quinta-feira, abril 01, 2010

Minha indicação para os Destemperados

Os guris do blog Destemperados (quem não conhece, não sabe o que está perdendo!) fizeram um mini-roteiro-guia de restaurantes para aqueles sortudos que irão passar o feriadão da Páscoa em Buenos Aires, BsAs para os íntimos, e pediram para seus leitores ajudarem com mais indicações de lugares “comíveis” bacanas por lá.

Como amo BsAs e já fui algumas vezes para lá, não poderia ficar fora dessa, não é?
Então vou passar dois lugares que dependendo do perfil do viajante irá agradar tanto aos olhos quanto ao paladar: Museo Del Jamon e Las Violetas. E um outro que apesar da decoração ter parado no tempo , os sabores e os aromas valem a visita: Jose Luis.


Vamos então ao Museo Del Jamon, como o próprio nome diz é um “ode” ao presunto na sua melhor forma. Alí, juntamente com um cardápio de comida mediterrânea, é possível comer os melhores presuntos oriundos da Espanha. A decoração é um fator a parte com muito vermelho e veludo, nos remete a um cabaré espanhol.

Já o segundo indicado o Las Violetas é um dos cafés mais charmosos e antigos de BA. Fundado em 1884 conserva na sua arquitetura todo os vitrais típicos da época. O serviço de chá para dois é imenso e comporta certamente 4 pessoas. O único porém é à distância. Fica razoavelmente longe do centro turístico de BsAs, mas como os valores cobrados pelos taxis por lá são quase ínfimos, vale a pena investir um pouquinho mais.

A terceira e última indicação é o Jose Luis. Escondidinho em uma galeria no meio da Recoleta, dependendo da época e horário, melhor é fazer reserva para não se decepcionar com a fila. Mas garanto que vale a ligação. Para não estragar a surpresa não vou falar muito sobre a comida, só não vai deixar de experimentar o Mousse de Torrone. Acho que a foto fala por si, não?

No mais é se divertir muito e saber que as melhores memórias estão vinculadas ao olfato e ao paladar, não é mesmo?

quarta-feira, março 31, 2010

Coelhinho da Páscoa o que trazes para mim?

Lembro de um tempo em que eu esperava o coelhinho com ansiedade normal de toda criança; de esperar o domingo de Páscoa em baixo das cobertas, pois naquele tempo o frio chegava junto com os ovinhos.
Lembro de guardar os melhores chocolates para comer mais tarde e, quando o mais tarde chegava, perceber que meus irmãos haviam “assaltado” minha cesta.
Lembro das brincadeiras e esconderijos que meus pais planejavam pra gente.
Impossível esquecer também daquelas páscoas mais simples devido à falta de grana, mas nem por isso menos encantadoras; de ter recebido uma vez apenas uns sorvetinhos de marshmallow que vinham com uns brinquedinhos de plástico e também de ver a tristeza nos olhos de meus pais por não poderem nos dar o que desejávamos. Lembro de querer arrancar aquela tristeza deles, pois o mais importante estava ali.
Lembro das pegadinhas pintadas pela minha mãe por toda a casa. E de ficar “matutando” como é que eles conseguiam comprar os ovos sem que percebêssemos, quando ir ao supermercado era uma tarefa familiar.
E como não lembrar dos filmes antigos, como Ben Hur, que sempre passavam na televisão e que por mais que tivéssemos visto 1 milhão de vezes, ainda assim assistíamos mais uma vez.
E a bacalhoada? Como não sentir o seu cheiro e seu gosto ainda hoje? Meu pai adorava fazê-la a Gomes de Sá, com muita batata e azeitona. Ou então em épocas mais contidas, um peixe assado com muito recheio e um pirãozinho com um camarãozinho ali outro acolá.
E não posso deixar de rir quando me recordo de uma Páscoa que minha mãe encomendou ovos maciços e careiros. O chocolate era tão duro e impossível de quebrar que acabou ficando congelado para usar em mousses, durante um ano inteiro!
Lembro que meu avô adorava ganhar caixa de bombons de Páscoa. E que secretamente vinha e me oferecia a mesma para que eu pudesse escolher um bombom antes que ele escondesse a mesma de todos.
E que as caixas de bombons vinham com aqueles de frutas: banana, ameixa, uva, que eu detestava, mas que meu sempre comia.
Lembro que meus pais compravam para eles caixa de Bis e diziam que aquelas eram para eles, mas que no final acabavam sempre dividindo com a gente.
São tantas as lembranças. Tantas alegrias. E tantas saudades de tudo que já se foi.
Eu me pergunto, agora com meu filho, que lembranças ele terá? Terá ele irmãos para compartilhar esses momentos? Terá ele saudade, assim como eu? Será que saberá a importância desse convívio familiar? E que um dia sentirá saudades de tudo isso? Será?

quarta-feira, março 17, 2010

Nunca é tarde para voltar

Tirando a poeira desse meu canto tão querido, mas ao mesmo tempo tão negligenciado, segue uma brincadeira que vi no blog Cinderberry Stitches e que achei bem bacaninha:

Para hoje ...17 de Março de 2010
Do lado de fora da minha janela... um sol radiante e um céu azul que pede um passeio
Eu estou pensando....que a vida pode ser mais simples do que parece

Eu agradeço...pela minha família e principalmente pelo lindo filho que tenho.

Eu estou vestindo... calça jeans capri, e blusa branca (com uma mancha do café que derramei vindo para o trabalho :-(
Eu me lembro... do tempo que eu era criança e que eu queria crescer tão rápido...se eu soubesse...
Eu vou... tentar descansar um pouco hoje a noite.
Da cozinha... do refeitório um leve cheiro de feijão cozinhando
Eu estou criando...pouquíssimas coisas nesses meses
Eu espero...ter a coragem necessária para mudar o que me incomoda e realizar meus sonhos.
Eu estou ouvindo... Tina Tuner “Thunder Dome”
Reparando...que minhas unhas estão necessitando de uma manicure urghente
Pensando sobre essas palavras... "Pra você guardei o amor que não soube dar”
Eu acabei de ler... nada... minha leitura anda muito atrasada, a não ser que Google reader conte.
Uma das minhas coisas favoritas...é tomar chimarrão em uma manhã ensolarada com uma brisa batendo no rosto
Uma fotografia do meu arquivo...

terça-feira, junho 09, 2009

Love is a sweet surprise!

Nicolas!!!



* Descobrimos ontem que nosso filhote será mesmo um menino!

* Somente minha mãe sabia desde o começo que seria um guri, todo os outros apostavam em uma menina.

* Ele já está com 13 cm e crescendo!

* Já havíamos escolhido o nome dele há muito tempo: Nicolas.

* Descobri hoje que os dois significados do nome são: o conquistador e o vencedor do povo. Achei tão bacana!

* Agora estou em dúvida sobre a decoração do quarto. Sempre sonhei em fazer tudo com Teddy Bears, mas tbm surgiu a vontade de fazer com o tema Calvin & Haroldo.

* O quartinho tá pintado de amarelinho, mas dá pra adaptar pra verde e creme, apesar de eu adorar azul.

* O nascimento está previsto para 15 de novembro, então é quase certeza que será um guri de escorpião.

quinta-feira, junho 04, 2009

É hora do tempero!

É engraçado que no nome desse blog tenha temperos e quase não falo de comida por aqui, né?
Não que eu não goste, na verdade, eu adoro tudo relacionado a comida, mas as vezes acabo deixando isso de lado para tratar de outros assuntos.
No entanto, nunca é tarde para (re)começar.
Hoje vou falar sobre um antepasto que eu amo fazer e que foi aprimorado por mim. Acredito que poucas pessoas conheçam essa versão, mas garanto, quem dela provar jamais esquecerá.
O antepasto em questão é pimentão em conserva. A maioria das receitas apenas dá um leve cozimento no pimentão, deixando de lado o que ele tem de mais saboroso: o seu açúcar! Pensando nisso resolvi prolongar um pouco mais esse processo de cozimento e eliminar o vinagre por completo. O pimentão vermelho e amarelo, possuem um alto índice de açúcar, mas para que essa doçura seja bem acentuada é necessário que asse o pimentão quase ao ponto de caramelização.

Chega de conversa e vamos a receita:
Igredientes:

500 g de pimentão vermelho

500 g de pimentão amarelo

Oléo de girassol, granola, ou de sua preferência suficiente para cobrir os pimentões.

Modo de preparo:

Lave bem os pimentões e corte em tiras finas, deixando as sementes. Sim. Elas dão um sabor especial a conserva. E, não, não fazem mal algum. Mas claro que se quiser tirar, não tem problema.

Arranje os pimentões em uma bandeja que possa ir ao forno, pode ser pirex ou até mesmo teflon. Cubra todos os pimentões com óleo. Não recomendo utilizar azeite de oliva, pois o sabor do pimentão e o tempo de cozimento acabariam por confundir o sabor do azeite, tornando quase impercepível.

Antepasto de Pimentão




Antepasto de Pimentão


Cubra com papel aluminio e asse em forno na temperatura baixa por mais ou menos 1 hora. Depois disso, retire o alumínio e deixe assar por +ou- 30 minutos ou até que doure. Nessa momento é importante ficar cuidando para evitar que os mesmos se queimem ou que dourem em só uma parte, mexendo de vez em quando.


O antepasto está pronto. Deixe esfriar, repasse o pimentão para um pote esterilizado cubrindo com o óleo do próprio cozimento e mantenha na geladeira. Certamente sobrará um pouco de óleo extra aromatizado que serve para temperar saladas ou incrementar um bom molho de tomate.


Antepasto de Pimentao



Entradinha espetacular de Antepasto de pimentão:

Corte em fatias média uma baguete bem crocante. Coloque uma fatia generosa de queijo gorgonzola ou estepe e cubra com uma colher do antepasto de pimentão. Pode ser aquecido ou servido ao natural. Hum... simplesmente divino!

See ya,

quinta-feira, maio 28, 2009

O sorriso embaraçado de Monalisa



Ontem fui tentar comprar roupa para grávidas, já que as minhas não querem mais usufruir desse lindo corpitcho. Mas em algum momento da minha existência esqueceram de me avisar que mulheres TAMANHOS GRANDES não podem se dar ao luxo de se vestir.


A procura de lojas de gestantes, o que é quase como encontrar uma agulha no palheiro, entro na única do shopping e qual minha surpresa ao descobrir que só existem roupas para gestantes alla Giselle Büechen (será que é assim que se escreve? Melhor não acertar mesmo, vá que começe a receber visitas importantes...ahahahha). Sim meus caros ouvintes, GORDAS, não são bem vindas. GORDAS não merecem se vestir. Melhor GORDAS deveriam ser exterminadas desse nosso universo tão perfeitinho costruido a base de muita plástica e photoshop.


Já repararam como só existe roupas modelo-excroto para tamanhos grandes? Sempre aqueles estampas horrorozas, sempre nos mesmos tons, e em cortes quadradões que só fazem é destruir qualquer estima que resta nas gordinhas. Somado a isso a certeza de que gordinhas não merecem um bom estilista. Para que perder tempo com esses seres que só poluem nossas visões, não é? Vamos vestir todas elas com roupas de velhas, mesmo que tenham apenas 17, 20 ou 30 anos. Gordas devem se vestir de maneira igual e ridícula.


Fora o constrangimento que as GORDAS são obrigadas a vivenciar cada vez que pedem para experimentar uma calça: "Não, infelizmente nossa grade vai até o 42 acima disso somente em lojas de TAMANHOS GRANDES". Como é que é?!!!!! Para o mundo que eu quero descer. Sério! Minha irmã que é magéeeeeeeerriiiiiiiima, as vezes tem que usar esse número, porque vejam só : "ai, é que nossa confecção é pequena". Cadê o IMETRO nessa hora? Chama já o Fantástico!!! Exijo uma matéria compariva útil, e não aquelas pra ver se no rolo de papel higiênico tem 3 metros a menos do que o descrito. Sim, porque quando passamos a nominar uma calça 36 como tamanho 42, alguma coisa tem que estar muito errada nesse mundo.


Não me admira o índice absurdo de anorexias e bulemias que invadem cada vez mais as casas das adolescentes e ninguém sabe o porquê. Agora imagina, se até as magérrimas são classificadas de uma forma injusta e errônea, o que sobra para as GORDAS EXCROTAS E SEM NOÇÃO?


Sobra chorar na frente do espelho, no chuveiro, sozinhas.


Não, não tenho raiva das magras. Acho elas lindíssimas. Gostaria até de ser uma delas e me sentir parte do sistema. Mas não sou. Talvez por preguiça, como alguns devem pensar, talvez por metabolismo, ou até porque era assim que deveria ser. Só não tolero essa miopia que se instalou no planeta terra, principalmente no Brasil, de achar que todas as mulheres são tamanho ppppp. Não somos iguais. E não deveríamos ser. Se assim o fosse, seríamos robôs planejados com medidas exatas e sem erros. Seríamos chatos e sem graça. O bacana é sermos diferentes, mesmo que esteticamente não seja o padrão mais bonito do mundo.


Sim, porque no final de tudo, eu digo, realmente no final de tudo, nosso corpo é apenas a embalagem. E geralmente, no final, colocamos ela fora, não é mesmo?


See ya,


quarta-feira, maio 27, 2009

E o tempo voa...

* Quase 3 meses sem aparecer por aqui. Peraí, cof, cof, deixa eu tirar a poeira. ;-) heheh

* "O mundo anda tão complicado Que hoje eu quero fazer tudo por você..." como já dizia Renato Russo.

* Escrever em forma de tópicos, quem diria, é bem mais agradável quando o tempo é um fator relevante.

* Apartamento novo, reforma, baby coming, e outra cositas mais ao mesmo tempo é dureza. Mas a gente vai levando.

* Queria escrever uma lista de resoluções para a vida, para o trabalho, para tudo. Mas como é difícil...

* Espero que após a mudança eu possa me dedicar mais ao artesanato, que já tá criando teia de aranha ali em cima daquele monte de coisas pra fazer...

* As dores nas costas estão me matando... e ainda nem passei do 4º mês. Pilates já! Mas e o dimdim pra isso, mesmo?

* Essa minha inconstância é que me mata.

* Quero ver se passo mais por aqui para indicar sites e blogs bacanérrimos e que merecem toda a divulgação, mas que acabo não fazendo por pura preguiça.

* Será que alguém ainda passa por aqui?

See ya,

ah! ps. já ia esquecendo. Essa nova ortografia não é pra mim, tá? Se bem que nem a anterior era...entonces...

sexta-feira, março 06, 2009

Após o Reveillon - viagem parte 2

Antes mesmo de o show acabar, resolvemos que era hora de partir. Sim. Porque senão ficaríamos horas tentando pegar um taxi quando todo aquele povo resolvesse voltar para suas casas. Decisão mais acertada impossível. Chegamos ao hotel sem nenhuma demora e prontos para descansar para o que nos esperava nos próximos dias.
Tomamos café da manhã e ali mesmo ficava claro que não estávamos em um lugar comum. Para desejum: caldo de peixe e caldo de ovos. Ovos!! Inteiros!! Flutuando na calda avermelhada. Bom, gosto é gosto, né?
Basicamente passamos o dia no hotel, pois absolutamente tudo estava fechado. Mal conseguimos almoçar fora. O restaurante em questão foi o famoso Dona Maria. Pedimos carne seca e acompanhamentos. O prato era enorme. Caro. Mas muito gostoso. Claro que não podia faltar o coentro, que estava presente no vinagrete que não tem vinagre, vai entender. Para digerir a comilança, decidimos ir caminhando até o hotel que era relativamente perto, mas não do lado. Mas para quem já havia caminhado tudo que caminhamos na noite anterior, aquilo era fichinha. Fomos apreciando a cidade quase fantasma, pois não haviam pessoas nas ruas e mal se enxergava um carro ali e outro acolá. Demos uma paradidinha no McDonalds para comer um sorvetinho, porque ninguém é de ferro, e chegamos ao nosso hotel, prontinhos para a soneca da tarde.
Para finalizarmos o dia fomos tomar banho de piscina ao anoitecer com champagne. Somente nos dois, a piscina e as estrelas. Maravilhoso.

Balanço do dia:
Onde: São Luis
Hospedagem: Expresso XXI.
Gourmet Acidental: Filé de peixe com camarão do Hotel. Perfeito!
Tempo: Nublado com vento
Ponto Alto: Piscina ao entardecer com champagne. Somente nós e as estrelas
Nível de cansaço: físico: alto; mental: baixíssimo
Compras: nenhuma, tudo estava fechado devido ao ano novo

terça-feira, março 03, 2009

E a viagem começa - parte 1

Não havíamos planejado passar nossas férias no Maranhão. Na verdade, não havíamos planejado qualquer coisa. Foi devido às “forças externas” que nos vimos obrigados a tirar férias em um dos períodos mais conturbados para isso: entre o Natal e o Réveillon.
O pouco tempo para planejar e os recursos limitados não nos davam muitas opções. Tínhamos que conciliar dinheiro+tempo+disponibilidade, uma coisa nada fácil considerando a época do ano. Somado a isso todo aquele stress adorável de compras para o Natal, receber familiares, organizar festas, etc.. A solução, então, era procurar uma agência de turismo que nos ajudasse a encontrar o pacote perfeito. E foi ai que quase estragamos tudo. Digo isso, porque se ficássemos na dependência deles, jamais teríamos saído de Porto Alegre. Pacotes superfaturados, falta de atendimento adequado, atrasos nas cotações, são algumas muitas reclamações que tenho da CVC.
Mas se podemos falar de coisas boas, por que ficarmos falando das ruins, né ? Além do mais, graças a internet, hoje ninguém mais depende de uma agência de turismo para passear. Dependendo da disposição e paciência, as vezes é até melhor fazer tudo por conta. Sobra mais dinheiro, mais diversão pré-passeio, mas eventualmente micos e gorilas surgirão, sem, no entanto, atrapalhar em nada a viagem. Desde que, claro, se tenha bom humor...
No nosso caso em particular, por ser eu uma “rata de internet”, tudo ficou mais fácil. E confesso que até prefiro desse jeito. Começo a “viajar na viagem” como diz o Ricardo Freire, meesmo.
Como nossa grana estava curta e o período não era muito favorável. Acabamos escolhendo um destino que apesar de ser maravilhoso, não é tão procurado nessa época: Lençóis Maranhenses (a alta temporada é no meio do ano, quando as lagoas atingem sua capacidade máxima).
Destino escolhido então era hora de começar a fazer as reserva: passagens, hotéis, translados. Nesse momento é que quem não tem muita experiência ou relativa paciência, volta correndo para as agências de turismo, mas calma, nem tudo está perdido. Uma boa leitura no livro ou no blog (Viaje na Viagem) do Ricardo Freire (sim, sou fanzoca do cara!) ajuda em muito a perder esse medo. Se bem que ele recomenda e muito um agente de turismo, mas, bem, sabe como é que é ... ele vive viajando. Óoooooobio que os agentes irão tratar ele bem. Agora se tu não és famoso, rico, ou viagem muito... well... depois não diz que eu não avisei. Veja bem, falo isso para aqueles turistas, que assim como eu, não gostam de lugar comum, pacotes prontos e etc. Gosto é único e particular, portanto, sem discussões a respeito, certo?
Voltando as reservas, tenho que admitir que até quem tem experiência fica um pouco irritado com o despreparo, turisticamente falando, do maranhense. Conseguir uma resposta rápida e compreensível é quase uma tarefa para Hércules. Internet para a maioria é só pra enfeite. Não serve para nada. Responder emails, pra que não é mesmo? Sinceramente, não entendo porque gastam dinheiro criando páginas e mais páginas se no final tu vais ter mesmo é que usar o bom e velho artefato criado por Graham Bell. E é bom estar alerta, porque nem tudo que reluz é ouro... mas sobre isso falo mais na frente.
Feitas algumas reservas. Saímos de Porto Alegre no dia 31 de Dezembro. E apesar de todas as exclamações e espantos de que passaríamos a virada do ano no aeroporto, chegamos em São Luis no horário previsto (a fé não costuma faia.. ehehhe).
Fomos direto para o hotel, afinal queríamos descansar para aproveitarmos melhor a virada na beira da praia. Expresso XXI é o dito. Regular. Nada surpreendente, mas bem localizado para quem quer vivenciar a parte nova e badalada da cidade (a beira mar). Um pouco distante do centro histórico, nos serviu imensamente, pois queríamos pular as 7 ondas sem no entanto ter que ficar em filas e mais filas de trânsito.
Falando no dito, resolvemos sair cedo par a orla. Como não conhecíamos a cidade o melhor era não dar chance para o azar. Tínhamos alguns restaurantes pré-selecionados para jantar, só que para nossa surpresa estavam fechados. Agora me diz quem fecha um restaurante no réveillon, principalmente se está localizado no epicentro da muvuca? Mas tuuuuuuuudo bem. O jeito era improvisar. Ficamos caminhando pelos inúmeros barzinhos a procura de um lugar bom e barato. Sim. Porque haviam alguns restaurantes cobrando R$ 150,00 por cabeça, por um Buffet que não valia nem R$ 30,00.
Acabamos optando pelo Bar Jeito Carioca, que depois de alguma negociação, topou não cobrar “taxa” pelo uso da mesa, desde que, claro, jantássemos e desocupássemos a mesa antes das 23 horas. Como nosso objetivo era comer e sair caminhando pela orla, não nos importamos muito. Escolhemos provar caranguejo pela primeira vez. Não preciso nem dizer que... odiei. Muitoo trabalho para pouco prazer, fora a quantidade obscena de coentro que eles colocam que fica praticamente impossível sentir o gosto de qualquer outra coisa. Depois fiquem sabendo por uns amigos que o problema foi que não me ensinaram a comer direito (sei não Vânia, Mary, JB e Luis... vou deixar pra provar novamente ai em Belém. ;-)). Mas até que provem o contrário, sinceramente não vou perder mais meu tempo com isso.
Conforme o combinado, saímos do bar antes das onze e fomos caminhar na beira do mar. Fazia tempo que não ficávamos só nós dois, conversando sem nenhuma preocupação com tempo ou horário. Foi maravilhoso, pois muitas famílias e casais assim como a gente andavam despreocupados, rindo, brincando. O luar fornecia luz e dava o clima perfeito para a caminhada.
Depois de uns 3 km (inacreditável, mas caminhamos tudo isso sem sequer notar), paramos em frente ao palco montado onde logo, logo teria o show do Fábio Junior. Confesso que não sou fã do cantor, mas a hora que ele começou a cantar Epitáfio, do Titãs, alguns minutos depois da meia-noite, fique muito feliz de estar ali. E feliz de estar ao lado do meu marido. E pela primeira vez na vida passei o meu réveillon sem chorar, apenas com uma paz imensa no coração, com a promessa de um 2009 inesquecível.

Balanço do dia:
Onde: Porto Alegre – Brasília – São Luis
Hospedagem: Expresso XXI. Honesta e limpa. Colchões sem mola individuais.
Tempo: Nublado
Ponto Alto: Show do Fábio Junior na beira mar
Ponto Baixo: Troca de lugares no vôo, devido aos assentos não marcados anunciados na última hora.
Sorte: Taxi na volta do réveillon. No meio da muvuca, um pouco antes da lomba pra lá de imensa.
Nunca mais: comer caranguejo inteiro. Muito trabalho e sujeira para pouco prazer. Coentro in natura.
Nível de cansaço: 150%
Compras: inacreditavelmente, nenhuma.

Fotos: http://www.flickr.com/photos/temperosdavida/sets/72157612794740452/

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Antes tarde do que nunca...

Depois de sei quanto tempo sem escrever, volto aqui (porquê sempre retorno) para contar como foi a minha viagem para o Maranhão. Como gosto de detalhes serão vários posts. Não tenho como precisar, mas tenho certeza que valerá a pena viajar comigo. hehehe

Vou contar como foi a escolha da viagem, os lugares que passei, os micos que paguei e outras cositas mais.

E aonde estive esse tempo todo? Não, não estive no Maranhão, se é isso que pensaram. Fui e já voltei faz tempo, mas a corrida do dia a dia, e a preguiça que invade meu corpo me impediram de escrever.

O ano de 2008 foi especial e merece um post só para isso, pero como sei que talvez isso nunca acontece. Então segue um breve retrospecto:

* Comecei a participar ativamente do Flickr e criei o grupo Gaúchas Crafteiras e isso mudou muita coisa. Conheci pessoas maravilhosas, outras nem tanto. Mas o importante foi perceber que sempre existe um novo começo para tudo. Basta querer. E que não precisamos mudar nossos sonhos de criança, apenas adaptá-los.
* Das pessoas que me foram presenteadas esse ano Marci, Dedá e Vi, foram com certeza uma alegria imensa. Sei que o "pra sempre" é algo muito relativo, mas adoraria ter as 3 por perto por muiiiiiiito tempo.
* Aprendi que "pra sempre" as vezes existe somente no meu coração. Que amizades que pareciam ser eternas, acabam sem se quer dar um aviso. Que a cumplicidade que antes existia, hoje não passa de um bem querer sem compromisso. Talvez eles ainda não estejam preparado para o "pra sempre" ou talvez eu é que não esteja pronta para "deixar partir".Chorei, me magoei, mas aprendi.
* Terminei meu curso de italiano depois de quatro anos. Sei que apesar de ainda não estar fluente, posso me comunicar e enteder, mesmo que somente um pouco. E isso, para mim, já é muiita coisa. Amigos queridos que fiz, espero que não se percam no dia a dia corrido de nossas vidas.
* Engordei, emagreci, engordei de novo, emagreci menos, engordei mais. E essa é a minha sina nessa vida. Eita coisa difícil...
* Li poucos livros, mas em compensação leio mais de 200 blogs diariamente. A maioria em inglês, uma parte em portugues, alguns italianos, poucos franceses. Mas quase todos sobre meu assunto predileto: craft world.
* No cinema foram tão poucos filmes que vi que posso listá-los: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal ; As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian; A Múmia 3. Espero que isso mude esse ano.
* Natal eu passei com a familia, cozinhando muiiiiiiiiiiiito. Estava maravilhoso. Natal sem stress é coisa rara, mas esse foi senhuma incomodação. Só alegrias.
*Ano Novo fui passar no Maranhão, que é a viagem que irão acompanhar.
* Voltei e peguei no batente, 20 dias não foram sufientes... mas fazer o quê, né?

Então tá, feita a retrospectiva apertem os cintos e vamos passear!

No próximo post... é claro!

See ya,

quinta-feira, dezembro 18, 2008

segunda-feira, novembro 24, 2008

A tirinha que nunca deveria ter sido criada.

Quando comecei a ler o post de hoje do Inagaki, achei estranho que o “amadurecimento” da Turma da Mônica trouxesse qualquer sentimento para seus antigos leitores. Nunca fui muito fã desses quadrinhos, sempre preferi as histórias do Tio Patinhas e turma, achava as historinhas da Mônica sempre muito simples, sem grandes aventuras. E talvez por isso mesmo, não pude, de imediato, entender a reação de Inagaki. Mas foi só tocar em algo que considero tão precioso*, que tudo mudou e pude ver as coisas por outro ângulo.
Se pudesse voltar atrás, gostaria de nunca ter lido clicado naquele link e jamais ter que me confrontar com a dor que essa tirinha me causou. Nominada por ele como a “tira mais triste de todos os tempos”, mais do que constatar que envelhecer é inevitável, ela representou para mim uma das mais dolorosas rupturas que vivi até hoje.
Com toda certeza ver Calvin olhar seu tão amado Haroldo com aquela indiferença que tanto nos magoa foi reviver momentos duros de minha vida. Momentos que pensava nunca iriam existir. Foi relembrar da dor de ver que, para minha melhor amiga, eu já não era mais a confidente para todas horas. Foi ver que havíamos crescido e que mesmo nos amando já não éramos tão essências como antigamente; que nossos segredos agora pertenciam a outros corações para serem compartilhados. Foi descobrir entre sussurros de alegria que ela estava grávida, mas que eu ficaria sabendo somente muito tempo depois. Não era mais um momento meu. Era o momento em que eu deixava de ser principal para ser coadjuvante. Era hora de cortar o “cordão umbilical” que nos unia, mesmo sendo apenas irmãs. Mas eu não estava preparada e, confesso que, ainda hoje, não estou.
Ela provavelmente nunca soube disso. Na verdade, talvez esteja descobrindo isso agora, enquanto lê esse post. Nunca tive coragem de confrontá-la, de perguntar, porquê? Chorei naquele dia como poucos em minha vida. Chorei por meses. Aquele segredo nos separou como nenhuma das piores brigas havia conseguido. A partir daquele dia, eu soube que tudo seria diferente. Não. Não deixaríamos de ser irmãs, mas com certeza não teríamos aquilo que quando criança achamos que jamais perderemos: a cumplicidade absoluta de todos os momentos.
É. Crescer é inevitável. Para alguns essa passagem é mais rápida e fácil. Para outros nem tanto. Duro perceber que o mundo externo consegue interferir na nossa essência mesmo que lutemos com todas nossas armas. Duro perceber que a criança que existe em nós tem que ser esquecida. Mas nada é mais duro do que perder nossa infantil ingenuidade de que seremos imutáveis para o resto de nossas vidas.


*Amo Calvin e Haroldo. Coleciono suas tirinhas porque nelas consigo enxergar um pouco de mim mesma.

quarta-feira, novembro 05, 2008

YES, WE CAN!!

Nossa! Inacreditável como uma eleição em outro país possa trazer toda essa comoção nas pessoas. Confesso que não sou a pessoa mais indicada para falar de política. Não gosto mesmo. Sei que isso é péssimo e depoem muito mal a meu favor, mas também não posso ficar mentindo e dizendo que sou super-mega-politizada. Não curto, não entendo e ponto. Te garanto que milhares de pessoas polizizadas tbm não entende, conhecem e curte outras tantas coisas que eu sei. Portanto...

Bom, mas esse post não é para falar de política (apesar de estar centrado nela!). Venho aqui apenas para registrar minha alegria ao ver que o racismo (mesmo que infimamente) tenha dado lugar ao bom senso e a razão. Que finalmente um povo elege um presidente, não mais por ser branco ou preto, mas simplemente por acreditar nas suas propostas. Posso estar sendo ingênua, pois alguns irão dizer que usaram a cor de Obama como plataforma política, e de certa forma, até concordo. Mas mesmo sabendo que houve muita jogada de marketing, muita estratégia em cima do fato de se eleger o primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América, ainda assim, sabendo de tudo isso, me encanta a possibilidade e a esperança de que ver um mundo melhor onde os valores das pessoas não são medidos pela cor de sua pele, seu sexo, sua idade. Ver um país tão preconceituoso com tudo e com todos tenha dado esse pequeno movimento para um mundo melhor.

Yes, we can!

Para finalizar, a frase que Neil Armstrong disse ao pisar na lua, não poderia ser mais ideal para esse momento: "Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade".

See ya,

terça-feira, novembro 04, 2008

Porque ainda existe esperança!

Tempo que não venho nesse cantinho. Falta inspiração, vontade e assunto. Sobra preguiça e desmotivação.

Mas hoje não poderia deixar de vir aqui e falar sobre algo tão bonito e precioso nos dias de hoje. Principalmente, porque da última vez que estive por aqui o assunto era tão pesado e negativo, e o de hoje e tão leve e brilhante.

Faz tempo que quero divulgar aqui um blog que sou fã de carteirinha, mas por uma razão e outra, acabo sempre deixando para depois.

O blog MarcaMaria desenvolvido pelo talentosíssimo Faso é especial porque, ao contrário da corrente que governa nosso mundão, é dedicado para ajudar as crianças de nosso país. É um espaço dedicado a "colorir" um pouco da vidinha desses seres tão frágeis e tão necessitados de carinho. E é impossível não se contagiar com essa energia maravilhosa e solidária.

Bom, mas que quiser conhecer um pouco mais, passa por lá. O motivo, mesmo, desse post é pra divulgar um projeto maravilhoso do MarcaMaria chamado Feliz Natal Crafter.





O Feliz Natal Crafter nasceu de uma conversa entre blogueiros e cresceu para se tornar algo maior, algo que todos pudessem se engajar. A proposta do projeto é que cada pessoa que goste/trabalhe com artesanato faça um boneco criado pelo Faso, utilizando o passo-a-passo, e dõe para alguma instituição. Algumas pessoas ficarão responsáveis por recolher em cada região esses bonequinhos e entregá-los para as crianças carentes.



Não é barbaro? Mas deixa o próprio Faso explicar melhor, então não deixe de passar por lá e quem sabe fazer parte dessa nova corrente do bem?



Eu me candidatei a recolher o da minha região, vamos ver o que ele acha.

Atualizando: agora é oficial: irei recolher os bonecos a serem doados aqui na minha região!

Bom, perdoem o português, mas preferi escrever o post rapidinho do que ficar revisando tudo, ok?



See ya,

sexta-feira, outubro 03, 2008

Da série: E assim caminha a humanidade

Hipocrisia. Ahhhhh a hipocrisia! Quanto a humanidade terá que caminhar antes de aprender a não julgar os outros por aquilo que também faz?
Uma coisa que realmente me irrita e me deixa possessa é isso. Pessoas que se sentem “ofendidas” ou “ultrajadas” por coisas feitas pelos outros, quando também o praticam. Mas claro sempre existe o ” dois pesos e duas medidas” , não é?
Porque estou falando sobre isso? Simples, tenho vivenciado a hipocrisia com certa freqüência no ambiente virtual que mais visito ultimamente: o flickr! Esse site criado para compartilhar fotos, idéias e criar amizades, tem apresentado um sério problema: cópias! Sim, roubar a foto de alguém e colocar como sua é um grande problema. E sobre esse assunto não há discussão e não é sobre isso a que me refiro. O caso é bem mais embaixo.
O flickr foi uma descoberta e uma ferramenta maravilhosa das artesãs para divulgar seus trabalhos e criações. Mas de certa forma proporcionou o aumento de “repetições” de trabalhos ali expostos. E ai é que está a grande questão. Algumas artesãs estão revindicando (é assim que se escreve?) o direito de criação de suas peças. Até ai tudo bem, mas e quando essa criação na verdade não passa de cópia, da cópia, da cópia? Ou como algumas gostam de chamar de “inspiração”? Antes do advento da internet e conseqüentemente sites como flickr, era fácil manter o sigilo da cópia. Mas depois dele praticamente ficou impossível. Tudo ficou tão rápido e explicito que uma revista na Nova Zelândia lança uma revista com idéias craft hoje e amanhã a mesma está exposta para todo o mundo ver!
Talvez, eu não esteja sendo clara o suficiente, ou talvez esteja me embaralhando ao tentar explicar minha idéia. E confesso que muito se deve a ira que me envolve toda vez que vejo alguém chamar outro de plagiador sem nenhum motivo real!
Vamos deixar mais claro as coisas: algumas “artesãs” ficam indignadas de ver suas “criações” copiadas por outras artesãs, quando na verdade, elas mesmo o fizeram no passado, através de fotos de revistas internacionais de pouco acesso!!! Por favor! Dêem um tempo! Vamos deixar de ser hipócritas? Minha filha tu criaste a TV, o carro, a internet? Não, né? Então não vem com essa! Faz é, e muito, tempo que a humanidade descobriu o fogo, ok? Então deixa de dizer que foi copiada e passa a pensar que isso é uma inspiração, sim! Assim como tu te inspiraste em alguém também!
Algumas podem argumentar que usam a “idéia” de outra pessoa, mas melhora colocando seu toque, seu estilo. Concordo plenamente. Mas a “idéia” não foi sua! Não presuma que outras pessoas não irão copiar o teu trabalho e também argumentar que alteraram algo! Elas o farão assim como tu o fizeste! Ah! Mas essas pessoas não mudaram nada? E daí? Qual é o problema? Assim é que o mundo funciona? Ou por acaso foi a Ford ou GM que inventaram o carro? E tu gostas de ter outras opções, não? Ou será que preferiria que só existisse um tipo de, um tipo de celular, um tipo de sabonete? Todos na verdade derivam de uma única criação que passou a ser copiada e depois, veja bem, depois, melhorada!
Plágio? Hum palavra forte essa, para ser usada assim tão sem critério e hipocritamente, não acha? Sim. Porque ela é conveniente para xingar o outro, mas jamais para dizer que tu fazes, não é mesmo?
Cuidado para não ser injusta! Cuidado para não atacar o telhado do vizinho, quando o seu próprio está exposto!
Eu, que navego há anos, na internet e que adoro ver de um tudo, esbarro vira e mexe com a tal “idéia” plagiada, mas que na verdade já existia muito antes da autora ter criado a mesma! Existem coisas, por exemplo, que são universais e que duvido que se ache a verdadeira dona da idéia, como frutas e legumes de tecido, móbiles de animais, panos de natal etc.
Então o porquê de tudo isso? Vamos assumir nossos pecadinhos e deixar que os outros cometam os seus! Sejamos honestos com os outros e com a gente mesmo! Não compactuemos para que essa falta de vergonha na cara prossiga! Não seja HIPÓCRITA!
Era wilson©,

© “era wilson” é marca registrada de... sabe-se lá de quem! :-P

ps: não confunda “alhos com bugalhos” sou contra cópias de textos, fotos, etc sem a devida identificação, ok?

segunda-feira, setembro 08, 2008

Bodas de Papel!

Por onde começar, penso eu, afinal tamanha alegria parece se repetir depois de ano. Acordei hoje com a mesma sensação; de que meu sonho estava se realizando! Um dia perfeito que Deus separou para mim. Como comentou minha colega agorinha mesmo: "depois de um inverno rigoroso o dia de teu casamento estava como um dia de primavera. Lindo!" heheh E foi assim mesmo.

Acordamos os dois aquele dia e partimos juntos para o café da manhã com a família. A idéia foi da minha irmã. Reunir minha família e a família dele que estava hospedada em um hotel para começarmos o dia com uma energia única e especial. Lembro que não consegui comer muito. Mas não pq estava nervosa, mas sim pq estava tão feliz que naquele momento a comida não era o mais importante.

Após o café nos separamos. Ele foi ter o seu dia do noivo e eu fui para o salão para ter o meu. Um salão especial, escolhido a dedo. Não, não era o mais famoso. Nem o mais badalado. Mas com certeza foi o que me fez sentir uma rainha naquele dia. Todas as atenções eram para mim. Não tinha luxo, apesar de ser elegante. Tinha uma energia boa. Cabelereiro e maquiador escolhidos a dedo. Agradeço a eles, pois me fizeram tão bonita quanto eu jamais imaginei que pudésse ficar. Cheguei lá e por ser um feriadão estava vazio. Uma casa branca, daquelas bem antigas. Com espelhos maravilhosos e um andar todo separado para mim. Fiz minha depilação. Em seguida minhas unhas. O cabelo, um caso a parte, começou a ser preparado bem cedo. Queria meus cachos perfeitos durando a noite inteira.

O silêncio das ruas era algo encantador. Estava no coração do Moinhos de Vento. Ao meio-dia minha irmã chega com minha irmã para um almoço especial. Sai do salão e caminhamos até a Calçada da fama. Eu com mais "bobs" na cabeça quer era possível. Um lenço amarrado. Mas isso não me importava. Eu até gostei. Era um símbolo daquilo que iria acontecer dali a poucas horas. Sentamos na rua. Pedimos champagnhe para brindar. As árvores nos agraciavam com uma leve brisa. Comemos e rimos e lembro de pensar, que almoço perfeito!

Voltamos para o salão. Era hora de relaxar. Deitei e sonhei meio que acordada. O nervosismo estava se aproximando, mesmo que eu ordenando que se afastasse. Mas todos ali estavam prontos para me acalmar, com alguma brincadeira, uma risada ou até mesmo um chazinho.

Maquiagem pronta. Penteado sendo iniciado. Mudo de opinião. Não queria mais prender ele. Queria ele solto. E todos ao me redor dizendo que sim, solta era mais bonito. Não me arrependo da mudança. Fiquei irradiante.

Agora era me vestir. Estava sozinha nessa hora. Minha irmã e minha mãe já tinham partido. O mais engraçado é que por algum motivo, não me senti só. Senti que aquele era um momento meu e de mais ninguém.

Tirei as fotos tradicionais. Mas confesso que as mais legais, foram aquelas tiradas pelo meu cabelereiro. Fomos para a rua, as poucas pessoas que passavam ficavam ali me adimirando. E eu naquele estado de graça. Voltamos para o salão, e eu fiquei esperando meu pai.

Pai atrasado. Noiva pronta. Geralmente é ao contrário. Mas nem por isso me aborreci. Entrei no carro junto com meu irmão que dirigia. No meio do caminho, lembro-me que o buquê havia ficado no salão. Voltamos e antes mesmo de estacionarmos estava o querido do meu cabelereiro com o buquê na mão para me alcançar. Desejou-me muita sorte e nos despedimos.

Nervosa, confesso, que nessa hora não estava. Chegamos e ao sair do carro ouço a música dele, a do filme Jerry Maguier, Secret Garden, com as falas, sinal de que estava entrando. Não consigo conter as lágrimas. Mas lembro que não posso borrar a maquiagem, e tento em vão impedir que as mesmas corram pela minha face.

E então é a minha vez...

"I've been searching a long timeFor someone exactly like youI've been travelling all around the worldWaiting for you to come through.Someone like you makes itAll worth whileSomeone like you keepsMe satisfied. Someone exactlyLike you.
I've been travellin' a hard roadLookin' for someone exactly like youI've been carryin' my heavy loadWaiting for the light to comeShining through.Someone like you makes itAll worth whileSomeone like you keepsMe satisfied. Someone exactlyLike you.
I've been doin' some soul searchingTo find out where you're atI've been up and down the highwayIn all kinds of foreign landsSomeone like you... etc. I've been all around the world. Marching to the beat of a differentDrum.But just lately I haveRealisedThe best is yet to come. Someone like you... "

1 ano e parece hoje!

segunda-feira, agosto 25, 2008

A vida é tão rara!

PACIÊNCIA - LENINE


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calmaAté quando o corpo pede um pouco mais de almaA vida não paraEnquanto o tempo acelera e pede pressaEu me recuso faço hora vou na valsaA vida é tão raraEnquanto todo mundo espera a cura do malE a loucura finge que isso tudo é normalEu finjo ter paciênciaO mundo vai girando cada vez mais velozA gente espera do mundo e o mundo espera de nósUm pouco mais de paciênciaSerá que é o tempo que lhe falta pra perceberSerá que temos esse tempo pra perderE quem quer saberA vida é tão rara (Tão rara)Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calmaMesmo quando o corpo pede um pouco mais de almaEu sei, a vida não para(a vida não para não)Será que é tempo que me falta pra perceberSerá que temos esse tempo pra perderE quem quer saberA vida é tão rara (tão rara)Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calmaAté quando o corpo pede um pouco mais de almaEu sei, a vida não para(a vida não para não...a vida não para)

quarta-feira, julho 16, 2008

Quer trocar um visu?

Sabe aquela brincadeira do Silvio Santos? Aquela que dizia "quer trocar um carro zero por uma caixa de fósforo" E a criatura dizia "Siiiiiiiiiiiiiiim!".

A bocaberta aqui acabou de fazer algo similar:

"quer ser bocaberta e perder o layout do teu blog e passar 3 horas tentanto arrumar? " SIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM!

Então people, agora sei lá quando isso vai voltar ao visu antigo. Pq como não domino muito essa joça, vai levar um tempão até eu me lembrar como consertar!

Fui!

quarta-feira, julho 09, 2008

1º Encontro da Confraria das Gaúchas Crafteiras


Por onde começar?

Dizendo que o encontro foi surpreendende e de uma energia ótima!

Doze mulheres transformaram o dia 05 de Julho em um momento para se guardar na memória. Depoimentos emocionantes de mudanças de vida, de atitudes, entre uma risada e outra, demostraram que ali todas tinham algo em comum: a paixão pelo artesanato. Muitas com experiência, outras começando. Algumas querendo de profissionalizar, outras nem tanto. Idades diferentes, pensamentos parecidos e ideais sendo construídos. O que poderia ser melhor? Descobrir em pessoas, até então virtuais, medos, angústias, sonhos, desejos é algo que nem sempre acontece. Geralmente se leva um pouco mais de tempo para que "as coisas do coração" sejam compartilhadas. Mas ali foi diferente, poucos pudores e muita vontade de encontrar semelhanças baixou a guarda de todas nós.


Eu, atucanada, querendo que todas estivessem sendo atentidas, ouvidas, nem percebi que ali não precisava de uma organizadora. Precisava-se era de ouvidos. O que para mim era um erro (refri de menos, salgados demais) nem foi percebido pelas demais. O importante não era isso. Todas queriam é falar, queriam compartilhar. E nisso o evento foi perfeito.


Fiquei exausta no final do dia, mas com uma sensação boa de que tudo havia valido a pena. Todas as tardes de sábado reservadas para a organização. Toda a correria para aprontar tudo, sobe e desce de elevadores. Tudo. Absolutamente tudo.


Mas acima de tudo, ficou o prazer de ver um projeto que eu havia idealizado sair de um sonho para a realizade.


Não posso esquecer de agradecer as meninas que me ajudaram a tornar tudo possível: Marci, Kátia, Giovana e Drica, o meu muito obrigada! Sem vocês nada disso teria acontecido. Valeu organizadoras!


E que venham os próximos (com menos stress da minha parte) para que a colcha de amizades que se iniciou ser fortaleça e possa cobrir os corações de muitas gaúchas de todas as querências!!!




sexta-feira, julho 04, 2008

E o tempo passa... e o tempo vôa.

2 meses! Inacreditável que faz quase todo esse tempo que não apareço por aqui. Tantas coisas rolando que gerariam ótimos post e nadica de nada registrado por aqui. Não posso dizer que não estive antes por aqui, mas alguns bugs bem na hora que eu estava escrevendo me impediram de postar, aí quando voltaram, eu já não estava mais afim.

Amanhã será o grande evento que estou organizando: O Primeiro Encontro das Gaúchas Crafteiras. Fico devendo todo o desenrolar da história. Só passei para não deixar esse marco, assim, meio que solto no ar. Confesso que o público não era o que eu esperava, não no sentido de qualidade, mas sim de quantidade. Poucas e sinceras adesões. O que será que faltou? Divulgação eu sei que não foi.

Mas isso não vai impedir que o universo coloque amanhã naquela sala muita energia boa e muitas risadas, não é?

Não prometo que postarei logo o resultado do evento, pq não sei se vou cumprir, pero tentarei com todas as minhas forças.

See ya,