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sexta-feira, dezembro 14, 2007

Strange ways...

Faz tempo que quero postar, mas não consigo. E dessa vez a falta de tempo não tem culpa nenhuma.

Falta inspiração. Falta coragem. Falta sair dessa inércia que se tornou minha vida. Quero mudar. Falta um ação externa (interna??) que me tire desse estado.

Sonhos e frustrações se misturam. Vejo o mundo que desejo, sem grandes possibilidades de chegar lá. O porquê nem eu mesmo sei.

Terapia seria a solução?

Reclamar da vida seria, no mínimo, uma tremenda injustiça. Tenho saúde, tenho amor. Tenho cultura. Tenho teto e comida. Tenho trabalho, mesmo que não seja o dos meus sonhos.

Então o que me faz infeliz?

Talvez seja o que faz infeliz a maioria das pessoas modernas. Somos bombardeados diariamente com coisas, situações e possibilidades inúmeras que acabamos nos perdendo nessa mar de informação. Quando se tem pouco ou quase nada para escolher, a dúvida desapareçe. É essa inquietude de querer ser tudo e ter tudo e absorver tudo que nos transforma em prisioneiros de desejos e sonhos. Pelo menos para mim é assim.

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As vezes acho que a internet está me deixando um pouco louca. Vejo pessoas tão felizes e tão realizadas que penso que a única inútil e incompetente sou eu. Não. Não sou tão tola. Conheço o poder da mídia. De todas elas. Mas mesmo assim não consigo fugir e ver que obviamente nem tudo é perfeito para os outros.

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Quero ser livre. Só que a única coisa que me prende é minha própria mente. Fiz uma aula experimental de yoga e o professor falou sobre a poderosa mente. Disse que ela precisa ser constantemente dominada e diciplinada. Que ela pode ser nossa maior amiga e ao mesmo tempo a pior inimiga que podemos ter. É verdade. A grande fronteira a ser percorrida pelo homem não é de uma galáxia, é de si próprio.

E é essa fronteira que me parece inalcançável que preciso vencer. Tenho que começar a enfrentar meus medos. Preciso, acima de tudo, me valorizar mais. Preciso me respeitar para que os outros assim o façam.

É hora de dizer, chega! Quero mais! Mereço mais. É hora de me tornar egoísta e dar atenção aos meus desejos e as minhas vontades.

Não quero chegar ao fim de tudo e pensar que só eu cedi aos outros e nada a mim mesma. Amar é as vez saber dizer não.

Por isso hoje começa meu momento de dizer NÃO!

Não posso. Não quero. Não vou.

Porque depois disso tenho certeza os "Sim" serão mais alegres e menos penosos.

See ya,

terça-feira, junho 05, 2007

Pero no mucho

Cara, juro que eu queria escrever mais! Juro que eu queria ser igualzinho aos blogueiros famosos ou melhor, não os famosos, os bons. (sim, porque ser famoso, não é garantia de qualidade). Mas isso requer talento. Não é para muitos, temos que concordar. Serei eu mais uma na multidão? Com certeza.

No fundo, penso que esse é apenas mais um desejo entre tantos que tenho. Como a própria definição ao lado. Quero ser tudo, quero ter tudo, quero conhecer tudo. E por fim, acabo conhecendo um pouquinho de cada coisa, mas nada profundo o suficiente para me tornar a melhor naquilo que faço.

Confesso que gostaria que esse blog fosse intrigante, inovador e diferente. Gostaria... Pero, no mucho. Não me dedico o suficiente. Esperar que algo que não exija esforço seja bom é um pouquinho demais, certo?

Às vezes, fico dizendo para mim mesmo que só não faço melhor porque não tenho tempo ou internet banda larga em casa ou que tenho que trabalhar pra ganhar dindim. Mentira! Sou muito preguiçosa para ficar fazendo tempo todo uma coisa só.

Pronto falei! Acho que a melhor definição para mim seria: “fogo de palha”. Algo novo me entusiasma, mas logo já descubro algo muito mais interessante para fazer e aquele encanto desaparece.

E para quem é essa desculpa mesmo? Ah! Para ninguém. Comecei esse texto, porque estava lendo alguns blogs muito bacanas e como sempre veio essa idéia na cabeça. E dessa vez resolvi escrever sobre ela. Mesmo que só um pouco, porque eu já tenho outras coisas para ver e descobrir.
See ya,

quarta-feira, abril 18, 2007

Parábola - Pseudodefeitos em virtudes

Queria ter postado ontem, mas por falta de tempo não deu.
Ouvi ontem no programa "Conversando com a União" que é de uma rádio local que eu adoro. Pena não ser uma rádio que tenha grande abrangência, pois a programação é maravilhosa. Daria para dizer que o slogan da Antena 1 se encaxaria melhor para eles: "música chata não entra". Além de tudo isso, não existe aquela repetição massante que acaba com qualquer música. Existe um número infinitos de canções, mas as rádios mais tradicionais insistem em repetir, repetir, enfadonhamente as mesmas músicas.
Bom, mas esse post não é sobre a rádio. É sobre essa parábola que sempre que ouço ou leio me emociona.
Então vamos a ela:

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara que carregava atravessada em seu pescoço.Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade.Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer.
Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço:- Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.- Por quê? Perguntou o homem.- De que você está envergonhado?- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:- Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Sem você ser do jeito que é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa.Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças.

quarta-feira, março 07, 2007

Flash de Pensamentos Ruins

Ontem, estava em um engarrafamento cão na freeway. (Coisa que não é muito comum naquele horário. Depois descobri que era uma batida policial.). Estava conversando bem animada com meu noivo quando ele me interrompe abre o vidro e diz "aquela moça quer falar alguma coisa". Viro pro lado e a moça diz: "olha tá saindo uma água de baixo do teu carro, depois dá uma olhada".

Agradecemos e fechamos a janela. Um segundo depois eu falei: "é o ar-condicionado, mas que abobada!".

Na mesma hora me dei conta que estava sendo má (mesmo que ela não tenha ouvido nada, pois já estava com a janela fechada). Me dei conta que estava devolvendo uma energia ruim para uma pessoa que tinha me passado uma energia boa.

Pedi imediatamente perdão ao Senhor. Pedi do fundo do coração.

Por que será que, as vezes, mesmo não tendo a mínima intenção de ser má, esses coisas saem de nossas cabeças?

Resolvi postar para nunca esquecer de devolver energia boa pra energia boa recebida.

See ya,