quarta-feira, maio 09, 2007

Flor da Paixão

Sei que faz um tempão que não escrevo. Correria total com o nascimento do meu afilhadinho amado e com as atribuições do casório.
Mas resolvi dar o ar da graça, porque não poderia deixar de registrar um ato tão singelo e que mudou meu dia. Ontem o "seu" Telmo, um senhor que trabalha aqui na empresa e que é uma gracinha (como já diria a Hebe), me presenteou com uma linda flor púrpura. Motivo? Nenhum. Apenas um carinho que faz toda a diferença na vida de qualquer um. Fiquei super feliz. São esses pequenos gestos que mostram que o mundo ainda vale a pena, e que as pessoas podem e devem ser melhores do que pensamos.

Estão curiosos sobre a flor, então segue uma foto 1/2 boca que eu tirei e que não representa em nada sua beleza:




Vocês sabem a história dessa flor? (Como não confio muito em alguns links e sei que depois de algum tempo eles podem desaparecer e deixar uma falha técnica no meu blog, resolvi copiar, mas se preferir ir ao site da onde eu retirei esse texto, fiz o link no nome da autora.)

"Flor do Maracujá: porque é conhecida como "flor-da-paixão"

"O maracujá é uma planta tipicamente brasileira, muito apreciada pelo sabor de seus frutos e pelo perfume de suas flores. Estas flores, conhecidas como "Flores da Paixão", foram antigamente muito apreciadas e celebradas como "as graças dos prados, brincos da natureza e devoção da piedade cristã".

Dizem que em princípio do século XVII, chegou a primeira planta da América a Roma que foi oferecida a Paulo V. Parece que também foi aqui que a piedosa fantasia se apoderou desta bela flor e descobriu-lhe as relações religiosas, com tanto entusiasmo expostas por Vasconcelos.

Atribuem ao padre Ferrari a paternidade do nome, "flor da paixão ou passiflora", o qual a classificou na sua obra "De florum cultura", publicada em 1833. Esta elegante trepadeira no Brasil é conhecida pelo nome indígena "maracujá".

É crença geral que o maracujá foi criado por Deus para perpetuar a lembrança do sacrifício do calvário. Esta flor de extraordinária beleza tem a singularidade de apresentar num simbolismo caprichoso da natureza, os principais instrumentos da Paixão de Cristo: coroa, açoites, cravos, chagas, etc. Sua aludida descrição de bela flor americana é célebre! Lozano adaptou-a quase palavra por palavra na sua história da conquista e outros historiadores a reproduziram. É esta:

Outros lhe chamavam coroa, outros molhos de açoites aberto, e tudo vem a ser. No meio deste pavilhão, ou coroa, ou molho, se vê levantada uma coluna branca, como de mármore, redonda, quase feita ao torno e rematada por uma preciosa maçã ou bola, que tira o ovalado. Do remate desta coluna nascem cinco quase expressas chagas, distintas todas e penduradas cada qual do seu fio, tão perfeitas que parece as não poderia pintar noutra forma o mais destro pintor: se não que, em lugar de sangue, tem por cima um como pó subtil, ao qual se aplicais o dedo, fica nele pintada a mesma chaga, formada de pó, como com tinta se poderia formar.

Sobre a bola ovada do remate, se vêem três cravos perfeitíssimos, as pontas na bola, os corpos e cabeças no ar; mais cuidareis que foram ali pregados de indústria, se a experiência vos não mostrara o contrário. A esta flor por isso chamam da paixão, porque mostra aos homens os principais instrumentos dela, que são: coroa, coluna, açoite, cravos, chagas. É flor que vive com sol e morre com ele; o mesmo é sepultar-se o sol, que fazê-lo sepulcro daquele pavilhão ou coroa, já então cor de luto e sepultar nele os instrumentos da Paixão sobreditos, que, nascido o sol, torna a ostentar ao mundo."

Complementamos a esta, outra descrição com belos versos do poema épico do Caramuru:

"Nem tu me esquecerás, flor admirada Em quem não sei se a graça, se a natura Fez da Paixão do Redentor Sagrada Uma formosa e natural pintura Pende com pomos mil sobre a latada Áureos na cor, redondos na figura O âmago fresco, doce rubicundo Que o sangue indica que salvaria o mundo Com densa cópia se derrama, Que muito a vulgar hera é parecida, Entre sachando pela verde rama Mil quadros da Paixão do Autor da vida; Milagre natural que a mente chama Com impulsos da graça, que a convida, A pintar sobre a flor aos nossos olhos A cruz de Cristo, as chagas e os abrolhos. É na forma redonda, qual diadema, De pontas, com espinhos, rodeada, A coluna no meio, e um claro emblema Das chagas santas e da cruz sagrada; Vêm-se os três cravos e na parte extrema Com arte a cruel lança figurada; A cor é branca, mas de um roxo exangue Salpicada, recorda o pio sangue. Prodígio raro, estranha maravilha, Com que tanto mistério se retrata! Onde em meio das trevas a fé brilha Que tanto desconhece a gente ingrata! Assim, do lado seu nascendo filha A humana espécie, Deus piedoso trata, E faz que, quando a graça em si despreza, Lhe pregue com esta flor a natureza" (Southey, History of Brazil, cap. 34).

Segundo folclore popular nordestino, quando Jesus estava na cruz, seu sangue escorreu pela madeira e molhou o solo. No pé da cruz havia uma planta que nunca deu flor e não tinha nenhuma virtude. Quando o sangue molhou a planta, ela soltou um botão, o botão virou flor e a flor trazia todos os sinais da crucificação. - "E havia junto da cruis, Um pé de maracujá, Carregadinho de frô, Aos pé de nosso sinhô. I o sangue de Jesus Cristo, Sangui pisado de dô, Nus pé du maracujá, Tingia todas as frô."

Não é provável que os feiticeiros ou pajés, conhecessem estas relações que os cristãos puseram no maracujá. O que se sabe, porém, é que certos pajés de algumas tribos, ao serem iniciados nas superstições, abstinham-se dos frutos do maracujá.
Maracujá, na língua tupi, quer dizer "alimento dentro da cuia". É mesmo na cuia, isto é, na própria casca, que o maracujá recebe total apreciação de norte a sul do país. Tanto que o Brasil conhece o recorde de mais de 150 variedades da fruta. Das quais são deliciosamente comestíveis o maracujá-amarelo, o maracujá-roxo e o avermelhado, bastante comuns nas regiões Sudeste e Sul.

Devido as suas propriedades terapêuticas, o maracujá possui grande valor medicinal: as folhas e o suco contêm passiflorina, um sedativo natural e o chá preparado com as folhas tem efeito diurético. Seu uso principal, no entanto, está na alimentação humana, na forma de sucos, doces, geléias, sorvetes e licores. É rico em vitamina C, cálcio e fósforo."
Agora eu entendi porque em inglês essa fruta se chama "passion fruit". Sempre fiquei divagando que deveria ser por suas propriedades afrodisíacas... santa ignorância.
De qualquer forma agora eu sei. E vocês também.
See ya,


quarta-feira, abril 18, 2007

Parábola - Pseudodefeitos em virtudes

Queria ter postado ontem, mas por falta de tempo não deu.
Ouvi ontem no programa "Conversando com a União" que é de uma rádio local que eu adoro. Pena não ser uma rádio que tenha grande abrangência, pois a programação é maravilhosa. Daria para dizer que o slogan da Antena 1 se encaxaria melhor para eles: "música chata não entra". Além de tudo isso, não existe aquela repetição massante que acaba com qualquer música. Existe um número infinitos de canções, mas as rádios mais tradicionais insistem em repetir, repetir, enfadonhamente as mesmas músicas.
Bom, mas esse post não é sobre a rádio. É sobre essa parábola que sempre que ouço ou leio me emociona.
Então vamos a ela:

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara que carregava atravessada em seu pescoço.Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade.Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer.
Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço:- Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.- Por quê? Perguntou o homem.- De que você está envergonhado?- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:- Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Sem você ser do jeito que é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa.Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças.

segunda-feira, abril 09, 2007

Céu de algodão

Voltei ontem de Sampa (depois conto a viagem) de avião. Geralmente eu durmo todo o tempo, pq tomo dramin para não enjoar (sim, enjôo feito mulher grávida. E não, não é medo.) Mas ontem, por alguma razão, o efeito da sonolência não me atingiu. Talvez, pq estava chorando, talvez pq Deus queria que eu visse sua obra.
Sentada na janela, ouvindo meu mp3, começou a surgir no horizonte um céu coberto de nuvens brancas, alvas. Fofas feito algodão. Não era possível ver a terra. Era como se estivéssemos andando sobre um tapete gigantesco de algodões. A luz do sol sobre eles era tão brilhante que faziam meus olhos cintilarem. E assim foi, por quase 1h40 minutos de vôo. Essa magnitude, essa paz.
Gostaria muito de ter tirado uma foto daquela vista, mas eu havia deixado a máquina com meu noivinho em Sampa.
Para quem ficou curioso, é bem parecido com o céu da Giorgia no Coisas Bobas.

quinta-feira, abril 05, 2007

3

Sempre passo por um desses questionamentos e penso: "tá.. depois eu faço" e acabo esquecendo, mas eu gostei desse. Então lá vai:


Três coisas que me assustam:

Espíritos
Cavalos
Baratas

Três coisas que eu amo fazer:

Dormir.
Comer
Viajar

Três coisas que eu estou sentindo agora:

Dor de garganta
Cansaço
Ansiedade

Três coisas que tenho ouvido no meu telefone:

Por que está com essa voz?
Tava dormindo?
Oi, sou eu.

Três coisas que eu odeio:

Mentira
Preconceito
Intolerância

Três coisas que eu não entendo:

Minha vontade de querer saber tudo, ser tudo.
A maldade contra os animais (todos eles!)
Ignorância

Três nomes:

Antônia
Nicolas
Nina

Três coisas em cima da minha mesa:

Bah, com certeza mais do que 3.. mas vai lá:

Xícara
Boo (personagem do Monster SA)
Cepacaina (é a dor de garganta me matando!)

Três coisas que eu estou fazendo agora:

Lendo blogs legais
Fazendo estatísticas pro meu chefe
Engolindo com dificuldade

Três coisas que eu quero fazer antes de morrer:

Emagrecer
Viajar para milhares de lugares, principalmente voltar e rever Oxford.
Aprender a italiano, espanhol e francês

Três coisas que eu sei fazer:

Falar inglês
Cozinhar
Bordar

Três coisas que eu não consigo fazer:

Dormir com barulho
Andar de patins
Surfar

Três bandas que eu acho que você deveria ouvir:

Aerosmith
Madona
U2

Três bandas que você NUNCA deveria ouvir:

Todas que tocam funk

Três filmes que você deveria assistir:

ET
Sociedade dos Poetas Mortos
Amigas para sempre

Três filmes que você NÃO deveria perder seu tempo assistindo:

Bah.. acho que não existe filme que faça a gente perder tempo. Tem uns bagaça, mas são divertidos de alguma forma.

Três comidas favoritas:

Pizza
Frango ao Curry
Lasagna

Três coisas que eu gostaria de aprender:

Arquitetura
Pintura
Surfar

Três coisas que eu bebo regularmente:

Água mineral com gás
Chá
Cerveja

Três programas de TV que eu assistia quando era pequeno:

Sítio do Pica Pau Amarelo.
Caras e caretas
Filmes da sessão da tarde

Três programas de TV que não perco por nada:

Como não tenho tv a cabo, só um que presta: A grande família

Três lugares:

Oxford
Paris
Porto Alegre

Três pessoas:

Meu noivo
Minhar irmã
Meu irmão

Três coisas que faço todo dia:

As refeições
Acordar
Dormir

Três coisas que fiz hoje:

Bordei
Olhei a internet
trabalhei

Três coisas na gaveta:

Sache de catchup, mostarda
Guardanapos
Muitas canetas

Três datas importantes:

O dia que me formei
O dia que cheguei na Inglaterra para ficar 1 ano
O dia que conheci meu amor

Três anos importantes na minha vida:

O ano que me formei
O ano que passei na Inglaterra
Este ano. Ano do meu casamento.

Três coisas que me fazem chorar:

Saudades
Ver animais sofrendo
Filmes

Três coisas que desejo pra todos:

Paz
Amor
Tolerância

quarta-feira, abril 04, 2007

Um triste adeus...

Quase todos os dias, chego no trabalho e antes de começar minha jornada, dou uma lidinha nos meus blogs favoritos: Coisas Bobas, SublimeSucubus, e claro, A Vida Escrita a Mão, meu blog mentor.

Foi neste último que vi uma tristeza não explicita, mas de que alguma forma mexeu comigo. Talvez tudo não passe de impressão minha. De qualquer forma gostaria de passar energia positiva para essas duas pessoas, que nem conheço pessoalmente, que também não me conhecem, mas que de alguma forma fizeram parte do que este blog é hoje.

Deixei uma mensagem lá, que quero registrar aqui. Me emociono sempre com essa oração. Me toca no fundo da alma.

"Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do céu, passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei então ao Senhor:
- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.
O Senhor me respondeu:
- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços."


A meus amigos virtuais o desejo de que a tormenta passe e um sol brilhe para guiá-los de volta.

terça-feira, abril 03, 2007

Lembrancinha Chá de Fraldo do Érico

Não posso dizer que o resultado foi o esperado. De acordo com Neni isso se deve a mudanças de última hora. Fiz um protótipo e na hora de fabricar mudei tudo. Leis para novos projetos totalmente quebradas.

Minha intenção, no entanto, foi a das melhores. O protótipo foi feito com bolo pronto. Sabe.. aqueles de supermecado. A aparência ficou linda, já o gosto... Então, na última, hora resolvi procurar uma receita na internet de pãozinho de mel. Entre milhares escolhi a que achei mais exótica: com especiarias e conhaque.

Comprei todos os ingredientes e pus as mãos na massa. Tinha que fazer 50 mini-vazinhos de pão-de-mel. Como o forno era pequeno, tive que dividir em 3 lotes. Eles cresceram e ficaram bem bonitinhos.

Já exausta, fui cobrir todos com a cobertura de chocolate. Well.. ai as coisas começaram a desabar. Os bolinhos começaram a murchar, simplesmente do nada. Para tentar disfarçar coloquei mais chocolate, but não ajudou muito. Eles ficaram todos com cara de desengonçados.

Que fracasso! Fiquei arrasada, pois foram horas e horas de planejamento. Queria que ficassem perfeitos, que fossem uma lembrancinha inesquecível. Bom, ficou tudo na vontade.

Claro que minha sister e meu cunhadinho, levaram tudo na esportiva, mas sei que no fundo eles devem ter pensado "pq não encomendamos tudo com uma profissional?".

As vezes a vida pode ser tão frustante!

Segue ai uma fotinho do protótipo. Os originais deixo pra mais tarde, quando me recuperar da vergonha.

See ya,

quarta-feira, março 28, 2007

terça-feira, março 13, 2007

Vulcão de "dulce de leche"

Então... resolvi fazer um teste para a lembrancinha do chá de fralda da minha maninha. Tirei a idéia do livro do Oliver "O retorno do chef", que é maravilhoso. Pães em vazinhos. Isso mesmo! Assar pães em pequenos vazos de argila não pintados.
Mas como não sou uma pessoa de seguir muito as receitas, resolvi adaptar. Ao invés de fazer uma receita de pão, resolvi fazer uma receita de cuca que é tudo de bom. Até então tudo estava indo bem. Coloquei a primeira parte da massa, depois 2 colheres imensas de doce de leite e cubri com o restante da massa. E mandei tudo direto pro forno.
20 minutos depois...um vulcaão de doce de leite em total erupção no meu forno! Sorte que eu tinha posto uma bandeja em baixo do vazinho, senão o estrago seria bem pior.
Devo confessar que o gosto ficou maravilhoso, já a aparência...nem tanto!
Outras tentativas serão feitas, dessa vez com menos gula e menos doce de leite, of course. Tenho 1 semaninha pra acertar tudo, ou minha maninha me mata.
Para quem quiser tentar a receita da cuca que vai bem com qualquer tipo de recheio, especialmente de uvas negras:
500 gramas de farinha de trigo (se quiser pode substituir 250g por farinha integral)
250 gramas de açúcar
150 gramas de margarina
1 sache de fermento químico
3 ovos
2 colheres de sopa de açúcar de baunilha
Coloque os 4 primeiros ingredientes em uma tigela e vá amassando bem. Quando estiver bem "farofento" acrescente os ovos. Não se preocupe se ficar tudo grudento. É para ficar desse modo. Se não ficar grudando a massa como se fosse um puxa-puxa na sua mão, acrescente bem pouquinho de leite, mas a princípio não precisa.
Divida a massa em dois. Espalhe a primeira parte da massa na forma untada e enfarinhada. Nessa fase é muito importante não xingar a quem vos fala, só pq a massa fica grudada na tua mão e não na forma. Tenha paciência minha criança.. não desista no primeiro obstáculo. Siga espalhando a massa até a mesma estar completamente grudada no fundo da forma. Ah! Pode acreditar que essa camadinha fininha vai crescer.. e como! Então coloque o recheio de sua vontade: uvas negras, doce de leite, goiaba, use sua imaginação! Cubra com o restante da massa. Nomes feios não, eihg! Se não desestiu na primeira etapa não vai ser agora, certo?
Dependendo do tipo de recheio da para cobrir a cuca com uma fina camada de canela com açúcar, mas ai vai tudo do gosto do fregues.
Asse em um forno pré-aquecido a 180 graus, não tinha dito antes?! hum.. desculpa. Continuando... por mais ou menos 45 minutos. Mas como diz o velho ditado popular " quem engorda o olho do boi é o olho do dono, fique de atento! Não venha depois rogar praga para minhas futuras gerações se a cuca queimar! Não sou vidente e não sei se teu forno é mega-turbo ou um caco-velho que devia estar em um museu.
Depois de pronto, basta fazer um bom cafezinho preto e apreciar todo o seu esforço.
Espero que goste.
See ya,

quarta-feira, março 07, 2007

Defumada

Hoje é aniversário da minha empresa, então teve almoço especial: churrasco. Como era no refeitório colocaram pequenos braseiros para manter as carnes quentes. Resultado: estou totalmente defumada! Argh!

Docinhos

Fomos ver uma fornecedora de docinhos para a mesa de doces. Adorei! Os doces são lindos e gostosos.
Acho que a mesa de doces do meu casamento não vai ficar devendo a nenhuma outra, mesmo não tendo sido contratada uma especialista.
Meu bolo também, vai ficar show. É claro, que não vou contar os detalhes, pq senão perde a graça. Mas posso adiantar que não vai ser bonito e sem gosto como os da maioria dos casamentos que fui. Vai ser delicioso e bonito, isso sim!
See ya,

Flash de Pensamentos Ruins

Ontem, estava em um engarrafamento cão na freeway. (Coisa que não é muito comum naquele horário. Depois descobri que era uma batida policial.). Estava conversando bem animada com meu noivo quando ele me interrompe abre o vidro e diz "aquela moça quer falar alguma coisa". Viro pro lado e a moça diz: "olha tá saindo uma água de baixo do teu carro, depois dá uma olhada".

Agradecemos e fechamos a janela. Um segundo depois eu falei: "é o ar-condicionado, mas que abobada!".

Na mesma hora me dei conta que estava sendo má (mesmo que ela não tenha ouvido nada, pois já estava com a janela fechada). Me dei conta que estava devolvendo uma energia ruim para uma pessoa que tinha me passado uma energia boa.

Pedi imediatamente perdão ao Senhor. Pedi do fundo do coração.

Por que será que, as vezes, mesmo não tendo a mínima intenção de ser má, esses coisas saem de nossas cabeças?

Resolvi postar para nunca esquecer de devolver energia boa pra energia boa recebida.

See ya,

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Sonhos bizarros

Nessas últimas semanas tenho tido, cada vez mais, pesadelos horríveis. Nenhum deles faz muito sentindo se olhar o aspecto geral, mas se eu der uma olhadinha nos detalhes, ai sim, vejo o significado.

Os pesadelos estão refletindo minhas preocupações com minha festa de casamento. A falta de grana, o ajuste de expectativas, as comparações com os outros casamentos da família. Eita que tá difícil.

Mas "não podemos se entregar pros homens de jeito nenhum".

Ontem, fui em outra gráfica e dessa vez parece que vou conseguir o convite mais próximo do que sonhei, com um preço justo. Devo receber o orçamento hoje. Tomara que sim.

Tenho muitas coisas pra ver ainda. E parece que não é tão simples quanto se parece organizar uma festa com um budget limitado. Temos que aprender a ceder.. a trocar e até a desistir de algumas cositas, mas o principal está ali. O amor! E é isso que importa.

See ya,

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Dúvida cruel

O quê dizer quando alguém do teu lado, que é seu colega, mas que você não tem a menor intimidade, que você acha até bacana, rapaz com potencial, vira e fala com a maior naturalidade: "para dar menas atrito"?
Se mata? Mata ele? Ou fica calada, pensando: "puxa! eu deveria ter corrigido ele, mas ai eu é que ia passar por ignorante..."
Na dúvida, a terceira opção é sempre a mais indicada. Afinal, cuida do que é teu, pq a chance de a boa intenção ser interpretada como grosseria, intromissão, é de 200%.
E assim é a vida...

Energia Positiva e os recadinhos de Deus!

Estava vindo para meu trabalho hoje de manhã, meio down. Estou tendo alguns problemas de budget para a realização do meu casamento. Fora isso o Neni está prá lá de estressado com o volume de trabalho. Mas estamos juntos e isso é o importante.
Ele colocou a música do Jimmy Cliff que ele adora e meio que passou a ser nossa canção "You can get it if you really want" e colocou a mão dele sobre a minha enquanto dirigia. Meu coração fico em paz e pensei "como eu o amo".
Larguei ele no serviço e vim para o meu. Fiquei olhando o nascer do sol que estava particularmente radiante, e no rádio começa a tocar: "Dont worry be happy".
Puxa! É ou não é um recadinho do Senhor? Adoro quando ele me dá essas pequenas lições quando menos espero. Quando meu coração mais precisa. Coisa boa.
Então, vou tentar repetir durante o dia, semana, mês e ano:
DONT WORRY BE HAPPY

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Valentine´s Day


Para o meu amor, com todo meu coração!
Te amo muito! Serás eternamente meu valentine!




terça-feira, fevereiro 06, 2007

Antônio Prado

Feriadinho de Nossa Senhora dos Navegantes. Fomos arejar a mente e espírito em Antônio Prado. Quem não conhece essa cidadezinha, não sabe o que está perdendo. Paz, tranqüilidade, gente hospitaleira e muita simplicidade esperam pelos visitantes. Estávamos justamente em busca de um retiro aonde pudéssemos carregar as energias e esquecer de todos e de tudo. Saímos de POA na sexta de manhã, sem muito compromisso de horário. Chegamos na cidade e fomos direto para pousada, pois os donos já nos aguardavam para o almoço. São 6 km de estrada de chão, através de uma natureza exuberante, até a Pousada Zanotto. Quando eu vi a nossa cabana, achei que nada poderia atrapalhar nosso descanso. Fiquei super feliz de ter feito a escolha certa, pois tinha feito todas as reservas pela internet.
Muito engraçado, foi que logo que entramos para largar nossas bagagens demos de cara com uma amiga que nos acompanhou até o penúltimo dia. O que vocês acharam dela? Simpática, não? Eu sei.. eu sei. Mas eu adoro todos os tipos de rãs, sapos, pererecas desde criança. Então ao contrário do que a maioria das mulheres, fiquei encantada com nossa visitante. eheheh
Nossa pequena amiguinha


O almoço foi simples, mas bem caseiro e saboroso: tortéis, salada de rúcula, tomate, cenoura, ovinho de codorna. Tudo vindo da horta, sem nenhum “veneno”, como fizeram questão de frisar nossos anfitriões. Polenta bem molinha. Daquelas feitas de farinha de milho de primeira. Queijo colonial a milanesa. Galinha caipira (dessa, devo confessar, não gostei muito) ensopada. Pão sovado. Tudo regado a muito suco de uva natural e vinho da colônia Peninha, que acabamos não tirando nenhuma foto das nossas refeições.

Claro que depois de uma refeição como essas, tínhamos que aproveitar o silêncio do paraíso e “tirar uma sonequinha”, antes de nos aventurar pela “grande” cidade. Deitamos em lençóis que estavam cheirando a amaciante. Que delícia!

Acordamos lá pelas 4 horas da tarde (isso mesmo! Sem compromisso foi nosso lema!) e fomos direto percorrer as casas históricas tombadas pelo patrimônio histórico. O bom de cidadezinha pequena é que dá pra conhecer tudo, sem precisar percorrer milhas e milhas. A primeira casa que visitamos foi a “Casa da Neni”. Por razões óbvias, acabei gastando um pouco mais do que esperado em artesanato local. Mas não foi nem a metade do que gostaria de ter gasto. A parte engraçada, foi eu pagando um gorila ao perguntar para a balconista se ela aceitava cartão. Ela sorriu e muito simpática me informou que dificilmente eu conseguiria pagar qualquer coisa em cartão na cidade. É isso aí...Ou se paga em dinheiro ou em cheque. Cartão? Na, nan, nan, não! Tuuddddo bem. Então vou ter que sacar um pouquinho de dindim. Tem Bradesco? Não! Tem Itaú? Não! Então tá, então. Vou me limitar ao budget da carteira. Agora dá para entender, porque não comprei tudo o que queria, certo?
Artesanato Casa da Neni

A próxima casa era a da Secretaria do Turismo. A “molto gentile” Giuliana, nos recebeu calorosamente. Já de cara, foi nos dando o mapa das casas tombadas. Informou que infelizmente a empresa que fazia o “turismo-aventura” tinha fechado na semana anterior, mas que poderíamos ligar para a outra pousada da cidade, que eles faziam esse tipo de passeio. Acho que pela minha cara de decepção, ela nos convidou para dar um pulinho na amostra fotográfica da cidade que estava fechada, mas ela abriria para a gente dar uma olhadinha.

Nossa guia Giuliana


Atravessamos a praça central da cidade e fomos parar na outra casa da madeira. Confesso que não me impressionei no primeiro instante. Me pareceu apenas uma amostra de fotos antigas da cidade. Só que logo, logo essa impressão desapareceu. Nossa guia emprestada nos contou de toda a evolução da cidade, nos explicou o que eram “as casinhas religiosas” que havíamos visto pelo percurso. Que na verdade se chamam Capitéis e são pequenos locais de oração que a comunidade construía para rezar, já que o percurso até a Matriz era penoso e longo. Explicou que os italianos sempre foram muito religiosos e os capitéis eram os registros dessa fé. Atualmente existem 21 capitéis espalhados pela cidade. Nós só conseguimos visitar 3, pois os mesmos estão espalhados por toda zona rural, o que dificulta o acesso. Também não existe nenhum mapa com as localizações corretas. Lembrei muito da Giorgia e de sua bonita fé ao tirar fotos deles.

Réplicas dos 21 Capitéis espalhados por toda zona rural


Visitamos mais casas tombadas que com exceção da farmácia vimos apenas à fachada. Depois visitamos a Gruta Natural. Dizem que tem mais de 1 século e que é obra total da natureza. Com todos que conversamos, sempre o mesmo comentário surgia: “Desde que me conheço por gente, nunca vi aquela fonte secar. Nem nos anos mais cruéis de seca, aquela fonte secou!”. Fonte com água limpinha e muito gelada. Lugar para rezar com uma energia incrível e uma paz imperturbável.

Interior da Farmácia com movéis e pinturas originais


E como ninguém é de ferro, já que fazia uns 37 ºC a sombra, fomos ao supermercado local (que aceitava cartão, ora vejam!) e nos abastecemos de latinhas de cervejinha gelada para nos acompanhar pela caminho de volta. Paramos para tirar fotos de uma flor lindíssima que está por toda parte. (Mais tarde descobrimos que era, nada mais, nada menos, do que Lírio do Campo!). Como estávamos literalmente no meio do nada foi muito engraçado e de certa forma muito bom, quando um motoqueiro local parou para perguntar se estávamos “empenhados” e se precisávamos de ajuda. Sorrimos e agradecemos informando que estávamos apenas tirando uma foto. Coisas de cidade do interior, onde a gentileza, a educação e a preocupação com o próximo ainda persistem, apesar de tanta violência.


Olhai os lírios do campo


Chegamos na nossa cabana e fomos direto sentar na “sacadinha” para conversar e ver a o movimento enlouquecido das galinhas d’angola. Um show a parte com cerveja hic quer dizer hic com certeza. Hehehehe. Nunca vi coisa igual. Ficam correndo muito rápido uma atrás da outra, ou melhor, um atrás do outro, já que são os machos que fazem essa maratona dos animais. São verdadeiros atletas! Tanto que não consegui tirar uma fotinho se quer dessas peças únicas, pois elas não paravam 1 segundo. Uma pena, pois são uns bichinhos pra lá de bonitinhos e engraçadíssimos.

Para terminar a noite um jantarzinho com bife a milanesa, salada, pão sovado, sopa de feijão, polenta na chapa, vinho, queijo colonial, salaminho, suco de uva, caipirinha de cachaça de alambique com funcho e de sobremesa amendoim doce. Humm delícia.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Dois Micos em uma noite só

Ontem, fui a formatura de um golega de trabalho do Neni. Estava um calor infernal e minha vontade era de ficar na frente do ventilador but...Lá fomos nós. Chegamos um pouco atrasados, mas nada que não desse para conferir a cerimônia toda. Era uma turma pequena, então os microfones foram abertos para que cada formando agradecesse (coisa mais rara hoje em dia, devido ao tamanho das turmas).

Devo confessar que sempre me emociono em formaturas, mesmo que eu nem conheça a pessoa. Acho bonito. Mexe comigo. Começam as músicas escolhidas e as lágrimas já estão a postos para desabarem. Gosto de ver o gosto musical e as mensagens que alguns formandos passam através de suas músicas. Claro que tem aqueles que desperdiçam esse momento único com músicas que com certeza não representam nada para eles.. just another song entre outras tantas que irão logo, logo cair no esquecimento. Mas, fazer o quê? Gosto é gosto e não se discute, certo?

A cerimônia foi bem bacana. Sem dramas, sem discursos enfadonhos ou políticos. Discurso interessante dos dois oradores, que fizeram analogias da vida com o curso deles (Engenharia de Produção). O do Paraninfo já nem tanto, mas também não foi ruim. O do reitor eu achei um pouco longo. Os formandos fizeram uma homenagem aos pais ao som de "Over the rainbow" havaiano que me fez chorar muito. Amo essa canção tocada desse jeito.


Well, mas e os micos? Lá vai então. O reitor encerrou a cerimônia ao som do hino riograndense e obviamente todos levantamos. E eu como amo nosso hino, fiquei ali bem orgulhosa cantando. Quando terminou o hino ele pediu que os presentes aguardassem até o saída dos formandos para depois então fazer os cumprimentos. Nada de mau, certo? Pois então. Começou a "Beautifull day" do U2. E eu ali, de pé, cantando. Meio que dançando. Achando tudo maravilhoso. Quando olho para o lado, a mulher que estava sentada a duas cadeiras da minha se levantou e falou: "olha, me desculpa te falar... mas.. teu feixo tá aberto". PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!!!


Isso mesmo, minha gente amiga, eu estava a pelo menos uns 10 minutos com a minha calcinha aparecendo para toda a galera do fundão. O maldito do feixo da saia abriu e eu nem percebi. Que vergonha. Queria morrer. Pior é ficar pensando que qualquer abobado, assim que eu levantei poderia ter me falado isso. Mas não... Pra quê.. pra perder a graça?

Mas tuuuuuuuuuudo bem. Não iria ver mais aquelas pessoas mesmo, então.. move on. Só que agora entra o mico 2, than nan nan... Não tinhamos dinheiro para pagar o estacionamento, porque meu amado noivinho não sacou nenhum p. Fazer o quê? Pedir emprestado para algum conhecido, é claro. Como? Conhecido? Ahhhhh Não tinha nenhum, a não ser o formando e a noiva do mesmo! Olha a situação... Pedir para o formando era quase que impossível, já que ele estava rodeado de gente. Solução? Pedir pra noiva. Isso tudo seria muito normal, se eu conhecesse bem a noiva. Pero.. no! Conheço, claro.. mas tá longe de ser minha irmã siamesa! Lá fui eu pagar o mico 2 da noite: pedir dinheiro emprestado para a noiva do formando.

E então? Mereço ou não um troféu por essa noite?




See ya,

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Visu novo..but..

Pois é..

Entrei na nova era do blogger. Não achei tão atrativo, como me pareceu no início. Como podem ver não consegui mudar o rosto do jeito que eu queria.

Vou ir tentantando no decorrer desse ano.

Estou com alguns novos projetos para o "grande dia" e tenho que usar meu tempo livre para pesquisar na internet.

Então talvez eu não apareça por aqui por algum tempo. O que sinceramente, acredito, não vai fazer falta pra nobody. No readers so far.. i guess.

See ya,

segunda-feira, janeiro 22, 2007

O quê aconteceu?

Pois bem.. não sei exatamente aonde eu mexi e se fui eu mesma, mas meu blog se desconfigurou..

Coisa mais irritante isso! Querer deixar tua casa mais arrumadinha e de repente tudo vira uma imensa confusão.

Gostaria de dominar mais essa linguagem.. mas tá dificil. Talvez daqui a uns bons 3 anos eu consiga aprender direitinho e meu blog vai ficar com minha cara.

De qualquer forma, o relógio que instalei aparece na "pré-visualização", vamos ver se amanhã ele resolve dar o ar da graça, no campo original da coisa.

Enquanto isso, gostaria de deixar registrado: Yes! O X-14 funciona! Eliminou totalmente o cheiro da minha lixeira. Fiquei hiper-mega-feliz. Muito obrigada Telinha bela grande dica!

Vou andando agora.. ver se eu consigo arrumar aquilo que eu nem tenho idéia que fiz.

See ya,

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Minhas filhinhas lindonas!


Elas não são lindas?



Algumas fotitos da viagem Poa-Floripa-Lages-Floripa-Poa

Monumento ao tropeiro


Outro ponto de vista da floresta

A floresta de Pinheiros. Breathtaking

A linda Catedral de Pedra de Lages


And Finally... My brother and I

terça-feira, janeiro 16, 2007

O berro!

Hoje estou imensamente triste. Queria poder gritar. Queria que minha dor não fosse sufocada. O berro não dado é câncer crescendo na alma! Acordei com uma dor de cabeça tão forte que me deu ânsia. Era a dor da alma se manifestando fisicamente. Queria poder descrever tudo o que se passa na minha cabeça. Queria poder colocar em palavras escritas e faladas, o que deixa meu coração tão infinitamente pequeno. O que me faz faltar o ar.

Iria postar hoje sobre minha indignação. Mas Deus nos mostra de maneiras estranhas o quanto as vezes as nossas dores são pequenas em relação a de outras pessoas.

Como faço todos os dias a primeira hora da manhã fui visitar o blog da Giorgia que sempre tem uma mensagem que acalenta meu coração. Lá vi duas tristes noticias sobre a “partida” de dois seres.

Isso sim, é dor. O resto é recentimento, mágoa. Cicatrizes, enfim.

Gostaria de poder acalentar a dor dessas duas pessoas, mas nenhuma palavra poderá trazer paz para esses corações que testemunham a dor da perda. Apenas o tempo lhes trará um pouco de resignação, mas jamais recuperá o que foi perdido. Somente as lembranças trarão calor e alegria para animá-las, mas, na mesma medida, trarão saudades e com ela novamente dor.

Por isso, falar da minha tristeza soa tão infame. Soa impertinente e fútil. Mas ela existe. E como um grito sufocado, me traz inquietações.

Hoje estou magoada. Amanhã será que serão somente cicatrizes profundas ou serão feridas prontas para despertar?

Minha vontade de que o mundo seja diferente não necessarimante torna isso realidade.

Termino esse post com esse provérbio tão sábio:

“Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida" - provérbio chinês.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Realizações

Hoje completo 30 anos. Clichê não poderia faltar: virei balzaquiana. Impossível não parar e re-pensar a vida. Era assim que eu me via quando chegasse nessa idade? Conquistei todos meus objetivos?

Aos 30 descobri que a vida não é tão simples quanto parece. Descobri que sonhos nos impulsionam a andar, mas também nos prendem em um mundo paralelo ao real. Descobri (só não coloquei em prática) que é a vida é feita de escolhas. Que ao optar por algo estou perdendo outra coisa, não necessariamente isso é ruim.

Aprendi a adiar meus desejos. Mas falta tanto a aprender. Já está mais no que na hora de eu fazer terapia. Enfrentar meus demônios. Só falta a coragem e o din-din.

Mas dizem que nunca devemos falar de coisas negativas, ruins. Devemos sempre lembrar das coisas boas da vida, dos amigos, dos amores. Não vou falar, portanto, do meu final de ano que foi em parte desastroso. Irei celebrar as pequenas conquistas e esquecer minhas falhas.

E qual foram minhas realizações nesses 30 anos de existência?

* Concluí minha faculdade;
* Morei um ano no exterior;
* Encontrei meu grande amor e vou casar com ele esse ano;
* Fiz grandes amizades que atravessam as décadas: xande e felipe.
* Conheci novas cidades: Montevidéo; Livramento; Caxias do Sul; Gramado; Canoas; Cachoeirinha; Florianópolis; Rio de Janeiro; São Paulo; Riberão Preto; Ouro Preto; Belo Horizonte; Encruzilhada do Sul; Londres; Amsterdan; Paris; Versailles; Oxford; Cardiff; Endimburgo; Ilha de Sky; Torres; Atlântida; Xangri-la; Atlântida do Sul; Capão da Canoas; Terra de areia; Cidreira; Salinas;Buenos Aires; Curitiba; São José dos Campos; São José dos Pinhas; São Francisco de Paula; Jacareí; Canela; Riveira; Laguna; Itaperubá; Garopaba; Bento Gonçalves; Strattford-upon-avon; Bath; Farol de Santa Marta; Witney; Bombinhas; Lages; Aguai; Farroupilha;
* Assisti a shows inesquecíveis: RPM; Aerosmith e U2
* Tive e tenho muitos bichinhos de estimação: coelho (Rosinha querida!) cachorros (Kit, Catusha, Peti, Conhaque, Clotilde); piriquitos; ramsters; porquinhos da india; gatos (Mimi, prir, Laranjinha, Latoya amo vocês com todo meu coração!)
* Aprendi uma língua estrangeira (inglês) e estou tentando outra (italiano)
* Perdi minha virgindade com alguém muito especial e bacana, mas acima de tudo na hora certa;
* Chorei ao ver pela primeira vez a Torre Eiffel;
* Passei a virada do milênio em Paris em plena Champs Elissee.
* Recebi nota máxima com menção honrosa pelo meu TC.
* Aprendi a nadar;
* Aprendi a dirigir;

* Comprei meu 1º carro zero com o suor do meu próprio trabalho;
* Ganhei o 3º do concurso de poesia da minha escola;
* Fui técnica do time de handball que ganhou o campeonato;
* Fiz teatro;
* Gravei um vídeo escolar;
* Aprendi a fazer origami;
* Aprendi a fazer tricô e ponto-cruz;
* Fui da comissão organizadora da formatura da minha turma de faculdade;
* Comecei a beber na inglaterra aos 21 anos, novamente na hora certa e no local mais apropriado..
* Aprendia a cozinhar aos 8 anos e desde então nunca mais parei de amar essa arte;
* Fui morar sozinha;
* Morei em Porto alegre, Caxias do sul, e Oxford
* Conheci: italianos; ingleses; franceses; angolanos; argelianos; marroquinos; russos; americanos;
* Fui a Disney da França;
* Andei de montanha-russa inclusive no escuro;
* Fui ao parque do Beto Carreiro
* Andei de barco pequeno e de transatlântico
* Andei no eurotunel;
* Vi o lago do monstro ness;
* Conheci o castelo onde foi filmado Highlander;
* Bebi wisky escocês na Escócia;

* Criei um blog

* Participei de um coral;

* Vi meu time ser campeão da américa e do mundo;

* Assisti o Brasil ganhar 2 copas do mundo;

Nossa, não foi pouca coisa não! E com certeza tem mais coisas. Conforme for me lembrando vou postando.

Então Feliz Aniversário para mim, novamente!

See ya,

PARABÉNS PARA MIM!

ESTEJAM TODOS CONVIDADOS A COMEMORAR A MINHA ENTRADA PARA A ERA BALZAQUIANA!

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Primeiro teste novo layout para fotos

Tanto pra dizer...

Estava agorinha mesmo navegando entre os meus blogs favoritos. Foi difícil parar de ler e tentar fazer um post. Adoro ter meu próprio blog, mas como tenho pouco tempo livre prefiro acessar os dos outros. São tão bem planejados e facinantes que parece que o meu fica muito a desejar.
Talvez seja essa inquietude na minha alma que me torne tão indecisa sobre os caminhos a seguir. Adoro ler os foodblogs e gostaria bastante que o meu fosse um. Mas também fico facinada com os blogs pessoais que refletem sobre a vida. Fico com vontade de ter um também. Os de artesanatos são meus prediletos, pena que são tão poucos.
Então é isso ai: meu blog não fala só de comida, nem só da vida, nem só de artesanato. Meu blog é uma miscêlania de coisas. Gostaria que meu layout fosse mais criativo, mas não domino mais a linguagem dos htmls para tentar mudar. Poderia até pegar alguns tutoriais que existem na internet e tentar fazer algo diferente do que está. Mas isso toma tempo. Coisa que não tenho muito. Pelo menos no trabalho que é de onde saem todas as minhas idéias. Tenho computador e internet em casa (discada!), poderia fazer lá. Só que passo tanto tempo na frente do computador, que quando chego em casa tudo o que eu menos quero é parar na frente da telinha.
Para quem e para quê estou escrevendo isso?! Nem eu mesmo sei!
Vamos colocar umas fotitos então no próximo post.
see ya,

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Rapidinha

Desde o Natal que não passo por aqui. Não por falta de vontade, mas sim por falta de tempo. Queria ter feito uma mensagem bem legal de final de ano, "pero" não deu.

De qualquer forma, resolvi dizer que ainda estou viva, se alguém se interessar. Tenho bastante novidades da correria: porto - floripa - lages - floripa - porto.

Assim que conseguir por a casa em ordem trago "las fotitos".

ps: nada a ver com assunto, mas queria postar antes que eu me esqueça ou que vire assunto banal de mais pra publicar. Ontem depois da aula de hidro vi uma coisa totalmente inacreditável. Esse mundo realmente está perdido. Lá estava eu me enxugando quando veja a mãe perguntar para a menininha de 4 anos: "já tireste o sutien, querida?" Como é que é?!! Dá pra repetir? Sutien?! Para uma criança? Por favor. Depois não sabem pq os jovens estão começando tudo antes do tempo. Pais totalmente alucinados com moda que esquecem que seus filhos são crianças. Fiquei revoltadíssima! Fui usar meu primeiro sutien com 14 anos! Que que é isso meu povo? Vamos se orientar!

Era isso, por que era pra ser uma rapidinha e já passou da hora.

See ya,
ps2: depois de eu ter digitado tudo isso, deu pane no sistema. Ainda bem que deu tempo de fazer um control + c e um control + v.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Feliz Natal!!!



Eu
queria Senhor,
neste Natal, armar uma árvore
dentro do meu coração.
E nela pendurar, em vez de presentes,
os nomes de todos os meus amigos.
Os amigos de longe e de perto. Os antigos e os recentes.
Os que vejo sempre e os que raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que às vezes, ficam esquecidos.
Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que sem querer eu magoei e os que sem querer me magoaram.Aqueles a quem conheço profundamente, e aqueles de quem me são conhecidos apenas as aparências.Os que pouco me devem
e aqueles a quem devo muito. Meus amigos homens feito crianças. Meus amigos humildes e meus amigos importantes.

Os nomes de todos os que já passaram pela minha vida.
Os que me admiram e me estimam sem eu saber e os que eu amo e estimo sem lhes dar a entender.
Eu queria Senhor, neste Natal,

armar uma árvore
de raízes muito
profundas, para
que os seus nomes
nunca mais sejam
arrancados da minha vida.
Uma árvore
de ramos muito extensos,
para que novos nomes,
vindo de todas as partes
venham juntar-se
aos já existentes.
Uma árvore de sombra muito agradável, para que a nossa amizade seja
um momento de repouso no meio das lutas da vida.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Presentinhos...


Fiquei de postar aqui os presentinhos que eu havia ganhado de meu amigo russo, lembram?
Agora que tenho a minha querida companheira digital posso registrar aqui todas os temperinhos que as pessoas vão adicionando da minha vida. Então segue ai..







Lindinhas essas "mamuska" (não é assim que se escreve, but..)?

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Ainda São Paulo - 25 de Março – Ame-a ou deixe-a.

(um a parte.. já escrevi esse post faz tempo, mas justamente pela falta do mesmo é que não estou conseguindo atualizar meu blog. Tenho tantas coisas para postar: meu afilhadinho na barriga da mummy; o bordado em ponto cruz que estou fazendo; o Natal minha gente, o natal!;) Vamos ver consigo fazer isso semana que vem. Enquanto isso fiquem com minha saga por Sampa)



Acordamos super animados depois de uma noite regada a muito vinho e papo gostoso. Até Luiz Caldas fez um “revivel” na nossa cantoria. Tomamos um pretinho básico e partimos para nossa aventura. Fomos de metrô. Aqui devo fazer um a parte. Quando me disseram que o mêtro de São Paulo era melhor do que o de outros lugares do mundo, fiquei descrente, mas, na verdade, ele é realmente excelente. Rápido, limpo, organizado. Quisera eu Porto Alegre tivesse esse sistema de transporte.

Voltando para nossa aventura, chegamos na “boca” da 25 de Março por volta das 10:30h. Parecia tranquila, sem muito movimento. Entramos no primeiro boteco que vimos para tomar nosso café da manhã (nada light, diga-se de passagem) e outra boa surpresa: bom atendimento, limpeza e 2 esfihas muito deliciosas. Bem alimentados fomos adentrando a galeria com a sensação de que ali faríamos “bom negócio”. Acabei comprando uns apliques fofissimos de strass para colocar em camisetas. Um da Hello Kitty, outro do Snoop, uma libélula, uma flor e uma santa pra dar para minha colega. Não consegui resistir e comprei uma bolsa da Betty Boop, que eu gostaria que fosse de couro, mas ai também já era querer demais!

Nesse ponto já estava super confiante que tinha feito a escolha certa: realmente iria encontrar tudo na 25 por uma penxincha. Andamos mais 2 quadras e ai realmente chegamos ao coração da muvuca. Um fervilhão de pessoas comprando, vendendo, roubando, prendendo. Juro que é de assustar qualquer ser humano!

Entro na primeira primeira galeria, “obscura”, com um trilhão de pessoa tentando caminhar em 2 m2. Mais parecia um formigueiro onde o único objetivo era comprar, comprar e comprar. O Neni já estava nervoso com minha mania de parar no meio do corredor para tentar olhar as coisas. “Fica enconstada na parede. Não para na fila”, dizia ele, já nervoso. E eu achando que isso era mais uma mania de virginiano.. ahã... Enquanto tentava conversar uma coreana prá lá de grosseira, uma moça para no nossa frente e diz: “Me levaram tudo! O que eu faço?”. Olhei meio sem entender o que estava acontecendo, quando de repente olho para a bolsa da mulher: um imenso talho de fora-a-fora. Sim. Haviam passado gilette na bolsa da mulher. Levaram tudo, não deixaram nem um centavo para contar história. Tudo. Absolutamente tudo! Fiquei apavorada. Queria sair dali o mais rápido possível. Só conseguia pensar nos meus cacarecos que estavam na minha bolsa. Na minha carteira com todos os meus documentos e dinheiro. Quando conseguimos sair daquela muvuda o Neni me conta que era por isso que ele ficava insistindo para eu não parar no meio. É no meio que os ladrões agem. As pessoas ficam destraídas e com um monte de gente empurrando que nem nota quando passam a gilete. Quando percebem já é tarde demais.

Saímos da galeria e eu estava disposta a ir embora. Desistir mesmo. Aquele lugar não era para mim. Meu medo de multidão começou aflorar. Mas o Neni me convenceu que não precisa ficar nervosa, que o importante era prestar a atenção a tudo e a todos, e colocar a bolsa bem na frente para não dar chance aos bandidos. Então tá. Continuamos nossa empreitada.

Fui entrando e saindo de tudo que é loja e nada. Nadica mesmo. Os enfeites de natal que eu procurava estavam com preços absurdos. ( Aqui vale um a parte. Absurdos para o que eu achava que deveria ser o preço a ser pago por todo o sacrifício de andar com os nervos a flor da pele.) Andei e andei e tudo para mim parecia ou sem qualidade ou com preços similares a lojas normais. Ou seja, para mim não valia a pena tanto stress.

Não.. é óbvio que não sai sem comprar nada. Ora bolas sou uma mulher! E consumidora! Pois sim. Acabei encontrando uns enfeites que não eram barbadas, mas estavam razoáveis. Comprei uma linda caixa de música a corda com o papai-noel sentado em uma cadeira de balanço, pra lá e pra cá. “I wish you a merry christmas.. I wish you a merry christmas .. and a happy new year.” Amei. Depois comprei para o Érico (meu quedido afilhadinho que ainda não nasceu) aqueles móbiles para pendurar em cima do berço: um sapo rei que se move enquanto toca aquelas canções de ninar. Coisa mais fofa.

Já estava partindo de minha grande aventura quando percebo que bem na minha frente estava o Paradise. Isso mesmo, Heaven my friends! Uma mega loja de bijou com preços realmente atrativos. É claro que não me contive. Comprei um monte. Não tanto quanto gostaria, mas foi o suficiente para me fazer uma mulher feliz.

Compras feitas. Desejo Realizado. Era hora de ir embora. Mas ainda tinha o “gran finale” a nossa espera. Batida do Rappa (fiscais da prefeitura, mas duvido que ninguém saiba). Gente, confesso que nunca tinha visto nada parecido da minha vida toda! Foi como ser atropelada por uma manada. O povo corria feito louco. Literalmente se jogava na frente dos carros que passavam em uma avenida movimentadíssima. Ah! Um dica, que pode salvar tua pele: sai da frente! Ahã. Sai da frente ou eles te atropelam. Eu fiquei que nem uma abobada olhando de um lado para o outro sem reação. Foi o Neni que me puxou antes que um camelô me jogasse no chão. Ficamos ali enconstados em um poste esperando tudo passar. Experiência bizarra.

Exaustos era o fim da linha. Fomos para casa.

De tudo, ficou a certeza que a rua 25 de março “não me pertence”. Não faço parte daquele habitat. Não suportaria tamanha loucura outra vez. Descontos existem, mas não valem o sacrifício.

Os: é claro que a loja que descobri de bijou é tudo! Na próxima vez, eu vou direto nela e era wilson.. hehehe















sexta-feira, novembro 24, 2006

Las fotitos

Tentei colocar as fotos respectivas no próprio post... mas num deu...

Segue aqui então as fotos do jantar maravilhoso do Giovani.











a parte...

Incrível! Minha irmã já está se achando gorda?!!! Mal dá para perceber a barriguinha... imagina quando ela estiver com aquele barrigão de 7 meses? ehhehe

São Paulo - a cidade que nunca dorme

Feriado de finados. Fui para visitar a familia de meu noivo, muito mais interessada, é claro, na cidade que nunca para. Fiz inúmeros roteiros e descobri lugares mais interessantes ainda para desvendar. Infelizmente nem tudo pude ver. Os que pude, alguns prometiam mais do que efetivamente oferecem. Mas vamos por partes e pelo começo.

Graças a Deus não precisei mofar no aeroporto como todos os pobres coitados que resolveram passear em plena crise aérea. Nosso vôo atrasou, se é que se pode chamar isso de atraso, 10 minutos. Chegamos em Guarulhos felizes, mas de cara presenciamos o tumulto de outros que não tiveram tamanha sorte: um passageiro aos berros (visualize as veias do pescoço quase explodindo) com uma outra passageira porque ela não estava respeitando a fila! Juro que fiquei com medo. Achei que iria rolar pancadaria geral. Cheguei a ver o cara voando no pescoço da “perua” como ele mesmo a chamou.

Ficamos ali no aeroporto mais 1 hora porque o Neni não avisou a mãe dele direito e quando chegamos ela estava a recém saindo do apartamento deles que fica longe para caramba de guarulhos. Imagina minha alegria. Mas tudo bem, como ainda estava “dopada” de dramin não estava muito para brigas.

Largamos nossas malas e fomos direto para o roteiro nº 1: comprar nossa máquina digital. Sim. Eu consegui, finalmente entrei para o mundo digital! Não é a que queríamos, mas é a que precisávamos. Poderíamos ter abusado e comprado uma semi-profissional, só que com todas as despesas do casamento isso seria uma insanidade. Então nos contemos e compramos uma Sony cybershot com 6.0 megapixels. Tudo o que um ser humano, que não pretende ampliar suas fotos em tamanhos ultrajantes, precisa. Já sai fotografando a Av. Paulista, vazia para seus padrões sem no entanto, perder o encanto.

Fomos almoçar com a família do Peão, amigo-irmão do Neni. Não os conhecia, mas passei a adorá-los. Gente simples, com o coração imenso. Família que almoça unida, que senta na sala para jogar papo fora. Familia parecida com a minha. Os pais deles lembraram muito os meus. O pai mais generoso e sorridente, a mãe mais observadora e franca. Ainda tinha o “Bem” uma caturrita lindona e muito simpática que ficava voando de ombro em ombro. E não nos esqueçamos do “filó” que ganhou nome de fêmea porque não sabiam que ele era um gatinho macho. Recém chegado, o filó ainda estava conquistando seu espaço. Foi bem bacana conversar e ensinar a eles os segredos de se ter um gato em casa. A dona, irmã do Peão, estava bem nervosa. Parecia o primeiro filho. Hehehe. Fui junto com ela a uma petshop digna de São Paulo. Imensa mesmo. Aproveitei e comprei uns apetrechos para minhas filhotas, é claro.

Na despedida, tive uma surpresa que me emocionou muito. Eu havia comentado com eles que eu adorava a época de natal, que inclusive tinha achado lindo as velas em formato de papai noel e mamãe noel. Pois não é que a irmã do Peão me aparece com uma caixa enfeitada por ela com as duas velas dentro? Ao mesmo tempo que fiquei embaraçada, não sabia por onde começar a agradecer. Gesto simples, mas que marca nossa memória com certeza. (Muito obrigada a você!). Muito bom ser recebida de braços abertos em uma família que sem te conhecer passa a te querer tão bem.

Era hora de irmos jantar na casa do Giovani. Já estávamos atrasados e exaustos. Pensamos em desmarcar, ainda bem que não o fizemos. Mau sabíamos o que nos esperava...


De cara fomos recebidos com kir royal bem geladinho. Mesa posta requinte, com toda a poupa que um jantar merece. De entrada tivemos um maravilhoso bolinho frito recheado com lombo ao gengibre. Nem consigo descrever aqui o quão gostoso foi. Divino. Receita adaptada do livro “O retorno do Chef” de Jamie Oliver. Depois tivemos uma sopa de ervilhas com camarão. O Neni fez uma força para comer, porque estava um pouco apimentado. Eu, por outro lado, estava adorando. Em seguinda, como prato principal foi servido lombo ao curry verde. Da água na boca só de me lembrar. Para finalizar essa luxúria gastronômica: creme de manga com cassis.

Confesso que depois de tudo essa orgia, só me restou dormir com os anjos. Acabamos ficando no quarto de hóspedes mesmo, porque a casa do Giovani fica um pouco longe da casa dos pais do Neni. Não poderia ter sido melhor, pois no dia seguinte teríamos uma maratona e tanto.
see ya,

quarta-feira, novembro 01, 2006

FEIRA DO LIVRO - Minha Paixão

Começou neste último final de semana a tão querida Feira do Livro de Porto Alegre 52º edição.

Muitas histórias, amores, paixões, tristezas, alegrias, triufos, tragédias, comédias, suspenses, relatos, vidas, por ali circulam. Sonhos se concretizam e lutas se travam. Alguns enriquecem a alma, outros o bolso. Professores se tornam alunos. O novo se encanta com o velho. Sabedorias são questionadas. O antigo se transveste para conquistar a todos. Dívidas são pagas. O esquecido é lembrado. Amantes se desencontram. Soldados partem. Curas são descobertas. Corações desolados. Feridas cicatrizam. Nascimentos celebrados. Muros erguidos. Fronteiras desbravadas. Testemunhos são feitos. Promessas quebradas. Viagens de muitos dias. Cidades destruídas. Casamentos realizados.

Tudo isso e muito mais se pode encontrar na Praça da Alfândega, carinhosa hospedeira dessa feira que a cada ano aumenta um pouco mais. Aumenta para contemplar mais leitores. Para encantar crianças e adultos.

Eu já dei minha passadinha por lá. Comprei um lindo livro ilustrado que conta a lenda do “Negrinho do Pastoreio”. Fiquei emocionadíssima. Lembrei de minha mãe, leitora voraz, que sempre me contava essa história. Lembrei de como adorava percorrer a praça, entre os Ipês Roxos, atrás de livros raros, de lançamentos, de pexinchas.

Ir a feira é uma tradição familiar que passa de pai para filho. Meu avô levava minha mãe. Minha mãe nos ensinou a se encantar por ela. E meus filhos, quando existirem, também serão cativados. E assim espero que aconteça com muitas gerações de minha familia: que aprendam o valor de uma boa leitura.

E para você? Quanto custa o peso de sua cultura? ;-)

See ya,





terça-feira, outubro 31, 2006

Humanidade

Não importa o quanto eu viva e quanta experiência eu adquira, a humanidade sempre me surprende! Infelizmente mais para coisas ruins do que para coisas boas!

quinta-feira, outubro 26, 2006

Passarinhos

Inspirada pelo post de hoje da Giorgia que fala sobre passarinhos, resolvi postar um poema do poeta gaúcho Mário Quintana:

Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Não tem muito a ver com o post dela, mas fala sobre passarinhos! ;P hehhehe
See ya,

quarta-feira, outubro 25, 2006

YOU WILL ...

Many nights we pray
With no proof anyone could hear
And our hearts a hopeful song
We barely understand
Now we are not afraidA
lthough we know theres much to fear
We were moving mountains long
Before we know we could
Oah yes
There can be miracles
When you believe
Though hope is frail
Its hard to kill
Who know what miracle
You can achieve
When you believe
Somehow you will
You will when you believe
In this time of fear
When prayer so often proves in vain
Hope seems like the summer birds
Too swiftly flown away
And now I am standing here
My hearts so full I cant explain
Seeking faith and speaking words
I never thought Id say
There can be miracles
When you believe
Though hope is frail
Its hard to kill
Who know what miraclea
You can achieve
When you believe
Somehow you will
You will when you believe
They dont always happen when you ask
And its easy to give in to your fear
OhhhhhBut when youre blinded by your pain
Cant see you way safe through the rain
Thought of a still resilient voice
Says love is very near
There can be miracles
When you believe
Though hope is frail
Its hard to kill
Who know what miracles
You can achieve
When you believe
Somehow you will
You will when you believe
You will when you believe
You will when you believe
You will when you believe
JUST BELIEVE
You will when you Believe

segunda-feira, outubro 23, 2006

Not a ordinary sunday!

Ontem parecia que seria mais um domingão daqueles sem muito a fazer. O dia estava lindo, sol brilhando no céu azul. Resolvemos ir caminhar no Jardim Botânico para fugir do inferno que deveria estar o briquê com os engajados de plantão.

Tinha convidado o Má para tomar um chimas. Mas ele não respondeu. Então fomos só eu e o Neni mesmo. Caminhando, porque é bem pertinho de casa. Ao chegar lá tinha me esquecido que precisava pagar, ainda bem que é bem baratinho a entrada: R$ 2,00 por pessoa. Começamos a caminhar e de cara fomos pro laguinho superpopuloso de jabuti ou será cágado? Nunca vi tanta criaturinha juntas em um mesmo lugar. Fofinhas demais. Umas tomavam sol enquanto outras só ficavam com a cabecinha de fora nos observando passar.

Seguimos adiante procurando as placas para tentar identificar as árvores. Infelizmente, apenas algumas estavam com placas. Mas foi divertido de qualquer forma.

O Má ligou perguntando se o chimas ainda estava de pé. Respondi, "claro, só que estamos no Jardim .. topas?". Prontamente ele aceitou.

Quando o Má chegou, fomos a mini exposição de cobras. O cheiro me lembrou o laboratório do Ministério que meu tio trabalhava. Como não gosto nem desgosto de cobra, foi normal. Depois vimos outra exposição de ossos de dinossauros. Logo na entrada tinha uma boca gigante de um jacaré pré-histórico. Eu é que não queria encontrar com aquele bicho.

Depois ficamos caminhando e observando as maravilhas da natureza. Acabei encontrando umas cascas de sementes em forma de flor que eu andava procurando faz tempo. Adorei. Peguei algumas para depois usar no meu artesanato.

Foi uma manhã gostosa, com companhia interessante, falando de tudo um pouco. Depois fomos almoçar no Prato Verde, comida vegetariana da melhor qualidade. Caminhamos um pouco pelo briquê, que por sinal estava até bem normalzinho (acho que os políticos não aguentaram o calor.. hehehe. ). E depois, of course, era hora da sonequinha da tarde.

O Má nos largou em casa e marcamos um pick-nik (vixi.. é assim que se escreve?!!) para daqui 3 semanas no mesmo bat-local . Acho que vai ser muito divertido!!

Simple life, simple things. What can be better?!!

See ya,

terça-feira, outubro 17, 2006

A difícil arte de se comunicar...

Ainda hoje, passados 10 anos do meu primeiro dia da faculdade, lembro claramente do discurso do professor sobre os ruídos na comunicação. E de como ele deixou claro a importância de saber transmitir a mensagem escrita. Sim, de todas as formas de comunicação essa é a mais complexa.

A complexidade está no fato de que, na maioria das vezes, o comunicante não está presente no momento em que o comunicado recebe a mensagem. Ou seja, o comunicado conta apenas com as palavras para entender o que o comunicante quer transmitir. Por sua vez, o comunicante não pode se utilizar de outros tipos de linguagens para se fazer entender, por exemplo, a linguagem corporal. Muito menos, poderá ele, contar com a linguagem falada. Restará apenas ser compreendido por aquilo que escreveu. E ai resta toda a questão.

Um texto que não tenha sido claramente escrito, sem ambiguidades, traz confusão e má interpretação por aquele que o lê. Pode trazer tristeza tanto quanto ódio. Pode fazer rir ou chorar. Pode trazer amigos ou criar inimigos. Pode abrir portas ou fechá-las com a rapidez de um pensamento. Tudo dependerá de como a pessoa que o leu compreendeu o que estava escrito.

E este para mim é o grande desafio dos blogs: a compreensão. Esse é o motivo pelo qual escrevo hoje. Nesses meus 4 meses no ar, pude perceber o quão difícil é se fazer compreender e de compreender os outros. De como não estar presente, na hora que alguém lê o que eu escrevi, faz diferença. Não me refiro só, ao que escrevo aqui, pelo contrário. Refiro-me, acima de tudo, ao que escrevo nos comentários de outros blogs. De como espero uma reação positiva e vejo minhas palavras sendo mau interpretadas ou pior ignoradas. De como eu, às vezes, vejo palavras doces e bem escritas se tornarem ríspidas e secas. E de me perguntar: “Será que era realmente isso que seus criadores queriam transmitir ou eu estou colocando meus sentimentos, minhas angustias, meus medos na hora de interpretá-los, ou será que o contrário também é verdadeiro?”

Interessante é perceber que pessoas que não me conhecem e que eu não conheço passem a ter importância por aquilo que escrevem ou deixam de escrever. E de como tudo seria mais fácil se pudessémos estar bem ali, na hora que nossa mensagem fosse recebida. Só para poder dizer, com um sorriso, ou com palavras: “ei, não foi isso que eu quis dizer...”.


See ya,