sexta-feira, dezembro 14, 2007

Strange ways...

Faz tempo que quero postar, mas não consigo. E dessa vez a falta de tempo não tem culpa nenhuma.

Falta inspiração. Falta coragem. Falta sair dessa inércia que se tornou minha vida. Quero mudar. Falta um ação externa (interna??) que me tire desse estado.

Sonhos e frustrações se misturam. Vejo o mundo que desejo, sem grandes possibilidades de chegar lá. O porquê nem eu mesmo sei.

Terapia seria a solução?

Reclamar da vida seria, no mínimo, uma tremenda injustiça. Tenho saúde, tenho amor. Tenho cultura. Tenho teto e comida. Tenho trabalho, mesmo que não seja o dos meus sonhos.

Então o que me faz infeliz?

Talvez seja o que faz infeliz a maioria das pessoas modernas. Somos bombardeados diariamente com coisas, situações e possibilidades inúmeras que acabamos nos perdendo nessa mar de informação. Quando se tem pouco ou quase nada para escolher, a dúvida desapareçe. É essa inquietude de querer ser tudo e ter tudo e absorver tudo que nos transforma em prisioneiros de desejos e sonhos. Pelo menos para mim é assim.

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As vezes acho que a internet está me deixando um pouco louca. Vejo pessoas tão felizes e tão realizadas que penso que a única inútil e incompetente sou eu. Não. Não sou tão tola. Conheço o poder da mídia. De todas elas. Mas mesmo assim não consigo fugir e ver que obviamente nem tudo é perfeito para os outros.

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Quero ser livre. Só que a única coisa que me prende é minha própria mente. Fiz uma aula experimental de yoga e o professor falou sobre a poderosa mente. Disse que ela precisa ser constantemente dominada e diciplinada. Que ela pode ser nossa maior amiga e ao mesmo tempo a pior inimiga que podemos ter. É verdade. A grande fronteira a ser percorrida pelo homem não é de uma galáxia, é de si próprio.

E é essa fronteira que me parece inalcançável que preciso vencer. Tenho que começar a enfrentar meus medos. Preciso, acima de tudo, me valorizar mais. Preciso me respeitar para que os outros assim o façam.

É hora de dizer, chega! Quero mais! Mereço mais. É hora de me tornar egoísta e dar atenção aos meus desejos e as minhas vontades.

Não quero chegar ao fim de tudo e pensar que só eu cedi aos outros e nada a mim mesma. Amar é as vez saber dizer não.

Por isso hoje começa meu momento de dizer NÃO!

Não posso. Não quero. Não vou.

Porque depois disso tenho certeza os "Sim" serão mais alegres e menos penosos.

See ya,

quinta-feira, novembro 29, 2007

Honeymoon – Part II – Colônia de Sacramento

Previous : Honeymoon part one

Acordamos e o cansaço era visível, então mudanças de plano foram necessárias. Nossa idéia inicial era partir direto para BA e só no retorno conhecer efetivamente a cidade de Colônia. Mas o bom de uma viagem a dois e sem pacote é poder alterar as rotas. Pedimos para a recepcionista ligar para o ÍBIS-BA e solicitar a troca de nossa reserva. Com nossa solicitação atendida partimos para desvendar a pequena ciudadela.

Infelizmente o São Pedro não colaborou muito (e ele fez isso durante toda nossas férias!). O tempo estava cinzendo e chuvoso, o que realmente prejudica um pouco as fotos, mas nunca a beleza do lugar. Tínhamos visto um pouco mais cedo no hotel que a prefeitura disponibiliza passeios guiados a tarde desde que não haja chuva. Porém, quando saímos do hotel estava chuviscando que nem nos demos o trabalho de procurar esse serviço. Ledo engano! Depois acabamos cruzando com o grupo guiado e foi uma pena termos perdido. De qualquer forma, eu havia preparado um book sobre a Colônia, portanto não estávamos tão desconectados da história do lugar.

A história da Colônia de Sacramento é marcada por disputas entre Portugal e Espanha. Não vou descrever a mesma, porque não sou tão boa em história e também porque acho legal descobrir essas coisas procurando na internet. Mas adianto que vale a pena. Bom voltando para o passeio, existem dois pontos a serem visitados na cidade: um o centro histórico e o segundo é o que eu vou chamar de mini cais do porto.


O primeiro é uma passagem de ida direto a época colonial, através de uma máquina do tempo. Principalmente porque há uma nítida separação entre a moderna Colônia e a antiga. O centro (não necessariamente geográfico) se encontra em uma ponta quase que acuado pela civilização. Logo que adentramos podemos ver que as casas estão muito bem preservadas e as ruas de pedras são encantadoras. Todas as ruelas foram feitas inclinadas de modo que a água da chuva não criasse poças. (Nenhuma novidade para quem já conheceu Ouro Preto, mas não deixa de ser fascinante).

O Farol é um ponto de visitação obrigatória. Primeiro porque lá de cima é possível enxergar toda a cidade. Segundo porque se o tempo não estiver ruim, dizem, dá para ver BA do outro lado do Rio da Prata. Eu, como já sabem, só pude aproveitar a vista e já valeu a pena. O custo para subir é ridículo: 20 pesos uruguaios ou 2 argentinos (Sim. Eles aceitam a moeda Argentina em toda cidade devido ao intenso fluxo de hermanos.).


Para o almoço optamos por um Chivito al plato e uma Patrícia bem geladinha. O prato era tão grande que não deu para comer tudo. Mal sabíamos que a partir daquele momento só veríamos “milanezas e papas fritas” como se fossem nosso feijão com arroz. Por falar nesse último, prepare-se, definitivamente esse cereal fundamental para os japoneses e básico para nós não é muito apreciado por lá (pelo menos nos restaurantes mais populares). Para terem uma idéia do desespero cheguei ao cúmulo de pagar 10 reais por uma porção minúscula de arroz branco. O forte lá é mesmo as batatas. De todos os tipos: fritas, cozidas, em forma de purê, ala Provençal... etc.




Andamos mais um pouco pela cidade para fazer um reconhecimento da área e fomos comprar as passagens do BuqueBus (serviço de transporte náutico que faz o trajeto Colônia-Buenos Aires). Não fizemos nenhuma reserva prévia e não tivemos nenhum problema de disponibilidade. Os barcos partem diariamente e possuem uma escala de horários bem interessante. Claro que optamos pela rota mais curta que apesar de mais cara vale a pena. A outra rota leva 3 horas (a nossa levou 1 hora) e os horários não são tão atrativos. Um conselho: não leve o carro para BA. O custo para transportar o carro ida/volta é altíssimo, o táxi em BA é ridículo de tão barato, e o trânsito de BA definitivamente não é para nós. Eu que não sou boba nem nada, já havia pesquisado na internet sobre o assunto e previamente combinei com o hotel para deixar nosso carro por lá até retornarmos. Quem não quiser essa opção existem garagens bem localizadas que cobram 40 reais por mês. O que convenhamos não é nada.





Voltamos para o Bahia Playa para descansar e preparar as malas. O jantar foi lá mesmo, uns deliciosos sorrentinos de jamon e queso. Pena que não tirei nenhuma fotinho...















quarta-feira, novembro 14, 2007

Showing off

Aparecer não é bem minha cara. Acho que nem aqui no meu próprio blog me expus tanto. Mas foi por uma boa causa e acima de tudo uma boa idéia.
Giorgia do Coisas Bobas resolveu que era hora de seus leitores se conhecerem e propôs um brincadeira bem gostosa. Quem quisesse "dar o ar da graça" no blog bastava escrever um perfil e encaminhar juntamente com uma foto por email.
Inacreditavelmente topei na hora. Tomei coragem e escrevi um perfil e hoje o meu foi publicado.
Quem quiser saber um pouquinho mais de mim basta dar uma chegadinha no Coisas bobas.
Tenho certeza que vão gostar... do Coisas Bobas é claro!! ;-)
See ya,

sexta-feira, novembro 09, 2007

Paixão

Já falei que adoro artesanato? Não? Pois então está dito: amo artesanato! De tudo que é tipo, forma, cor. Sou quase que uma craftholic (nem sem se existe essa palavra em inglês, mas anyway...). Ou melhor sou uma lunática por artesanato. Feirinhas? É comigo mesmo. Blogs? Adicionados no favoritos.
Se está pensando que só gosto de olhar e comprar está muito enganado. Gosto e muito de produzir. Se pudésse viveria disso. Só que no Brasil o artesanato não é tão valorizado assim. Tirando algumas pessoas sortudas e talentosas (diga-se de passagem), poucos amantes dessa arte conseguem viver com dignidade, a maioria sobrevive. O que é uma pena. Mas é o resultado mais bruto da Revolução Industrial lá no indo século 19. As grandes linhas de montagem tiraram dos produtos a beleza dos pequenos defeitos que os tornam tão únicos. Os departamentos de compras das megacorporações fazem imensas negociações com os fornecedores que fica impossível competir com eles. É mas não quero falar sobre isso, porque também não sou contra. Sei que o mundo não teria evoluido tanto se não fosse isso.
Então vamos deixar esses questionamentos do que é melhor ou pior para os economistas. O que nos interessa é realmente manter viva essa chama dentro dos corações e mãos de todos os artesões do mundo. E quem sabe um dia, o artesanato aqui seja tão valorizado e respeitado ( e bem remunerado) quanto lá fora.
Enquanto isso não acontece, sigo transformando essa paixão em hobby e não em ganha-pão. Mas como nem tudo precisa ser amador, estou na fase de me tornar um pouquinho mais profissional. Digo isso, porque de uma vez por todas quero ter um "cantinho" meu. Um lugar que eu possa criar, transformar, inventar, sem que seja tudo em uma improvisada mesa.
Tudo ainda não passa de projeto, de qualquer forma quero registrar meus objetivos para que eles se concretizem:
1º - Arrumar a despensa e transformá-la no meu studio.
2º - Comprar algumas prateleiras e porta-trecos
3º - Usar a técnica aprendida no SuperZiper e transformar alguns vidros em potinhos super despojados e fashion.
4º - Comprar minha máquina de costura
5º - Óbviamente, aprender a costurar.
6º - Criar um blog especifico de artesanato e/ou participar de fóruns
7º - Desenvolver todos os bonequinhos de feltros dos moldes que peguei na internet
Bom, por enquanto acho que era isso.
Para provar que não estou mentindo segue abaixo meu primeiro trabalho em feltro. Sei que ainda falta muito para evoluir, mas até que ficou bonitinho, não?


ps: o molde fui eu mesma que fiz, a partir de um pingente que eu tenho!



See ya,

quarta-feira, novembro 07, 2007

Honeymoon - Part One


Depois de acordarmos totalmente exaustos pela dança e pela felicidade resolvemos que o melhor seria adiar um pouco nossos planos e pegar a estrada no dia seguinte. Até porquê tínhamos que arrumar as nossas malas, já que para variar tudo ficou para a última hora.

Acordamos as 05:30 de segunda-feira (10/09/07) dispostos a enfrentar uma jornada e tanto. Como eu havia reservado nossa primeira estadia para Colônia de Sacramento para esse mesmo dia (baseada é claro que iríamos viajar no domingo), tínhamos que cruzar todo o Rio Grande do Sul e boa parte do Uruguai sem muitas paradas e em no máximo 12 horas para não perdermos nosso quarto. E foi exatamente esse o tempo que levamos.

Se eu estivesse lendo essa história de cara pensaria “mas que malucos, chegaram podres ao lugar...”. Só que o final foi bem diferente. A estrada até lá é praticamente deserta (com exceção é claro do trecho dentro de Montevidéo), portanto sem o stress que gera o cansaço no corpo. E nós gostamos de viajar de carro porque sempre vamos conversando sobre a vida, sobre projetos tudo regado a um bom chimarrão e petiscos que preparo de antemão.

Planejamos ir pela fronteira Jaguarão-Rio Branco e voltar pelo Chuí, pois assim teríamos duas perspectivas diferentes do Uruguai e também porquê a primeira rota é mais curta do que a segunda, apesar da rota Chuí ser a mais utilizada.

Cruzamos a fronteira exatamente ao meio-dia. Infelizmente acabei não conseguindo tirar uma foto da ponte (estilo medieval) que divide os dois países. Estava fazendo a última ligação por celular para meus pais e quando me apercebi já estávamos dando entrada nos papéis da imigração. Nada poderia ser mais simples. Em 3 minutos já estávamos novamente na estrada.







O Nielson prontamente ligou o rádio nas estações locais. “É para a gente ir se acostumando com espanhol..” Disse ele bem animado. Durante praticamente todo o percurso tivemos como companhia vacas, algumas ovelhas e uma imensidão de campos e mais campos.

O tempo foi algo peculiar. Saímos com frio e nublado. Seguimos com neblina, depois sol e por fim um temporal prolongado. Quatro estações em único dia.

As condições da Ruta 33, como é chamada à estrada que liga Rio Branco a Montevidéo, são ótimas. Nosso único susto foi quando de repente, não mais do que de repente, o asfalto se torna estrada de chão sem nenhuma indicação (até rimou!). Passado o susto e certeza que tínhamos nos perdido, foi bem interessante perceber que ao invés de “recapar” o asfalto defeituoso, os uruguaios optam por retirar todo o asfalto velho e colocar um novinho em folha.





Paramos para abastecer em Minas (Lavallera), cidade da minha cerveja predileta: Patrícia. É claro. ;-) . Fui super bem recebida. Tinha até um outdoor para mim.ahhaahah. Brincadeiras a parte, foi uma pena não termos nos apercebido disso antes, ou melhor termos nos informado. Pois teríamos visitado a fábrica que fica a poucos km da rodovia. Chegamos a ver a placa no topo da fábrica, mas como não tínhamos certeza, seguimos a diante. Só mais tarde fomos descobrir tudo. Mas quem sabe de uma próxima vez.?

Pagamos nossa primeira conta no Uruguai com nosso super cartão de crédito que acabou sendo o nosso salvador da pátria, mais “adelante” eu explico. Chegamos em Montevidéo por volta das 16:00 horas. Tínhamos que achar uma casa de câmbio urgente, pois o pouco peso que tínhamos havia sido gasto nos pedágios (Sim. Muitooos pedágios!). Os bancos e casas de câmbios costumam fechar as 17:00. Ou seja, tínhamos 1 hora pra atravessar uma cidade que não conhecíamos e encontrar a bendita, para não ficarmos sem dindim. Imaginou o desespero? Não tínhamos mais dinheiro para os pedágios e faltava ainda 2 horas até a Colônia de Sacramento...No final deu tudo certo. Conseguimos trocar nosso dinheirinho e pudemos seguir a diante.

Com a ajuda de um estranho muito atencioso que nos guiou até a rota de saída de Montevidéu partimos para mais 2 horas de carro até Colônia. O caminho é um pouquinho menos solitário, a estrada tranqüila. Pegamos um temporal que durou todo o percurso. Uma coisa bem pitoresca é que da metade em diante a estrada é “decorada” com palmeiras ala Palm Beach (não que eu já tenha estado lá, só vi em revista e filmes, mas é igualzinha). Nem parece que estamos no Uruguai.





Por volta das 19:00 horas finalmente chegamos a Colônia. De cara demos com o porto e o terminal do BuqueBus (que logo nos levaria para Buenos Aires). Cansados muito mais pelo casório do que pela viagem, pedimos informações e rapidinho chegamos ao Bahia Playa. Confesso que de cara o hotel me decepcionou um pouco. O quarto era pequeno e simples. O banheiro era bem antigo, o box minúsculo (mal cabia uma pessoa) com aquelas cortinas de plástico. Realmente um quarto para veraneio. No quesito higiene tudo estava dentro dos padrões esperados. E como nem tudo era desgraça aproveitamos para relaxar dentro de uma piscina térmica show de bola.






quarta-feira, outubro 24, 2007

Enquanto o trem não vem...

Estou preparando vários post sobre minha honeymoon, mas como demora editar todas as fotos resolvi postar uma brincadeira (dessas listinhas que tem por aí) que vi há algum tempo no DeliciusDays e que aprontei há horas e por falta de organização acabei não colocando aqui. Espero que gostem e se motivem a fazer um igual, afinal cinema sempre é um assunto divertido.

See ya,

no.1 – Filme que você já viu mais de 10 vezes:

Top dos tops: Garota Sinal Verde. Amo esse filme, por mais água com açúcar que seja. O nome em inglês é “The sure thing”.
Noviça Rebelde, Ben-hur, De volta para o futuro, Karatê Kid, Uma Secretária do Futuro, E o Vento Levou. Uma linda mulher. ET. Gonnies.

no.2 – Filme que foi ver no cinema várias vezes

Nunca fui ver no cinema mais de uma vez um filme. Não por vontade, mais pelo preço do ingresso.

no.3 – Um ator/atriz que faria você mais inclinado a ver um filme

John Cusack Al Pacino, Jack Nicholson, Ewan McGregor, Sean Connery, Nicolas Cage, Tom Hanks

no.4 - Um ator/atriz que faria você mais inclinado a NÃO ver um filme

Com ABSOLUTA certeza todos em que está o Steve Segall. Mala.

no.5 – Filme que você pode citar falas e cita o tempo todo

De novo, Garota Sinal Verde. E também Noviça Rebelde. Sociedade dos Poetas Mortos

no.6 – Musical no qual você sabe todas as canções de cor

Noviça Rebelde

no.8 – Filme que você acha que qualquer um deveria ver:

Sociedade dos Poetas Mortos, ET

9 – Filme que você tenha em dvc, vhs em casa

Na época do VHS eu tinha muitos, agora tenho 2 em dvd que nem sou tão fá assim, mas gosto: Homem-Aranha 1 e Dirty Dance.

no.10 – Ator/atriz que estrelou sua carreira em um filme ruim mas que surpreendeu você por sua atuação:

Não me recordo de nenhum no momento

no.11 – Você já viu um filme em um drive-in?

Aqui em Porto Alegre não tem drive-in, que eu saiba. Portanto, noop.

no.12 – Alguma vez já transou durante algum filme no cinema?

Nunca. Acho que não conseguiria assim em público

no.13 – Filme que você quer muito ver, mas não tem tido tempo para ver

Puxa.. tem tantos..

no.14 – Já deixou o cinema no meio de um filme?

Nunca.. por mais horrível que seja.

no.15 – Filme que te fez chorar no cinema:

Ichi… esse tem mais ainda: Sociedade dos Poetas Mortos. O Piano.

no.16 - Pipoca?

Jamais! Detesto quem inventou essa idéia. Só atrapalha a concentração e a imersão na história.

no.17 – Com qual freqüência vai ao cinema?

Infelizmente agora tem sido bem pouca. Antigamente era pelo menos 1 vez ao mês.

no.18 – Qual é o último filme que viu no cinema?

Faz um tempão que nem me lembro.. ai que vergonha!!

no.19 – Qual é o tipo de filme preferido?

Aventura, ficcção, policial e romance.

no.20 - Qual é o primeiro filme que você se lembra de ter visto no cinema?

Minha memória é meio ruim para essas coisas, mas tenho um bem fresco na minha cabeça, mas não lembro se foi o primeiro ou não: “A História sem fim”.

no.21 – Que filme você se arrepende de ter visto?

Honestamente, não tem nenhum. Por pior que seja, gosto de ver nem que seja pra dizer.. que filme mais horrível.. ehehe

no.22 - Filme mais estranho que você gostou?

Estranho? Deixa eu ver…sei lá..

no.23 – Filme mais assustador que você já viu?

Nunca vi o Exorcista, mas sei que é terrível. O que eu já vi e que me deixa assustada até hoje é um filme trash sobre uma família que se muda para uma casa e passa a ser assombrada por espíritos. Só de escrever sobre ele já dá umas palpitações.. terrível.

no.24 - Qual é o filme mais divertido que você já viu?

Adoro muito e muito Goonies e um Um dia a Casa cai. Hilário.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Detalhes - O retorno

Vamos ver se agora o blogger funciona e eu consigo dar continuidade da série "O segredo está nos detalhes..)




























quarta-feira, outubro 17, 2007

Ainda detalhes...

Infelizmente tá dando um pequenino problema que o blogger já está ciente e consertando... mas enquanto isso não vou conseguir postar minhas fotinhos.

Anyway...

Lets wait.

see ya,

O Segredo está nos detalhes

Como imagens falam mais do que mil palavras, segue um pouquinho do que foi meu casamento.




segunda-feira, outubro 08, 2007

My perfect day!

quinta-feira, setembro 06, 2007

segunda-feira, agosto 27, 2007

Em 2 semanas Mrs. Fernando...

Não morri, nem abandonei essa cozinha.

Só estou ocupada e "enlouquecida" com a organização do meu casório.



Minha idéia era aparecer por aqui só depois da minha honeymoon, mas achei meio grosseiro sumir por tanto tempo sem nem ao menos deixar uns petiscos... (well é meio mentira isso, mas tudo bem.)

Apareci mesmo só pq recebi visitas que mereciam no mínimo um comentário meu.

Então era wilson,

Volto lá em outubro com muitas fotos do casório e da minha trip pelo mercosul.

Por hora o layout do envelope do convite de casamento.



See ya,

quarta-feira, junho 06, 2007

Diálogo telefônico:

Eu: “Alô, a Tatiana por favor.”

The Creature: “Ela tá no horário de almoço. Quer deixar recado?”

Eu: “Sim. Avisa que a amostra está aprovada e que sexta-feira eu passo até as 11:00 para pegar o material”

Creature: “Peraí, que eu quero ver se peguei o recado direito. Até sexta-feira tu vem pegar o material depois das 11:00?”

Eu: “Não. Na sexta-feira eu passo até as 11:00 para pegar o material”

Creature: “Ah, tá. Então até as 11:00 a Patrícia da...”

Eu: “Zimann Lies”

Creature: “Como? ”

Eu: “Zimann Lies”

Creature: “Ah?”

Eu: “ Z – i – m – a – n – n L – i – e – s”

Creature: “Tizam Vie”?

Eu: “ Z – i – m – a – n – n L – i – e – s”

Creature: “Vivian Zie”?

Eu: “Isso, minha filha. Isso mesmo”

Eita que as vezes é brabo ter paciência...Melhor mesmo é rir e concordar.

terça-feira, junho 05, 2007

Pero no mucho

Cara, juro que eu queria escrever mais! Juro que eu queria ser igualzinho aos blogueiros famosos ou melhor, não os famosos, os bons. (sim, porque ser famoso, não é garantia de qualidade). Mas isso requer talento. Não é para muitos, temos que concordar. Serei eu mais uma na multidão? Com certeza.

No fundo, penso que esse é apenas mais um desejo entre tantos que tenho. Como a própria definição ao lado. Quero ser tudo, quero ter tudo, quero conhecer tudo. E por fim, acabo conhecendo um pouquinho de cada coisa, mas nada profundo o suficiente para me tornar a melhor naquilo que faço.

Confesso que gostaria que esse blog fosse intrigante, inovador e diferente. Gostaria... Pero, no mucho. Não me dedico o suficiente. Esperar que algo que não exija esforço seja bom é um pouquinho demais, certo?

Às vezes, fico dizendo para mim mesmo que só não faço melhor porque não tenho tempo ou internet banda larga em casa ou que tenho que trabalhar pra ganhar dindim. Mentira! Sou muito preguiçosa para ficar fazendo tempo todo uma coisa só.

Pronto falei! Acho que a melhor definição para mim seria: “fogo de palha”. Algo novo me entusiasma, mas logo já descubro algo muito mais interessante para fazer e aquele encanto desaparece.

E para quem é essa desculpa mesmo? Ah! Para ninguém. Comecei esse texto, porque estava lendo alguns blogs muito bacanas e como sempre veio essa idéia na cabeça. E dessa vez resolvi escrever sobre ela. Mesmo que só um pouco, porque eu já tenho outras coisas para ver e descobrir.
See ya,

terça-feira, maio 22, 2007

Ai que honra.. ai que vergonha!

Gente!!! Recebi a visita de um ilustre blogueiro aqui. Não me perguntem como ele chegou até mim, mas estou muito orgulhosa.

Fiquei mega-feliz quando vi que que o Alexandre Iganaki, do Pensar Enlouquece, deixou um recadinho agradecendo a minha indicação. Só que alegria de pobre dura pouco, né? Fui ver que tinha uma avalanche de erros de português no meu post!!! Que vexame! Sei que tinha dito desde o princípio que não me preocuparia com esses errinhos, mas isso era antes de receber tamanha visita. Agora não sei nem aonde enfiar minha cara.

Buenas, também não adianta chorar o leite derramado, então eu que agradecer a visita do Alexandre, da Giorgia e da Luiza aqui no Temperos. Fiquei muito honrada.

Prometo, que tentarei da próxima vez, cometer menos pecados contra nossa língua. Mas eu não "agarantio nada" heeheh.

See ya,

ps: Se um dia eles voltarem aqui: Alexandre e Luiza, gostaria de saber como chegaram ao Temperos. Sabe como é.. a curiosidade matou o gato.

bjs

sexta-feira, maio 18, 2007

TOP 5 Nacional e Internacional

Seguindo “o chamado” heheh vou indicar aqui minhas leituras obrigatórias. Porém vou deixar 2 blogs fora da lista e elegê-los au concour, pois são tão especiais que não podem ficar em uma listinha:

O primeiro é um blog que no momento está em standby (infelizmente) A Vida Escrita a mão. É o blog-inspirador do Temperos da vida. É um blog facinante que vale ser lido do princípio ao fim.

O segundo é o Coisas Bobas, blog para quem gosta de alma, espiritualidade,animais e respeito ao próximo, sem frescura ou chatisse. Poderia fazer um texto imenso comentando essa minha leitura diária, mas acho que vale mais apena ir lá e conferir pessoalmente.

Como gosto de ler blogs internacionais com a mesma frequência dos nacionais, resolvi fazer dois TOP 5, o internacional e o nacional.. e sem mais demora lá vai:

TOP 5 Internacional – Idioma inglês:

1 – Delicious: Day – 2 alemães muito simpáticos que transformam a culinária em arte. Idéias criativas e inovadoras fazem a gente querer voltar sempre.

2 – Mahanandi – Para quem gosta de comida vegetariana e indiana esse blog é um prato cheio. Peninha que muitos ingredientes não existem por aqui. Mas dá uma água na boca....

3 – My little mochi – Blog de uma havaiana louca por artesanato e por crianças. Suas idéias são incríveis, mas nem sempre possuem receita. De qualquer forma, quem ama artesanato vai se encantar.

4 – Cooking-Gadgets – Ama culinária? Então esse é seu lugar. Tudo que existe de acessórios possíveis e impossíveis está nesse blog. Nele a imaginação humana se prova ilimitada. Mas não é site de vendas, são apenas boas indicações da mente critativa mundial.

5 – Cafe Fernando – Cozinha de um turco para lá de talentoso. Queria ter metade de sua técnica na arte de transformar os alimentos. Suas fotos são divinas.

TOP 5 – Nacional

1 – Sampaist – São Paulo para todos. Blog que nos informa sobre todas as atividades culturais, gastronomicas, políticas e outras cositas mais dessa megalópole encantadora.

2 – Pensar Enlouquece - Talvez nem seja novidade para muitos esse blog. Mas todos que o conhecem sabe o porquê da indicação. Paulista-japones que é um marco de informação sobre tudo e todos.

3 – Viaje na Viagem – Idem ao Pensar Enlouquece, uma unanimidade para quem curte viajar. Dicas dos melhroes restaurantes, pousadas, hotéis. Onde encontrar um passeio inesquecível. Viagem para todos os budgets com certeza.

4 – Favoritos – Descobri esse blog essa semana, mas achei tão criativo e útil que não poderia estar fora da lista. É o almanaque eletrônico atual. Lá se encontra de tudo um pouco. Blog para quem, assim como eu, é pra lá de curioso.

5 – Sublime Sucubus – Last but not least o site de uma carioca pra lá de divertida. Assuntos cotidianos tratados com humor negro que te levarão as gargalhadas.
Era wilson,
espero que gostem das minhas indicações e se divirtam com esses blogs, assim como eu faço todos os dias.

quinta-feira, maio 17, 2007

Antônio Prado - Fim




No dia seguinte levantamos, tomamos café e nos despedimos da pousada Zanotto com a promessa de voltarmos no inverno. Fomos passando por aquelas estradinhas rumo ao centro da cidade, com uma nostalgia imensa. Lugar tranqüilo onde a paz encontrou repouso.

Decidimos voltar para Porto Alegre pela antiga estrada, conhecida como “Caminho da Imigração”, que se chama dessa forma, pois foi por ali que os primeiros colonos italianos passaram para chegar a região.

Aconselho a todos que façam esse passeio. A estrada é pequena e de chão batido, mas o visual é deslumbrante. Fora que podemos visitar algumas famílias que ainda permanecem no local desde o tempo da colonização.




Logo no começo do caminho está localizada o moinho movido a água, que ainda hoje fabrica farinha de milho. É possível fazer uma visita pelas instalações e ver como funciona todo o processo.

Mas não vá esperando uma visita guiada com hora marcada e com explicações técnicas. Infelizmente, por não haver um fluxo grande de turistas e por falta de treinamentos, não existe uma infraestrutura preparada esperando sorridente o próximo grupo para a visita.



Tivemos que bater na porta da casa, perguntar se estavam abertos e se podiam nos receber. Prontamente o fizeram. Disso não podemos reclamar. Mas se o turista é um pouco tímido ou desavisado, passa pelo local sem ao menos perceber que estava perdendo uma ótima visita.




Próxima parada: casa de artesanato. Essa casa fica bem no centrinho do que podemos chamar de “mini-cidade”. Nesse momento, parece que estamos adentrando um filme do século passado. Um faroeste desabitado. Novamente tudo fechado. Tudo bem que chegamos bem perto do meio-dia, hora do almoço sagrada em pequenas cidades. Mas ao menos esperávamos encontrar alguma plaquinha do tipo “hora do almoço, volte mais tarde”. Mas não, só havia o silêncio.

Percebemos que seria inútil tentar visitar a casa de artesanato e a casa do ferreiro. O jeito era ir almoçar. Mas aonde? Sim, porque ali não encontraríamos nada a não ser residências. Pelo mapa que pegamos indicava que o Caminho da Imigração já estava no fim, e que logo entraríamos na RS-122. Então resolvemos almoçar em uma cantina charmosa na beira da estrada. Melhor comida não poderíamos ter. O lugar oferece um rodízio de massa com galeto, mas optamos por algo mais leve, já que teríamos que viajar por quase 3 horas. Escolhemos 1 pedaço de galeto com 1 porção de massa quatro queijos. Massa caseira, amarelinha. Lugar para ser re-visitado com certeza, mas com tempo para apreciar todas as guloseimas oferecidas.

Quando fomos pagar, comentei com a atendente que não tínhamos encontrado aberto nem a casa de artesanato nem o ferreiro. Qual minha surpresa? A moça era prima da dona do artesanato. Prontamente, ligou para lá e pediu que abrisse o lugar para conhecermos.

Confesso que a casa não tem nada de mais a não ser pela arquitetura. Mas valeu para conhecer. Não tinha quase nada de artesanato, mas acabei comprando 1 bonequinha feita toda de palha de milho.

A moça que nos atendeu, informou que abrem muito pouco aquela casa, pois quase não têm visitantes. Informou também que se eu quisesse conhecer o ferreiro bastava bater na porta que eles nos atenderiam sem problema algum.



olha minha bonequinha que fofa...



Batemos e quem nos atendeu foi uma senhora bem velhinha com uma cesta lotada de cachos de uva. Era a esposa do ferreiro. Ele estava doente, mas ela abriria o galpão para conhecermos. Nos contou que ele costuma fazer demonstrações de como trabalhavam no passado. Foi uma pena não podermos assistir, pois o local transpirava uma viagem no tempo.




Na saída, fomos pagar pela visita (não cobram, apenas tem um cartaz pedindo colaboração de míseros R$ 2,50 por pessoa), mas a senhora disse que não precisa já que não tínhamos visto o ferreiro em ação. Dissemos que não tinha problema e que só conhecer o local já valia. Ela acabou aceitando, mas não antes que aceitássemos alguns cachos de uva como retribuição.



E foi assim que encerramos nossa visita a Antônio Prado. Uma cidade encantadora, sem muita aventura, mas com certeza com inúmeras gentilezas de um povo receptivo e pronto para nos atender da melhor maneira possível.










Antônio Prado - 2º Parte- muiiito atrasada!


Nossa Cabana

O bom de viajar sem pressa de conhecer tudo em 24 horas é poder fazer seus próprios horários. É claro que situações como essas só são possíveis quando sabemos que poderemos visitar aquela cidade a qualquer momento e instante. Que não precisaremos gastar uma fortuna para re-descobrir os locais esquecidos na última vez que ali estivemos.


O lindo gatinho que ficava na nossa cabana dormindo


E foi com essa tranqüilidade que aproveitamos o segundo dia em Antônio Prado para efetivamente descansar. Apesar de termos dito para Dona Edite (dona da pousada) que iríamos acordar bem cedo, acabamos aparecendo para o café da manhã as 9:30. Diga-se de passagem, um belo desjejum, com direito a um bolo de coco perfeito.

Partimos para ver as famosas “Cascatas da Usina”. Depois de uns 10 km de estrada de chão, finalmente chegamos ao local. Elas são realmente muito bonitas, mas eu esperava um pouco mais. Esperava chegar bem perto. Sentir a água gelada, mas o máximo que conseguimos foi tirar belas fotos dos mirantes. Mais tarde acabamos descobrindo que existia um caminho que levava até elas, mas nada de fácil acesso, pelo que pudemos notar. E como não estávamos com nenhum guia, não seria muito inteligente descer pela mata fechada.

Voltamos para a pousada, pois já era quase a hora do almoço.Dessa vez tivemos um almoço “campeiro”: feijão, abóbora caramelada, carne de panela, salada, vinho e suco de uva. O feijão em especial estava maravilhoso, já que lembrava muito aquele que a minha mãe faz.

Nossos anfitriões nos convidaram para fazer um passeio rural pelo pomar no final do dia, então aproveitamos para “tirar a sonequinha” da tarde. Acordamos e fomos a nossa imersão no mundo rural.




Partimos em cima de um tratorzinho para conhecer os pomares de maça, os milharais e as videiras. O sol estava de matar, apesar da hora. Como eu nunca tinha visto um pomar de maça antes, estava achando tudo magnífico. Ainda mais que estávamos sendo presenteados com uma quantidade quase obscena de maças. Já o Neni, que conhece bem esse tipo de plantação, estava horrorizado deles terem abandonado parte do pomar. De acordo com o nosso guia, ele haviam abandonado o pomar para que pudessem comer fruta sem agrotóxico. Mas no fundo, achamos que era porque dava muito trabalho para pouco retorno. O Neni disse que esse tipo de abandono irá comprometer, mais cedo ou tarde, o restante do pomar tratado. Mais tarde, quando fomos usufruir nosso presente, o porquê ficou bem mais claro (depois conto melhor...).

Nosso anfitrião

Não pude, no entanto, deixar de pensar na pobreza mundial enquanto andava por aquele pomar. “Como é que é?” Vocês devem estar se perguntando. Pode deixar que eu explico. É que enquanto estávamos colhendo e passeando, pude ver que inúmeras maças estavam apodrecendo no pé ou caídas pelo chão. E não consegui evitar em pensar que a pobreza de alguns está diretamente vinculada ao esbanjar de outros. Que assim como aquele lugar deixava suas frutas apodrecerem outros tantos produtores faziam o mesmo com suas plantações ao invés de dividir com aqueles que tem fome. É claro que não estou propondo nenhuma revolução ou coisa parecida. Muito menos dizendo que os grandes fazendeiros são inescrupulosos. O que pensei foi, que a humanidade não avança mais, porque ainda está muito apegada “a posse”. E eu me incluo nisso. Também pouco sem dividir. Bom, mas essa história é sobre Antônio Prado e não sobre ideais. Então voltemos.

Depois desse passeio rural, fomos nos arrumar, pois tínhamos um jantar muito especial na pousada. Estava havendo um encontro de seminaristas da região e os donos da pousada resolveram oferecer um jantar a eles.

Nossa penúltima refeição foi uma churrascada alla italiana com direito a polenta frita, massa caseira, radiche, pão e muito vinho. De sobremesa tivemos sagu, torta de limão e biscoitinhos. Um “gran finale” digno dos deuses. Heheeh


Que mesa!!!



quarta-feira, maio 09, 2007

Flor da Paixão

Sei que faz um tempão que não escrevo. Correria total com o nascimento do meu afilhadinho amado e com as atribuições do casório.
Mas resolvi dar o ar da graça, porque não poderia deixar de registrar um ato tão singelo e que mudou meu dia. Ontem o "seu" Telmo, um senhor que trabalha aqui na empresa e que é uma gracinha (como já diria a Hebe), me presenteou com uma linda flor púrpura. Motivo? Nenhum. Apenas um carinho que faz toda a diferença na vida de qualquer um. Fiquei super feliz. São esses pequenos gestos que mostram que o mundo ainda vale a pena, e que as pessoas podem e devem ser melhores do que pensamos.

Estão curiosos sobre a flor, então segue uma foto 1/2 boca que eu tirei e que não representa em nada sua beleza:




Vocês sabem a história dessa flor? (Como não confio muito em alguns links e sei que depois de algum tempo eles podem desaparecer e deixar uma falha técnica no meu blog, resolvi copiar, mas se preferir ir ao site da onde eu retirei esse texto, fiz o link no nome da autora.)

"Flor do Maracujá: porque é conhecida como "flor-da-paixão"

"O maracujá é uma planta tipicamente brasileira, muito apreciada pelo sabor de seus frutos e pelo perfume de suas flores. Estas flores, conhecidas como "Flores da Paixão", foram antigamente muito apreciadas e celebradas como "as graças dos prados, brincos da natureza e devoção da piedade cristã".

Dizem que em princípio do século XVII, chegou a primeira planta da América a Roma que foi oferecida a Paulo V. Parece que também foi aqui que a piedosa fantasia se apoderou desta bela flor e descobriu-lhe as relações religiosas, com tanto entusiasmo expostas por Vasconcelos.

Atribuem ao padre Ferrari a paternidade do nome, "flor da paixão ou passiflora", o qual a classificou na sua obra "De florum cultura", publicada em 1833. Esta elegante trepadeira no Brasil é conhecida pelo nome indígena "maracujá".

É crença geral que o maracujá foi criado por Deus para perpetuar a lembrança do sacrifício do calvário. Esta flor de extraordinária beleza tem a singularidade de apresentar num simbolismo caprichoso da natureza, os principais instrumentos da Paixão de Cristo: coroa, açoites, cravos, chagas, etc. Sua aludida descrição de bela flor americana é célebre! Lozano adaptou-a quase palavra por palavra na sua história da conquista e outros historiadores a reproduziram. É esta:

Outros lhe chamavam coroa, outros molhos de açoites aberto, e tudo vem a ser. No meio deste pavilhão, ou coroa, ou molho, se vê levantada uma coluna branca, como de mármore, redonda, quase feita ao torno e rematada por uma preciosa maçã ou bola, que tira o ovalado. Do remate desta coluna nascem cinco quase expressas chagas, distintas todas e penduradas cada qual do seu fio, tão perfeitas que parece as não poderia pintar noutra forma o mais destro pintor: se não que, em lugar de sangue, tem por cima um como pó subtil, ao qual se aplicais o dedo, fica nele pintada a mesma chaga, formada de pó, como com tinta se poderia formar.

Sobre a bola ovada do remate, se vêem três cravos perfeitíssimos, as pontas na bola, os corpos e cabeças no ar; mais cuidareis que foram ali pregados de indústria, se a experiência vos não mostrara o contrário. A esta flor por isso chamam da paixão, porque mostra aos homens os principais instrumentos dela, que são: coroa, coluna, açoite, cravos, chagas. É flor que vive com sol e morre com ele; o mesmo é sepultar-se o sol, que fazê-lo sepulcro daquele pavilhão ou coroa, já então cor de luto e sepultar nele os instrumentos da Paixão sobreditos, que, nascido o sol, torna a ostentar ao mundo."

Complementamos a esta, outra descrição com belos versos do poema épico do Caramuru:

"Nem tu me esquecerás, flor admirada Em quem não sei se a graça, se a natura Fez da Paixão do Redentor Sagrada Uma formosa e natural pintura Pende com pomos mil sobre a latada Áureos na cor, redondos na figura O âmago fresco, doce rubicundo Que o sangue indica que salvaria o mundo Com densa cópia se derrama, Que muito a vulgar hera é parecida, Entre sachando pela verde rama Mil quadros da Paixão do Autor da vida; Milagre natural que a mente chama Com impulsos da graça, que a convida, A pintar sobre a flor aos nossos olhos A cruz de Cristo, as chagas e os abrolhos. É na forma redonda, qual diadema, De pontas, com espinhos, rodeada, A coluna no meio, e um claro emblema Das chagas santas e da cruz sagrada; Vêm-se os três cravos e na parte extrema Com arte a cruel lança figurada; A cor é branca, mas de um roxo exangue Salpicada, recorda o pio sangue. Prodígio raro, estranha maravilha, Com que tanto mistério se retrata! Onde em meio das trevas a fé brilha Que tanto desconhece a gente ingrata! Assim, do lado seu nascendo filha A humana espécie, Deus piedoso trata, E faz que, quando a graça em si despreza, Lhe pregue com esta flor a natureza" (Southey, History of Brazil, cap. 34).

Segundo folclore popular nordestino, quando Jesus estava na cruz, seu sangue escorreu pela madeira e molhou o solo. No pé da cruz havia uma planta que nunca deu flor e não tinha nenhuma virtude. Quando o sangue molhou a planta, ela soltou um botão, o botão virou flor e a flor trazia todos os sinais da crucificação. - "E havia junto da cruis, Um pé de maracujá, Carregadinho de frô, Aos pé de nosso sinhô. I o sangue de Jesus Cristo, Sangui pisado de dô, Nus pé du maracujá, Tingia todas as frô."

Não é provável que os feiticeiros ou pajés, conhecessem estas relações que os cristãos puseram no maracujá. O que se sabe, porém, é que certos pajés de algumas tribos, ao serem iniciados nas superstições, abstinham-se dos frutos do maracujá.
Maracujá, na língua tupi, quer dizer "alimento dentro da cuia". É mesmo na cuia, isto é, na própria casca, que o maracujá recebe total apreciação de norte a sul do país. Tanto que o Brasil conhece o recorde de mais de 150 variedades da fruta. Das quais são deliciosamente comestíveis o maracujá-amarelo, o maracujá-roxo e o avermelhado, bastante comuns nas regiões Sudeste e Sul.

Devido as suas propriedades terapêuticas, o maracujá possui grande valor medicinal: as folhas e o suco contêm passiflorina, um sedativo natural e o chá preparado com as folhas tem efeito diurético. Seu uso principal, no entanto, está na alimentação humana, na forma de sucos, doces, geléias, sorvetes e licores. É rico em vitamina C, cálcio e fósforo."
Agora eu entendi porque em inglês essa fruta se chama "passion fruit". Sempre fiquei divagando que deveria ser por suas propriedades afrodisíacas... santa ignorância.
De qualquer forma agora eu sei. E vocês também.
See ya,


quarta-feira, abril 18, 2007

Parábola - Pseudodefeitos em virtudes

Queria ter postado ontem, mas por falta de tempo não deu.
Ouvi ontem no programa "Conversando com a União" que é de uma rádio local que eu adoro. Pena não ser uma rádio que tenha grande abrangência, pois a programação é maravilhosa. Daria para dizer que o slogan da Antena 1 se encaxaria melhor para eles: "música chata não entra". Além de tudo isso, não existe aquela repetição massante que acaba com qualquer música. Existe um número infinitos de canções, mas as rádios mais tradicionais insistem em repetir, repetir, enfadonhamente as mesmas músicas.
Bom, mas esse post não é sobre a rádio. É sobre essa parábola que sempre que ouço ou leio me emociona.
Então vamos a ela:

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara que carregava atravessada em seu pescoço.Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade.Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer.
Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço:- Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.- Por quê? Perguntou o homem.- De que você está envergonhado?- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:- Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Sem você ser do jeito que é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa.Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças.