quarta-feira, maio 27, 2009

E o tempo voa...

* Quase 3 meses sem aparecer por aqui. Peraí, cof, cof, deixa eu tirar a poeira. ;-) heheh

* "O mundo anda tão complicado Que hoje eu quero fazer tudo por você..." como já dizia Renato Russo.

* Escrever em forma de tópicos, quem diria, é bem mais agradável quando o tempo é um fator relevante.

* Apartamento novo, reforma, baby coming, e outra cositas mais ao mesmo tempo é dureza. Mas a gente vai levando.

* Queria escrever uma lista de resoluções para a vida, para o trabalho, para tudo. Mas como é difícil...

* Espero que após a mudança eu possa me dedicar mais ao artesanato, que já tá criando teia de aranha ali em cima daquele monte de coisas pra fazer...

* As dores nas costas estão me matando... e ainda nem passei do 4º mês. Pilates já! Mas e o dimdim pra isso, mesmo?

* Essa minha inconstância é que me mata.

* Quero ver se passo mais por aqui para indicar sites e blogs bacanérrimos e que merecem toda a divulgação, mas que acabo não fazendo por pura preguiça.

* Será que alguém ainda passa por aqui?

See ya,

ah! ps. já ia esquecendo. Essa nova ortografia não é pra mim, tá? Se bem que nem a anterior era...entonces...

sexta-feira, março 06, 2009

Após o Reveillon - viagem parte 2

Antes mesmo de o show acabar, resolvemos que era hora de partir. Sim. Porque senão ficaríamos horas tentando pegar um taxi quando todo aquele povo resolvesse voltar para suas casas. Decisão mais acertada impossível. Chegamos ao hotel sem nenhuma demora e prontos para descansar para o que nos esperava nos próximos dias.
Tomamos café da manhã e ali mesmo ficava claro que não estávamos em um lugar comum. Para desejum: caldo de peixe e caldo de ovos. Ovos!! Inteiros!! Flutuando na calda avermelhada. Bom, gosto é gosto, né?
Basicamente passamos o dia no hotel, pois absolutamente tudo estava fechado. Mal conseguimos almoçar fora. O restaurante em questão foi o famoso Dona Maria. Pedimos carne seca e acompanhamentos. O prato era enorme. Caro. Mas muito gostoso. Claro que não podia faltar o coentro, que estava presente no vinagrete que não tem vinagre, vai entender. Para digerir a comilança, decidimos ir caminhando até o hotel que era relativamente perto, mas não do lado. Mas para quem já havia caminhado tudo que caminhamos na noite anterior, aquilo era fichinha. Fomos apreciando a cidade quase fantasma, pois não haviam pessoas nas ruas e mal se enxergava um carro ali e outro acolá. Demos uma paradidinha no McDonalds para comer um sorvetinho, porque ninguém é de ferro, e chegamos ao nosso hotel, prontinhos para a soneca da tarde.
Para finalizarmos o dia fomos tomar banho de piscina ao anoitecer com champagne. Somente nos dois, a piscina e as estrelas. Maravilhoso.

Balanço do dia:
Onde: São Luis
Hospedagem: Expresso XXI.
Gourmet Acidental: Filé de peixe com camarão do Hotel. Perfeito!
Tempo: Nublado com vento
Ponto Alto: Piscina ao entardecer com champagne. Somente nós e as estrelas
Nível de cansaço: físico: alto; mental: baixíssimo
Compras: nenhuma, tudo estava fechado devido ao ano novo

terça-feira, março 03, 2009

E a viagem começa - parte 1

Não havíamos planejado passar nossas férias no Maranhão. Na verdade, não havíamos planejado qualquer coisa. Foi devido às “forças externas” que nos vimos obrigados a tirar férias em um dos períodos mais conturbados para isso: entre o Natal e o Réveillon.
O pouco tempo para planejar e os recursos limitados não nos davam muitas opções. Tínhamos que conciliar dinheiro+tempo+disponibilidade, uma coisa nada fácil considerando a época do ano. Somado a isso todo aquele stress adorável de compras para o Natal, receber familiares, organizar festas, etc.. A solução, então, era procurar uma agência de turismo que nos ajudasse a encontrar o pacote perfeito. E foi ai que quase estragamos tudo. Digo isso, porque se ficássemos na dependência deles, jamais teríamos saído de Porto Alegre. Pacotes superfaturados, falta de atendimento adequado, atrasos nas cotações, são algumas muitas reclamações que tenho da CVC.
Mas se podemos falar de coisas boas, por que ficarmos falando das ruins, né ? Além do mais, graças a internet, hoje ninguém mais depende de uma agência de turismo para passear. Dependendo da disposição e paciência, as vezes é até melhor fazer tudo por conta. Sobra mais dinheiro, mais diversão pré-passeio, mas eventualmente micos e gorilas surgirão, sem, no entanto, atrapalhar em nada a viagem. Desde que, claro, se tenha bom humor...
No nosso caso em particular, por ser eu uma “rata de internet”, tudo ficou mais fácil. E confesso que até prefiro desse jeito. Começo a “viajar na viagem” como diz o Ricardo Freire, meesmo.
Como nossa grana estava curta e o período não era muito favorável. Acabamos escolhendo um destino que apesar de ser maravilhoso, não é tão procurado nessa época: Lençóis Maranhenses (a alta temporada é no meio do ano, quando as lagoas atingem sua capacidade máxima).
Destino escolhido então era hora de começar a fazer as reserva: passagens, hotéis, translados. Nesse momento é que quem não tem muita experiência ou relativa paciência, volta correndo para as agências de turismo, mas calma, nem tudo está perdido. Uma boa leitura no livro ou no blog (Viaje na Viagem) do Ricardo Freire (sim, sou fanzoca do cara!) ajuda em muito a perder esse medo. Se bem que ele recomenda e muito um agente de turismo, mas, bem, sabe como é que é ... ele vive viajando. Óoooooobio que os agentes irão tratar ele bem. Agora se tu não és famoso, rico, ou viagem muito... well... depois não diz que eu não avisei. Veja bem, falo isso para aqueles turistas, que assim como eu, não gostam de lugar comum, pacotes prontos e etc. Gosto é único e particular, portanto, sem discussões a respeito, certo?
Voltando as reservas, tenho que admitir que até quem tem experiência fica um pouco irritado com o despreparo, turisticamente falando, do maranhense. Conseguir uma resposta rápida e compreensível é quase uma tarefa para Hércules. Internet para a maioria é só pra enfeite. Não serve para nada. Responder emails, pra que não é mesmo? Sinceramente, não entendo porque gastam dinheiro criando páginas e mais páginas se no final tu vais ter mesmo é que usar o bom e velho artefato criado por Graham Bell. E é bom estar alerta, porque nem tudo que reluz é ouro... mas sobre isso falo mais na frente.
Feitas algumas reservas. Saímos de Porto Alegre no dia 31 de Dezembro. E apesar de todas as exclamações e espantos de que passaríamos a virada do ano no aeroporto, chegamos em São Luis no horário previsto (a fé não costuma faia.. ehehhe).
Fomos direto para o hotel, afinal queríamos descansar para aproveitarmos melhor a virada na beira da praia. Expresso XXI é o dito. Regular. Nada surpreendente, mas bem localizado para quem quer vivenciar a parte nova e badalada da cidade (a beira mar). Um pouco distante do centro histórico, nos serviu imensamente, pois queríamos pular as 7 ondas sem no entanto ter que ficar em filas e mais filas de trânsito.
Falando no dito, resolvemos sair cedo par a orla. Como não conhecíamos a cidade o melhor era não dar chance para o azar. Tínhamos alguns restaurantes pré-selecionados para jantar, só que para nossa surpresa estavam fechados. Agora me diz quem fecha um restaurante no réveillon, principalmente se está localizado no epicentro da muvuca? Mas tuuuuuuuudo bem. O jeito era improvisar. Ficamos caminhando pelos inúmeros barzinhos a procura de um lugar bom e barato. Sim. Porque haviam alguns restaurantes cobrando R$ 150,00 por cabeça, por um Buffet que não valia nem R$ 30,00.
Acabamos optando pelo Bar Jeito Carioca, que depois de alguma negociação, topou não cobrar “taxa” pelo uso da mesa, desde que, claro, jantássemos e desocupássemos a mesa antes das 23 horas. Como nosso objetivo era comer e sair caminhando pela orla, não nos importamos muito. Escolhemos provar caranguejo pela primeira vez. Não preciso nem dizer que... odiei. Muitoo trabalho para pouco prazer, fora a quantidade obscena de coentro que eles colocam que fica praticamente impossível sentir o gosto de qualquer outra coisa. Depois fiquem sabendo por uns amigos que o problema foi que não me ensinaram a comer direito (sei não Vânia, Mary, JB e Luis... vou deixar pra provar novamente ai em Belém. ;-)). Mas até que provem o contrário, sinceramente não vou perder mais meu tempo com isso.
Conforme o combinado, saímos do bar antes das onze e fomos caminhar na beira do mar. Fazia tempo que não ficávamos só nós dois, conversando sem nenhuma preocupação com tempo ou horário. Foi maravilhoso, pois muitas famílias e casais assim como a gente andavam despreocupados, rindo, brincando. O luar fornecia luz e dava o clima perfeito para a caminhada.
Depois de uns 3 km (inacreditável, mas caminhamos tudo isso sem sequer notar), paramos em frente ao palco montado onde logo, logo teria o show do Fábio Junior. Confesso que não sou fã do cantor, mas a hora que ele começou a cantar Epitáfio, do Titãs, alguns minutos depois da meia-noite, fique muito feliz de estar ali. E feliz de estar ao lado do meu marido. E pela primeira vez na vida passei o meu réveillon sem chorar, apenas com uma paz imensa no coração, com a promessa de um 2009 inesquecível.

Balanço do dia:
Onde: Porto Alegre – Brasília – São Luis
Hospedagem: Expresso XXI. Honesta e limpa. Colchões sem mola individuais.
Tempo: Nublado
Ponto Alto: Show do Fábio Junior na beira mar
Ponto Baixo: Troca de lugares no vôo, devido aos assentos não marcados anunciados na última hora.
Sorte: Taxi na volta do réveillon. No meio da muvuca, um pouco antes da lomba pra lá de imensa.
Nunca mais: comer caranguejo inteiro. Muito trabalho e sujeira para pouco prazer. Coentro in natura.
Nível de cansaço: 150%
Compras: inacreditavelmente, nenhuma.

Fotos: http://www.flickr.com/photos/temperosdavida/sets/72157612794740452/

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Antes tarde do que nunca...

Depois de sei quanto tempo sem escrever, volto aqui (porquê sempre retorno) para contar como foi a minha viagem para o Maranhão. Como gosto de detalhes serão vários posts. Não tenho como precisar, mas tenho certeza que valerá a pena viajar comigo. hehehe

Vou contar como foi a escolha da viagem, os lugares que passei, os micos que paguei e outras cositas mais.

E aonde estive esse tempo todo? Não, não estive no Maranhão, se é isso que pensaram. Fui e já voltei faz tempo, mas a corrida do dia a dia, e a preguiça que invade meu corpo me impediram de escrever.

O ano de 2008 foi especial e merece um post só para isso, pero como sei que talvez isso nunca acontece. Então segue um breve retrospecto:

* Comecei a participar ativamente do Flickr e criei o grupo Gaúchas Crafteiras e isso mudou muita coisa. Conheci pessoas maravilhosas, outras nem tanto. Mas o importante foi perceber que sempre existe um novo começo para tudo. Basta querer. E que não precisamos mudar nossos sonhos de criança, apenas adaptá-los.
* Das pessoas que me foram presenteadas esse ano Marci, Dedá e Vi, foram com certeza uma alegria imensa. Sei que o "pra sempre" é algo muito relativo, mas adoraria ter as 3 por perto por muiiiiiiito tempo.
* Aprendi que "pra sempre" as vezes existe somente no meu coração. Que amizades que pareciam ser eternas, acabam sem se quer dar um aviso. Que a cumplicidade que antes existia, hoje não passa de um bem querer sem compromisso. Talvez eles ainda não estejam preparado para o "pra sempre" ou talvez eu é que não esteja pronta para "deixar partir".Chorei, me magoei, mas aprendi.
* Terminei meu curso de italiano depois de quatro anos. Sei que apesar de ainda não estar fluente, posso me comunicar e enteder, mesmo que somente um pouco. E isso, para mim, já é muiita coisa. Amigos queridos que fiz, espero que não se percam no dia a dia corrido de nossas vidas.
* Engordei, emagreci, engordei de novo, emagreci menos, engordei mais. E essa é a minha sina nessa vida. Eita coisa difícil...
* Li poucos livros, mas em compensação leio mais de 200 blogs diariamente. A maioria em inglês, uma parte em portugues, alguns italianos, poucos franceses. Mas quase todos sobre meu assunto predileto: craft world.
* No cinema foram tão poucos filmes que vi que posso listá-los: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal ; As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian; A Múmia 3. Espero que isso mude esse ano.
* Natal eu passei com a familia, cozinhando muiiiiiiiiiiiito. Estava maravilhoso. Natal sem stress é coisa rara, mas esse foi senhuma incomodação. Só alegrias.
*Ano Novo fui passar no Maranhão, que é a viagem que irão acompanhar.
* Voltei e peguei no batente, 20 dias não foram sufientes... mas fazer o quê, né?

Então tá, feita a retrospectiva apertem os cintos e vamos passear!

No próximo post... é claro!

See ya,

quinta-feira, dezembro 18, 2008

segunda-feira, novembro 24, 2008

A tirinha que nunca deveria ter sido criada.

Quando comecei a ler o post de hoje do Inagaki, achei estranho que o “amadurecimento” da Turma da Mônica trouxesse qualquer sentimento para seus antigos leitores. Nunca fui muito fã desses quadrinhos, sempre preferi as histórias do Tio Patinhas e turma, achava as historinhas da Mônica sempre muito simples, sem grandes aventuras. E talvez por isso mesmo, não pude, de imediato, entender a reação de Inagaki. Mas foi só tocar em algo que considero tão precioso*, que tudo mudou e pude ver as coisas por outro ângulo.
Se pudesse voltar atrás, gostaria de nunca ter lido clicado naquele link e jamais ter que me confrontar com a dor que essa tirinha me causou. Nominada por ele como a “tira mais triste de todos os tempos”, mais do que constatar que envelhecer é inevitável, ela representou para mim uma das mais dolorosas rupturas que vivi até hoje.
Com toda certeza ver Calvin olhar seu tão amado Haroldo com aquela indiferença que tanto nos magoa foi reviver momentos duros de minha vida. Momentos que pensava nunca iriam existir. Foi relembrar da dor de ver que, para minha melhor amiga, eu já não era mais a confidente para todas horas. Foi ver que havíamos crescido e que mesmo nos amando já não éramos tão essências como antigamente; que nossos segredos agora pertenciam a outros corações para serem compartilhados. Foi descobrir entre sussurros de alegria que ela estava grávida, mas que eu ficaria sabendo somente muito tempo depois. Não era mais um momento meu. Era o momento em que eu deixava de ser principal para ser coadjuvante. Era hora de cortar o “cordão umbilical” que nos unia, mesmo sendo apenas irmãs. Mas eu não estava preparada e, confesso que, ainda hoje, não estou.
Ela provavelmente nunca soube disso. Na verdade, talvez esteja descobrindo isso agora, enquanto lê esse post. Nunca tive coragem de confrontá-la, de perguntar, porquê? Chorei naquele dia como poucos em minha vida. Chorei por meses. Aquele segredo nos separou como nenhuma das piores brigas havia conseguido. A partir daquele dia, eu soube que tudo seria diferente. Não. Não deixaríamos de ser irmãs, mas com certeza não teríamos aquilo que quando criança achamos que jamais perderemos: a cumplicidade absoluta de todos os momentos.
É. Crescer é inevitável. Para alguns essa passagem é mais rápida e fácil. Para outros nem tanto. Duro perceber que o mundo externo consegue interferir na nossa essência mesmo que lutemos com todas nossas armas. Duro perceber que a criança que existe em nós tem que ser esquecida. Mas nada é mais duro do que perder nossa infantil ingenuidade de que seremos imutáveis para o resto de nossas vidas.


*Amo Calvin e Haroldo. Coleciono suas tirinhas porque nelas consigo enxergar um pouco de mim mesma.

quarta-feira, novembro 05, 2008

YES, WE CAN!!

Nossa! Inacreditável como uma eleição em outro país possa trazer toda essa comoção nas pessoas. Confesso que não sou a pessoa mais indicada para falar de política. Não gosto mesmo. Sei que isso é péssimo e depoem muito mal a meu favor, mas também não posso ficar mentindo e dizendo que sou super-mega-politizada. Não curto, não entendo e ponto. Te garanto que milhares de pessoas polizizadas tbm não entende, conhecem e curte outras tantas coisas que eu sei. Portanto...

Bom, mas esse post não é para falar de política (apesar de estar centrado nela!). Venho aqui apenas para registrar minha alegria ao ver que o racismo (mesmo que infimamente) tenha dado lugar ao bom senso e a razão. Que finalmente um povo elege um presidente, não mais por ser branco ou preto, mas simplemente por acreditar nas suas propostas. Posso estar sendo ingênua, pois alguns irão dizer que usaram a cor de Obama como plataforma política, e de certa forma, até concordo. Mas mesmo sabendo que houve muita jogada de marketing, muita estratégia em cima do fato de se eleger o primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América, ainda assim, sabendo de tudo isso, me encanta a possibilidade e a esperança de que ver um mundo melhor onde os valores das pessoas não são medidos pela cor de sua pele, seu sexo, sua idade. Ver um país tão preconceituoso com tudo e com todos tenha dado esse pequeno movimento para um mundo melhor.

Yes, we can!

Para finalizar, a frase que Neil Armstrong disse ao pisar na lua, não poderia ser mais ideal para esse momento: "Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade".

See ya,

terça-feira, novembro 04, 2008

Porque ainda existe esperança!

Tempo que não venho nesse cantinho. Falta inspiração, vontade e assunto. Sobra preguiça e desmotivação.

Mas hoje não poderia deixar de vir aqui e falar sobre algo tão bonito e precioso nos dias de hoje. Principalmente, porque da última vez que estive por aqui o assunto era tão pesado e negativo, e o de hoje e tão leve e brilhante.

Faz tempo que quero divulgar aqui um blog que sou fã de carteirinha, mas por uma razão e outra, acabo sempre deixando para depois.

O blog MarcaMaria desenvolvido pelo talentosíssimo Faso é especial porque, ao contrário da corrente que governa nosso mundão, é dedicado para ajudar as crianças de nosso país. É um espaço dedicado a "colorir" um pouco da vidinha desses seres tão frágeis e tão necessitados de carinho. E é impossível não se contagiar com essa energia maravilhosa e solidária.

Bom, mas que quiser conhecer um pouco mais, passa por lá. O motivo, mesmo, desse post é pra divulgar um projeto maravilhoso do MarcaMaria chamado Feliz Natal Crafter.





O Feliz Natal Crafter nasceu de uma conversa entre blogueiros e cresceu para se tornar algo maior, algo que todos pudessem se engajar. A proposta do projeto é que cada pessoa que goste/trabalhe com artesanato faça um boneco criado pelo Faso, utilizando o passo-a-passo, e dõe para alguma instituição. Algumas pessoas ficarão responsáveis por recolher em cada região esses bonequinhos e entregá-los para as crianças carentes.



Não é barbaro? Mas deixa o próprio Faso explicar melhor, então não deixe de passar por lá e quem sabe fazer parte dessa nova corrente do bem?



Eu me candidatei a recolher o da minha região, vamos ver o que ele acha.

Atualizando: agora é oficial: irei recolher os bonecos a serem doados aqui na minha região!

Bom, perdoem o português, mas preferi escrever o post rapidinho do que ficar revisando tudo, ok?



See ya,

sexta-feira, outubro 03, 2008

Da série: E assim caminha a humanidade

Hipocrisia. Ahhhhh a hipocrisia! Quanto a humanidade terá que caminhar antes de aprender a não julgar os outros por aquilo que também faz?
Uma coisa que realmente me irrita e me deixa possessa é isso. Pessoas que se sentem “ofendidas” ou “ultrajadas” por coisas feitas pelos outros, quando também o praticam. Mas claro sempre existe o ” dois pesos e duas medidas” , não é?
Porque estou falando sobre isso? Simples, tenho vivenciado a hipocrisia com certa freqüência no ambiente virtual que mais visito ultimamente: o flickr! Esse site criado para compartilhar fotos, idéias e criar amizades, tem apresentado um sério problema: cópias! Sim, roubar a foto de alguém e colocar como sua é um grande problema. E sobre esse assunto não há discussão e não é sobre isso a que me refiro. O caso é bem mais embaixo.
O flickr foi uma descoberta e uma ferramenta maravilhosa das artesãs para divulgar seus trabalhos e criações. Mas de certa forma proporcionou o aumento de “repetições” de trabalhos ali expostos. E ai é que está a grande questão. Algumas artesãs estão revindicando (é assim que se escreve?) o direito de criação de suas peças. Até ai tudo bem, mas e quando essa criação na verdade não passa de cópia, da cópia, da cópia? Ou como algumas gostam de chamar de “inspiração”? Antes do advento da internet e conseqüentemente sites como flickr, era fácil manter o sigilo da cópia. Mas depois dele praticamente ficou impossível. Tudo ficou tão rápido e explicito que uma revista na Nova Zelândia lança uma revista com idéias craft hoje e amanhã a mesma está exposta para todo o mundo ver!
Talvez, eu não esteja sendo clara o suficiente, ou talvez esteja me embaralhando ao tentar explicar minha idéia. E confesso que muito se deve a ira que me envolve toda vez que vejo alguém chamar outro de plagiador sem nenhum motivo real!
Vamos deixar mais claro as coisas: algumas “artesãs” ficam indignadas de ver suas “criações” copiadas por outras artesãs, quando na verdade, elas mesmo o fizeram no passado, através de fotos de revistas internacionais de pouco acesso!!! Por favor! Dêem um tempo! Vamos deixar de ser hipócritas? Minha filha tu criaste a TV, o carro, a internet? Não, né? Então não vem com essa! Faz é, e muito, tempo que a humanidade descobriu o fogo, ok? Então deixa de dizer que foi copiada e passa a pensar que isso é uma inspiração, sim! Assim como tu te inspiraste em alguém também!
Algumas podem argumentar que usam a “idéia” de outra pessoa, mas melhora colocando seu toque, seu estilo. Concordo plenamente. Mas a “idéia” não foi sua! Não presuma que outras pessoas não irão copiar o teu trabalho e também argumentar que alteraram algo! Elas o farão assim como tu o fizeste! Ah! Mas essas pessoas não mudaram nada? E daí? Qual é o problema? Assim é que o mundo funciona? Ou por acaso foi a Ford ou GM que inventaram o carro? E tu gostas de ter outras opções, não? Ou será que preferiria que só existisse um tipo de, um tipo de celular, um tipo de sabonete? Todos na verdade derivam de uma única criação que passou a ser copiada e depois, veja bem, depois, melhorada!
Plágio? Hum palavra forte essa, para ser usada assim tão sem critério e hipocritamente, não acha? Sim. Porque ela é conveniente para xingar o outro, mas jamais para dizer que tu fazes, não é mesmo?
Cuidado para não ser injusta! Cuidado para não atacar o telhado do vizinho, quando o seu próprio está exposto!
Eu, que navego há anos, na internet e que adoro ver de um tudo, esbarro vira e mexe com a tal “idéia” plagiada, mas que na verdade já existia muito antes da autora ter criado a mesma! Existem coisas, por exemplo, que são universais e que duvido que se ache a verdadeira dona da idéia, como frutas e legumes de tecido, móbiles de animais, panos de natal etc.
Então o porquê de tudo isso? Vamos assumir nossos pecadinhos e deixar que os outros cometam os seus! Sejamos honestos com os outros e com a gente mesmo! Não compactuemos para que essa falta de vergonha na cara prossiga! Não seja HIPÓCRITA!
Era wilson©,

© “era wilson” é marca registrada de... sabe-se lá de quem! :-P

ps: não confunda “alhos com bugalhos” sou contra cópias de textos, fotos, etc sem a devida identificação, ok?

segunda-feira, setembro 08, 2008

Bodas de Papel!

Por onde começar, penso eu, afinal tamanha alegria parece se repetir depois de ano. Acordei hoje com a mesma sensação; de que meu sonho estava se realizando! Um dia perfeito que Deus separou para mim. Como comentou minha colega agorinha mesmo: "depois de um inverno rigoroso o dia de teu casamento estava como um dia de primavera. Lindo!" heheh E foi assim mesmo.

Acordamos os dois aquele dia e partimos juntos para o café da manhã com a família. A idéia foi da minha irmã. Reunir minha família e a família dele que estava hospedada em um hotel para começarmos o dia com uma energia única e especial. Lembro que não consegui comer muito. Mas não pq estava nervosa, mas sim pq estava tão feliz que naquele momento a comida não era o mais importante.

Após o café nos separamos. Ele foi ter o seu dia do noivo e eu fui para o salão para ter o meu. Um salão especial, escolhido a dedo. Não, não era o mais famoso. Nem o mais badalado. Mas com certeza foi o que me fez sentir uma rainha naquele dia. Todas as atenções eram para mim. Não tinha luxo, apesar de ser elegante. Tinha uma energia boa. Cabelereiro e maquiador escolhidos a dedo. Agradeço a eles, pois me fizeram tão bonita quanto eu jamais imaginei que pudésse ficar. Cheguei lá e por ser um feriadão estava vazio. Uma casa branca, daquelas bem antigas. Com espelhos maravilhosos e um andar todo separado para mim. Fiz minha depilação. Em seguida minhas unhas. O cabelo, um caso a parte, começou a ser preparado bem cedo. Queria meus cachos perfeitos durando a noite inteira.

O silêncio das ruas era algo encantador. Estava no coração do Moinhos de Vento. Ao meio-dia minha irmã chega com minha irmã para um almoço especial. Sai do salão e caminhamos até a Calçada da fama. Eu com mais "bobs" na cabeça quer era possível. Um lenço amarrado. Mas isso não me importava. Eu até gostei. Era um símbolo daquilo que iria acontecer dali a poucas horas. Sentamos na rua. Pedimos champagnhe para brindar. As árvores nos agraciavam com uma leve brisa. Comemos e rimos e lembro de pensar, que almoço perfeito!

Voltamos para o salão. Era hora de relaxar. Deitei e sonhei meio que acordada. O nervosismo estava se aproximando, mesmo que eu ordenando que se afastasse. Mas todos ali estavam prontos para me acalmar, com alguma brincadeira, uma risada ou até mesmo um chazinho.

Maquiagem pronta. Penteado sendo iniciado. Mudo de opinião. Não queria mais prender ele. Queria ele solto. E todos ao me redor dizendo que sim, solta era mais bonito. Não me arrependo da mudança. Fiquei irradiante.

Agora era me vestir. Estava sozinha nessa hora. Minha irmã e minha mãe já tinham partido. O mais engraçado é que por algum motivo, não me senti só. Senti que aquele era um momento meu e de mais ninguém.

Tirei as fotos tradicionais. Mas confesso que as mais legais, foram aquelas tiradas pelo meu cabelereiro. Fomos para a rua, as poucas pessoas que passavam ficavam ali me adimirando. E eu naquele estado de graça. Voltamos para o salão, e eu fiquei esperando meu pai.

Pai atrasado. Noiva pronta. Geralmente é ao contrário. Mas nem por isso me aborreci. Entrei no carro junto com meu irmão que dirigia. No meio do caminho, lembro-me que o buquê havia ficado no salão. Voltamos e antes mesmo de estacionarmos estava o querido do meu cabelereiro com o buquê na mão para me alcançar. Desejou-me muita sorte e nos despedimos.

Nervosa, confesso, que nessa hora não estava. Chegamos e ao sair do carro ouço a música dele, a do filme Jerry Maguier, Secret Garden, com as falas, sinal de que estava entrando. Não consigo conter as lágrimas. Mas lembro que não posso borrar a maquiagem, e tento em vão impedir que as mesmas corram pela minha face.

E então é a minha vez...

"I've been searching a long timeFor someone exactly like youI've been travelling all around the worldWaiting for you to come through.Someone like you makes itAll worth whileSomeone like you keepsMe satisfied. Someone exactlyLike you.
I've been travellin' a hard roadLookin' for someone exactly like youI've been carryin' my heavy loadWaiting for the light to comeShining through.Someone like you makes itAll worth whileSomeone like you keepsMe satisfied. Someone exactlyLike you.
I've been doin' some soul searchingTo find out where you're atI've been up and down the highwayIn all kinds of foreign landsSomeone like you... etc. I've been all around the world. Marching to the beat of a differentDrum.But just lately I haveRealisedThe best is yet to come. Someone like you... "

1 ano e parece hoje!

segunda-feira, agosto 25, 2008

A vida é tão rara!

PACIÊNCIA - LENINE


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calmaAté quando o corpo pede um pouco mais de almaA vida não paraEnquanto o tempo acelera e pede pressaEu me recuso faço hora vou na valsaA vida é tão raraEnquanto todo mundo espera a cura do malE a loucura finge que isso tudo é normalEu finjo ter paciênciaO mundo vai girando cada vez mais velozA gente espera do mundo e o mundo espera de nósUm pouco mais de paciênciaSerá que é o tempo que lhe falta pra perceberSerá que temos esse tempo pra perderE quem quer saberA vida é tão rara (Tão rara)Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calmaMesmo quando o corpo pede um pouco mais de almaEu sei, a vida não para(a vida não para não)Será que é tempo que me falta pra perceberSerá que temos esse tempo pra perderE quem quer saberA vida é tão rara (tão rara)Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calmaAté quando o corpo pede um pouco mais de almaEu sei, a vida não para(a vida não para não...a vida não para)

quarta-feira, julho 16, 2008

Quer trocar um visu?

Sabe aquela brincadeira do Silvio Santos? Aquela que dizia "quer trocar um carro zero por uma caixa de fósforo" E a criatura dizia "Siiiiiiiiiiiiiiim!".

A bocaberta aqui acabou de fazer algo similar:

"quer ser bocaberta e perder o layout do teu blog e passar 3 horas tentanto arrumar? " SIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM!

Então people, agora sei lá quando isso vai voltar ao visu antigo. Pq como não domino muito essa joça, vai levar um tempão até eu me lembrar como consertar!

Fui!

quarta-feira, julho 09, 2008

1º Encontro da Confraria das Gaúchas Crafteiras


Por onde começar?

Dizendo que o encontro foi surpreendende e de uma energia ótima!

Doze mulheres transformaram o dia 05 de Julho em um momento para se guardar na memória. Depoimentos emocionantes de mudanças de vida, de atitudes, entre uma risada e outra, demostraram que ali todas tinham algo em comum: a paixão pelo artesanato. Muitas com experiência, outras começando. Algumas querendo de profissionalizar, outras nem tanto. Idades diferentes, pensamentos parecidos e ideais sendo construídos. O que poderia ser melhor? Descobrir em pessoas, até então virtuais, medos, angústias, sonhos, desejos é algo que nem sempre acontece. Geralmente se leva um pouco mais de tempo para que "as coisas do coração" sejam compartilhadas. Mas ali foi diferente, poucos pudores e muita vontade de encontrar semelhanças baixou a guarda de todas nós.


Eu, atucanada, querendo que todas estivessem sendo atentidas, ouvidas, nem percebi que ali não precisava de uma organizadora. Precisava-se era de ouvidos. O que para mim era um erro (refri de menos, salgados demais) nem foi percebido pelas demais. O importante não era isso. Todas queriam é falar, queriam compartilhar. E nisso o evento foi perfeito.


Fiquei exausta no final do dia, mas com uma sensação boa de que tudo havia valido a pena. Todas as tardes de sábado reservadas para a organização. Toda a correria para aprontar tudo, sobe e desce de elevadores. Tudo. Absolutamente tudo.


Mas acima de tudo, ficou o prazer de ver um projeto que eu havia idealizado sair de um sonho para a realizade.


Não posso esquecer de agradecer as meninas que me ajudaram a tornar tudo possível: Marci, Kátia, Giovana e Drica, o meu muito obrigada! Sem vocês nada disso teria acontecido. Valeu organizadoras!


E que venham os próximos (com menos stress da minha parte) para que a colcha de amizades que se iniciou ser fortaleça e possa cobrir os corações de muitas gaúchas de todas as querências!!!




sexta-feira, julho 04, 2008

E o tempo passa... e o tempo vôa.

2 meses! Inacreditável que faz quase todo esse tempo que não apareço por aqui. Tantas coisas rolando que gerariam ótimos post e nadica de nada registrado por aqui. Não posso dizer que não estive antes por aqui, mas alguns bugs bem na hora que eu estava escrevendo me impediram de postar, aí quando voltaram, eu já não estava mais afim.

Amanhã será o grande evento que estou organizando: O Primeiro Encontro das Gaúchas Crafteiras. Fico devendo todo o desenrolar da história. Só passei para não deixar esse marco, assim, meio que solto no ar. Confesso que o público não era o que eu esperava, não no sentido de qualidade, mas sim de quantidade. Poucas e sinceras adesões. O que será que faltou? Divulgação eu sei que não foi.

Mas isso não vai impedir que o universo coloque amanhã naquela sala muita energia boa e muitas risadas, não é?

Não prometo que postarei logo o resultado do evento, pq não sei se vou cumprir, pero tentarei com todas as minhas forças.

See ya,

quinta-feira, maio 29, 2008

Logos Ponto - Logo. penso, Logo. existo!





A história é longa, mas para remir é isso ai: finalmente tomei coragem e abri minha loja no site Elo7.

Para quem não conhece esse site, o mesmo é uma loja virtual onde crafters, artesões e afins divulgam seu trabalho gratuitamente, optando pela conta reduzida ou pagando uma taxa anual bem baixa. O Elo7 estreou faz poucos meses na rede, mas já faz o maior sucesso entre as crafteiras do Flickr. Foi inclusive inspirada nelas, que o mesmo foi criado.

Eu, por total "low esteem", achava que meu trabalho não era tão bom quanto as pessoas me diziam, e por essa razão nunca dei asas ao meu talento. Mas de repente resolvi pensar melhor, me olhar com os olhos daqueles que me admiravam e vi, que talvez eles estivessem certo. Talvez os "defeitões" que eu via, nada mais eram do que minúsculos defeitinhos imperceptíveis. Vi que talvez falesse a pena arriscar, dar o primeiro passo. Crescer.

Dizem que o primeiro passo às vezes é mais importante do que a caminhada. Então esse é meu primeiro passo dessa caminhada chamada valorização do eu!
Espero que daqui alguns anos, olhe para esse post e possa ter certeza que o passo foi bem sucedido.

See ya,

ps: não deixe de visitar minha lojinha lá no Elo7: Logos Ponto.








terça-feira, maio 20, 2008

Passado e Futuro

Não sei se alguém que mora no sul já assistiu ao canal Ulbra TV, mas ultimamente tem sido para mim uma das melhores programações disponíveis. Não que traga as últimas séries americanas ou mesmo novos programas. Por lá geralmente o que encontro são aqueles filmes que costumavam rechear minha infância. São filmes clássicos da “sessão da tarde” e que não encontramos com aquela facilidade que gostaríamos.



No último domingo, por exemplo, fui surpreendida com o clássico dos clássicos underground: “Ruas de Fogo” (Streets of Fire) . O filme não é dos melhores, mas com certeza pôs muita gente para dançar com sua trilha sonora impecável. Eu, que naquela época tinha uns 10 anos no máximo, adorava cantarolar e sair dançando junto com minhas colegas de aula. Nem cantar em inglês eu sabia, mas o importante era emitir um som o mais próximo possível e alegria estava garantida.



Revendo aquele filme, minha vontade de conseguir as músicas em mp3 aumentou significativamente. E lá fui eu para o Google. E ai que vem a maravilha do futuro. Lá estavam dois vídeos no YouTube com os dois principais trechos do filme (e eu que achei que só eu é que gostava desse filme) disponíveis para todos. Ouso dizer (e talvez até repetir o que muitos já devem ter dito) que depois do advento da internet o Youtube simplesmente é a melhor invenção possível. Sim. Existem muitas bobagens por lá, mas também existem essas raridades que nos fazem tão felizes. Quem diria que um filme como esse estaria por lá? E aonde eu conseguiria tão rapidamente essas imagens se não fosse essa incrível criação?

Uma curiosidade: o filme é estrelado por ninguém menos do que Diane Lane. Sim, inacreditável. Ela está bem novinha e como definida por meu irmão: muiiiiiiiiito gostosa! Por falar nele, foi ele quem identificou a Diane. Eu achei que ele tava delirando, até ver os créditos finais do filme onde aparecida bem grande Diane Lane. Dá para acreditar que a mesma atriz que hoje faz sucesso como “Sobre o sol de Toscana” era uma incrível roqueira dos anos 80, apesar do filme se passar acredito que na década de 60?.



É o tempo realmente passa. Eu também não sou mais a garotinha que costumava ser. Já não tenho tanta energia para dançar, mas continuo cantando muito (no carro), só que agora com um inglês um pouquinho menos macarrônico.

See ya,

quinta-feira, abril 24, 2008

A grande arte de lidar com a decepção

Correria total na minha vida nas últimas semanas. Muitos projetos em andamento e muitas idéias na cabeça. Tem o projeto Confraria Gaúchas Crafteiras que está de vento em polpa e com muito desejo e força se tornará algo muito maior do que eu pensei. Tem a espera da minha boneca Blythe vinda de Hong Kong (será que realmente chegará?). Tem meus projetos profissionais. Os preparativos da festa de 1º ano do Érico, não vamos esquecer. E tem as minhas troquinhas no flickr acontecendo.
Tudo isso está gerando uma energia imensa em mim. Parte boa e parte ruim. A boa é que estou motivada com meus crafts. Acho que pela primeira vez estou acreditando que isso pode se tornar realidade (a longo prazo, é claro!). A ruim é a ansiedade para ver tudo pronto e ter que lidar com as frustrações e decepções.
Com certeza um grande aprendizado, saber lidar com as decepções. E esse tem sido minha busca. Nesta semana principalmente. Os últimos dias têm sido um tanto quanto dolorosos. Dois motivos bem diferentes, mas que causam o mesmo efeito em mim.
O primeiro motivo é a falta de visão que o diretor da minha empresa tem. Simplesmente vetou uma campanha embasada e moderna, porque não gosta de uma palavra. Acha que essa palavra tem um sentido pejorativo e negativo, quando na verdade é justamente o contrário. Sem argumentos plausíveis encerrou uma reunião em 15 minutos dizendo “Boa Tarde! Pense!”. Alguns podem pensar então mude a palavra. Mas o problema é que existem precedentes nesse caso. O dito diretor tem problemas absolutos com palavras. Sempre existe uma que ele não gosta que interpreta de um jeito, que os outros irão interpretar de outra fora, etc e tal. Tenho problemas seríssimos em aprovar textos publicitários com ele. Os textos têm que ser secos, sem adjetivos ou qualificações. Em suma ele não gosta de publicidade. E essa falta de visão prejudica a imagem da empresa que fica presa aos dogmas dele. Fica careta e ultrapassada. E o porquê de me contratarem? Honestamente ainda estou tentando descobrir. Às vezes me parece que é apenas para preencher tabela. Apenas para não ficar sem o departamento de marketing pro forma exigido pelo mercado. Frustrante.
O segundo motivo não é tão sério, mas não dá para esconder a decepção. Recebi ontem uma das troquinhas do flickr que estou participando. De cara deu para notar que a coisa não iria dar certo. Mas a decepção veio mesmo quando abri a caixa (pequenina, diga-se de passagem!). Um farrapo preto cobria o que estava dentro. Canetas usadas, trapos de tecido, um coração de plástico pintado de cola gliter. Cartão escrito a caneta por cima de um texto a lápis. Um desleixo total. Não poderia ser diferente vindo de quem veio.
Desde o princípio não havia gostado do perfil dela no flickr. Uma criança (deve ter no máximo 14 anos, forçando a barra) brincando de adulta. Não eu não sabia que era ela quem havia me tirado no sorteio. Eu sabia quem era ela porque EU havia tirado ela. Coincidência do destino? Talvez.
Apesar de não ficar feliz com minha AS (amiga secreta), procurei dar o meu melhor. Separei os melhores tecidos, comprei os melhores acessórios para alegrá-la dentro daquilo que ela havia dito que gostava no seu perfil. Fiz tudo personalizado. Enchi a caixa de mimos. Enfim, fiz para ela aquilo que eu gostaria de receber.
Infelizmente a recíproca não foi verdadeira. Maldade ou apenas descaso de criança? Nunca irei saber. Creio que foi um pouco de ambas. Porque o flickr dessa menina é recheado de anúncios de venda de maquiagens, sabonetes, cremes e roupas usadas. Quem é que vende maquiagem usada?
Como diz meu marido, let it GO! E é isso que estou tentando fazer ao escrever esse post. Esquecer tudo e lidar com as decepções que a vida nos propõe todos os dias. As grandes e as tolas e pequenas.
See ya,

terça-feira, abril 08, 2008

Quando beleza não põe mesa!

Ando meio desmotivada para escrever, para variar um pouco. Assunto até que eu tenho, mas ocupo meu tempo vendo pessoas hiper talentosas que quando me volto para meu trabalho acabo sem vontade de criar. Perfeccionismo? Talvez. Sempre acho que o trabalho do outro tem mais qualidade do que o meu.

Mas hoje não é esse assunto que quero falar, já que vira e mexe o assunto é esse. Hoje quero falar sobre meu passeio no feriado de Páscoa.

Vou começar dizendo que o porquê do título. Há muito eu havia descoberto essa pousada em Pelotas, na época estava procurando lugares interessantes para visitar na minha lua-de-mel. De cara fiquei encantada com a beleza do lugar e com a história por trás daquele recanto. Mas acabamos optando (meu marido e eu) por deixar Pelotas fora da nossa rota, pelo menos naquela viagem. Ficava então uma boa desculpa para viajarmos em uma próxima ocasião.

E essa oportunidade veio quando minha irmã e meu irmão nos convidaram para passear no feriado de Páscoa. O projeto inicial era irmos para o Uruguai, porém como meu afilhadinho não suporta viagens muito longas, sugeri de conhecermos Pelotas. Fui logo falando para eles entrarem no site da pousada. Não deu outra, foi paixão a primeira vista!

Reserva feita com mais de 1 mês de antecedência, partimos para Pelotas na sexta-feira Santa. Depois de almoçar em Rio Grande (tínhamos ido buscar a namorada de meu irmão), chegamos à pousada por volta das 15h00 horas. Enquanto todo mundo se instalava resolvi dar uma olhadinha ao redor. Fui direto para a piscina, já que fazia um tremendo calor, imaginando que depois de me instalar um banho ia ser show de bola. Qual minha surpresa? Um monte de operários montando estrutura para aquilo que parecia ser uma festa de casamento. Dito e feito. Perguntei para o menino que nos recepcionou se aquilo era uma festa. Ele prontamente informou que sim, que haveria um casamento no dia seguinte, que deveria durar até as 18:00. Como assim?! E os hóspedes? E a gente?! E toda a infra-estrutura apresentada no site? Paz, tranqüilidade, piscina, café da manhã admirando o rio?

Fiquei muito indignada, mas meus irmãos me disseram que já havíamos pago metade das diárias (sim, com antecedência!). E não adiantava nada brigar àquela hora e estragar nosso passeio.
Resumo da ópera: não pudemos aproveitar a piscina na sexta, no sábado tivemos que ficar o dia inteiro fora e quando chegamos, a festa ainda ocorria. Som alto, trânsito no estacionamento e uma baita de uma irritação.

Conversamos com a proprietária que nos informou que eles têm o costume de alertar seus hóspedes no momento da reserva sobre inconvenientes como esses. Só que isso não aconteceu conosco. Informamos que em nenhum momento fomos informados sobre o casamento e que havíamos ligado várias vezes em busca de informações, portanto oportunidades foram o que não faltaram nesse caso. Para tentar amenizar nossa indignação nos ofereceu diária prolongada no domingo ou se quiséssemos uma diária em haver pra uma futura visita. Eu não queria aceitar, por mim não pagava era nada. Mas novamente fui voto vencido. Aceitamos a opção de uma diária prolongada no domingo. O que só nos serviu para descansar um pouco, já que esfriou e não pudemos aproveitar a tão sonhada piscina.

Agora já sabem o porquê do título. Nem sempre um lugar lindíssimo é a melhor opção. Precisamos mais do que apenas lindas paisagens e acomodações. Precisamos de bom atendimento, simpatia e respeito, acima de tudo. O lugar é inegavelmente deslumbrante, mas não oferece aquilo que alguém que busca uma pousada procura: tranqüilidade e bons anfitriões. Se eu quisesse frieza no atendimento e respostas prontas, procuraria um hotel. Quando busco uma pousada quero ser atendida pelos proprietários. Quero ser recebida com um sorriso no rosto, um chimarrão quentinho e uma boa conversa.

E tudo isso é o que você não encontra na Pousada Charqueada Santa Rita. Assim como não encontra um museu do charque ou espaço para andar a cavalo. O museu é um espaço de no máximo 2X3 metros, onde se encontram figurinos utilizados em uma peça, algumas cadeiras, posters e ilustrações. Tudo cheirando a mofo e descaso. Nada remete ao charque, a não ser uma maquete do que teria sido a antiga charqueada Santa Rita. E andar a cavalo só se for para fora da propriedade, já que a mesma é bem pequena. Ah! Se for andar fora, tome cuidado, pois a localização da pousada é bem ruim, em um bairro mais retirado, meio periferia.

Ah! Mas o visual da pousada é deslumbrante....
See ya,
ps: quem quiser pode dar uma olhadinha nas minhas fotos lá no flickr.

quinta-feira, março 13, 2008

Quase 9 meses...


Não, não estou esperando nenhum baby.
Esse foi o tempo que levei para bordar em ponto-cruz um Teddy Bear Natalino.

Está praticamente pronto, só falta fazer as costuras para pendurá-lo na porta no próximo Natal. E esse é o grande problema. Estou sem coragem de encarar a costura eu mesma. Talvez eu mande alguém fechar o trabalho para mim. Ainda não sei. O fato é que levou tanto tempo e ficou tão lindo, que tenho medo de estragar tudo com minha pouco habilidade (por enquanto ;-)).

Deixo aqui de qualquer forma o resultado quase final:







See ya,
ps: pra mim está aparecendo as fotos azuladas. Espero que seja um problema temporário do Blogger, porque ela estão bem bonitas.

terça-feira, março 11, 2008

Conforme prometido...


Ontem prometi que postaria aqui meu 1º softy, não é?









Então aqui está a Florisbela, minha elefantinha feita totalmente de 1 par de meias. Recomendo o livro Sock and Glove para todos. Além de ser super em conta (paguei R$ 24,90) , os diagramas são bem claros e até uma criança pode fazer.

Não vejo a hora de fazer os demais bichos. Mas como estou sem luvas sobrando em casa, vou ter que esperar um pouco mais o frio se "aprochegar" por essas bandas para poder comprá-las. Enquanto isso vou fazendo os modelos feitos de meia.

Ah! E também vou fazer algumas roupinhas para eles. Porque simplesmente adorei costurar isso! Desde criança sempre quis fazer, mas como não sabia costurar, muito menos tinha um máquina, o jeito era ficar só na vontade.

Claro que nem tudo são flores, como meu conhecimento de costura continua do básico, do básico, do básico, nível 0,1 apanhei um montão para fazer a bainha do vestido. Não descobri direito como usar ainda as "tensões" da máquina e portanto, não consegui costurar algumas partes do softy nela. Foi tudo na mão mesmo.

E esse é o grande problema, segurar a ansiedade para ver tudo pronto. Acabo descuidando dos pequenos detalhes e do acabamentos.

Definitivamente a costura vai me ensinar muito mais do que produzir roupas ou artesanato. Vai me ensinar, acima de tudo, a ter paciência; a esquecer a ansiedade para que o resultado final seja o melhor possível.
Enfim, quem sabe consigo levar esse aprendizado para outros campos da minha vida também?










See ya,