quarta-feira, janeiro 17, 2007
terça-feira, janeiro 16, 2007
O berro!
Iria postar hoje sobre minha indignação. Mas Deus nos mostra de maneiras estranhas o quanto as vezes as nossas dores são pequenas em relação a de outras pessoas.
Como faço todos os dias a primeira hora da manhã fui visitar o blog da Giorgia que sempre tem uma mensagem que acalenta meu coração. Lá vi duas tristes noticias sobre a “partida” de dois seres.
Isso sim, é dor. O resto é recentimento, mágoa. Cicatrizes, enfim.
Gostaria de poder acalentar a dor dessas duas pessoas, mas nenhuma palavra poderá trazer paz para esses corações que testemunham a dor da perda. Apenas o tempo lhes trará um pouco de resignação, mas jamais recuperá o que foi perdido. Somente as lembranças trarão calor e alegria para animá-las, mas, na mesma medida, trarão saudades e com ela novamente dor.
Por isso, falar da minha tristeza soa tão infame. Soa impertinente e fútil. Mas ela existe. E como um grito sufocado, me traz inquietações.
Hoje estou magoada. Amanhã será que serão somente cicatrizes profundas ou serão feridas prontas para despertar?
Minha vontade de que o mundo seja diferente não necessarimante torna isso realidade.
Termino esse post com esse provérbio tão sábio:
“Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida" - provérbio chinês.
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Patricia Fernando
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sexta-feira, janeiro 05, 2007
Realizações
Hoje completo 30 anos. Clichê não poderia faltar: virei balzaquiana. Impossível não parar e re-pensar a vida. Era assim que eu me via quando chegasse nessa idade? Conquistei todos meus objetivos?
Aos 30 descobri que a vida não é tão simples quanto parece. Descobri que sonhos nos impulsionam a andar, mas também nos prendem em um mundo paralelo ao real. Descobri (só não coloquei em prática) que é a vida é feita de escolhas. Que ao optar por algo estou perdendo outra coisa, não necessariamente isso é ruim.
Aprendi a adiar meus desejos. Mas falta tanto a aprender. Já está mais no que na hora de eu fazer terapia. Enfrentar meus demônios. Só falta a coragem e o din-din.
Mas dizem que nunca devemos falar de coisas negativas, ruins. Devemos sempre lembrar das coisas boas da vida, dos amigos, dos amores. Não vou falar, portanto, do meu final de ano que foi em parte desastroso. Irei celebrar as pequenas conquistas e esquecer minhas falhas.
E qual foram minhas realizações nesses 30 anos de existência?
* Concluí minha faculdade;
* Morei um ano no exterior;
* Encontrei meu grande amor e vou casar com ele esse ano;
* Fiz grandes amizades que atravessam as décadas: xande e felipe.
* Conheci novas cidades: Montevidéo; Livramento; Caxias do Sul; Gramado; Canoas; Cachoeirinha; Florianópolis; Rio de Janeiro; São Paulo; Riberão Preto; Ouro Preto; Belo Horizonte; Encruzilhada do Sul; Londres; Amsterdan; Paris; Versailles; Oxford; Cardiff; Endimburgo; Ilha de Sky; Torres; Atlântida; Xangri-la; Atlântida do Sul; Capão da Canoas; Terra de areia; Cidreira; Salinas;Buenos Aires; Curitiba; São José dos Campos; São José dos Pinhas; São Francisco de Paula; Jacareí; Canela; Riveira; Laguna; Itaperubá; Garopaba; Bento Gonçalves; Strattford-upon-avon; Bath; Farol de Santa Marta; Witney; Bombinhas; Lages; Aguai; Farroupilha;
* Assisti a shows inesquecíveis: RPM; Aerosmith e U2
* Tive e tenho muitos bichinhos de estimação: coelho (Rosinha querida!) cachorros (Kit, Catusha, Peti, Conhaque, Clotilde); piriquitos; ramsters; porquinhos da india; gatos (Mimi, prir, Laranjinha, Latoya amo vocês com todo meu coração!)
* Aprendi uma língua estrangeira (inglês) e estou tentando outra (italiano)
* Perdi minha virgindade com alguém muito especial e bacana, mas acima de tudo na hora certa;
* Chorei ao ver pela primeira vez a Torre Eiffel;
* Passei a virada do milênio em Paris em plena Champs Elissee.
* Recebi nota máxima com menção honrosa pelo meu TC.
* Aprendi a nadar;
* Aprendi a dirigir;
* Comprei meu 1º carro zero com o suor do meu próprio trabalho;
* Ganhei o 3º do concurso de poesia da minha escola;
* Fui técnica do time de handball que ganhou o campeonato;
* Fiz teatro;
* Gravei um vídeo escolar;
* Aprendi a fazer origami;
* Aprendi a fazer tricô e ponto-cruz;
* Fui da comissão organizadora da formatura da minha turma de faculdade;
* Comecei a beber na inglaterra aos 21 anos, novamente na hora certa e no local mais apropriado..
* Aprendia a cozinhar aos 8 anos e desde então nunca mais parei de amar essa arte;
* Fui morar sozinha;
* Morei em Porto alegre, Caxias do sul, e Oxford
* Conheci: italianos; ingleses; franceses; angolanos; argelianos; marroquinos; russos; americanos;
* Fui a Disney da França;
* Andei de montanha-russa inclusive no escuro;
* Fui ao parque do Beto Carreiro
* Andei de barco pequeno e de transatlântico
* Andei no eurotunel;
* Vi o lago do monstro ness;
* Conheci o castelo onde foi filmado Highlander;
* Bebi wisky escocês na Escócia;
* Criei um blog
* Participei de um coral;
* Vi meu time ser campeão da américa e do mundo;
* Assisti o Brasil ganhar 2 copas do mundo;
Nossa, não foi pouca coisa não! E com certeza tem mais coisas. Conforme for me lembrando vou postando.
Então Feliz Aniversário para mim, novamente!
See ya,
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Patricia Fernando
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12:28 PM
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quinta-feira, janeiro 04, 2007
Primeiro teste novo layout para fotos
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Patricia Fernando
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2:35 PM
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Tanto pra dizer...
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Patricia Fernando
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12:37 PM
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quarta-feira, janeiro 03, 2007
Rapidinha
De qualquer forma, resolvi dizer que ainda estou viva, se alguém se interessar. Tenho bastante novidades da correria: porto - floripa - lages - floripa - porto.
Assim que conseguir por a casa em ordem trago "las fotitos".
ps: nada a ver com assunto, mas queria postar antes que eu me esqueça ou que vire assunto banal de mais pra publicar. Ontem depois da aula de hidro vi uma coisa totalmente inacreditável. Esse mundo realmente está perdido. Lá estava eu me enxugando quando veja a mãe perguntar para a menininha de 4 anos: "já tireste o sutien, querida?" Como é que é?!! Dá pra repetir? Sutien?! Para uma criança? Por favor. Depois não sabem pq os jovens estão começando tudo antes do tempo. Pais totalmente alucinados com moda que esquecem que seus filhos são crianças. Fiquei revoltadíssima! Fui usar meu primeiro sutien com 14 anos! Que que é isso meu povo? Vamos se orientar!
Era isso, por que era pra ser uma rapidinha e já passou da hora.
See ya,
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Patricia Fernando
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4:13 PM
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sexta-feira, dezembro 22, 2006
Feliz Natal!!!
Eu
queria Senhor,
neste Natal, armar uma árvore
dentro do meu coração.
E nela pendurar, em vez de presentes,
os nomes de todos os meus amigos.
Os amigos de longe e de perto. Os antigos e os recentes.
Os que vejo sempre e os que raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que às vezes, ficam esquecidos.
Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que sem querer eu magoei e os que sem querer me magoaram.Aqueles a quem conheço profundamente, e aqueles de quem me são conhecidos apenas as aparências.Os que pouco me devem
e aqueles a quem devo muito. Meus amigos homens feito crianças. Meus amigos humildes e meus amigos importantes.
Os nomes de todos os que já passaram pela minha vida.
Os que me admiram e me estimam sem eu saber e os que eu amo e estimo sem lhes dar a entender.
Eu queria Senhor, neste Natal,
armar uma árvore
de raízes muito
profundas, para
que os seus nomes
nunca mais sejam
arrancados da minha vida.
Uma árvore
de ramos muito extensos,
Uma árvore de sombra muito agradável, para que a nossa amizade seja
um momento de repouso no meio das lutas da vida.
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Patricia Fernando
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8:00 AM
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segunda-feira, dezembro 11, 2006
Presentinhos...



Lindinhas essas "mamuska" (não é assim que se escreve, but..)?
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Patricia Fernando
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12:37 PM
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quinta-feira, dezembro 07, 2006
Ainda São Paulo - 25 de Março – Ame-a ou deixe-a.
(um a parte.. já escrevi esse post faz tempo, mas justamente pela falta do mesmo é que não estou conseguindo atualizar meu blog. Tenho tantas coisas para postar: meu afilhadinho na barriga da mummy; o bordado em ponto cruz que estou fazendo; o Natal minha gente, o natal!;) Vamos ver consigo fazer isso semana que vem. Enquanto isso fiquem com minha saga por Sampa)
Acordamos super animados depois de uma noite regada a muito vinho e papo gostoso. Até Luiz Caldas fez um “revivel” na nossa cantoria. Tomamos um pretinho básico e partimos para nossa aventura. Fomos de metrô. Aqui devo fazer um a parte. Quando me disseram que o mêtro de São Paulo era melhor do que o de outros lugares do mundo, fiquei descrente, mas, na verdade, ele é realmente excelente. Rápido, limpo, organizado. Quisera eu Porto Alegre tivesse esse sistema de transporte.
Voltando para nossa aventura, chegamos na “boca” da 25 de Março por volta das 10:30h. Parecia tranquila, sem muito movimento. Entramos no primeiro boteco que vimos para tomar nosso café da manhã (nada light, diga-se de passagem) e outra boa surpresa: bom atendimento, limpeza e 2 esfihas muito deliciosas. Bem alimentados fomos adentrando a galeria com a sensação de que ali faríamos “bom negócio”. Acabei comprando uns apliques fofissimos de strass para colocar em camisetas. Um da Hello Kitty, outro do Snoop, uma libélula, uma flor e uma santa pra dar para minha colega. Não consegui resistir e comprei uma bolsa da Betty Boop, que eu gostaria que fosse de couro, mas ai também já era querer demais!
Nesse ponto já estava super confiante que tinha feito a escolha certa: realmente iria encontrar tudo na 25 por uma penxincha. Andamos mais 2 quadras e ai realmente chegamos ao coração da muvuca. Um fervilhão de pessoas comprando, vendendo, roubando, prendendo. Juro que é de assustar qualquer ser humano!
Entro na primeira primeira galeria, “obscura”, com um trilhão de pessoa tentando caminhar em 2 m2. Mais parecia um formigueiro onde o único objetivo era comprar, comprar e comprar. O Neni já estava nervoso com minha mania de parar no meio do corredor para tentar olhar as coisas. “Fica enconstada na parede. Não para na fila”, dizia ele, já nervoso. E eu achando que isso era mais uma mania de virginiano.. ahã... Enquanto tentava conversar uma coreana prá lá de grosseira, uma moça para no nossa frente e diz: “Me levaram tudo! O que eu faço?”. Olhei meio sem entender o que estava acontecendo, quando de repente olho para a bolsa da mulher: um imenso talho de fora-a-fora. Sim. Haviam passado gilette na bolsa da mulher. Levaram tudo, não deixaram nem um centavo para contar história. Tudo. Absolutamente tudo! Fiquei apavorada. Queria sair dali o mais rápido possível. Só conseguia pensar nos meus cacarecos que estavam na minha bolsa. Na minha carteira com todos os meus documentos e dinheiro. Quando conseguimos sair daquela muvuda o Neni me conta que era por isso que ele ficava insistindo para eu não parar no meio. É no meio que os ladrões agem. As pessoas ficam destraídas e com um monte de gente empurrando que nem nota quando passam a gilete. Quando percebem já é tarde demais.
Saímos da galeria e eu estava disposta a ir embora. Desistir mesmo. Aquele lugar não era para mim. Meu medo de multidão começou aflorar. Mas o Neni me convenceu que não precisa ficar nervosa, que o importante era prestar a atenção a tudo e a todos, e colocar a bolsa bem na frente para não dar chance aos bandidos. Então tá. Continuamos nossa empreitada.
Fui entrando e saindo de tudo que é loja e nada. Nadica mesmo. Os enfeites de natal que eu procurava estavam com preços absurdos. ( Aqui vale um a parte. Absurdos para o que eu achava que deveria ser o preço a ser pago por todo o sacrifício de andar com os nervos a flor da pele.) Andei e andei e tudo para mim parecia ou sem qualidade ou com preços similares a lojas normais. Ou seja, para mim não valia a pena tanto stress.
Não.. é óbvio que não sai sem comprar nada. Ora bolas sou uma mulher! E consumidora! Pois sim. Acabei encontrando uns enfeites que não eram barbadas, mas estavam razoáveis. Comprei uma linda caixa de música a corda com o papai-noel sentado em uma cadeira de balanço, pra lá e pra cá. “I wish you a merry christmas.. I wish you a merry christmas .. and a happy new year.” Amei. Depois comprei para o Érico (meu quedido afilhadinho que ainda não nasceu) aqueles móbiles para pendurar em cima do berço: um sapo rei que se move enquanto toca aquelas canções de ninar. Coisa mais fofa.
Já estava partindo de minha grande aventura quando percebo que bem na minha frente estava o Paradise. Isso mesmo, Heaven my friends! Uma mega loja de bijou com preços realmente atrativos. É claro que não me contive. Comprei um monte. Não tanto quanto gostaria, mas foi o suficiente para me fazer uma mulher feliz.
Compras feitas. Desejo Realizado. Era hora de ir embora. Mas ainda tinha o “gran finale” a nossa espera. Batida do Rappa (fiscais da prefeitura, mas duvido que ninguém saiba). Gente, confesso que nunca tinha visto nada parecido da minha vida toda! Foi como ser atropelada por uma manada. O povo corria feito louco. Literalmente se jogava na frente dos carros que passavam em uma avenida movimentadíssima. Ah! Um dica, que pode salvar tua pele: sai da frente! Ahã. Sai da frente ou eles te atropelam. Eu fiquei que nem uma abobada olhando de um lado para o outro sem reação. Foi o Neni que me puxou antes que um camelô me jogasse no chão. Ficamos ali enconstados em um poste esperando tudo passar. Experiência bizarra.
Exaustos era o fim da linha. Fomos para casa.
De tudo, ficou a certeza que a rua 25 de março “não me pertence”. Não faço parte daquele habitat. Não suportaria tamanha loucura outra vez. Descontos existem, mas não valem o sacrifício.
Os: é claro que a loja que descobri de bijou é tudo! Na próxima vez, eu vou direto nela e era wilson.. hehehe
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Patricia Fernando
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sexta-feira, novembro 24, 2006
Las fotitos
Tentei colocar as fotos respectivas no próprio post... mas num deu...
Segue aqui então as fotos do jantar maravilhoso do Giovani.



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Patricia Fernando
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11:52 AM
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a parte...
Incrível! Minha irmã já está se achando gorda?!!! Mal dá para perceber a barriguinha... imagina quando ela estiver com aquele barrigão de 7 meses? ehhehe
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Patricia Fernando
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9:53 AM
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São Paulo - a cidade que nunca dorme
Graças a Deus não precisei mofar no aeroporto como todos os pobres coitados que resolveram passear em plena crise aérea. Nosso vôo atrasou, se é que se pode chamar isso de atraso, 10 minutos. Chegamos em Guarulhos felizes, mas de cara presenciamos o tumulto de outros que não tiveram tamanha sorte: um passageiro aos berros (visualize as veias do pescoço quase explodindo) com uma outra passageira porque ela não estava respeitando a fila! Juro que fiquei com medo. Achei que iria rolar pancadaria geral. Cheguei a ver o cara voando no pescoço da “perua” como ele mesmo a chamou.
Ficamos ali no aeroporto mais 1 hora porque o Neni não avisou a mãe dele direito e quando chegamos ela estava a recém saindo do apartamento deles que fica longe para caramba de guarulhos. Imagina minha alegria. Mas tudo bem, como ainda estava “dopada” de dramin não estava muito para brigas.
Largamos nossas malas e fomos direto para o roteiro nº 1: comprar nossa máquina digital. Sim. Eu consegui, finalmente entrei para o mundo digital! Não é a que queríamos, mas é a que precisávamos. Poderíamos ter abusado e comprado uma semi-profissional, só que com todas as despesas do casamento isso seria uma insanidade. Então nos contemos e compramos uma Sony cybershot com 6.0 megapixels. Tudo o que um ser humano, que não pretende ampliar suas fotos em tamanhos ultrajantes, precisa. Já sai fotografando a Av. Paulista, vazia para seus padrões sem no entanto, perder o encanto.
Fomos almoçar com a família do Peão, amigo-irmão do Neni. Não os conhecia, mas passei a adorá-los. Gente simples, com o coração imenso. Família que almoça unida, que senta na sala para jogar papo fora. Familia parecida com a minha. Os pais deles lembraram muito os meus. O pai mais generoso e sorridente, a mãe mais observadora e franca. Ainda tinha o “Bem” uma caturrita lindona e muito simpática que ficava voando de ombro em ombro. E não nos esqueçamos do “filó” que ganhou nome de fêmea porque não sabiam que ele era um gatinho macho. Recém chegado, o filó ainda estava conquistando seu espaço. Foi bem bacana conversar e ensinar a eles os segredos de se ter um gato em casa. A dona, irmã do Peão, estava bem nervosa. Parecia o primeiro filho. Hehehe. Fui junto com ela a uma petshop digna de São Paulo. Imensa mesmo. Aproveitei e comprei uns apetrechos para minhas filhotas, é claro.
Na despedida, tive uma surpresa que me emocionou muito. Eu havia comentado com eles que eu adorava a época de natal, que inclusive tinha achado lindo as velas em formato de papai noel e mamãe noel. Pois não é que a irmã do Peão me aparece com uma caixa enfeitada por ela com as duas velas dentro? Ao mesmo tempo que fiquei embaraçada, não sabia por onde começar a agradecer. Gesto simples, mas que marca nossa memória com certeza. (Muito obrigada a você!). Muito bom ser recebida de braços abertos em uma família que sem te conhecer passa a te querer tão bem.
Era hora de irmos jantar na casa do Giovani. Já estávamos atrasados e exaustos. Pensamos em desmarcar, ainda bem que não o fizemos. Mau sabíamos o que nos esperava...
De cara fomos recebidos com kir royal bem geladinho. Mesa posta requinte, com toda a poupa que um jantar merece. De entrada tivemos um maravilhoso bolinho frito recheado com lombo ao gengibre. Nem consigo descrever aqui o quão gostoso foi. Divino. Receita adaptada do livro “O retorno do Chef” de Jamie Oliver. Depois tivemos uma sopa de ervilhas com camarão. O Neni fez uma força para comer, porque estava um pouco apimentado. Eu, por outro lado, estava adorando. Em seguinda, como prato principal foi servido lombo ao curry verde. Da água na boca só de me lembrar. Para finalizar essa luxúria gastronômica: creme de manga com cassis.
Confesso que depois de tudo essa orgia, só me restou dormir com os anjos. Acabamos ficando no quarto de hóspedes mesmo, porque a casa do Giovani fica um pouco longe da casa dos pais do Neni. Não poderia ter sido melhor, pois no dia seguinte teríamos uma maratona e tanto.
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Patricia Fernando
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quarta-feira, novembro 01, 2006
FEIRA DO LIVRO - Minha Paixão
Começou neste último final de semana a tão querida Feira do Livro de Porto Alegre 52º edição.
Muitas histórias, amores, paixões, tristezas, alegrias, triufos, tragédias, comédias, suspenses, relatos, vidas, por ali circulam. Sonhos se concretizam e lutas se travam. Alguns enriquecem a alma, outros o bolso. Professores se tornam alunos. O novo se encanta com o velho. Sabedorias são questionadas. O antigo se transveste para conquistar a todos. Dívidas são pagas. O esquecido é lembrado. Amantes se desencontram. Soldados partem. Curas são descobertas. Corações desolados. Feridas cicatrizam. Nascimentos celebrados. Muros erguidos. Fronteiras desbravadas. Testemunhos são feitos. Promessas quebradas. Viagens de muitos dias. Cidades destruídas. Casamentos realizados.
Tudo isso e muito mais se pode encontrar na Praça da Alfândega, carinhosa hospedeira dessa feira que a cada ano aumenta um pouco mais. Aumenta para contemplar mais leitores. Para encantar crianças e adultos.
Eu já dei minha passadinha por lá. Comprei um lindo livro ilustrado que conta a lenda do “Negrinho do Pastoreio”. Fiquei emocionadíssima. Lembrei de minha mãe, leitora voraz, que sempre me contava essa história. Lembrei de como adorava percorrer a praça, entre os Ipês Roxos, atrás de livros raros, de lançamentos, de pexinchas.
Ir a feira é uma tradição familiar que passa de pai para filho. Meu avô levava minha mãe. Minha mãe nos ensinou a se encantar por ela. E meus filhos, quando existirem, também serão cativados. E assim espero que aconteça com muitas gerações de minha familia: que aprendam o valor de uma boa leitura.
E para você? Quanto custa o peso de sua cultura? ;-)
See ya,
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Patricia Fernando
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terça-feira, outubro 31, 2006
Humanidade
Não importa o quanto eu viva e quanta experiência eu adquira, a humanidade sempre me surprende! Infelizmente mais para coisas ruins do que para coisas boas!
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Patricia Fernando
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quinta-feira, outubro 26, 2006
Passarinhos
Inspirada pelo post de hoje da Giorgia que fala sobre passarinhos, resolvi postar um poema do poeta gaúcho Mário Quintana:
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
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Patricia Fernando
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quarta-feira, outubro 25, 2006
YOU WILL ...
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Patricia Fernando
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segunda-feira, outubro 23, 2006
Not a ordinary sunday!
Ontem parecia que seria mais um domingão daqueles sem muito a fazer. O dia estava lindo, sol brilhando no céu azul. Resolvemos ir caminhar no Jardim Botânico para fugir do inferno que deveria estar o briquê com os engajados de plantão.
Tinha convidado o Má para tomar um chimas. Mas ele não respondeu. Então fomos só eu e o Neni mesmo. Caminhando, porque é bem pertinho de casa. Ao chegar lá tinha me esquecido que precisava pagar, ainda bem que é bem baratinho a entrada: R$ 2,00 por pessoa. Começamos a caminhar e de cara fomos pro laguinho superpopuloso de jabuti ou será cágado? Nunca vi tanta criaturinha juntas em um mesmo lugar. Fofinhas demais. Umas tomavam sol enquanto outras só ficavam com a cabecinha de fora nos observando passar.
Seguimos adiante procurando as placas para tentar identificar as árvores. Infelizmente, apenas algumas estavam com placas. Mas foi divertido de qualquer forma.
O Má ligou perguntando se o chimas ainda estava de pé. Respondi, "claro, só que estamos no Jardim .. topas?". Prontamente ele aceitou.
Quando o Má chegou, fomos a mini exposição de cobras. O cheiro me lembrou o laboratório do Ministério que meu tio trabalhava. Como não gosto nem desgosto de cobra, foi normal. Depois vimos outra exposição de ossos de dinossauros. Logo na entrada tinha uma boca gigante de um jacaré pré-histórico. Eu é que não queria encontrar com aquele bicho.
Depois ficamos caminhando e observando as maravilhas da natureza. Acabei encontrando umas cascas de sementes em forma de flor que eu andava procurando faz tempo. Adorei. Peguei algumas para depois usar no meu artesanato.
Foi uma manhã gostosa, com companhia interessante, falando de tudo um pouco. Depois fomos almoçar no Prato Verde, comida vegetariana da melhor qualidade. Caminhamos um pouco pelo briquê, que por sinal estava até bem normalzinho (acho que os políticos não aguentaram o calor.. hehehe. ). E depois, of course, era hora da sonequinha da tarde.
O Má nos largou em casa e marcamos um pick-nik (vixi.. é assim que se escreve?!!) para daqui 3 semanas no mesmo bat-local . Acho que vai ser muito divertido!!
Simple life, simple things. What can be better?!!
See ya,
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Patricia Fernando
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terça-feira, outubro 17, 2006
A difícil arte de se comunicar...
A complexidade está no fato de que, na maioria das vezes, o comunicante não está presente no momento em que o comunicado recebe a mensagem. Ou seja, o comunicado conta apenas com as palavras para entender o que o comunicante quer transmitir. Por sua vez, o comunicante não pode se utilizar de outros tipos de linguagens para se fazer entender, por exemplo, a linguagem corporal. Muito menos, poderá ele, contar com a linguagem falada. Restará apenas ser compreendido por aquilo que escreveu. E ai resta toda a questão.
Um texto que não tenha sido claramente escrito, sem ambiguidades, traz confusão e má interpretação por aquele que o lê. Pode trazer tristeza tanto quanto ódio. Pode fazer rir ou chorar. Pode trazer amigos ou criar inimigos. Pode abrir portas ou fechá-las com a rapidez de um pensamento. Tudo dependerá de como a pessoa que o leu compreendeu o que estava escrito.
E este para mim é o grande desafio dos blogs: a compreensão. Esse é o motivo pelo qual escrevo hoje. Nesses meus 4 meses no ar, pude perceber o quão difícil é se fazer compreender e de compreender os outros. De como não estar presente, na hora que alguém lê o que eu escrevi, faz diferença. Não me refiro só, ao que escrevo aqui, pelo contrário. Refiro-me, acima de tudo, ao que escrevo nos comentários de outros blogs. De como espero uma reação positiva e vejo minhas palavras sendo mau interpretadas ou pior ignoradas. De como eu, às vezes, vejo palavras doces e bem escritas se tornarem ríspidas e secas. E de me perguntar: “Será que era realmente isso que seus criadores queriam transmitir ou eu estou colocando meus sentimentos, minhas angustias, meus medos na hora de interpretá-los, ou será que o contrário também é verdadeiro?”
Interessante é perceber que pessoas que não me conhecem e que eu não conheço passem a ter importância por aquilo que escrevem ou deixam de escrever. E de como tudo seria mais fácil se pudessémos estar bem ali, na hora que nossa mensagem fosse recebida. Só para poder dizer, com um sorriso, ou com palavras: “ei, não foi isso que eu quis dizer...”.
See ya,
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Patricia Fernando
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segunda-feira, outubro 16, 2006
Im back...
Sai e nem disse para aonde ia. Agora volto para dizer aonde fui.
Fui ver minha querida family em Floripa, terra da Giorgia . Apesar de todas as minha preces, foi um feriadão quase que inglês: tudo nublado, cinzento, chuvoso e frio.
Foi também um feriado triste. Nosso cãozinho querido se foi. Depois de nos acompanhar por 14 anos, Conhaque foi ter seu devido descanço. Esteja com Deus, meu querido. Saibas que jamais serás esquecido!
Em resumo, os quatro dias de descanço foram literalmente para descaçar. Muita Net e papo jogado fora. Comidinha da mummy e carinho do daddy. Muitos abraços, beijos e lambidas de todos os fofuchos carrochos. Muita roupa suja também, afinal brincar com 6 cachorros num é mole não!
Conhecemos a Banca 32, no mercado público de Floripa. Muito legal, mas cheia. A comida, devo confessar que não me disse nada. Até "patinhas" de siri eu provei. O que eu achei? Meio sem graça. Ou talvez fosse meu paladar que não estivesse grande coisa. Nada ali me atraiu muito. A não ser é claro, pãozinho torrado com molho de pimenta verde. Eita pimenta boa!!! Devia te comprado um vidrinho para mim. O chopp estava no ponto e o papo rolou até eu ficar meio "grog".
Depois fomos tomar sorvete na Lagoa da Conceição. Não gostei também. Achei o buffet de sorvete de Canasvieras infinitamente melhor. Sorvete com sabor de verdade e não aqueles sabores artificiais que nos vendem!!
Ali encontrei uma ferinha local. Adorei. Acabei achando um fornecedor de lâmpadas chinesas. Ou melhor, lanternas chinesas. Fiquei hiper feliz, pois se não achar as mesmas em São Paulo, já tenho aonde procurar. Aluguel ele faz R$ 8,00 cada uma, para comprar devo pagar R$ 14,00.
A volta é que foi dolorida. 8 horas. Trânsito pesado. Enormes engarrafamentos em plena BR-101. Não vejo a hora dessa duplicação acabar!
See ya,
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Patricia Fernando
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