quarta-feira, julho 21, 2010

Jamaica - O caminho até a chegada na ilha

Há 1 ano e 2 dias eu embarcava para a Jamaica. Mas acabei nunca fazendo o registro dessa viagem. A razão de eu não ter feito isso é tão óbvia para quem acompanha esse blog, que nem vale a pena perder tempo explicando, certo?


Essa viagem foi sem planejamento e muito de surpresa, e sendo uma oportunidade única, não poderia dizer não para ela. Confesso que relutei um pouco, afinal tínhamos acabado de comprar um apartamento, bebê a caminho e a passagem aérea era absurdamente cara. Mas graças à insistência e conselhos da minha irmã (psiu! valeu, viu?) eu resolvi arriscar. E não me arrependo.
Tomada a decisão e com passagem na mão, era hora de fazer a minha parte quase tão predileta quanto viajar: o preparo. Com o nosso velho e bom amigo Google na mão, saí a pesquisar dicas e advertências que pudessem fazer a diferença nessa viagem. Trabalho árduo. Definitivamente essa ilha, lá no meio do Caribe, não é o destino mais procurado pelos viajantes da internet. Em português achei quase nada, nem no lá no Viaje na Viagem (razões para isso estão bem claras, para quem viaja no blog). Então sem os conselhos sábios do Riq (quem vê até pensa que é intima...) e com dicas comercias (não as minhas preferidas) embarquei de mala e cuia para a ilha do Bob.

Depois de 8 horas de vôo São Paulo – Miami, espremida em uma cadeira para anoréxicos da TAM desembarquei para fazer a conexão para Kingston. Haviam me informado que eu deveria retirar minha mala e despachar a mesma no guichê da American Air Lines, depois de passada a imigração. Pois bem, após aguardar uns 45 minutos e nadica de nada da minha mala aparecer, um funcionário da companhia veio me informar que minha mala iria direto para o destino final. Pensei. Pensei e já estava quase saindo quando resolvi falar com o atendente que fica controlando quem sai com o quê do saguão. (Aqui vale um “a parte”, não vá para Miami pensando que irá falar inglês, porque não vai! Vai do bom e velho portunhol e tudo sairá perfeito, e eu falo sério!). Depois de tentar explicar em inglês o que eu queria e repetir tudo em um portunhol podre de bagaceiro, finalmente consegui descobrir que realmente a mala havia sido despachada.

Atrasada, era hora de percorrer a pequena (leia-se imensa) distância do meu terminal até o terminal de embarque para Kingston. Se estando em plena forma já é dureza, imagina com um barrigão de 6 meses? Claro que cheguei lá botando meus “bofes” para fora e óbvio que a fila estava imensa. E o privilégio para idosos e grávidas? Não por lá my friend, não por lá!. O jeito foi apelar dizendo que eu iria perder o vôo . Funcionou.
Já sentadinha na minha cadeira Quase Anorexia da AmericanAirlines, tive uma crise de tosse doida (presentinho da minha inseparável rinite de todos os dias) que jurei que eles iriam me fazer voar pela janela (lembrem-se, era época da gripe A, máscaras e etc.). Mas que nada. A paranóia rolava só no Brasil mesmo.

Uma hora de vôo e duas horas de diferença no relógio (fuso) cheguei finalmente a Kingston. A imigração foi tranqüila, e minha mala estava lá bonitinha me esperando para meu alívio. Era hora de encarar o vento “bafão de forno” no rosto sem tempo de despressurizar, pois por lá depois de pegar a mala é rua, direto. Sim. Isso mesmo. A gente não sai para um saguão e depois vai para a rua. A porta dá na rua, onde uma barraquinha tipo “praia” ampara os pobres infelizes a espera de locomoção. Anyway...

Aqui vale lembrar que o aeroporto para os turistas fica do outro lado da ilha, onde os resorts e as belezas caribenhas se encontram tá? Kingston não é para turistas. Definitivamente.
Pena que acabei não tirando foto dessa situação prá lá de pitoresca, mas o calor era demais e o dramin tomava conta de minha pessoa. Por isso mesmo fomos direto para o hotel. Maridão estava hospedado no Hilton, que apesar de pertencer à famosa cadeia, está completamente atirado as moscas. Paradinho no tempo, mesmo. Totalmente não recomendo se hospedar nele, até porque a menos de 60 metros ficam dois hotéis bons e baratos e muito mais modernos (ambos testados): o Pegasus e Courtleigh.

Depois de descansar um pouco fomos almoçar/jantar na Pizza Hut localizada bem pertinho do hotel. O lugar estava completamente no breu, escuro mesmo, só tinha iluminação que vinha da rua (o que posteriormente descobri ser um padrão e não uma exceção, devido a economia de energia). A maioria das pessoas entrava apenas para buscar suas encomendas, poucos ficavam para comer ali, e por isso mesmo, acho eu, que o serviço é tão menosprezado. Ficamos horas esperando para sermos atendidos e mais um tanto a para recebermos bendita pizza. Enquanto aguardávamos consumi 1 jarra de SevenUp, tamanha a sede que imperava no meu corpo. Após terminarmos, demos uma voltinha na quadra e voltamos para o hotel e capotamos na cama.

Links desse post:

Viaje na Viagem - site muito completo sobre viagens e como se divertir nelas
Hotel Pegasus
Hotel Courtleigh
Hotel Hilton
Trip Advisor - ótimo site para pegar dicas de viajantes, foi onde achei boa parte dos must do, must not da Jamaica
Site oficial da Jamaica

Um comentário:

Vanessa Maurer disse...

Poxa, que aventura! Bjos