segunda-feira, maio 10, 2010

O primeiro... a gente nunca esquece!



Apesar do ano passado meu estado de mãe ser presente (estava grávida), foi somente nesse ano que pude comemorar na plenitude esse dia tão especial.
Aproveitei uma dica pra lá de bacana dos Destemperados e levei a família toda para comemorar o Dia das Mães no João de Barro. Decisão sábia. Fugimos das filas homéricas, da irritação de ter que esperar horas para comer e do barulho ensurdecedor dos restaurantes lotados.
Confesso que rolou um stress inicial até chegarmos ao local. -Segue mapa do site. Troca para Google Maps. Discute que não estamos indo na direção da bolinha piscando. Para e pergunta. Mas esse não serve. Para e pergunta para outro. Não sabe o caminho. Calma. Irritação. Alterações nas vozes. Pergunta de novo. Também não sabe e olha como se fossemos ETs. Para e pergunta para outro. Hum... Agora sim. Viu? Falei que estava certo. Estava nada. Não sabe seguir mapa. Não sabe usar GPS. Hum... Estradinha meio feia essa.
A entrada não é convidativa, mas por de trás daquele portão marrom está um jardim pequeno e um parreiral todo enfeitado para nos receber. Fomos uns dos primeiros a chegar. O proprietário o Sr. Marcos nos recepcionou calorosamente nos encaminhando direto para a mesa que tão prestativamente havia conseguido para nós alguns dias antes.

Apesar do São Pedro ficar brincando de liga/desliga o sol, a atmosfera do local nos remetia gradativamente a uma festa na colônia. Várias opções de pratos espalhadas por todo o quintal nos advertia para não gastar todas as fichas em uma aposta só. E o piano e demais instrumentos insinuavam claramente que a festa não era só para o paladar.

Lentamente outros sortudos foram se acomodando entre as mesas e cadeiras espalhadas e com a mesma alegria começaram a compor aquela festa do Dia das Mães.
Não vou comentar sobre a delícia do puchero (caldo de legumes e carne para quem não sabe), nem da costela macia, muito menos dos pimentões assados mais doces que eu já comi na minha vida. Também não vou contar que o antepasto de berinjela tem um segredo no tempero que te faz querer e querer mais e mais. E é claro que não vou dizer que a ambrosia e o rocambole de goiaba pareciam saídos daquelas fazendas do século passado.




Mas vou contar que a casa tem um jardim de temperos muito gracioso; que a cada olhar na decoração viajamos um pouquinho na história; que o som da vitrola tocando tango fez minha mãe e meu pai saírem dançando no meio do lugar; que as músicas antigas tocadas pelos músicos traziam lembranças para quase todos os presentes e que isso os enchia os olhos d’água.


Mas vou dizer principalmente que a alegria de minha mãe e do meu pai em compartilhar aquilo conosco não tem preço. Assim como não tem preço ter escolhido esse lugar para comemorar o primeiro ano como mãe do Nicolas.

Foi um Dia das Mães simplesmente divino! Que venham os próximos! :D

5 comentários:

Vanessa Maurer disse...

Flor, que lugar mais do que especial! Fiquei encantada com o ambiente, com a horta, com o cardápio e principalmente, em saber da música ao vivo... eu sou movida a música...
Que venham outros tantos dias das mães felizes prá ti!
Bjo bjo
Van

PS: Vou te linkar no blog, assim não te "perco" hihihi...

Pil disse...

Van, o lugar é encantador. E a música é aquela tocada com a alma, sabe? Vale muiiiiiito a pena. Como te disse via twitter, quando vieres aqui para o sul eu te prometo te levar lá, tá?

bjocas

Atelier Caseiro disse...

Realmente parece tudo de bom!

Sâmia disse...

Oi Pil!
Acabei de descobrir teu blog e tô adorando...

Estava no João de Barro no dia das mães e concordo com tudo que foi dito aqui!

Que escolha maravilhosa para este dia, hein?!

Bjos

Pil disse...

Oi Sâmia!

Que bom que gostaste. Volte sempre! Mesmo eu não atualizando toda a hora, o que eu posto aqui com certeza é com muito carinho.

Aquele dia foi maravilhoso sim! Não vejo a hora de voltar lá. hehehe

bjs