurizar, pois por lá depois de pegar a mala é rua, direto. Sim. Isso mesmo. A gente não sai para um saguão e depois vai para a rua. A porta dá na rua, onde uma barraquinha tipo “praia” ampara os pobres infelizes a espera de locomoção. Anyway...

Aqui vale lembrar que o aeroporto para os turistas fica do outro lado da ilha, onde os resorts e as belezas caribenhas se encontram tá? Kingston não é para turistas. Definitivamente.
Pena que acabei não tirando foto dessa situação prá lá de pitoresca, mas o calor era demais e o dramin tomava conta de minha pessoa. Por isso mesmo fomos direto para o hotel. Maridão estava hospedado no Hilton, que apesar de pertencer à famosa cadeia, está completamente atirado as moscas. Paradinho no tempo, mesmo. Totalmente não recomendo se hospedar nele, até porque a menos de 60 metros ficam dois hotéis bons e baratos e muito mais modernos (ambos testados): o Pegasus e Courtleigh.

Depois de descansar um pouco fomos almoçar/jantar na Pizza Hut localizada bem pertinho do hotel. O lugar estava completamente no breu, escuro mesmo, só tinha iluminação que vinha da rua (o que posteriormente descobri ser um padrão e não uma exceção, devido a economia de energia). A maioria das pessoas entrava apenas para buscar suas encomendas, poucos ficavam para comer ali, e por isso mesmo, acho eu, que o serviço é tão menosprezado. Ficamos horas esperando para sermos atendidos e mais um tanto a para recebermos bendita pizza. Enquanto aguardávamos consumi 1 jarra de SevenUp, tamanha a sede que imperava no meu corpo. Após terminarmos, demos uma voltinha na quadra e voltamos para o hotel e capotamos na cama.

Links desse post:

Viaje na Viagem - site muito completo sobre viagens e como se divertir nelas
Hotel Pegasus
Hotel Courtleigh
Hotel Hilton
Trip Advisor - ótimo site para pegar dicas de viajantes, foi onde achei boa parte dos must do, must not da Jamaica
Site oficial da Jamaica

quinta-feira, maio 27, 2010

Procurando um norte

Ando meio assim sem rumo. Meio sem inspiração ou talvez com inspirações demais.

Estava meio perdida e resolvi ler o que escrevi aqui nesse meu cantinho tão negligenciado. Quanta surpresa. Não é que eu até que escrevo mais ou menos? ;-)

Revi algumas coisas que me ainda me incomodam. Outras que deixei para trás.

Lembrei o porquê de gostar tanto daqui. Lembrei que sempre posso me re-descobrir através dessas palavras jogadas ao vento, mas que permanecem tão vivas dentro de mim.

Pensei que esse canto aqui não precisa ser o mais bonito, nem o mais visitado, muito menos o mais invejado. Precisa sim, ser verdadeiro. Conter as minhas impressões dessa vida tão infima que vivemos. Precisa ser honesto comigo e com os meus sentimento.

E precisa continuar me avisando: você poderá, se você realmente quiser!

See ya,

segunda-feira, maio 10, 2010

O primeiro... a gente nunca esquece!



Apesar do ano passado meu estado de mãe ser presente (estava grávida), foi somente nesse ano que pude comemorar na plenitude esse dia tão especial.
Aproveitei uma dica pra lá de bacana dos Destemperados e levei a família toda para comemorar o Dia das Mães no João de Barro. Decisão sábia. Fugimos das filas homéricas, da irritação de ter que esperar horas para comer e do barulho ensurdecedor dos restaurantes lotados.
Confesso que rolou um stress inicial até chegarmos ao local. -Segue mapa do site. Troca para Google Maps. Discute que não estamos indo na direção da bolinha piscando. Para e pergunta. Mas esse não serve. Para e pergunta para outro. Não sabe o caminho. Calma. Irritação. Alterações nas vozes. Pergunta de novo. Também não sabe e olha como se fossemos ETs. Para e pergunta para outro. Hum... Agora sim. Viu? Falei que estava certo. Estava nada. Não sabe seguir mapa. Não sabe usar GPS. Hum... Estradinha meio feia essa.
A entrada não é convidativa, mas por de trás daquele portão marrom está um jardim pequeno e um parreiral todo enfeitado para nos receber. Fomos uns dos primeiros a chegar. O proprietário o Sr. Marcos nos recepcionou calorosamente nos encaminhando direto para a mesa que tão prestativamente havia conseguido para nós alguns dias antes.

Apesar do São Pedro ficar brincando de liga/desliga o sol, a atmosfera do local nos remetia gradativamente a uma festa na colônia. Várias opções de pratos espalhadas por todo o quintal nos advertia para não gastar todas as fichas em uma aposta só. E o piano e demais instrumentos insinuavam claramente que a festa não era só para o paladar.

Lentamente outros sortudos foram se acomodando entre as mesas e cadeiras espalhadas e com a mesma alegria começaram a compor aquela festa do Dia das Mães.
Não vou comentar sobre a delícia do puchero (caldo de legumes e carne para quem não sabe), nem da costela macia, muito menos dos pimentões assados mais doces que eu já comi na minha vida. Também não vou contar que o antepasto de berinjela tem um segredo no tempero que te faz querer e querer mais e mais. E é claro que não vou dizer que a ambrosia e o rocambole de goiaba pareciam saídos daquelas fazendas do século passado.




Mas vou contar que a casa tem um jardim de temperos muito gracioso; que a cada olhar na decoração viajamos um pouquinho na história; que o som da vitrola tocando tango fez minha mãe e meu pai saírem dançando no meio do lugar; que as músicas antigas tocadas pelos músicos traziam lembranças para quase todos os presentes e que isso os enchia os olhos d’água.


Mas vou dizer principalmente que a alegria de minha mãe e do meu pai em compartilhar aquilo conosco não tem preço. Assim como não tem preço ter escolhido esse lugar para comemorar o primeiro ano como mãe do Nicolas.

Foi um Dia das Mães simplesmente divino! Que venham os próximos! :D

quinta-feira, abril 01, 2010

Minha indicação para os Destemperados

Os guris do blog Destemperados (quem não conhece, não sabe o que está perdendo!) fizeram um mini-roteiro-guia de restaurantes para aqueles sortudos que irão passar o feriadão da Páscoa em Buenos Aires, BsAs para os íntimos, e pediram para seus leitores ajudarem com mais indicações de lugares “comíveis” bacanas por lá.

Como amo BsAs e já fui algumas vezes para lá, não poderia ficar fora dessa, não é?
Então vou passar dois lugares que dependendo do perfil do viajante irá agradar tanto aos olhos quanto ao paladar: Museo Del Jamon e Las Violetas. E um outro que apesar da decoração ter parado no tempo , os sabores e os aromas valem a visita: Jose Luis.


Vamos então ao Museo Del Jamon, como o próprio nome diz é um “ode” ao presunto na sua melhor forma. Alí, juntamente com um cardápio de comida mediterrânea, é possível comer os melhores presuntos oriundos da Espanha. A decoração é um fator a parte com muito vermelho e veludo, nos remete a um cabaré espanhol.

Já o segundo indicado o Las Violetas é um dos cafés mais charmosos e antigos de BA. Fundado em 1884 conserva na sua arquitetura todo os vitrais típicos da época. O serviço de chá para dois é imenso e comporta certamente 4 pessoas. O único porém é à distância. Fica razoavelmente longe do centro turístico de BsAs, mas como os valores cobrados pelos taxis por lá são quase ínfimos, vale a pena investir um pouquinho mais.

A terceira e última indicação é o Jose Luis. Escondidinho em uma galeria no meio da Recoleta, dependendo da época e horário, melhor é fazer reserva para não se decepcionar com a fila. Mas garanto que vale a ligação. Para não estragar a surpresa não vou falar muito sobre a comida, só não vai deixar de experimentar o Mousse de Torrone. Acho que a foto fala por si, não?

No mais é se divertir muito e saber que as melhores memórias estão vinculadas ao olfato e ao paladar, não é mesmo?

quarta-feira, março 31, 2010

Coelhinho da Páscoa o que trazes para mim?

Lembro de um tempo em que eu esperava o coelhinho com ansiedade normal de toda criança; de esperar o domingo de Páscoa em baixo das cobertas, pois naquele tempo o frio chegava junto com os ovinhos.
Lembro de guardar os melhores chocolates para comer mais tarde e, quando o mais tarde chegava, perceber que meus irmãos haviam “assaltado” minha cesta.
Lembro das brincadeiras e esconderijos que meus pais planejavam pra gente.
Impossível esquecer também daquelas páscoas mais simples devido à falta de grana, mas nem por isso menos encantadoras; de ter recebido uma vez apenas uns sorvetinhos de marshmallow que vinham com uns brinquedinhos de plástico e também de ver a tristeza nos olhos de meus pais por não poderem nos dar o que desejávamos. Lembro de querer arrancar aquela tristeza deles, pois o mais importante estava ali.
Lembro das pegadinhas pintadas pela minha mãe por toda a casa. E de ficar “matutando” como é que eles conseguiam comprar os ovos sem que percebêssemos, quando ir ao supermercado era uma tarefa familiar.
E como não lembrar dos filmes antigos, como Ben Hur, que sempre passavam na televisão e que por mais que tivéssemos visto 1 milhão de vezes, ainda assim assistíamos mais uma vez.
E a bacalhoada? Como não sentir o seu cheiro e seu gosto ainda hoje? Meu pai adorava fazê-la a Gomes de Sá, com muita batata e azeitona. Ou então em épocas mais contidas, um peixe assado com muito recheio e um pirãozinho com um camarãozinho ali outro acolá.
E não posso deixar de rir quando me recordo de uma Páscoa que minha mãe encomendou ovos maciços e careiros. O chocolate era tão duro e impossível de quebrar que acabou ficando congelado para usar em mousses, durante um ano inteiro!
Lembro que meu avô adorava ganhar caixa de bombons de Páscoa. E que secretamente vinha e me oferecia a mesma para que eu pudesse escolher um bombom antes que ele escondesse a mesma de todos.
E que as caixas de bombons vinham com aqueles de frutas: banana, ameixa, uva, que eu detestava, mas que meu sempre comia.
Lembro que meus pais compravam para eles caixa de Bis e diziam que aquelas eram para eles, mas que no final acabavam sempre dividindo com a gente.
São tantas as lembranças. Tantas alegrias. E tantas saudades de tudo que já se foi.
Eu me pergunto, agora com meu filho, que lembranças ele terá? Terá ele irmãos para compartilhar esses momentos? Terá ele saudade, assim como eu? Será que saberá a importância desse convívio familiar? E que um dia sentirá saudades de tudo isso? Será?

quarta-feira, março 17, 2010

Nunca é tarde para voltar

Tirando a poeira desse meu canto tão querido, mas ao mesmo tempo tão negligenciado, segue uma brincadeira que vi no blog Cinderberry Stitches e que achei bem bacaninha:

Para hoje ...17 de Março de 2010
Do lado de fora da minha janela... um sol radiante e um céu azul que pede um passeio
Eu estou pensando....que a vida pode ser mais simples do que parece

Eu agradeço...pela minha família e principalmente pelo lindo filho que tenho.

Eu estou vestindo... calça jeans capri, e blusa branca (com uma mancha do café que derramei vindo para o trabalho :-(
Eu me lembro... do tempo que eu era criança e que eu queria crescer tão rápido...se eu soubesse...
Eu vou... tentar descansar um pouco hoje a noite.
Da cozinha... do refeitório um leve cheiro de feijão cozinhando
Eu estou criando...pouquíssimas coisas nesses meses
Eu espero...ter a coragem necessária para mudar o que me incomoda e realizar meus sonhos.
Eu estou ouvindo... Tina Tuner “Thunder Dome”
Reparando...que minhas unhas estão necessitando de uma manicure urghente
Pensando sobre essas palavras... "Pra você guardei o amor que não soube dar”
Eu acabei de ler... nada... minha leitura anda muito atrasada, a não ser que Google reader conte.
Uma das minhas coisas favoritas...é tomar chimarrão em uma manhã ensolarada com uma brisa batendo no rosto
Uma fotografia do meu arquivo...

terça-feira, junho 09, 2009

Love is a sweet surprise!

Nicolas!!!



* Descobrimos ontem que nosso filhote será mesmo um menino!

* Somente minha mãe sabia desde o começo que seria um guri, todo os outros apostavam em uma menina.

* Ele já está com 13 cm e crescendo!

* Já havíamos escolhido o nome dele há muito tempo: Nicolas.

* Descobri hoje que os dois significados do nome são: o conquistador e o vencedor do povo. Achei tão bacana!

* Agora estou em dúvida sobre a decoração do quarto. Sempre sonhei em fazer tudo com Teddy Bears, mas tbm surgiu a vontade de fazer com o tema Calvin & Haroldo.

* O quartinho tá pintado de amarelinho, mas dá pra adaptar pra verde e creme, apesar de eu adorar azul.

* O nascimento está previsto para 15 de novembro, então é quase certeza que será um guri de escorpião.

quinta-feira, junho 04, 2009

É hora do tempero!

É engraçado que no nome desse blog tenha temperos e quase não falo de comida por aqui, né?
Não que eu não goste, na verdade, eu adoro tudo relacionado a comida, mas as vezes acabo deixando isso de lado para tratar de outros assuntos.
No entanto, nunca é tarde para (re)começar.
Hoje vou falar sobre um antepasto que eu amo fazer e que foi aprimorado por mim. Acredito que poucas pessoas conheçam essa versão, mas garanto, quem dela provar jamais esquecerá.
O antepasto em questão é pimentão em conserva. A maioria das receitas apenas dá um leve cozimento no pimentão, deixando de lado o que ele tem de mais saboroso: o seu açúcar! Pensando nisso resolvi prolongar um pouco mais esse processo de cozimento e eliminar o vinagre por completo. O pimentão vermelho e amarelo, possuem um alto índice de açúcar, mas para que essa doçura seja bem acentuada é necessário que asse o pimentão quase ao ponto de caramelização.

Chega de conversa e vamos a receita:
Igredientes:

500 g de pimentão vermelho

500 g de pimentão amarelo

Oléo de girassol, granola, ou de sua preferência suficiente para cobrir os pimentões.

Modo de preparo:

Lave bem os pimentões e corte em tiras finas, deixando as sementes. Sim. Elas dão um sabor especial a conserva. E, não, não fazem mal algum. Mas claro que se quiser tirar, não tem problema.

Arranje os pimentões em uma bandeja que possa ir ao forno, pode ser pirex ou até mesmo teflon. Cubra todos os pimentões com óleo. Não recomendo utilizar azeite de oliva, pois o sabor do pimentão e o tempo de cozimento acabariam por confundir o sabor do azeite, tornando quase impercepível.

Antepasto de Pimentão




Antepasto de Pimentão


Cubra com papel aluminio e asse em forno na temperatura baixa por mais ou menos 1 hora. Depois disso, retire o alumínio e deixe assar por +ou- 30 minutos ou até que doure. Nessa momento é importante ficar cuidando para evitar que os mesmos se queimem ou que dourem em só uma parte, mexendo de vez em quando.


O antepasto está pronto. Deixe esfriar, repasse o pimentão para um pote esterilizado cubrindo com o óleo do próprio cozimento e mantenha na geladeira. Certamente sobrará um pouco de óleo extra aromatizado que serve para temperar saladas ou incrementar um bom molho de tomate.


Antepasto de Pimentao



Entradinha espetacular de Antepasto de pimentão:

Corte em fatias média uma baguete bem crocante. Coloque uma fatia generosa de queijo gorgonzola ou estepe e cubra com uma colher do antepasto de pimentão. Pode ser aquecido ou servido ao natural. Hum... simplesmente divino!

See ya,

quinta-feira, maio 28, 2009

O sorriso embaraçado de Monalisa



Ontem fui tentar comprar roupa para grávidas, já que as minhas não querem mais usufruir desse lindo corpitcho. Mas em algum momento da minha existência esqueceram de me avisar que mulheres TAMANHOS GRANDES não podem se dar ao luxo de se vestir.


A procura de lojas de gestantes, o que é quase como encontrar uma agulha no palheiro, entro na única do shopping e qual minha surpresa ao descobrir que só existem roupas para gestantes alla Giselle Büechen (será que é assim que se escreve? Melhor não acertar mesmo, vá que começe a receber visitas importantes...ahahahha). Sim meus caros ouvintes, GORDAS, não são bem vindas. GORDAS não merecem se vestir. Melhor GORDAS deveriam ser exterminadas desse nosso universo tão perfeitinho costruido a base de muita plástica e photoshop.


Já repararam como só existe roupas modelo-excroto para tamanhos grandes? Sempre aqueles estampas horrorozas, sempre nos mesmos tons, e em cortes quadradões que só fazem é destruir qualquer estima que resta nas gordinhas. Somado a isso a certeza de que gordinhas não merecem um bom estilista. Para que perder tempo com esses seres que só poluem nossas visões, não é? Vamos vestir todas elas com roupas de velhas, mesmo que tenham apenas 17, 20 ou 30 anos. Gordas devem se vestir de maneira igual e ridícula.


Fora o constrangimento que as GORDAS são obrigadas a vivenciar cada vez que pedem para experimentar uma calça: "Não, infelizmente nossa grade vai até o 42 acima disso somente em lojas de TAMANHOS GRANDES". Como é que é?!!!!! Para o mundo que eu quero descer. Sério! Minha irmã que é magéeeeeeeerriiiiiiiima, as vezes tem que usar esse número, porque vejam só : "ai, é que nossa confecção é pequena". Cadê o IMETRO nessa hora? Chama já o Fantástico!!! Exijo uma matéria compariva útil, e não aquelas pra ver se no rolo de papel higiênico tem 3 metros a menos do que o descrito. Sim, porque quando passamos a nominar uma calça 36 como tamanho 42, alguma coisa tem que estar muito errada nesse mundo.


Não me admira o índice absurdo de anorexias e bulemias que invadem cada vez mais as casas das adolescentes e ninguém sabe o porquê. Agora imagina, se até as magérrimas são classificadas de uma forma injusta e errônea, o que sobra para as GORDAS EXCROTAS E SEM NOÇÃO?


Sobra chorar na frente do espelho, no chuveiro, sozinhas.


Não, não tenho raiva das magras. Acho elas lindíssimas. Gostaria até de ser uma delas e me sentir parte do sistema. Mas não sou. Talvez por preguiça, como alguns devem pensar, talvez por metabolismo, ou até porque era assim que deveria ser. Só não tolero essa miopia que se instalou no planeta terra, principalmente no Brasil, de achar que todas as mulheres são tamanho ppppp. Não somos iguais. E não deveríamos ser. Se assim o fosse, seríamos robôs planejados com medidas exatas e sem erros. Seríamos chatos e sem graça. O bacana é sermos diferentes, mesmo que esteticamente não seja o padrão mais bonito do mundo.


Sim, porque no final de tudo, eu digo, realmente no final de tudo, nosso corpo é apenas a embalagem. E geralmente, no final, colocamos ela fora, não é mesmo?


See ya,


quarta-feira, maio 27, 2009

E o tempo voa...

* Quase 3 meses sem aparecer por aqui. Peraí, cof, cof, deixa eu tirar a poeira. ;-) heheh

* "O mundo anda tão complicado Que hoje eu quero fazer tudo por você..." como já dizia Renato Russo.

* Escrever em forma de tópicos, quem diria, é bem mais agradável quando o tempo é um fator relevante.

* Apartamento novo, reforma, baby coming, e outra cositas mais ao mesmo tempo é dureza. Mas a gente vai levando.

* Queria escrever uma lista de resoluções para a vida, para o trabalho, para tudo. Mas como é difícil...

* Espero que após a mudança eu possa me dedicar mais ao artesanato, que já tá criando teia de aranha ali em cima daquele monte de coisas pra fazer...

* As dores nas costas estão me matando... e ainda nem passei do 4º mês. Pilates já! Mas e o dimdim pra isso, mesmo?

* Essa minha inconstância é que me mata.

* Quero ver se passo mais por aqui para indicar sites e blogs bacanérrimos e que merecem toda a divulgação, mas que acabo não fazendo por pura preguiça.

* Será que alguém ainda passa por aqui?

See ya,

ah! ps. já ia esquecendo. Essa nova ortografia não é pra mim, tá? Se bem que nem a anterior era...entonces...

sexta-feira, março 06, 2009

Após o Reveillon - viagem parte 2

Antes mesmo de o show acabar, resolvemos que era hora de partir. Sim. Porque senão ficaríamos horas tentando pegar um taxi quando todo aquele povo resolvesse voltar para suas casas. Decisão mais acertada impossível. Chegamos ao hotel sem nenhuma demora e prontos para descansar para o que nos esperava nos próximos dias.
Tomamos café da manhã e ali mesmo ficava claro que não estávamos em um lugar comum. Para desejum: caldo de peixe e caldo de ovos. Ovos!! Inteiros!! Flutuando na calda avermelhada. Bom, gosto é gosto, né?
Basicamente passamos o dia no hotel, pois absolutamente tudo estava fechado. Mal conseguimos almoçar fora. O restaurante em questão foi o famoso Dona Maria. Pedimos carne seca e acompanhamentos. O prato era enorme. Caro. Mas muito gostoso. Claro que não podia faltar o coentro, que estava presente no vinagrete que não tem vinagre, vai entender. Para digerir a comilança, decidimos ir caminhando até o hotel que era relativamente perto, mas não do lado. Mas para quem já havia caminhado tudo que caminhamos na noite anterior, aquilo era fichinha. Fomos apreciando a cidade quase fantasma, pois não haviam pessoas nas ruas e mal se enxergava um carro ali e outro acolá. Demos uma paradidinha no McDonalds para comer um sorvetinho, porque ninguém é de ferro, e chegamos ao nosso hotel, prontinhos para a soneca da tarde.
Para finalizarmos o dia fomos tomar banho de piscina ao anoitecer com champagne. Somente nos dois, a piscina e as estrelas. Maravilhoso.

Balanço do dia:
Onde: São Luis
Hospedagem: Expresso XXI.
Gourmet Acidental: Filé de peixe com camarão do Hotel. Perfeito!
Tempo: Nublado com vento
Ponto Alto: Piscina ao entardecer com champagne. Somente nós e as estrelas
Nível de cansaço: físico: alto; mental: baixíssimo
Compras: nenhuma, tudo estava fechado devido ao ano novo

terça-feira, março 03, 2009

E a viagem começa - parte 1

Não havíamos planejado passar nossas férias no Maranhão. Na verdade, não havíamos planejado qualquer coisa. Foi devido às “forças externas” que nos vimos obrigados a tirar férias em um dos períodos mais conturbados para isso: entre o Natal e o Réveillon.
O pouco tempo para planejar e os recursos limitados não nos davam muitas opções. Tínhamos que conciliar dinheiro+tempo+disponibilidade, uma coisa nada fácil considerando a época do ano. Somado a isso todo aquele stress adorável de compras para o Natal, receber familiares, organizar festas, etc.. A solução, então, era procurar uma agência de turismo que nos ajudasse a encontrar o pacote perfeito. E foi ai que quase estragamos tudo. Digo isso, porque se ficássemos na dependência deles, jamais teríamos saído de Porto Alegre. Pacotes superfaturados, falta de atendimento adequado, atrasos nas cotações, são algumas muitas reclamações que tenho da CVC.
Mas se podemos falar de coisas boas, por que ficarmos falando das ruins, né ? Além do mais, graças a internet, hoje ninguém mais depende de uma agência de turismo para passear. Dependendo da disposição e paciência, as vezes é até melhor fazer tudo por conta. Sobra mais dinheiro, mais diversão pré-passeio, mas eventualmente micos e gorilas surgirão, sem, no entanto, atrapalhar em nada a viagem. Desde que, claro, se tenha bom humor...
No nosso caso em particular, por ser eu uma “rata de internet”, tudo ficou mais fácil. E confesso que até prefiro desse jeito. Começo a “viajar na viagem” como diz o Ricardo Freire, meesmo.
Como nossa grana estava curta e o período não era muito favorável. Acabamos escolhendo um destino que apesar de ser maravilhoso, não é tão procurado nessa época: Lençóis Maranhenses (a alta temporada é no meio do ano, quando as lagoas atingem sua capacidade máxima).
Destino escolhido então era hora de começar a fazer as reserva: passagens, hotéis, translados. Nesse momento é que quem não tem muita experiência ou relativa paciência, volta correndo para as agências de turismo, mas calma, nem tudo está perdido. Uma boa leitura no livro ou no blog (Viaje na Viagem) do Ricardo Freire (sim, sou fanzoca do cara!) ajuda em muito a perder esse medo. Se bem que ele recomenda e muito um agente de turismo, mas, bem, sabe como é que é ... ele vive viajando. Óoooooobio que os agentes irão tratar ele bem. Agora se tu não és famoso, rico, ou viagem muito... well... depois não diz que eu não avisei. Veja bem, falo isso para aqueles turistas, que assim como eu, não gostam de lugar comum, pacotes prontos e etc. Gosto é único e particular, portanto, sem discussões a respeito, certo?
Voltando as reservas, tenho que admitir que até quem tem experiência fica um pouco irritado com o despreparo, turisticamente falando, do maranhense. Conseguir uma resposta rápida e compreensível é quase uma tarefa para Hércules. Internet para a maioria é só pra enfeite. Não serve para nada. Responder emails, pra que não é mesmo? Sinceramente, não entendo porque gastam dinheiro criando páginas e mais páginas se no final tu vais ter mesmo é que usar o bom e velho artefato criado por Graham Bell. E é bom estar alerta, porque nem tudo que reluz é ouro... mas sobre isso falo mais na frente.
Feitas algumas reservas. Saímos de Porto Alegre no dia 31 de Dezembro. E apesar de todas as exclamações e espantos de que passaríamos a virada do ano no aeroporto, chegamos em São Luis no horário previsto (a fé não costuma faia.. ehehhe).
Fomos direto para o hotel, afinal queríamos descansar para aproveitarmos melhor a virada na beira da praia. Expresso XXI é o dito. Regular. Nada surpreendente, mas bem localizado para quem quer vivenciar a parte nova e badalada da cidade (a beira mar). Um pouco distante do centro histórico, nos serviu imensamente, pois queríamos pular as 7 ondas sem no entanto ter que ficar em filas e mais filas de trânsito.
Falando no dito, resolvemos sair cedo par a orla. Como não conhecíamos a cidade o melhor era não dar chance para o azar. Tínhamos alguns restaurantes pré-selecionados para jantar, só que para nossa surpresa estavam fechados. Agora me diz quem fecha um restaurante no réveillon, principalmente se está localizado no epicentro da muvuca? Mas tuuuuuuuudo bem. O jeito era improvisar. Ficamos caminhando pelos inúmeros barzinhos a procura de um lugar bom e barato. Sim. Porque haviam alguns restaurantes cobrando R$ 150,00 por cabeça, por um Buffet que não valia nem R$ 30,00.
Acabamos optando pelo Bar Jeito Carioca, que depois de alguma negociação, topou não cobrar “taxa” pelo uso da mesa, desde que, claro, jantássemos e desocupássemos a mesa antes das 23 horas. Como nosso objetivo era comer e sair caminhando pela orla, não nos importamos muito. Escolhemos provar caranguejo pela primeira vez. Não preciso nem dizer que... odiei. Muitoo trabalho para pouco prazer, fora a quantidade obscena de coentro que eles colocam que fica praticamente impossível sentir o gosto de qualquer outra coisa. Depois fiquem sabendo por uns amigos que o problema foi que não me ensinaram a comer direito (sei não Vânia, Mary, JB e Luis... vou deixar pra provar novamente ai em Belém. ;-)). Mas até que provem o contrário, sinceramente não vou perder mais meu tempo com isso.
Conforme o combinado, saímos do bar antes das onze e fomos caminhar na beira do mar. Fazia tempo que não ficávamos só nós dois, conversando sem nenhuma preocupação com tempo ou horário. Foi maravilhoso, pois muitas famílias e casais assim como a gente andavam despreocupados, rindo, brincando. O luar fornecia luz e dava o clima perfeito para a caminhada.
Depois de uns 3 km (inacreditável, mas caminhamos tudo isso sem sequer notar), paramos em frente ao palco montado onde logo, logo teria o show do Fábio Junior. Confesso que não sou fã do cantor, mas a hora que ele começou a cantar Epitáfio, do Titãs, alguns minutos depois da meia-noite, fique muito feliz de estar ali. E feliz de estar ao lado do meu marido. E pela primeira vez na vida passei o meu réveillon sem chorar, apenas com uma paz imensa no coração, com a promessa de um 2009 inesquecível.

Balanço do dia:
Onde: Porto Alegre – Brasília – São Luis
Hospedagem: Expresso XXI. Honesta e limpa. Colchões sem mola individuais.
Tempo: Nublado
Ponto Alto: Show do Fábio Junior na beira mar
Ponto Baixo: Troca de lugares no vôo, devido aos assentos não marcados anunciados na última hora.
Sorte: Taxi na volta do réveillon. No meio da muvuca, um pouco antes da lomba pra lá de imensa.
Nunca mais: comer caranguejo inteiro. Muito trabalho e sujeira para pouco prazer. Coentro in natura.
Nível de cansaço: 150%
Compras: inacreditavelmente, nenhuma.

Fotos: http://www.flickr.com/photos/temperosdavida/sets/72157612794740452/

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Antes tarde do que nunca...

Depois de sei quanto tempo sem escrever, volto aqui (porquê sempre retorno) para contar como foi a minha viagem para o Maranhão. Como gosto de detalhes serão vários posts. Não tenho como precisar, mas tenho certeza que valerá a pena viajar comigo. hehehe

Vou contar como foi a escolha da viagem, os lugares que passei, os micos que paguei e outras cositas mais.

E aonde estive esse tempo todo? Não, não estive no Maranhão, se é isso que pensaram. Fui e já voltei faz tempo, mas a corrida do dia a dia, e a preguiça que invade meu corpo me impediram de escrever.

O ano de 2008 foi especial e merece um post só para isso, pero como sei que talvez isso nunca acontece. Então segue um breve retrospecto:

* Comecei a participar ativamente do Flickr e criei o grupo Gaúchas Crafteiras e isso mudou muita coisa. Conheci pessoas maravilhosas, outras nem tanto. Mas o importante foi perceber que sempre existe um novo começo para tudo. Basta querer. E que não precisamos mudar nossos sonhos de criança, apenas adaptá-los.
* Das pessoas que me foram presenteadas esse ano Marci, Dedá e Vi, foram com certeza uma alegria imensa. Sei que o "pra sempre" é algo muito relativo, mas adoraria ter as 3 por perto por muiiiiiiito tempo.
* Aprendi que "pra sempre" as vezes existe somente no meu coração. Que amizades que pareciam ser eternas, acabam sem se quer dar um aviso. Que a cumplicidade que antes existia, hoje não passa de um bem querer sem compromisso. Talvez eles ainda não estejam preparado para o "pra sempre" ou talvez eu é que não esteja pronta para "deixar partir".Chorei, me magoei, mas aprendi.
* Terminei meu curso de italiano depois de quatro anos. Sei que apesar de ainda não estar fluente, posso me comunicar e enteder, mesmo que somente um pouco. E isso, para mim, já é muiita coisa. Amigos queridos que fiz, espero que não se percam no dia a dia corrido de nossas vidas.
* Engordei, emagreci, engordei de novo, emagreci menos, engordei mais. E essa é a minha sina nessa vida. Eita coisa difícil...
* Li poucos livros, mas em compensação leio mais de 200 blogs diariamente. A maioria em inglês, uma parte em portugues, alguns italianos, poucos franceses. Mas quase todos sobre meu assunto predileto: craft world.
* No cinema foram tão poucos filmes que vi que posso listá-los: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal ; As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian; A Múmia 3. Espero que isso mude esse ano.
* Natal eu passei com a familia, cozinhando muiiiiiiiiiiiito. Estava maravilhoso. Natal sem stress é coisa rara, mas esse foi senhuma incomodação. Só alegrias.
*Ano Novo fui passar no Maranhão, que é a viagem que irão acompanhar.
* Voltei e peguei no batente, 20 dias não foram sufientes... mas fazer o quê, né?

Então tá, feita a retrospectiva apertem os cintos e vamos passear!

No próximo post... é claro!

See ya,

quinta-feira, dezembro 18, 2008

segunda-feira, novembro 24, 2008

A tirinha que nunca deveria ter sido criada.

Quando comecei a ler o post de hoje do Inagaki, achei estranho que o “amadurecimento” da Turma da Mônica trouxesse qualquer sentimento para seus antigos leitores. Nunca fui muito fã desses quadrinhos, sempre preferi as histórias do Tio Patinhas e turma, achava as historinhas da Mônica sempre muito simples, sem grandes aventuras. E talvez por isso mesmo, não pude, de imediato, entender a reação de Inagaki. Mas foi só tocar em algo que considero tão precioso*, que tudo mudou e pude ver as coisas por outro ângulo.
Se pudesse voltar atrás, gostaria de nunca ter lido clicado naquele link e jamais ter que me confrontar com a dor que essa tirinha me causou. Nominada por ele como a “tira mais triste de todos os tempos”, mais do que constatar que envelhecer é inevitável, ela representou para mim uma das mais dolorosas rupturas que vivi até hoje.
Com toda certeza ver Calvin olhar seu tão amado Haroldo com aquela indiferença que tanto nos magoa foi reviver momentos duros de minha vida. Momentos que pensava nunca iriam existir. Foi relembrar da dor de ver que, para minha melhor amiga, eu já não era mais a confidente para todas horas. Foi ver que havíamos crescido e que mesmo nos amando já não éramos tão essências como antigamente; que nossos segredos agora pertenciam a outros corações para serem compartilhados. Foi descobrir entre sussurros de alegria que ela estava grávida, mas que eu ficaria sabendo somente muito tempo depois. Não era mais um momento meu. Era o momento em que eu deixava de ser principal para ser coadjuvante. Era hora de cortar o “cordão umbilical” que nos unia, mesmo sendo apenas irmãs. Mas eu não estava preparada e, confesso que, ainda hoje, não estou.
Ela provavelmente nunca soube disso. Na verdade, talvez esteja descobrindo isso agora, enquanto lê esse post. Nunca tive coragem de confrontá-la, de perguntar, porquê? Chorei naquele dia como poucos em minha vida. Chorei por meses. Aquele segredo nos separou como nenhuma das piores brigas havia conseguido. A partir daquele dia, eu soube que tudo seria diferente. Não. Não deixaríamos de ser irmãs, mas com certeza não teríamos aquilo que quando criança achamos que jamais perderemos: a cumplicidade absoluta de todos os momentos.
É. Crescer é inevitável. Para alguns essa passagem é mais rápida e fácil. Para outros nem tanto. Duro perceber que o mundo externo consegue interferir na nossa essência mesmo que lutemos com todas nossas armas. Duro perceber que a criança que existe em nós tem que ser esquecida. Mas nada é mais duro do que perder nossa infantil ingenuidade de que seremos imutáveis para o resto de nossas vidas.


*Amo Calvin e Haroldo. Coleciono suas tirinhas porque nelas consigo enxergar um pouco de mim mesma.