segunda-feira, março 10, 2008

Ventos novos

Minha vida anda cada vez mais agitada. Novos ventos surgem para me indicar as direções do meu coração (meio piegas, é eu sei... fazer oq?).





Já tinha comentado que ando in love com o Flickr, não é? E é dele que surge meu mais novo projeto. Criei o grupo Gaúchas Crafteiras, juntamente com minha amiga virtual Drica, e parece que o mesmo está indo de vento em polpa. Estamos pensando até em fazer o primeiro encontro de gaúchas crafteiras!





Para quem não conhece é um projeto de reunir todas as gaúchas espalhadas pelo mundão do Flickr. Assim poderemos divulgar nossos trabalhos, aprender novas técnicas, dividir experiências e fazer novas amizades, é claro.





Para esse grupo fiz a logomarca abaixo. Sucesso total. Fiquei imensamente feliz de ver meu trabalho dando resultado.


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Nesse final de semana comprei o livro que ensina a fazer bichinhos de meias e luvas que eu havia visto no blog de uma australiana show de bola e que depois vi no Banana Crat. Claro que fiquei hiper entusiamada e fiz um exemplar inicial para mim. Amanhã post a foto do resulado final e de toda a experiência.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Il ricamo


Mio lavoro per T.C.S


Então, faz tempo que não apareço por aqui. Como sempre desculpas é que não faltam. Só que não quero perder tempo com elas, vamos direto as atualizações.





A internet é realmente uma criação maravilhosa, não? Estou participando de uma corrente (não, não aquelas chatas) de uma italiana, que assim como eu, ama bordado e artesanato. Como cheguei até ela? Nem eu me lembro, só sei que estou adorando. A brincadeira é o seguinte: a cada mês ela vai postar um desenho country feito por ela. Todas devemos bordar o mesmo desenho, porém escolher as linhas, cores. Ou seja, podemos personalizar. O único pedido é que seja em uma medida específica e se possível que o tecido seja tingido com chá preto. No final do ano, teremos todas um calendário único, mas ao mesmo tempo parecido. Com ele iremos montar um grande patchwork (essa parte, espero já ter aprendido até lá).





Resolvi participar para melhorar meu italiano, que anda bem ruim. E também para fazer novas amizades além mar. Estou bem empolgada para ver o resultado final.





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Assim, como ando muito empolgada com meus crafts things . A minha máquina é maravilhosa. Peninha que está dando um baile em mim. Quem sabe no futuro, leia isso e morra de rir, né? Mas por enquanto está sendo dificílimo costurar. Requer muita paciência. Coisa que não tenho muito.





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Outra coisa bem legal que descobri é o flickr. Tá, eu sei, é coisa prá lá de antiga. Não é bem o flickr, e sim o mundo imenso de crafteras que existe ali. Agora consigo trocar idéias, participar de grupos de discussão e de troca. E isso é excelente. Estou aprendendo tanta coisa nessas últimas semanas e isso é ótimo.




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E time is running!!! Quero fazer tanta coisa, e o tempo é tão curto. E sou tão afoita. E tenho sono e preguiça. E tenho dúvidas. Ichi... melhor parar por aqui.




ps per Paolette: Mio italiano sta um pò bruto. Ma scriverò in italiano alcuni cose per che possa leggere. Io ho parlato in il sopra che io sto molto felice per participare del tuo TCS e che questo é una buona raggione per migliorare mio italiano. Ho spiegato come ho fatto per participare. Anche ho detto che sono molto felice con la mia "sewing machine" chi o ho ricivuto del mio marito di regalo per natale. E ho parlato anche su la descoperta dell sitio flickr dove posso vedere incontrare molte braziliana che come io sono apassionata per lavoro manuale.




Il tempo corre e ho molte cose da fare. Mille baci per te.






See ya,


segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Tantas coisas...

Sei que ando bem desaparecida. E ainda preciso terminar minha honeymonn epopéia. Mas a correria está grande.

Assim como os novos projetos. Finalmente me inscrevi no flickr e estou adorando. Conheci trabalhos e pessoas muito criativas. E através desse novo contato estou conseguindo dar andamento ao meu projeto de me tornar uma crafteira de verdade.

E por essa razão que acabei deixando a poeira entrar por essas bandas e sem previsão de sair.

Também finalmente, aderi ao Google Reader que é uma ferramenta maravilhosa, para quem quer se manter atualizado nos inúmeros blogs atrativos existentes na blogesfera. Antes ficava entrando, blog a blog para ver novidades. Tá eu sei que isso é coisa de gente desatualizada. Mas como no começo tinha poucos blogs a visitar, não me incomodava. Só que de um dia para outro, tudo ficou tão imenso que não estava dando conta. E quando eu via, já tinha perdido algo bem legal.

Então era isso, por enquanto tentarei sacudir a poeira e ver se consigo dar vida a tantos projetos que tenho em mente.

ps: para teur uma noção do atraso que estou, criei o blog Seasons Craft e até hoje não coloquei um post sequer.

see ya,

segunda-feira, janeiro 28, 2008

(Yes, Im alive...) Honeymoon part III - Mi Buenos Aires Querida!





Sei que faz tempo que não escrevo nada. Novidades eu até que tenho, mas ando com meu espírito tão inqueto com as coisas e novidades que não me motivo para registrar aqui. Dont ask me why... porque nem eu mesmo sei.

Mas voltando ao foco, ainda não consegui terminar nossa grande viagem de lua-de-mel. Faltam ainda mais 3 partes. O texto já está pronto. Falta mesmo é arrumar as fotos. Vou me empenhar para ver se consigo postar tudo essa semana. Vamos ver...

Sem mais delongas:


Honeymoon – Part III – Mi Buenos Aires Querida!




Pois ora vejam, o nome do BuqueBus que nos levou de COL a BA era Patrícia Olívia II. Bom sinal, não? O trajeto foi tranqüilo apesar da chuva. O Rio do Prata com sua cor chocolate me lembrou em muito o meu amado Guaíba.

Desembarcamos em pleno Puerto Madeiro e a passagem pela alfândega não podia ser mais tranqüila. Na saída, serviços de translados para o hotel eram oferecidos por preços bem diferentes dos praticados pelos táxis nas ruas. Definitivamente não contrate nenhum deles. Se não estiver com muita bagagem, saia do porto, ande 2 quadras e pegue um táxi normal. Você vai pagar ¼ do ofertado anteriormente. É claro que essa é uma dica para quem não gosta de ser explorado e, principalmente, não se importe de ter um pouquinho de trabalho. Não. Não sou pão-dura. Mas acho uma baita sacanagem cobrar muito mais caro pelo mesmo trajeto só porque o turista desconhece o preço original. No meu caso, como não era marinheira de primeira viagem, pude fazer essa escolha. Imagina quantos não caem diariamente nesse engodo?

Chegamos no Íbis-Congresso a baixo de uma chuva torrencial (começou a chover assim que entramos no táxi. Ufa!). Como não havíamos almoçado, deixamos nossas bagagens no quarto e optamos por um lanche rápido ali pelos arredores do hotel. (com aquele aguaceiro todo ficamos desmotivados a passear).

Paramos em um típico restaurante de executivos. No menu papas e milanezas predominavam. Optei por uma torta de Queso e Calabaza, achando que ia ser um maravilhoso. Afinal quem não gosta de queijo e calabresa? Só tinha um porém, a torta não era de calabresa era de abóbora de pescoço. Dá para acreditar? Sim. Nada melhor para conhecer um país e sua cultura do que desvendar sua culinária. Descobri a duros panos que o povo de lá adoooooora comer torta e purê salgado de abóbora de pescoço. Não recomendo. Principalmente, quando você dá uma garfada esperando um gosto e fica uns 10 minutos tentando registrar no seu cérebro que aquele gosto não é o gosto que estava esperando.

Depois do desastroso almoço e com a chuva aumentando incrivelmente, decidimos que o melhor mesmo era descansar no hotel. Não poderia ter sido melhor escolha. BA é uma cidade da noite, tudo fica aberto até tarde.

Aproveitamos para matar a saudade do centro e fomos caminhar até as Galerias Pacífico. Apesar de estarmos um pouco longe da região central, a caminhada foi tranqüila. Percorremos a Santa Fé e tantas outras avenidas e ruas que trouxeram lembranças de uma viagem perfeita feita 1 ano antes. Passamos na frente da Casa de Câmbio onde o pedido oficial de casamento foi feito. Pena que estava fechada, senão teria entrado para tirar uma foto lá dentro. Mas já vale a fachada, para manter viva a recordação.

A janta foi em um restaurante indicado pelo nosso taxista. Inicialmente não acreditamos no potencial do mesmo, mas depois vimos que às vezes as melhores coisas vem de fontes jamais imaginadas. Para quem não conhece e que pretende visitar BA recomendo com muitas estrelas o Museo Del Jamon. Só de escrever já dá água na boca. Comida espanhola da melhor categoria.

O preço na primeira impressão não parece muito justo, mas ao término da refeição se faz bem coerente. Já de cara somos recebidos com a cortesia da casa : uma taça de champagne ou um copinho de Jerez bem geladinho. Óbvio que optamos pela Jerez, até porque champgane tomamos sempre, já o Jerez...e para acompanhar nos ofereceram pequenos quiches de cebola deliciosos. No cardápio comida bem mediterrânea, e apesar do nome do restaurante se chamar Museo do Presunto, poucos pratos principais contém essa iguaria, na sua maioria os pratos são de peixe e frango. Mas existe claro a opção de entrada que oferece vários tipos de presunto.

Escolhemos um peixe recheado com presunto cru acompanhando de... batatas é claro! Como eu estava com saudades do meu branquinho pedi uma porção de arroz à parte (que estava bem grudento, mas que não desmereceu em nada o prato). O prato não era propriamente dito grande, mas dividimos assim mesmo. O azeite de oliva não poderia ser de melhor qualidade e acentuou ainda mais o sabor já delicioso do prato.
Para sobremesa um sorvete de Dulce de leche que era um esplendor. Finalizamos com mais uma cortesia da casa: Lemoncelo.

Lemoncelo é um licor de limão que é muito consumido por lá para auxiliar na digestão. Pura verdade. Além de delicioso, quando se termina o copinho tem-se a sensação de não ter exagerado nada na refeição apesar de sim, ter-se exagerado. Uma regra porém: consumir extremamente gelado. Nós que não somos bobos nem nada, no outro dia compramos uma garrafinha para levar para o Brasil.

Reservamos o segundo dia em BA para fazer pesquisa de preços de couro na Florida, para que depois pudéssemos comparar com os preços da rua dos couros AAAAAA . Uma dica, se quiser economizar vá até lá. Foge um pouco dos roteiros normais, mas os preços de lá são bem mais atrativos e os couros são de melhor qualidade. O táxi do centro até lá sai algo em torno de R$ 20,00 apesar da distância ser um pouco grande, compensa.

Para escapar um pouco da “milaneza+papas” resolvemos almoçar em um restaurante mexicano ali perto da florida. Que escolha desastrosa. Primeiro, ficamos oras esperando o garçom nos atender. Depois pedimos um prato que basicamente era alface, tomate e carne muito da mal temperada e que mais parecia comida de passarinho de tão reduzido. O jeito foi se entupir de couvert. Por falar em courvet (pães maravilhosos + manteiga = 300 kg a mais na balança) esse foi nosso maior pecado durante toda as férias. Simplesmente impossível resistir aquelas cestinhas de pãezinhos que todos os garçons insistiam em nos apresentar logo que sentávamos a mesa. Ah! O nome do restaurante para que jamais tenham a vontade de entrar é Acapulco, pode?
Fizemos um pit stop na Havana para atender as encomendas feitas. Paramos em uma livraria e nos enchemos de bobagens e por fim uma bela ida ao supermercado Carrefour.

Supermercado? Sim. Um supermercado básico, porque adoro descobrir temperos, molhos e coisas bem diferentes das produzidas aqui no Brasil. Não deixa de ser uma forma de perceber a cultura do país. Um exemplo é um corredor destinado a vender farinha especial para empanados ou melhor dizendo para as famosas milanezas . Nunca vi tantas marcas e tantas opções na minha vida! Era com sal, com tempero, fina, grossas, com queijo..ufa! E aqui mal temos a farinha de rosca e olhe lá. Acabei não trazendo nenhuma, mas me arrependi bastante depois. Minhas grandes aquisições, entre outras, foram produtos típicos da região da patagônia: fumaça líquida, catchup de rosa mosqueta e molho apimentado de framboesas.

Jantamos em uma pizzaria do lado do hotel. Fraquinha, mas com a fome que estávamos e o cansaço foi a melhor pedida.

Acordamos cedo com uma missão: comprar nossos tão queridos casacos de couro. Fomos direto para AAAAA . Pesquisamos bastante e saímos bem satisfeitos com o meu de 7/8 de couro de ovelha (U$ 230) e o meu maridão modelo ala “motoqueiro harley Davidson” (U$ 180,00). Almoçamos ali pela região mesmo. Um botequinho bem limpinho e que surpreendeu na qualidade. Prato? Milanezas con...papas!! Mas devo confessar que estavam ótimas. A indicação da atendente da loja de roupas (malhas, não couros) foi excelente.

Depois de largar nossas compras no hotel partimos para conhecer uma livraria muito original El Ateneo . Essa livraria foi montada dentro de um antigo teatro de BA. No primeiro andar (platéia) ficam milhares de estantes que seduzem a cada passo os amantes da boa leitura. Aos que se permitem o prazer, é possível “aperitivar” os livros sentando em um das poltronas localizadas em antigos camarotes. Mas se o caso é de fome, ande até o palco e tome um café admirando os “espectadores” do mundo na visão de quem dá o espetáculo. As crianças também têm vez nesse mundo à parte. Basta leva-las para o porão abaixo da platéia para encontrar toda a fantasia e encantamento que só um bom livro pode proporcionar. No segundo andar se encontram cds e dvs diversos. E no terceiro, além da visão de todo o teatro-livraria, um espaço para exposições de arte em geral.

Não preciso dizer que enlouqueci, certo? Minha vontade era sair comprando todos os livros. Mas me contentei com pequenos livrinhos de frases sobre amor, sorte e sonhos, e um livro de conservas argentinas e uruguaias para minha coleção, é claro.

Cansados, mas imensamente satisfeitos. Voltamos para o hotel admirando os prédios. Encantando-se com as luzes da noite se misturando com os passantes voltando para suas casas. Imaginamos como seria viver ali. Olhamos vitrines sendo fechadas. O aroma de comida no ar.

Optamos por comprar algo e comer no hotel mesmo, pois nossos pés estavam em rebelião total, depois de horas de caminhadas. Nossa pedida foi óbvia: pizza & cerveja. Porém tínhamos um probleminha, no Íbis não tem frigobar (por sinal, única coisa ruim dessa rede). Mas o maridão achou uma solução: pendurar em uma sacola as cervejas geladinhas pelo lado de fora da janela, já que a temperatura lá fora era algo em torno de 12ºC. Funcionou esplendidamente... por alguns minutos. Mas tudo era festa e tínhamos acabado de descobrir a melhor pizzaria do mundo (pelo menos naquele momento ;-). Zappi é o nome da pizzaria feita em uma portinhola, mas que tem um sabor inigualável. Super bem recheada e com preço justo, não é algo muito fácil de encontrar em BA. Pelo menos para nós.

Existe coisa melhor do que re-visitar lugares que conhecemos em viagens anteriores, não né? Então aproveitamos o sábado para andar pelas ruas da Recoleta e almoçar em um restaurante memorável. Descobrimos o Jose Luiz quando fomos ao Show do U2 em BA em 2006. Daquela vez, apesar de não termos feito reserva e a casa estar lotada, fomos atendidos como clientes vips. Recebemos Xerez e azeitonas negras e verdes para compensar o atraso, e isso nos deixou um gostinho de quero-mais. Portanto, fomos verificar se os sabores e o atendimento continuavam tão precisos.

A resposta é clara: continuam insuperáveis. Optamos por uma Paella Valenciana. O vinho, indicação da casa, era de um sabor único e refrescante. A sobremesa foi à mesma da última vez: Mousse de Torrone. Imbatível! Queria descobrir a receita, mas tenho certeza que a mesma deve estar guardada a sete chaves! Para finalizar um lemoncelo espanhol delicioso e geladinho. Precisa dizer mais?

Nossa segunda parada foi a Igreja Nuestra Señora Del Pilar. Localizada bem no meio da recoleta essa igreja é um show à parte. Alva, ofusca a noite. Durante o dia é possível conhecer os antigos claustros. Apesar de ser bem pequeno o local, a atmosfera com cantos gregorianos traz uma paz imensa. O engraçado é que no primeiro momento temos a impressão que um coral está em localizado em algum lugar da igreja e que fomos sortudos suficientes para ouvi-los. Prestando mais a atenção descobrimos que tudo não passa de um efeito de uma acústica estudada e de caixas de som escondidas por todos os cantos (o que não diminui em nada o encanto, diga-se de passagem). Colada à igreja fica o cemitério mais famoso de BA. Como visitar mortos não é meu passeio preferido, deixamos de lado essa parada. Mas quem já viu, disse que vale a pena.

Aos sábados junto à praça da Igreja tem uma feirinha de artesanato que de “inha” não tem nada. Aproveitamos e demos uma passada por lá. E, para não contrariar a regra, acabei comprando uns gatinhos de madeira lindinhos. Algumas quadras dali seguindo pela grande avenida Del Libertador fica o Museu Nacional das Belas Artes. Infelizmente acabamos vendo muito pouco do museu. Isso porque eu tive a proeza de perder a chave do armário a onde estava minha bolsa (bolsas grandes não são permitidas, é obrigatório deixar na chapelaria). Tivemos que correr até a entrada rezando para que ninguém tivesse achado e levado nossas coisas. Graças a Deus isso não aconteceu. Mas o susto foi tão grande que a vontade de passear encerrou-se ali.

Mais algumas quadras, caminhando pela avenida, se encontra a famosa flor de metal de BA. Chamada de “La flor gigante” é monumento lindíssimo tão durante o dia enquanto está aberta, quanto a noite quando se fecha e se ilumina. Continuando pela avenida (falei que era grande) já no bairro Palermo fica o museu Malba. Esse acabamos não conhecendo, devido ao horário e ao cansaço da caminhada, porém vários sites recomendam a visita.

Encerramos nosso dia, visitando o Shopping Paseo Alcorta , primeiro porque ali tinha um Carrefour que de acordo com a dona do José Luiz estaria vendendo um Xerez importado muito bom e com preços atrativos, segundo porque estava no nosso caminho (é.. fica bem pertinho da avenida Del Libertador). Não conseguimos achar o tal de Xerez. E olha que procurarmos por todos os corredores e interrogamos no mínimo umas quatro criaturas. Vai ver a senhora do José Luiz se enganou. Olhamos algumas lojas e depois fomos para o hotel. Jantamos por ali mesmo. Eita escolha errada. Comidinha de hotel é dureza. Mas meus pés não agüentavam mais um passo se quer.

Domingão já estava reservado para passearmos por Palermo Viejo. Mais precisamente na feira de artesanato da Praça Cotazar. O frio não ajudou muito e por isso não havia tantos expositores nas ruas. Era necessário entrar nos bares noturnos que se transformam em galerias abertas durante o dia. Mas como adoro aquele bairro e seu ar avant-gard , o passeio foi tão memorável quanto da última vez. Almoçamos em uma parrillaria (será que existe essa palavra?) show de bola com um atendimento vip. Geralmente não sou fã de parrilla, prefiro nosso tradicional churrasco. Mas essa surpreendeu. Porção generosa e sabor inigualável. A tarde aproveitamos para fazer uma comprinhas na Papelera Palermo que é um sonho de consumo. Cada vez que vou ali tenho vontade de comprar tudo. Papéis diferenciados, álbuns daqueles antigos únicos. A decoração por si só já é uma atração à parte. Só vendo para entender.

Como adoramos rever lugares já vistos, fomos na padaria dos sonhos onde os doces são de uma beleza de deixar até os mais resistentes com água na boca. O bom dessa região é que não precisa se andar muito para ver lojas diferentes e lugares incríveis. Se me perguntassem um lugar imperdível em BA, diria sem pestanejar: Palermo Viejo.

Último dia em BA optamos por conhecer El Palácio de Aguas ou central de distribuição de água. O prédio mais parece um palácio imperial do que uma imensa caixa d’água, e foi isso que nos chamou a atenção da outra vez que estivemos em BA. Quem vê por fora não conseguem nem imaginar a estrutura que existe por debaixo de toda aquela construção. São tanques gigantes distribuídos em 3 andares. A arquitetura foi desenhada por uma empresa inglesa e praticamente todas as peças decorativas que compõe o prédio foram trazidas da Bélgica e Inglaterra. Existem visitas guiadas para quem quiser conhecer todo os andares, mas justamente no dia que estávamos lá aconteceria uma exposição na semana seguinte e as mesmas estavam canceladas. Ficamos apenas com o museu com seus vasos sanitários de várias épocas, encanamentos e ladrilhos antigos. Uma pena. Mas existe melhor desculpa para voltar para BA?

Almoçamos porto madero em um restaurante italiano muito bom. Já haviamos estado ali antes. A comida estava ótima. Tivemos um pequeno incidente com a Cesar Salad (encontrei um pequeno inseto, mas inteiro, graças a Deus), mas que prontamente foi solucionado com a troca da minha entrada por outra opção a minha escolha. Claro que sempre fica aquela sensação ruim, mas de resto a vista linda para o canal compensou tudo.

Apesar da longa distância fomos caminhando até o hotel. Percorrendo avenidas e ruas, pudemos conhecer um pouco mais da BA dos moradores e não tanto dos turistas. As lindas floriculturas nas calçadas me encantaram. A arquitetura antiga lembrando Paris é algo que sempre me faz amar BA.

Chegamos ao hotel para descansar e deixar as malas prontas, já que partiríamos pela manha do dia seguinte. Com tudo pré arrumado, fomos conhecer um dos cafés mais charmosos e antigos de BA, chamado Las Violetas. Fundado em 1884 conserva na sua arquitetura todo os vitrais típicos da época. O serviço de chá para dois é imenso e comporta certamente 4 pessoas. O visual das guloseimas é bem rústico, mas o sabor supera a aparência, valendo os 38 pesos pagos. O único porém é à distância. Fica razoavelmente longe do centro turístico de BA, o que transforma o seu maior concorrente (Café Tortoni) em atração única. Porém em beleza, tradição e sabor ambos são muito parecidos.

Nos despedimos na manha seguinte de BA com a sensação de que poderíamos morar naquela cidade. E que muitos retornos acontecerão ainda, quem sabe um revival de 1 ano de casados?

segunda-feira, janeiro 07, 2008

E a vida continua..

Passados os acontecimentos de final de ano, início de ano, aniversário. A vida começa novamente.

O mundo se divide em que ama o natal e odeia o ano novo e vice-e-versa. Eu sou dos partidários que A-M-A o Natal, mas que sofre incondicionalmente com a virada do ano. Muito deprimente. E para ajudar um pouquinho, o meu final de ano foi terrível. Nem quero falar sobre isso pq já bastou a tristeza que passamos para ainda ficar remoendo tudo.

Acabei de completar 3.1 anos de vida. Fiz uma festinha para comemorar, com uma audiência baixíssima. A maioria eram convidados da minha irmã (3.3). Meus mesmo tinham 2. Que beleza!!! Nada como ser popular, não?

Todo mundo me diz que é por causa da data. Mas descrente que sou, acho que não. Afinal se fosse a data, pq os convidados da minha irmã vieram? Anyway... a gente colhe o que planta, não é? Sempre gostei de ficar sozinha, não sou do tipo que vai a tudo que é festa, que faz networking e outras "cositas" mais. Nunca cultivei muito amizades superficiais, porque me cansam. Detesto falsidades. Sempre exigi demais de meus amigos ou candidados a, que o resultado é pouquissimos contatos. O mais engraçado é que quando éramos crianças, era justamente o contrário. Minha irmã com poucos amigos e eu cheia deles. É , a vida muda!

Não vou mentir que não fico chateada com essa situação. Gostaria de ter mais amigos, mas ao mesmo tempo não faço por onde. Durante anos tentei ser uma superamiga, só que as recíprocas nunca eram verdadeiras. Ai um belo dia cansei. Cansei de ser sempre eu a ceder. Cansei de ligar, de escrever, de ouvir, de falar.

Talvez seja culpa da minha exigência com as pessoas. Sempre espero mais do que elas são capazes de dar. Mas não espero mais do que aquilo que ofereço. Mas as pessoas não são iguais, não é?

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Falando de assuntos mais alegres e positivos. Finalmente comprei minha máquina de costura. Ou melhor.. ganhei de Natal. Fiquei mega-hiper contente. Agora só falta aprender a ligar! Aha ha ha ha.

Nunca costurei nada na vida. E olhar para aquela máquina foi quase como largar um bebe na frente de um computador. Se bem que hoje em dia é capaz deles se sairem melhor do que eu. Nem me atrevi a ligar. Muitos botões e muitas explicações complexas. Melhor esperar o curso para não dar chance ao azar e estragar a mesma.
Não vejo a hora de aprender!!! Tenho tanta coisa que eu quero fazer. Têm as lembrancinhas para a festa de 1º aninho do Érico. Fechar meu advent calendar de feltro, meu bordado de natala. Ichi.. muita coisa.

Enquanto não fico fera da costura. Sigo fazendo meus artesanatos. Para lembrancinhas da nossa festinha, fiz uns sachês em forma de franguinhas para colocar nas gavetas da calcinhas. Estou sem a foto aqui, quando tiver eu posto.
Também criei um logo para divulgar meus trabalhos. Quem sabe consigo ter sucesso.
Tomara que sim. Pois adoro isso e seria muito feliz se pudesse dar continuidade e viver daquilo que amo fazer.
See ya,





quinta-feira, dezembro 20, 2007

Merry Christmas and Happy New Year!

Segue para todos um video que eu mesmo fiz.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Strange ways...

Faz tempo que quero postar, mas não consigo. E dessa vez a falta de tempo não tem culpa nenhuma.

Falta inspiração. Falta coragem. Falta sair dessa inércia que se tornou minha vida. Quero mudar. Falta um ação externa (interna??) que me tire desse estado.

Sonhos e frustrações se misturam. Vejo o mundo que desejo, sem grandes possibilidades de chegar lá. O porquê nem eu mesmo sei.

Terapia seria a solução?

Reclamar da vida seria, no mínimo, uma tremenda injustiça. Tenho saúde, tenho amor. Tenho cultura. Tenho teto e comida. Tenho trabalho, mesmo que não seja o dos meus sonhos.

Então o que me faz infeliz?

Talvez seja o que faz infeliz a maioria das pessoas modernas. Somos bombardeados diariamente com coisas, situações e possibilidades inúmeras que acabamos nos perdendo nessa mar de informação. Quando se tem pouco ou quase nada para escolher, a dúvida desapareçe. É essa inquietude de querer ser tudo e ter tudo e absorver tudo que nos transforma em prisioneiros de desejos e sonhos. Pelo menos para mim é assim.

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As vezes acho que a internet está me deixando um pouco louca. Vejo pessoas tão felizes e tão realizadas que penso que a única inútil e incompetente sou eu. Não. Não sou tão tola. Conheço o poder da mídia. De todas elas. Mas mesmo assim não consigo fugir e ver que obviamente nem tudo é perfeito para os outros.

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Quero ser livre. Só que a única coisa que me prende é minha própria mente. Fiz uma aula experimental de yoga e o professor falou sobre a poderosa mente. Disse que ela precisa ser constantemente dominada e diciplinada. Que ela pode ser nossa maior amiga e ao mesmo tempo a pior inimiga que podemos ter. É verdade. A grande fronteira a ser percorrida pelo homem não é de uma galáxia, é de si próprio.

E é essa fronteira que me parece inalcançável que preciso vencer. Tenho que começar a enfrentar meus medos. Preciso, acima de tudo, me valorizar mais. Preciso me respeitar para que os outros assim o façam.

É hora de dizer, chega! Quero mais! Mereço mais. É hora de me tornar egoísta e dar atenção aos meus desejos e as minhas vontades.

Não quero chegar ao fim de tudo e pensar que só eu cedi aos outros e nada a mim mesma. Amar é as vez saber dizer não.

Por isso hoje começa meu momento de dizer NÃO!

Não posso. Não quero. Não vou.

Porque depois disso tenho certeza os "Sim" serão mais alegres e menos penosos.

See ya,

quinta-feira, novembro 29, 2007

Honeymoon – Part II – Colônia de Sacramento

Previous : Honeymoon part one

Acordamos e o cansaço era visível, então mudanças de plano foram necessárias. Nossa idéia inicial era partir direto para BA e só no retorno conhecer efetivamente a cidade de Colônia. Mas o bom de uma viagem a dois e sem pacote é poder alterar as rotas. Pedimos para a recepcionista ligar para o ÍBIS-BA e solicitar a troca de nossa reserva. Com nossa solicitação atendida partimos para desvendar a pequena ciudadela.

Infelizmente o São Pedro não colaborou muito (e ele fez isso durante toda nossas férias!). O tempo estava cinzendo e chuvoso, o que realmente prejudica um pouco as fotos, mas nunca a beleza do lugar. Tínhamos visto um pouco mais cedo no hotel que a prefeitura disponibiliza passeios guiados a tarde desde que não haja chuva. Porém, quando saímos do hotel estava chuviscando que nem nos demos o trabalho de procurar esse serviço. Ledo engano! Depois acabamos cruzando com o grupo guiado e foi uma pena termos perdido. De qualquer forma, eu havia preparado um book sobre a Colônia, portanto não estávamos tão desconectados da história do lugar.

A história da Colônia de Sacramento é marcada por disputas entre Portugal e Espanha. Não vou descrever a mesma, porque não sou tão boa em história e também porque acho legal descobrir essas coisas procurando na internet. Mas adianto que vale a pena. Bom voltando para o passeio, existem dois pontos a serem visitados na cidade: um o centro histórico e o segundo é o que eu vou chamar de mini cais do porto.


O primeiro é uma passagem de ida direto a época colonial, através de uma máquina do tempo. Principalmente porque há uma nítida separação entre a moderna Colônia e a antiga. O centro (não necessariamente geográfico) se encontra em uma ponta quase que acuado pela civilização. Logo que adentramos podemos ver que as casas estão muito bem preservadas e as ruas de pedras são encantadoras. Todas as ruelas foram feitas inclinadas de modo que a água da chuva não criasse poças. (Nenhuma novidade para quem já conheceu Ouro Preto, mas não deixa de ser fascinante).

O Farol é um ponto de visitação obrigatória. Primeiro porque lá de cima é possível enxergar toda a cidade. Segundo porque se o tempo não estiver ruim, dizem, dá para ver BA do outro lado do Rio da Prata. Eu, como já sabem, só pude aproveitar a vista e já valeu a pena. O custo para subir é ridículo: 20 pesos uruguaios ou 2 argentinos (Sim. Eles aceitam a moeda Argentina em toda cidade devido ao intenso fluxo de hermanos.).


Para o almoço optamos por um Chivito al plato e uma Patrícia bem geladinha. O prato era tão grande que não deu para comer tudo. Mal sabíamos que a partir daquele momento só veríamos “milanezas e papas fritas” como se fossem nosso feijão com arroz. Por falar nesse último, prepare-se, definitivamente esse cereal fundamental para os japoneses e básico para nós não é muito apreciado por lá (pelo menos nos restaurantes mais populares). Para terem uma idéia do desespero cheguei ao cúmulo de pagar 10 reais por uma porção minúscula de arroz branco. O forte lá é mesmo as batatas. De todos os tipos: fritas, cozidas, em forma de purê, ala Provençal... etc.




Andamos mais um pouco pela cidade para fazer um reconhecimento da área e fomos comprar as passagens do BuqueBus (serviço de transporte náutico que faz o trajeto Colônia-Buenos Aires). Não fizemos nenhuma reserva prévia e não tivemos nenhum problema de disponibilidade. Os barcos partem diariamente e possuem uma escala de horários bem interessante. Claro que optamos pela rota mais curta que apesar de mais cara vale a pena. A outra rota leva 3 horas (a nossa levou 1 hora) e os horários não são tão atrativos. Um conselho: não leve o carro para BA. O custo para transportar o carro ida/volta é altíssimo, o táxi em BA é ridículo de tão barato, e o trânsito de BA definitivamente não é para nós. Eu que não sou boba nem nada, já havia pesquisado na internet sobre o assunto e previamente combinei com o hotel para deixar nosso carro por lá até retornarmos. Quem não quiser essa opção existem garagens bem localizadas que cobram 40 reais por mês. O que convenhamos não é nada.





Voltamos para o Bahia Playa para descansar e preparar as malas. O jantar foi lá mesmo, uns deliciosos sorrentinos de jamon e queso. Pena que não tirei nenhuma fotinho...















quarta-feira, novembro 14, 2007

Showing off

Aparecer não é bem minha cara. Acho que nem aqui no meu próprio blog me expus tanto. Mas foi por uma boa causa e acima de tudo uma boa idéia.
Giorgia do Coisas Bobas resolveu que era hora de seus leitores se conhecerem e propôs um brincadeira bem gostosa. Quem quisesse "dar o ar da graça" no blog bastava escrever um perfil e encaminhar juntamente com uma foto por email.
Inacreditavelmente topei na hora. Tomei coragem e escrevi um perfil e hoje o meu foi publicado.
Quem quiser saber um pouquinho mais de mim basta dar uma chegadinha no Coisas bobas.
Tenho certeza que vão gostar... do Coisas Bobas é claro!! ;-)
See ya,

sexta-feira, novembro 09, 2007

Paixão

Já falei que adoro artesanato? Não? Pois então está dito: amo artesanato! De tudo que é tipo, forma, cor. Sou quase que uma craftholic (nem sem se existe essa palavra em inglês, mas anyway...). Ou melhor sou uma lunática por artesanato. Feirinhas? É comigo mesmo. Blogs? Adicionados no favoritos.
Se está pensando que só gosto de olhar e comprar está muito enganado. Gosto e muito de produzir. Se pudésse viveria disso. Só que no Brasil o artesanato não é tão valorizado assim. Tirando algumas pessoas sortudas e talentosas (diga-se de passagem), poucos amantes dessa arte conseguem viver com dignidade, a maioria sobrevive. O que é uma pena. Mas é o resultado mais bruto da Revolução Industrial lá no indo século 19. As grandes linhas de montagem tiraram dos produtos a beleza dos pequenos defeitos que os tornam tão únicos. Os departamentos de compras das megacorporações fazem imensas negociações com os fornecedores que fica impossível competir com eles. É mas não quero falar sobre isso, porque também não sou contra. Sei que o mundo não teria evoluido tanto se não fosse isso.
Então vamos deixar esses questionamentos do que é melhor ou pior para os economistas. O que nos interessa é realmente manter viva essa chama dentro dos corações e mãos de todos os artesões do mundo. E quem sabe um dia, o artesanato aqui seja tão valorizado e respeitado ( e bem remunerado) quanto lá fora.
Enquanto isso não acontece, sigo transformando essa paixão em hobby e não em ganha-pão. Mas como nem tudo precisa ser amador, estou na fase de me tornar um pouquinho mais profissional. Digo isso, porque de uma vez por todas quero ter um "cantinho" meu. Um lugar que eu possa criar, transformar, inventar, sem que seja tudo em uma improvisada mesa.
Tudo ainda não passa de projeto, de qualquer forma quero registrar meus objetivos para que eles se concretizem:
1º - Arrumar a despensa e transformá-la no meu studio.
2º - Comprar algumas prateleiras e porta-trecos
3º - Usar a técnica aprendida no SuperZiper e transformar alguns vidros em potinhos super despojados e fashion.
4º - Comprar minha máquina de costura
5º - Óbviamente, aprender a costurar.
6º - Criar um blog especifico de artesanato e/ou participar de fóruns
7º - Desenvolver todos os bonequinhos de feltros dos moldes que peguei na internet
Bom, por enquanto acho que era isso.
Para provar que não estou mentindo segue abaixo meu primeiro trabalho em feltro. Sei que ainda falta muito para evoluir, mas até que ficou bonitinho, não?


ps: o molde fui eu mesma que fiz, a partir de um pingente que eu tenho!



See ya,

quarta-feira, novembro 07, 2007

Honeymoon - Part One


Depois de acordarmos totalmente exaustos pela dança e pela felicidade resolvemos que o melhor seria adiar um pouco nossos planos e pegar a estrada no dia seguinte. Até porquê tínhamos que arrumar as nossas malas, já que para variar tudo ficou para a última hora.

Acordamos as 05:30 de segunda-feira (10/09/07) dispostos a enfrentar uma jornada e tanto. Como eu havia reservado nossa primeira estadia para Colônia de Sacramento para esse mesmo dia (baseada é claro que iríamos viajar no domingo), tínhamos que cruzar todo o Rio Grande do Sul e boa parte do Uruguai sem muitas paradas e em no máximo 12 horas para não perdermos nosso quarto. E foi exatamente esse o tempo que levamos.

Se eu estivesse lendo essa história de cara pensaria “mas que malucos, chegaram podres ao lugar...”. Só que o final foi bem diferente. A estrada até lá é praticamente deserta (com exceção é claro do trecho dentro de Montevidéo), portanto sem o stress que gera o cansaço no corpo. E nós gostamos de viajar de carro porque sempre vamos conversando sobre a vida, sobre projetos tudo regado a um bom chimarrão e petiscos que preparo de antemão.

Planejamos ir pela fronteira Jaguarão-Rio Branco e voltar pelo Chuí, pois assim teríamos duas perspectivas diferentes do Uruguai e também porquê a primeira rota é mais curta do que a segunda, apesar da rota Chuí ser a mais utilizada.

Cruzamos a fronteira exatamente ao meio-dia. Infelizmente acabei não conseguindo tirar uma foto da ponte (estilo medieval) que divide os dois países. Estava fazendo a última ligação por celular para meus pais e quando me apercebi já estávamos dando entrada nos papéis da imigração. Nada poderia ser mais simples. Em 3 minutos já estávamos novamente na estrada.







O Nielson prontamente ligou o rádio nas estações locais. “É para a gente ir se acostumando com espanhol..” Disse ele bem animado. Durante praticamente todo o percurso tivemos como companhia vacas, algumas ovelhas e uma imensidão de campos e mais campos.

O tempo foi algo peculiar. Saímos com frio e nublado. Seguimos com neblina, depois sol e por fim um temporal prolongado. Quatro estações em único dia.

As condições da Ruta 33, como é chamada à estrada que liga Rio Branco a Montevidéo, são ótimas. Nosso único susto foi quando de repente, não mais do que de repente, o asfalto se torna estrada de chão sem nenhuma indicação (até rimou!). Passado o susto e certeza que tínhamos nos perdido, foi bem interessante perceber que ao invés de “recapar” o asfalto defeituoso, os uruguaios optam por retirar todo o asfalto velho e colocar um novinho em folha.





Paramos para abastecer em Minas (Lavallera), cidade da minha cerveja predileta: Patrícia. É claro. ;-) . Fui super bem recebida. Tinha até um outdoor para mim.ahhaahah. Brincadeiras a parte, foi uma pena não termos nos apercebido disso antes, ou melhor termos nos informado. Pois teríamos visitado a fábrica que fica a poucos km da rodovia. Chegamos a ver a placa no topo da fábrica, mas como não tínhamos certeza, seguimos a diante. Só mais tarde fomos descobrir tudo. Mas quem sabe de uma próxima vez.?

Pagamos nossa primeira conta no Uruguai com nosso super cartão de crédito que acabou sendo o nosso salvador da pátria, mais “adelante” eu explico. Chegamos em Montevidéo por volta das 16:00 horas. Tínhamos que achar uma casa de câmbio urgente, pois o pouco peso que tínhamos havia sido gasto nos pedágios (Sim. Muitooos pedágios!). Os bancos e casas de câmbios costumam fechar as 17:00. Ou seja, tínhamos 1 hora pra atravessar uma cidade que não conhecíamos e encontrar a bendita, para não ficarmos sem dindim. Imaginou o desespero? Não tínhamos mais dinheiro para os pedágios e faltava ainda 2 horas até a Colônia de Sacramento...No final deu tudo certo. Conseguimos trocar nosso dinheirinho e pudemos seguir a diante.

Com a ajuda de um estranho muito atencioso que nos guiou até a rota de saída de Montevidéu partimos para mais 2 horas de carro até Colônia. O caminho é um pouquinho menos solitário, a estrada tranqüila. Pegamos um temporal que durou todo o percurso. Uma coisa bem pitoresca é que da metade em diante a estrada é “decorada” com palmeiras ala Palm Beach (não que eu já tenha estado lá, só vi em revista e filmes, mas é igualzinha). Nem parece que estamos no Uruguai.





Por volta das 19:00 horas finalmente chegamos a Colônia. De cara demos com o porto e o terminal do BuqueBus (que logo nos levaria para Buenos Aires). Cansados muito mais pelo casório do que pela viagem, pedimos informações e rapidinho chegamos ao Bahia Playa. Confesso que de cara o hotel me decepcionou um pouco. O quarto era pequeno e simples. O banheiro era bem antigo, o box minúsculo (mal cabia uma pessoa) com aquelas cortinas de plástico. Realmente um quarto para veraneio. No quesito higiene tudo estava dentro dos padrões esperados. E como nem tudo era desgraça aproveitamos para relaxar dentro de uma piscina térmica show de bola.






quarta-feira, outubro 24, 2007

Enquanto o trem não vem...

Estou preparando vários post sobre minha honeymoon, mas como demora editar todas as fotos resolvi postar uma brincadeira (dessas listinhas que tem por aí) que vi há algum tempo no DeliciusDays e que aprontei há horas e por falta de organização acabei não colocando aqui. Espero que gostem e se motivem a fazer um igual, afinal cinema sempre é um assunto divertido.

See ya,

no.1 – Filme que você já viu mais de 10 vezes:

Top dos tops: Garota Sinal Verde. Amo esse filme, por mais água com açúcar que seja. O nome em inglês é “The sure thing”.
Noviça Rebelde, Ben-hur, De volta para o futuro, Karatê Kid, Uma Secretária do Futuro, E o Vento Levou. Uma linda mulher. ET. Gonnies.

no.2 – Filme que foi ver no cinema várias vezes

Nunca fui ver no cinema mais de uma vez um filme. Não por vontade, mais pelo preço do ingresso.

no.3 – Um ator/atriz que faria você mais inclinado a ver um filme

John Cusack Al Pacino, Jack Nicholson, Ewan McGregor, Sean Connery, Nicolas Cage, Tom Hanks

no.4 - Um ator/atriz que faria você mais inclinado a NÃO ver um filme

Com ABSOLUTA certeza todos em que está o Steve Segall. Mala.

no.5 – Filme que você pode citar falas e cita o tempo todo

De novo, Garota Sinal Verde. E também Noviça Rebelde. Sociedade dos Poetas Mortos

no.6 – Musical no qual você sabe todas as canções de cor

Noviça Rebelde

no.8 – Filme que você acha que qualquer um deveria ver:

Sociedade dos Poetas Mortos, ET

9 – Filme que você tenha em dvc, vhs em casa

Na época do VHS eu tinha muitos, agora tenho 2 em dvd que nem sou tão fá assim, mas gosto: Homem-Aranha 1 e Dirty Dance.

no.10 – Ator/atriz que estrelou sua carreira em um filme ruim mas que surpreendeu você por sua atuação:

Não me recordo de nenhum no momento

no.11 – Você já viu um filme em um drive-in?

Aqui em Porto Alegre não tem drive-in, que eu saiba. Portanto, noop.

no.12 – Alguma vez já transou durante algum filme no cinema?

Nunca. Acho que não conseguiria assim em público

no.13 – Filme que você quer muito ver, mas não tem tido tempo para ver

Puxa.. tem tantos..

no.14 – Já deixou o cinema no meio de um filme?

Nunca.. por mais horrível que seja.

no.15 – Filme que te fez chorar no cinema:

Ichi… esse tem mais ainda: Sociedade dos Poetas Mortos. O Piano.

no.16 - Pipoca?

Jamais! Detesto quem inventou essa idéia. Só atrapalha a concentração e a imersão na história.

no.17 – Com qual freqüência vai ao cinema?

Infelizmente agora tem sido bem pouca. Antigamente era pelo menos 1 vez ao mês.

no.18 – Qual é o último filme que viu no cinema?

Faz um tempão que nem me lembro.. ai que vergonha!!

no.19 – Qual é o tipo de filme preferido?

Aventura, ficcção, policial e romance.

no.20 - Qual é o primeiro filme que você se lembra de ter visto no cinema?

Minha memória é meio ruim para essas coisas, mas tenho um bem fresco na minha cabeça, mas não lembro se foi o primeiro ou não: “A História sem fim”.

no.21 – Que filme você se arrepende de ter visto?

Honestamente, não tem nenhum. Por pior que seja, gosto de ver nem que seja pra dizer.. que filme mais horrível.. ehehe

no.22 - Filme mais estranho que você gostou?

Estranho? Deixa eu ver…sei lá..

no.23 – Filme mais assustador que você já viu?

Nunca vi o Exorcista, mas sei que é terrível. O que eu já vi e que me deixa assustada até hoje é um filme trash sobre uma família que se muda para uma casa e passa a ser assombrada por espíritos. Só de escrever sobre ele já dá umas palpitações.. terrível.

no.24 - Qual é o filme mais divertido que você já viu?

Adoro muito e muito Goonies e um Um dia a Casa cai. Hilário.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Detalhes - O retorno

Vamos ver se agora o blogger funciona e eu consigo dar continuidade da série "O segredo está nos detalhes..)