quarta-feira, julho 09, 2008

1º Encontro da Confraria das Gaúchas Crafteiras


Por onde começar?

Dizendo que o encontro foi surpreendende e de uma energia ótima!

Doze mulheres transformaram o dia 05 de Julho em um momento para se guardar na memória. Depoimentos emocionantes de mudanças de vida, de atitudes, entre uma risada e outra, demostraram que ali todas tinham algo em comum: a paixão pelo artesanato. Muitas com experiência, outras começando. Algumas querendo de profissionalizar, outras nem tanto. Idades diferentes, pensamentos parecidos e ideais sendo construídos. O que poderia ser melhor? Descobrir em pessoas, até então virtuais, medos, angústias, sonhos, desejos é algo que nem sempre acontece. Geralmente se leva um pouco mais de tempo para que "as coisas do coração" sejam compartilhadas. Mas ali foi diferente, poucos pudores e muita vontade de encontrar semelhanças baixou a guarda de todas nós.


Eu, atucanada, querendo que todas estivessem sendo atentidas, ouvidas, nem percebi que ali não precisava de uma organizadora. Precisava-se era de ouvidos. O que para mim era um erro (refri de menos, salgados demais) nem foi percebido pelas demais. O importante não era isso. Todas queriam é falar, queriam compartilhar. E nisso o evento foi perfeito.


Fiquei exausta no final do dia, mas com uma sensação boa de que tudo havia valido a pena. Todas as tardes de sábado reservadas para a organização. Toda a correria para aprontar tudo, sobe e desce de elevadores. Tudo. Absolutamente tudo.


Mas acima de tudo, ficou o prazer de ver um projeto que eu havia idealizado sair de um sonho para a realizade.


Não posso esquecer de agradecer as meninas que me ajudaram a tornar tudo possível: Marci, Kátia, Giovana e Drica, o meu muito obrigada! Sem vocês nada disso teria acontecido. Valeu organizadoras!


E que venham os próximos (com menos stress da minha parte) para que a colcha de amizades que se iniciou ser fortaleça e possa cobrir os corações de muitas gaúchas de todas as querências!!!




sexta-feira, julho 04, 2008

E o tempo passa... e o tempo vôa.

2 meses! Inacreditável que faz quase todo esse tempo que não apareço por aqui. Tantas coisas rolando que gerariam ótimos post e nadica de nada registrado por aqui. Não posso dizer que não estive antes por aqui, mas alguns bugs bem na hora que eu estava escrevendo me impediram de postar, aí quando voltaram, eu já não estava mais afim.

Amanhã será o grande evento que estou organizando: O Primeiro Encontro das Gaúchas Crafteiras. Fico devendo todo o desenrolar da história. Só passei para não deixar esse marco, assim, meio que solto no ar. Confesso que o público não era o que eu esperava, não no sentido de qualidade, mas sim de quantidade. Poucas e sinceras adesões. O que será que faltou? Divulgação eu sei que não foi.

Mas isso não vai impedir que o universo coloque amanhã naquela sala muita energia boa e muitas risadas, não é?

Não prometo que postarei logo o resultado do evento, pq não sei se vou cumprir, pero tentarei com todas as minhas forças.

See ya,

quinta-feira, maio 29, 2008

Logos Ponto - Logo. penso, Logo. existo!





A história é longa, mas para remir é isso ai: finalmente tomei coragem e abri minha loja no site Elo7.

Para quem não conhece esse site, o mesmo é uma loja virtual onde crafters, artesões e afins divulgam seu trabalho gratuitamente, optando pela conta reduzida ou pagando uma taxa anual bem baixa. O Elo7 estreou faz poucos meses na rede, mas já faz o maior sucesso entre as crafteiras do Flickr. Foi inclusive inspirada nelas, que o mesmo foi criado.

Eu, por total "low esteem", achava que meu trabalho não era tão bom quanto as pessoas me diziam, e por essa razão nunca dei asas ao meu talento. Mas de repente resolvi pensar melhor, me olhar com os olhos daqueles que me admiravam e vi, que talvez eles estivessem certo. Talvez os "defeitões" que eu via, nada mais eram do que minúsculos defeitinhos imperceptíveis. Vi que talvez falesse a pena arriscar, dar o primeiro passo. Crescer.

Dizem que o primeiro passo às vezes é mais importante do que a caminhada. Então esse é meu primeiro passo dessa caminhada chamada valorização do eu!
Espero que daqui alguns anos, olhe para esse post e possa ter certeza que o passo foi bem sucedido.

See ya,

ps: não deixe de visitar minha lojinha lá no Elo7: Logos Ponto.








terça-feira, maio 20, 2008

Passado e Futuro

Não sei se alguém que mora no sul já assistiu ao canal Ulbra TV, mas ultimamente tem sido para mim uma das melhores programações disponíveis. Não que traga as últimas séries americanas ou mesmo novos programas. Por lá geralmente o que encontro são aqueles filmes que costumavam rechear minha infância. São filmes clássicos da “sessão da tarde” e que não encontramos com aquela facilidade que gostaríamos.



No último domingo, por exemplo, fui surpreendida com o clássico dos clássicos underground: “Ruas de Fogo” (Streets of Fire) . O filme não é dos melhores, mas com certeza pôs muita gente para dançar com sua trilha sonora impecável. Eu, que naquela época tinha uns 10 anos no máximo, adorava cantarolar e sair dançando junto com minhas colegas de aula. Nem cantar em inglês eu sabia, mas o importante era emitir um som o mais próximo possível e alegria estava garantida.



Revendo aquele filme, minha vontade de conseguir as músicas em mp3 aumentou significativamente. E lá fui eu para o Google. E ai que vem a maravilha do futuro. Lá estavam dois vídeos no YouTube com os dois principais trechos do filme (e eu que achei que só eu é que gostava desse filme) disponíveis para todos. Ouso dizer (e talvez até repetir o que muitos já devem ter dito) que depois do advento da internet o Youtube simplesmente é a melhor invenção possível. Sim. Existem muitas bobagens por lá, mas também existem essas raridades que nos fazem tão felizes. Quem diria que um filme como esse estaria por lá? E aonde eu conseguiria tão rapidamente essas imagens se não fosse essa incrível criação?

Uma curiosidade: o filme é estrelado por ninguém menos do que Diane Lane. Sim, inacreditável. Ela está bem novinha e como definida por meu irmão: muiiiiiiiiito gostosa! Por falar nele, foi ele quem identificou a Diane. Eu achei que ele tava delirando, até ver os créditos finais do filme onde aparecida bem grande Diane Lane. Dá para acreditar que a mesma atriz que hoje faz sucesso como “Sobre o sol de Toscana” era uma incrível roqueira dos anos 80, apesar do filme se passar acredito que na década de 60?.



É o tempo realmente passa. Eu também não sou mais a garotinha que costumava ser. Já não tenho tanta energia para dançar, mas continuo cantando muito (no carro), só que agora com um inglês um pouquinho menos macarrônico.

See ya,

quinta-feira, abril 24, 2008

A grande arte de lidar com a decepção

Correria total na minha vida nas últimas semanas. Muitos projetos em andamento e muitas idéias na cabeça. Tem o projeto Confraria Gaúchas Crafteiras que está de vento em polpa e com muito desejo e força se tornará algo muito maior do que eu pensei. Tem a espera da minha boneca Blythe vinda de Hong Kong (será que realmente chegará?). Tem meus projetos profissionais. Os preparativos da festa de 1º ano do Érico, não vamos esquecer. E tem as minhas troquinhas no flickr acontecendo.
Tudo isso está gerando uma energia imensa em mim. Parte boa e parte ruim. A boa é que estou motivada com meus crafts. Acho que pela primeira vez estou acreditando que isso pode se tornar realidade (a longo prazo, é claro!). A ruim é a ansiedade para ver tudo pronto e ter que lidar com as frustrações e decepções.
Com certeza um grande aprendizado, saber lidar com as decepções. E esse tem sido minha busca. Nesta semana principalmente. Os últimos dias têm sido um tanto quanto dolorosos. Dois motivos bem diferentes, mas que causam o mesmo efeito em mim.
O primeiro motivo é a falta de visão que o diretor da minha empresa tem. Simplesmente vetou uma campanha embasada e moderna, porque não gosta de uma palavra. Acha que essa palavra tem um sentido pejorativo e negativo, quando na verdade é justamente o contrário. Sem argumentos plausíveis encerrou uma reunião em 15 minutos dizendo “Boa Tarde! Pense!”. Alguns podem pensar então mude a palavra. Mas o problema é que existem precedentes nesse caso. O dito diretor tem problemas absolutos com palavras. Sempre existe uma que ele não gosta que interpreta de um jeito, que os outros irão interpretar de outra fora, etc e tal. Tenho problemas seríssimos em aprovar textos publicitários com ele. Os textos têm que ser secos, sem adjetivos ou qualificações. Em suma ele não gosta de publicidade. E essa falta de visão prejudica a imagem da empresa que fica presa aos dogmas dele. Fica careta e ultrapassada. E o porquê de me contratarem? Honestamente ainda estou tentando descobrir. Às vezes me parece que é apenas para preencher tabela. Apenas para não ficar sem o departamento de marketing pro forma exigido pelo mercado. Frustrante.
O segundo motivo não é tão sério, mas não dá para esconder a decepção. Recebi ontem uma das troquinhas do flickr que estou participando. De cara deu para notar que a coisa não iria dar certo. Mas a decepção veio mesmo quando abri a caixa (pequenina, diga-se de passagem!). Um farrapo preto cobria o que estava dentro. Canetas usadas, trapos de tecido, um coração de plástico pintado de cola gliter. Cartão escrito a caneta por cima de um texto a lápis. Um desleixo total. Não poderia ser diferente vindo de quem veio.
Desde o princípio não havia gostado do perfil dela no flickr. Uma criança (deve ter no máximo 14 anos, forçando a barra) brincando de adulta. Não eu não sabia que era ela quem havia me tirado no sorteio. Eu sabia quem era ela porque EU havia tirado ela. Coincidência do destino? Talvez.
Apesar de não ficar feliz com minha AS (amiga secreta), procurei dar o meu melhor. Separei os melhores tecidos, comprei os melhores acessórios para alegrá-la dentro daquilo que ela havia dito que gostava no seu perfil. Fiz tudo personalizado. Enchi a caixa de mimos. Enfim, fiz para ela aquilo que eu gostaria de receber.
Infelizmente a recíproca não foi verdadeira. Maldade ou apenas descaso de criança? Nunca irei saber. Creio que foi um pouco de ambas. Porque o flickr dessa menina é recheado de anúncios de venda de maquiagens, sabonetes, cremes e roupas usadas. Quem é que vende maquiagem usada?
Como diz meu marido, let it GO! E é isso que estou tentando fazer ao escrever esse post. Esquecer tudo e lidar com as decepções que a vida nos propõe todos os dias. As grandes e as tolas e pequenas.
See ya,

terça-feira, abril 08, 2008

Quando beleza não põe mesa!

Ando meio desmotivada para escrever, para variar um pouco. Assunto até que eu tenho, mas ocupo meu tempo vendo pessoas hiper talentosas que quando me volto para meu trabalho acabo sem vontade de criar. Perfeccionismo? Talvez. Sempre acho que o trabalho do outro tem mais qualidade do que o meu.

Mas hoje não é esse assunto que quero falar, já que vira e mexe o assunto é esse. Hoje quero falar sobre meu passeio no feriado de Páscoa.

Vou começar dizendo que o porquê do título. Há muito eu havia descoberto essa pousada em Pelotas, na época estava procurando lugares interessantes para visitar na minha lua-de-mel. De cara fiquei encantada com a beleza do lugar e com a história por trás daquele recanto. Mas acabamos optando (meu marido e eu) por deixar Pelotas fora da nossa rota, pelo menos naquela viagem. Ficava então uma boa desculpa para viajarmos em uma próxima ocasião.

E essa oportunidade veio quando minha irmã e meu irmão nos convidaram para passear no feriado de Páscoa. O projeto inicial era irmos para o Uruguai, porém como meu afilhadinho não suporta viagens muito longas, sugeri de conhecermos Pelotas. Fui logo falando para eles entrarem no site da pousada. Não deu outra, foi paixão a primeira vista!

Reserva feita com mais de 1 mês de antecedência, partimos para Pelotas na sexta-feira Santa. Depois de almoçar em Rio Grande (tínhamos ido buscar a namorada de meu irmão), chegamos à pousada por volta das 15h00 horas. Enquanto todo mundo se instalava resolvi dar uma olhadinha ao redor. Fui direto para a piscina, já que fazia um tremendo calor, imaginando que depois de me instalar um banho ia ser show de bola. Qual minha surpresa? Um monte de operários montando estrutura para aquilo que parecia ser uma festa de casamento. Dito e feito. Perguntei para o menino que nos recepcionou se aquilo era uma festa. Ele prontamente informou que sim, que haveria um casamento no dia seguinte, que deveria durar até as 18:00. Como assim?! E os hóspedes? E a gente?! E toda a infra-estrutura apresentada no site? Paz, tranqüilidade, piscina, café da manhã admirando o rio?

Fiquei muito indignada, mas meus irmãos me disseram que já havíamos pago metade das diárias (sim, com antecedência!). E não adiantava nada brigar àquela hora e estragar nosso passeio.
Resumo da ópera: não pudemos aproveitar a piscina na sexta, no sábado tivemos que ficar o dia inteiro fora e quando chegamos, a festa ainda ocorria. Som alto, trânsito no estacionamento e uma baita de uma irritação.

Conversamos com a proprietária que nos informou que eles têm o costume de alertar seus hóspedes no momento da reserva sobre inconvenientes como esses. Só que isso não aconteceu conosco. Informamos que em nenhum momento fomos informados sobre o casamento e que havíamos ligado várias vezes em busca de informações, portanto oportunidades foram o que não faltaram nesse caso. Para tentar amenizar nossa indignação nos ofereceu diária prolongada no domingo ou se quiséssemos uma diária em haver pra uma futura visita. Eu não queria aceitar, por mim não pagava era nada. Mas novamente fui voto vencido. Aceitamos a opção de uma diária prolongada no domingo. O que só nos serviu para descansar um pouco, já que esfriou e não pudemos aproveitar a tão sonhada piscina.

Agora já sabem o porquê do título. Nem sempre um lugar lindíssimo é a melhor opção. Precisamos mais do que apenas lindas paisagens e acomodações. Precisamos de bom atendimento, simpatia e respeito, acima de tudo. O lugar é inegavelmente deslumbrante, mas não oferece aquilo que alguém que busca uma pousada procura: tranqüilidade e bons anfitriões. Se eu quisesse frieza no atendimento e respostas prontas, procuraria um hotel. Quando busco uma pousada quero ser atendida pelos proprietários. Quero ser recebida com um sorriso no rosto, um chimarrão quentinho e uma boa conversa.

E tudo isso é o que você não encontra na Pousada Charqueada Santa Rita. Assim como não encontra um museu do charque ou espaço para andar a cavalo. O museu é um espaço de no máximo 2X3 metros, onde se encontram figurinos utilizados em uma peça, algumas cadeiras, posters e ilustrações. Tudo cheirando a mofo e descaso. Nada remete ao charque, a não ser uma maquete do que teria sido a antiga charqueada Santa Rita. E andar a cavalo só se for para fora da propriedade, já que a mesma é bem pequena. Ah! Se for andar fora, tome cuidado, pois a localização da pousada é bem ruim, em um bairro mais retirado, meio periferia.

Ah! Mas o visual da pousada é deslumbrante....
See ya,
ps: quem quiser pode dar uma olhadinha nas minhas fotos lá no flickr.

quinta-feira, março 13, 2008

Quase 9 meses...


Não, não estou esperando nenhum baby.
Esse foi o tempo que levei para bordar em ponto-cruz um Teddy Bear Natalino.

Está praticamente pronto, só falta fazer as costuras para pendurá-lo na porta no próximo Natal. E esse é o grande problema. Estou sem coragem de encarar a costura eu mesma. Talvez eu mande alguém fechar o trabalho para mim. Ainda não sei. O fato é que levou tanto tempo e ficou tão lindo, que tenho medo de estragar tudo com minha pouco habilidade (por enquanto ;-)).

Deixo aqui de qualquer forma o resultado quase final:







See ya,
ps: pra mim está aparecendo as fotos azuladas. Espero que seja um problema temporário do Blogger, porque ela estão bem bonitas.

terça-feira, março 11, 2008

Conforme prometido...


Ontem prometi que postaria aqui meu 1º softy, não é?









Então aqui está a Florisbela, minha elefantinha feita totalmente de 1 par de meias. Recomendo o livro Sock and Glove para todos. Além de ser super em conta (paguei R$ 24,90) , os diagramas são bem claros e até uma criança pode fazer.

Não vejo a hora de fazer os demais bichos. Mas como estou sem luvas sobrando em casa, vou ter que esperar um pouco mais o frio se "aprochegar" por essas bandas para poder comprá-las. Enquanto isso vou fazendo os modelos feitos de meia.

Ah! E também vou fazer algumas roupinhas para eles. Porque simplesmente adorei costurar isso! Desde criança sempre quis fazer, mas como não sabia costurar, muito menos tinha um máquina, o jeito era ficar só na vontade.

Claro que nem tudo são flores, como meu conhecimento de costura continua do básico, do básico, do básico, nível 0,1 apanhei um montão para fazer a bainha do vestido. Não descobri direito como usar ainda as "tensões" da máquina e portanto, não consegui costurar algumas partes do softy nela. Foi tudo na mão mesmo.

E esse é o grande problema, segurar a ansiedade para ver tudo pronto. Acabo descuidando dos pequenos detalhes e do acabamentos.

Definitivamente a costura vai me ensinar muito mais do que produzir roupas ou artesanato. Vai me ensinar, acima de tudo, a ter paciência; a esquecer a ansiedade para que o resultado final seja o melhor possível.
Enfim, quem sabe consigo levar esse aprendizado para outros campos da minha vida também?










See ya,

segunda-feira, março 10, 2008

Ventos novos

Minha vida anda cada vez mais agitada. Novos ventos surgem para me indicar as direções do meu coração (meio piegas, é eu sei... fazer oq?).





Já tinha comentado que ando in love com o Flickr, não é? E é dele que surge meu mais novo projeto. Criei o grupo Gaúchas Crafteiras, juntamente com minha amiga virtual Drica, e parece que o mesmo está indo de vento em polpa. Estamos pensando até em fazer o primeiro encontro de gaúchas crafteiras!





Para quem não conhece é um projeto de reunir todas as gaúchas espalhadas pelo mundão do Flickr. Assim poderemos divulgar nossos trabalhos, aprender novas técnicas, dividir experiências e fazer novas amizades, é claro.





Para esse grupo fiz a logomarca abaixo. Sucesso total. Fiquei imensamente feliz de ver meu trabalho dando resultado.


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Nesse final de semana comprei o livro que ensina a fazer bichinhos de meias e luvas que eu havia visto no blog de uma australiana show de bola e que depois vi no Banana Crat. Claro que fiquei hiper entusiamada e fiz um exemplar inicial para mim. Amanhã post a foto do resulado final e de toda a experiência.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Il ricamo


Mio lavoro per T.C.S


Então, faz tempo que não apareço por aqui. Como sempre desculpas é que não faltam. Só que não quero perder tempo com elas, vamos direto as atualizações.





A internet é realmente uma criação maravilhosa, não? Estou participando de uma corrente (não, não aquelas chatas) de uma italiana, que assim como eu, ama bordado e artesanato. Como cheguei até ela? Nem eu me lembro, só sei que estou adorando. A brincadeira é o seguinte: a cada mês ela vai postar um desenho country feito por ela. Todas devemos bordar o mesmo desenho, porém escolher as linhas, cores. Ou seja, podemos personalizar. O único pedido é que seja em uma medida específica e se possível que o tecido seja tingido com chá preto. No final do ano, teremos todas um calendário único, mas ao mesmo tempo parecido. Com ele iremos montar um grande patchwork (essa parte, espero já ter aprendido até lá).





Resolvi participar para melhorar meu italiano, que anda bem ruim. E também para fazer novas amizades além mar. Estou bem empolgada para ver o resultado final.





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Assim, como ando muito empolgada com meus crafts things . A minha máquina é maravilhosa. Peninha que está dando um baile em mim. Quem sabe no futuro, leia isso e morra de rir, né? Mas por enquanto está sendo dificílimo costurar. Requer muita paciência. Coisa que não tenho muito.





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Outra coisa bem legal que descobri é o flickr. Tá, eu sei, é coisa prá lá de antiga. Não é bem o flickr, e sim o mundo imenso de crafteras que existe ali. Agora consigo trocar idéias, participar de grupos de discussão e de troca. E isso é excelente. Estou aprendendo tanta coisa nessas últimas semanas e isso é ótimo.




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E time is running!!! Quero fazer tanta coisa, e o tempo é tão curto. E sou tão afoita. E tenho sono e preguiça. E tenho dúvidas. Ichi... melhor parar por aqui.




ps per Paolette: Mio italiano sta um pò bruto. Ma scriverò in italiano alcuni cose per che possa leggere. Io ho parlato in il sopra che io sto molto felice per participare del tuo TCS e che questo é una buona raggione per migliorare mio italiano. Ho spiegato come ho fatto per participare. Anche ho detto che sono molto felice con la mia "sewing machine" chi o ho ricivuto del mio marito di regalo per natale. E ho parlato anche su la descoperta dell sitio flickr dove posso vedere incontrare molte braziliana che come io sono apassionata per lavoro manuale.




Il tempo corre e ho molte cose da fare. Mille baci per te.






See ya,


segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Tantas coisas...

Sei que ando bem desaparecida. E ainda preciso terminar minha honeymonn epopéia. Mas a correria está grande.

Assim como os novos projetos. Finalmente me inscrevi no flickr e estou adorando. Conheci trabalhos e pessoas muito criativas. E através desse novo contato estou conseguindo dar andamento ao meu projeto de me tornar uma crafteira de verdade.

E por essa razão que acabei deixando a poeira entrar por essas bandas e sem previsão de sair.

Também finalmente, aderi ao Google Reader que é uma ferramenta maravilhosa, para quem quer se manter atualizado nos inúmeros blogs atrativos existentes na blogesfera. Antes ficava entrando, blog a blog para ver novidades. Tá eu sei que isso é coisa de gente desatualizada. Mas como no começo tinha poucos blogs a visitar, não me incomodava. Só que de um dia para outro, tudo ficou tão imenso que não estava dando conta. E quando eu via, já tinha perdido algo bem legal.

Então era isso, por enquanto tentarei sacudir a poeira e ver se consigo dar vida a tantos projetos que tenho em mente.

ps: para teur uma noção do atraso que estou, criei o blog Seasons Craft e até hoje não coloquei um post sequer.

see ya,

segunda-feira, janeiro 28, 2008

(Yes, Im alive...) Honeymoon part III - Mi Buenos Aires Querida!





Sei que faz tempo que não escrevo nada. Novidades eu até que tenho, mas ando com meu espírito tão inqueto com as coisas e novidades que não me motivo para registrar aqui. Dont ask me why... porque nem eu mesmo sei.

Mas voltando ao foco, ainda não consegui terminar nossa grande viagem de lua-de-mel. Faltam ainda mais 3 partes. O texto já está pronto. Falta mesmo é arrumar as fotos. Vou me empenhar para ver se consigo postar tudo essa semana. Vamos ver...

Sem mais delongas:


Honeymoon – Part III – Mi Buenos Aires Querida!




Pois ora vejam, o nome do BuqueBus que nos levou de COL a BA era Patrícia Olívia II. Bom sinal, não? O trajeto foi tranqüilo apesar da chuva. O Rio do Prata com sua cor chocolate me lembrou em muito o meu amado Guaíba.

Desembarcamos em pleno Puerto Madeiro e a passagem pela alfândega não podia ser mais tranqüila. Na saída, serviços de translados para o hotel eram oferecidos por preços bem diferentes dos praticados pelos táxis nas ruas. Definitivamente não contrate nenhum deles. Se não estiver com muita bagagem, saia do porto, ande 2 quadras e pegue um táxi normal. Você vai pagar ¼ do ofertado anteriormente. É claro que essa é uma dica para quem não gosta de ser explorado e, principalmente, não se importe de ter um pouquinho de trabalho. Não. Não sou pão-dura. Mas acho uma baita sacanagem cobrar muito mais caro pelo mesmo trajeto só porque o turista desconhece o preço original. No meu caso, como não era marinheira de primeira viagem, pude fazer essa escolha. Imagina quantos não caem diariamente nesse engodo?

Chegamos no Íbis-Congresso a baixo de uma chuva torrencial (começou a chover assim que entramos no táxi. Ufa!). Como não havíamos almoçado, deixamos nossas bagagens no quarto e optamos por um lanche rápido ali pelos arredores do hotel. (com aquele aguaceiro todo ficamos desmotivados a passear).

Paramos em um típico restaurante de executivos. No menu papas e milanezas predominavam. Optei por uma torta de Queso e Calabaza, achando que ia ser um maravilhoso. Afinal quem não gosta de queijo e calabresa? Só tinha um porém, a torta não era de calabresa era de abóbora de pescoço. Dá para acreditar? Sim. Nada melhor para conhecer um país e sua cultura do que desvendar sua culinária. Descobri a duros panos que o povo de lá adoooooora comer torta e purê salgado de abóbora de pescoço. Não recomendo. Principalmente, quando você dá uma garfada esperando um gosto e fica uns 10 minutos tentando registrar no seu cérebro que aquele gosto não é o gosto que estava esperando.

Depois do desastroso almoço e com a chuva aumentando incrivelmente, decidimos que o melhor mesmo era descansar no hotel. Não poderia ter sido melhor escolha. BA é uma cidade da noite, tudo fica aberto até tarde.

Aproveitamos para matar a saudade do centro e fomos caminhar até as Galerias Pacífico. Apesar de estarmos um pouco longe da região central, a caminhada foi tranqüila. Percorremos a Santa Fé e tantas outras avenidas e ruas que trouxeram lembranças de uma viagem perfeita feita 1 ano antes. Passamos na frente da Casa de Câmbio onde o pedido oficial de casamento foi feito. Pena que estava fechada, senão teria entrado para tirar uma foto lá dentro. Mas já vale a fachada, para manter viva a recordação.

A janta foi em um restaurante indicado pelo nosso taxista. Inicialmente não acreditamos no potencial do mesmo, mas depois vimos que às vezes as melhores coisas vem de fontes jamais imaginadas. Para quem não conhece e que pretende visitar BA recomendo com muitas estrelas o Museo Del Jamon. Só de escrever já dá água na boca. Comida espanhola da melhor categoria.

O preço na primeira impressão não parece muito justo, mas ao término da refeição se faz bem coerente. Já de cara somos recebidos com a cortesia da casa : uma taça de champagne ou um copinho de Jerez bem geladinho. Óbvio que optamos pela Jerez, até porque champgane tomamos sempre, já o Jerez...e para acompanhar nos ofereceram pequenos quiches de cebola deliciosos. No cardápio comida bem mediterrânea, e apesar do nome do restaurante se chamar Museo do Presunto, poucos pratos principais contém essa iguaria, na sua maioria os pratos são de peixe e frango. Mas existe claro a opção de entrada que oferece vários tipos de presunto.

Escolhemos um peixe recheado com presunto cru acompanhando de... batatas é claro! Como eu estava com saudades do meu branquinho pedi uma porção de arroz à parte (que estava bem grudento, mas que não desmereceu em nada o prato). O prato não era propriamente dito grande, mas dividimos assim mesmo. O azeite de oliva não poderia ser de melhor qualidade e acentuou ainda mais o sabor já delicioso do prato.
Para sobremesa um sorvete de Dulce de leche que era um esplendor. Finalizamos com mais uma cortesia da casa: Lemoncelo.

Lemoncelo é um licor de limão que é muito consumido por lá para auxiliar na digestão. Pura verdade. Além de delicioso, quando se termina o copinho tem-se a sensação de não ter exagerado nada na refeição apesar de sim, ter-se exagerado. Uma regra porém: consumir extremamente gelado. Nós que não somos bobos nem nada, no outro dia compramos uma garrafinha para levar para o Brasil.

Reservamos o segundo dia em BA para fazer pesquisa de preços de couro na Florida, para que depois pudéssemos comparar com os preços da rua dos couros AAAAAA . Uma dica, se quiser economizar vá até lá. Foge um pouco dos roteiros normais, mas os preços de lá são bem mais atrativos e os couros são de melhor qualidade. O táxi do centro até lá sai algo em torno de R$ 20,00 apesar da distância ser um pouco grande, compensa.

Para escapar um pouco da “milaneza+papas” resolvemos almoçar em um restaurante mexicano ali perto da florida. Que escolha desastrosa. Primeiro, ficamos oras esperando o garçom nos atender. Depois pedimos um prato que basicamente era alface, tomate e carne muito da mal temperada e que mais parecia comida de passarinho de tão reduzido. O jeito foi se entupir de couvert. Por falar em courvet (pães maravilhosos + manteiga = 300 kg a mais na balança) esse foi nosso maior pecado durante toda as férias. Simplesmente impossível resistir aquelas cestinhas de pãezinhos que todos os garçons insistiam em nos apresentar logo que sentávamos a mesa. Ah! O nome do restaurante para que jamais tenham a vontade de entrar é Acapulco, pode?
Fizemos um pit stop na Havana para atender as encomendas feitas. Paramos em uma livraria e nos enchemos de bobagens e por fim uma bela ida ao supermercado Carrefour.

Supermercado? Sim. Um supermercado básico, porque adoro descobrir temperos, molhos e coisas bem diferentes das produzidas aqui no Brasil. Não deixa de ser uma forma de perceber a cultura do país. Um exemplo é um corredor destinado a vender farinha especial para empanados ou melhor dizendo para as famosas milanezas . Nunca vi tantas marcas e tantas opções na minha vida! Era com sal, com tempero, fina, grossas, com queijo..ufa! E aqui mal temos a farinha de rosca e olhe lá. Acabei não trazendo nenhuma, mas me arrependi bastante depois. Minhas grandes aquisições, entre outras, foram produtos típicos da região da patagônia: fumaça líquida, catchup de rosa mosqueta e molho apimentado de framboesas.

Jantamos em uma pizzaria do lado do hotel. Fraquinha, mas com a fome que estávamos e o cansaço foi a melhor pedida.

Acordamos cedo com uma missão: comprar nossos tão queridos casacos de couro. Fomos direto para AAAAA . Pesquisamos bastante e saímos bem satisfeitos com o meu de 7/8 de couro de ovelha (U$ 230) e o meu maridão modelo ala “motoqueiro harley Davidson” (U$ 180,00). Almoçamos ali pela região mesmo. Um botequinho bem limpinho e que surpreendeu na qualidade. Prato? Milanezas con...papas!! Mas devo confessar que estavam ótimas. A indicação da atendente da loja de roupas (malhas, não couros) foi excelente.

Depois de largar nossas compras no hotel partimos para conhecer uma livraria muito original El Ateneo . Essa livraria foi montada dentro de um antigo teatro de BA. No primeiro andar (platéia) ficam milhares de estantes que seduzem a cada passo os amantes da boa leitura. Aos que se permitem o prazer, é possível “aperitivar” os livros sentando em um das poltronas localizadas em antigos camarotes. Mas se o caso é de fome, ande até o palco e tome um café admirando os “espectadores” do mundo na visão de quem dá o espetáculo. As crianças também têm vez nesse mundo à parte. Basta leva-las para o porão abaixo da platéia para encontrar toda a fantasia e encantamento que só um bom livro pode proporcionar. No segundo andar se encontram cds e dvs diversos. E no terceiro, além da visão de todo o teatro-livraria, um espaço para exposições de arte em geral.

Não preciso dizer que enlouqueci, certo? Minha vontade era sair comprando todos os livros. Mas me contentei com pequenos livrinhos de frases sobre amor, sorte e sonhos, e um livro de conservas argentinas e uruguaias para minha coleção, é claro.

Cansados, mas imensamente satisfeitos. Voltamos para o hotel admirando os prédios. Encantando-se com as luzes da noite se misturando com os passantes voltando para suas casas. Imaginamos como seria viver ali. Olhamos vitrines sendo fechadas. O aroma de comida no ar.

Optamos por comprar algo e comer no hotel mesmo, pois nossos pés estavam em rebelião total, depois de horas de caminhadas. Nossa pedida foi óbvia: pizza & cerveja. Porém tínhamos um probleminha, no Íbis não tem frigobar (por sinal, única coisa ruim dessa rede). Mas o maridão achou uma solução: pendurar em uma sacola as cervejas geladinhas pelo lado de fora da janela, já que a temperatura lá fora era algo em torno de 12ºC. Funcionou esplendidamente... por alguns minutos. Mas tudo era festa e tínhamos acabado de descobrir a melhor pizzaria do mundo (pelo menos naquele momento ;-). Zappi é o nome da pizzaria feita em uma portinhola, mas que tem um sabor inigualável. Super bem recheada e com preço justo, não é algo muito fácil de encontrar em BA. Pelo menos para nós.

Existe coisa melhor do que re-visitar lugares que conhecemos em viagens anteriores, não né? Então aproveitamos o sábado para andar pelas ruas da Recoleta e almoçar em um restaurante memorável. Descobrimos o Jose Luiz quando fomos ao Show do U2 em BA em 2006. Daquela vez, apesar de não termos feito reserva e a casa estar lotada, fomos atendidos como clientes vips. Recebemos Xerez e azeitonas negras e verdes para compensar o atraso, e isso nos deixou um gostinho de quero-mais. Portanto, fomos verificar se os sabores e o atendimento continuavam tão precisos.

A resposta é clara: continuam insuperáveis. Optamos por uma Paella Valenciana. O vinho, indicação da casa, era de um sabor único e refrescante. A sobremesa foi à mesma da última vez: Mousse de Torrone. Imbatível! Queria descobrir a receita, mas tenho certeza que a mesma deve estar guardada a sete chaves! Para finalizar um lemoncelo espanhol delicioso e geladinho. Precisa dizer mais?

Nossa segunda parada foi a Igreja Nuestra Señora Del Pilar. Localizada bem no meio da recoleta essa igreja é um show à parte. Alva, ofusca a noite. Durante o dia é possível conhecer os antigos claustros. Apesar de ser bem pequeno o local, a atmosfera com cantos gregorianos traz uma paz imensa. O engraçado é que no primeiro momento temos a impressão que um coral está em localizado em algum lugar da igreja e que fomos sortudos suficientes para ouvi-los. Prestando mais a atenção descobrimos que tudo não passa de um efeito de uma acústica estudada e de caixas de som escondidas por todos os cantos (o que não diminui em nada o encanto, diga-se de passagem). Colada à igreja fica o cemitério mais famoso de BA. Como visitar mortos não é meu passeio preferido, deixamos de lado essa parada. Mas quem já viu, disse que vale a pena.

Aos sábados junto à praça da Igreja tem uma feirinha de artesanato que de “inha” não tem nada. Aproveitamos e demos uma passada por lá. E, para não contrariar a regra, acabei comprando uns gatinhos de madeira lindinhos. Algumas quadras dali seguindo pela grande avenida Del Libertador fica o Museu Nacional das Belas Artes. Infelizmente acabamos vendo muito pouco do museu. Isso porque eu tive a proeza de perder a chave do armário a onde estava minha bolsa (bolsas grandes não são permitidas, é obrigatório deixar na chapelaria). Tivemos que correr até a entrada rezando para que ninguém tivesse achado e levado nossas coisas. Graças a Deus isso não aconteceu. Mas o susto foi tão grande que a vontade de passear encerrou-se ali.

Mais algumas quadras, caminhando pela avenida, se encontra a famosa flor de metal de BA. Chamada de “La flor gigante” é monumento lindíssimo tão durante o dia enquanto está aberta, quanto a noite quando se fecha e se ilumina. Continuando pela avenida (falei que era grande) já no bairro Palermo fica o museu Malba. Esse acabamos não conhecendo, devido ao horário e ao cansaço da caminhada, porém vários sites recomendam a visita.

Encerramos nosso dia, visitando o Shopping Paseo Alcorta , primeiro porque ali tinha um Carrefour que de acordo com a dona do José Luiz estaria vendendo um Xerez importado muito bom e com preços atrativos, segundo porque estava no nosso caminho (é.. fica bem pertinho da avenida Del Libertador). Não conseguimos achar o tal de Xerez. E olha que procurarmos por todos os corredores e interrogamos no mínimo umas quatro criaturas. Vai ver a senhora do José Luiz se enganou. Olhamos algumas lojas e depois fomos para o hotel. Jantamos por ali mesmo. Eita escolha errada. Comidinha de hotel é dureza. Mas meus pés não agüentavam mais um passo se quer.

Domingão já estava reservado para passearmos por Palermo Viejo. Mais precisamente na feira de artesanato da Praça Cotazar. O frio não ajudou muito e por isso não havia tantos expositores nas ruas. Era necessário entrar nos bares noturnos que se transformam em galerias abertas durante o dia. Mas como adoro aquele bairro e seu ar avant-gard , o passeio foi tão memorável quanto da última vez. Almoçamos em uma parrillaria (será que existe essa palavra?) show de bola com um atendimento vip. Geralmente não sou fã de parrilla, prefiro nosso tradicional churrasco. Mas essa surpreendeu. Porção generosa e sabor inigualável. A tarde aproveitamos para fazer uma comprinhas na Papelera Palermo que é um sonho de consumo. Cada vez que vou ali tenho vontade de comprar tudo. Papéis diferenciados, álbuns daqueles antigos únicos. A decoração por si só já é uma atração à parte. Só vendo para entender.

Como adoramos rever lugares já vistos, fomos na padaria dos sonhos onde os doces são de uma beleza de deixar até os mais resistentes com água na boca. O bom dessa região é que não precisa se andar muito para ver lojas diferentes e lugares incríveis. Se me perguntassem um lugar imperdível em BA, diria sem pestanejar: Palermo Viejo.

Último dia em BA optamos por conhecer El Palácio de Aguas ou central de distribuição de água. O prédio mais parece um palácio imperial do que uma imensa caixa d’água, e foi isso que nos chamou a atenção da outra vez que estivemos em BA. Quem vê por fora não conseguem nem imaginar a estrutura que existe por debaixo de toda aquela construção. São tanques gigantes distribuídos em 3 andares. A arquitetura foi desenhada por uma empresa inglesa e praticamente todas as peças decorativas que compõe o prédio foram trazidas da Bélgica e Inglaterra. Existem visitas guiadas para quem quiser conhecer todo os andares, mas justamente no dia que estávamos lá aconteceria uma exposição na semana seguinte e as mesmas estavam canceladas. Ficamos apenas com o museu com seus vasos sanitários de várias épocas, encanamentos e ladrilhos antigos. Uma pena. Mas existe melhor desculpa para voltar para BA?

Almoçamos porto madero em um restaurante italiano muito bom. Já haviamos estado ali antes. A comida estava ótima. Tivemos um pequeno incidente com a Cesar Salad (encontrei um pequeno inseto, mas inteiro, graças a Deus), mas que prontamente foi solucionado com a troca da minha entrada por outra opção a minha escolha. Claro que sempre fica aquela sensação ruim, mas de resto a vista linda para o canal compensou tudo.

Apesar da longa distância fomos caminhando até o hotel. Percorrendo avenidas e ruas, pudemos conhecer um pouco mais da BA dos moradores e não tanto dos turistas. As lindas floriculturas nas calçadas me encantaram. A arquitetura antiga lembrando Paris é algo que sempre me faz amar BA.

Chegamos ao hotel para descansar e deixar as malas prontas, já que partiríamos pela manha do dia seguinte. Com tudo pré arrumado, fomos conhecer um dos cafés mais charmosos e antigos de BA, chamado Las Violetas. Fundado em 1884 conserva na sua arquitetura todo os vitrais típicos da época. O serviço de chá para dois é imenso e comporta certamente 4 pessoas. O visual das guloseimas é bem rústico, mas o sabor supera a aparência, valendo os 38 pesos pagos. O único porém é à distância. Fica razoavelmente longe do centro turístico de BA, o que transforma o seu maior concorrente (Café Tortoni) em atração única. Porém em beleza, tradição e sabor ambos são muito parecidos.

Nos despedimos na manha seguinte de BA com a sensação de que poderíamos morar naquela cidade. E que muitos retornos acontecerão ainda, quem sabe um revival de 1 ano de casados?

segunda-feira, janeiro 07, 2008

E a vida continua..

Passados os acontecimentos de final de ano, início de ano, aniversário. A vida começa novamente.

O mundo se divide em que ama o natal e odeia o ano novo e vice-e-versa. Eu sou dos partidários que A-M-A o Natal, mas que sofre incondicionalmente com a virada do ano. Muito deprimente. E para ajudar um pouquinho, o meu final de ano foi terrível. Nem quero falar sobre isso pq já bastou a tristeza que passamos para ainda ficar remoendo tudo.

Acabei de completar 3.1 anos de vida. Fiz uma festinha para comemorar, com uma audiência baixíssima. A maioria eram convidados da minha irmã (3.3). Meus mesmo tinham 2. Que beleza!!! Nada como ser popular, não?

Todo mundo me diz que é por causa da data. Mas descrente que sou, acho que não. Afinal se fosse a data, pq os convidados da minha irmã vieram? Anyway... a gente colhe o que planta, não é? Sempre gostei de ficar sozinha, não sou do tipo que vai a tudo que é festa, que faz networking e outras "cositas" mais. Nunca cultivei muito amizades superficiais, porque me cansam. Detesto falsidades. Sempre exigi demais de meus amigos ou candidados a, que o resultado é pouquissimos contatos. O mais engraçado é que quando éramos crianças, era justamente o contrário. Minha irmã com poucos amigos e eu cheia deles. É , a vida muda!

Não vou mentir que não fico chateada com essa situação. Gostaria de ter mais amigos, mas ao mesmo tempo não faço por onde. Durante anos tentei ser uma superamiga, só que as recíprocas nunca eram verdadeiras. Ai um belo dia cansei. Cansei de ser sempre eu a ceder. Cansei de ligar, de escrever, de ouvir, de falar.

Talvez seja culpa da minha exigência com as pessoas. Sempre espero mais do que elas são capazes de dar. Mas não espero mais do que aquilo que ofereço. Mas as pessoas não são iguais, não é?

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Falando de assuntos mais alegres e positivos. Finalmente comprei minha máquina de costura. Ou melhor.. ganhei de Natal. Fiquei mega-hiper contente. Agora só falta aprender a ligar! Aha ha ha ha.

Nunca costurei nada na vida. E olhar para aquela máquina foi quase como largar um bebe na frente de um computador. Se bem que hoje em dia é capaz deles se sairem melhor do que eu. Nem me atrevi a ligar. Muitos botões e muitas explicações complexas. Melhor esperar o curso para não dar chance ao azar e estragar a mesma.
Não vejo a hora de aprender!!! Tenho tanta coisa que eu quero fazer. Têm as lembrancinhas para a festa de 1º aninho do Érico. Fechar meu advent calendar de feltro, meu bordado de natala. Ichi.. muita coisa.

Enquanto não fico fera da costura. Sigo fazendo meus artesanatos. Para lembrancinhas da nossa festinha, fiz uns sachês em forma de franguinhas para colocar nas gavetas da calcinhas. Estou sem a foto aqui, quando tiver eu posto.
Também criei um logo para divulgar meus trabalhos. Quem sabe consigo ter sucesso.
Tomara que sim. Pois adoro isso e seria muito feliz se pudesse dar continuidade e viver daquilo que amo fazer.
See ya,





quinta-feira, dezembro 20, 2007

Merry Christmas and Happy New Year!

Segue para todos um video que eu mesmo fiz.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Strange ways...

Faz tempo que quero postar, mas não consigo. E dessa vez a falta de tempo não tem culpa nenhuma.

Falta inspiração. Falta coragem. Falta sair dessa inércia que se tornou minha vida. Quero mudar. Falta um ação externa (interna??) que me tire desse estado.

Sonhos e frustrações se misturam. Vejo o mundo que desejo, sem grandes possibilidades de chegar lá. O porquê nem eu mesmo sei.

Terapia seria a solução?

Reclamar da vida seria, no mínimo, uma tremenda injustiça. Tenho saúde, tenho amor. Tenho cultura. Tenho teto e comida. Tenho trabalho, mesmo que não seja o dos meus sonhos.

Então o que me faz infeliz?

Talvez seja o que faz infeliz a maioria das pessoas modernas. Somos bombardeados diariamente com coisas, situações e possibilidades inúmeras que acabamos nos perdendo nessa mar de informação. Quando se tem pouco ou quase nada para escolher, a dúvida desapareçe. É essa inquietude de querer ser tudo e ter tudo e absorver tudo que nos transforma em prisioneiros de desejos e sonhos. Pelo menos para mim é assim.

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As vezes acho que a internet está me deixando um pouco louca. Vejo pessoas tão felizes e tão realizadas que penso que a única inútil e incompetente sou eu. Não. Não sou tão tola. Conheço o poder da mídia. De todas elas. Mas mesmo assim não consigo fugir e ver que obviamente nem tudo é perfeito para os outros.

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Quero ser livre. Só que a única coisa que me prende é minha própria mente. Fiz uma aula experimental de yoga e o professor falou sobre a poderosa mente. Disse que ela precisa ser constantemente dominada e diciplinada. Que ela pode ser nossa maior amiga e ao mesmo tempo a pior inimiga que podemos ter. É verdade. A grande fronteira a ser percorrida pelo homem não é de uma galáxia, é de si próprio.

E é essa fronteira que me parece inalcançável que preciso vencer. Tenho que começar a enfrentar meus medos. Preciso, acima de tudo, me valorizar mais. Preciso me respeitar para que os outros assim o façam.

É hora de dizer, chega! Quero mais! Mereço mais. É hora de me tornar egoísta e dar atenção aos meus desejos e as minhas vontades.

Não quero chegar ao fim de tudo e pensar que só eu cedi aos outros e nada a mim mesma. Amar é as vez saber dizer não.

Por isso hoje começa meu momento de dizer NÃO!

Não posso. Não quero. Não vou.

Porque depois disso tenho certeza os "Sim" serão mais alegres e menos penosos.

See ya,

quinta-feira, novembro 29, 2007

Honeymoon – Part II – Colônia de Sacramento

Previous : Honeymoon part one

Acordamos e o cansaço era visível, então mudanças de plano foram necessárias. Nossa idéia inicial era partir direto para BA e só no retorno conhecer efetivamente a cidade de Colônia. Mas o bom de uma viagem a dois e sem pacote é poder alterar as rotas. Pedimos para a recepcionista ligar para o ÍBIS-BA e solicitar a troca de nossa reserva. Com nossa solicitação atendida partimos para desvendar a pequena ciudadela.

Infelizmente o São Pedro não colaborou muito (e ele fez isso durante toda nossas férias!). O tempo estava cinzendo e chuvoso, o que realmente prejudica um pouco as fotos, mas nunca a beleza do lugar. Tínhamos visto um pouco mais cedo no hotel que a prefeitura disponibiliza passeios guiados a tarde desde que não haja chuva. Porém, quando saímos do hotel estava chuviscando que nem nos demos o trabalho de procurar esse serviço. Ledo engano! Depois acabamos cruzando com o grupo guiado e foi uma pena termos perdido. De qualquer forma, eu havia preparado um book sobre a Colônia, portanto não estávamos tão desconectados da história do lugar.

A história da Colônia de Sacramento é marcada por disputas entre Portugal e Espanha. Não vou descrever a mesma, porque não sou tão boa em história e também porque acho legal descobrir essas coisas procurando na internet. Mas adianto que vale a pena. Bom voltando para o passeio, existem dois pontos a serem visitados na cidade: um o centro histórico e o segundo é o que eu vou chamar de mini cais do porto.


O primeiro é uma passagem de ida direto a época colonial, através de uma máquina do tempo. Principalmente porque há uma nítida separação entre a moderna Colônia e a antiga. O centro (não necessariamente geográfico) se encontra em uma ponta quase que acuado pela civilização. Logo que adentramos podemos ver que as casas estão muito bem preservadas e as ruas de pedras são encantadoras. Todas as ruelas foram feitas inclinadas de modo que a água da chuva não criasse poças. (Nenhuma novidade para quem já conheceu Ouro Preto, mas não deixa de ser fascinante).

O Farol é um ponto de visitação obrigatória. Primeiro porque lá de cima é possível enxergar toda a cidade. Segundo porque se o tempo não estiver ruim, dizem, dá para ver BA do outro lado do Rio da Prata. Eu, como já sabem, só pude aproveitar a vista e já valeu a pena. O custo para subir é ridículo: 20 pesos uruguaios ou 2 argentinos (Sim. Eles aceitam a moeda Argentina em toda cidade devido ao intenso fluxo de hermanos.).


Para o almoço optamos por um Chivito al plato e uma Patrícia bem geladinha. O prato era tão grande que não deu para comer tudo. Mal sabíamos que a partir daquele momento só veríamos “milanezas e papas fritas” como se fossem nosso feijão com arroz. Por falar nesse último, prepare-se, definitivamente esse cereal fundamental para os japoneses e básico para nós não é muito apreciado por lá (pelo menos nos restaurantes mais populares). Para terem uma idéia do desespero cheguei ao cúmulo de pagar 10 reais por uma porção minúscula de arroz branco. O forte lá é mesmo as batatas. De todos os tipos: fritas, cozidas, em forma de purê, ala Provençal... etc.




Andamos mais um pouco pela cidade para fazer um reconhecimento da área e fomos comprar as passagens do BuqueBus (serviço de transporte náutico que faz o trajeto Colônia-Buenos Aires). Não fizemos nenhuma reserva prévia e não tivemos nenhum problema de disponibilidade. Os barcos partem diariamente e possuem uma escala de horários bem interessante. Claro que optamos pela rota mais curta que apesar de mais cara vale a pena. A outra rota leva 3 horas (a nossa levou 1 hora) e os horários não são tão atrativos. Um conselho: não leve o carro para BA. O custo para transportar o carro ida/volta é altíssimo, o táxi em BA é ridículo de tão barato, e o trânsito de BA definitivamente não é para nós. Eu que não sou boba nem nada, já havia pesquisado na internet sobre o assunto e previamente combinei com o hotel para deixar nosso carro por lá até retornarmos. Quem não quiser essa opção existem garagens bem localizadas que cobram 40 reais por mês. O que convenhamos não é nada.





Voltamos para o Bahia Playa para descansar e preparar as malas. O jantar foi lá mesmo, uns deliciosos sorrentinos de jamon e queso. Pena que não tirei nenhuma fotinho...