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quinta-feira, maio 27, 2010

Procurando um norte

Ando meio assim sem rumo. Meio sem inspiração ou talvez com inspirações demais.

Estava meio perdida e resolvi ler o que escrevi aqui nesse meu cantinho tão negligenciado. Quanta surpresa. Não é que eu até que escrevo mais ou menos? ;-)

Revi algumas coisas que me ainda me incomodam. Outras que deixei para trás.

Lembrei o porquê de gostar tanto daqui. Lembrei que sempre posso me re-descobrir através dessas palavras jogadas ao vento, mas que permanecem tão vivas dentro de mim.

Pensei que esse canto aqui não precisa ser o mais bonito, nem o mais visitado, muito menos o mais invejado. Precisa sim, ser verdadeiro. Conter as minhas impressões dessa vida tão infima que vivemos. Precisa ser honesto comigo e com os meus sentimento.

E precisa continuar me avisando: você poderá, se você realmente quiser!

See ya,

quarta-feira, março 31, 2010

Coelhinho da Páscoa o que trazes para mim?

Lembro de um tempo em que eu esperava o coelhinho com ansiedade normal de toda criança; de esperar o domingo de Páscoa em baixo das cobertas, pois naquele tempo o frio chegava junto com os ovinhos.
Lembro de guardar os melhores chocolates para comer mais tarde e, quando o mais tarde chegava, perceber que meus irmãos haviam “assaltado” minha cesta.
Lembro das brincadeiras e esconderijos que meus pais planejavam pra gente.
Impossível esquecer também daquelas páscoas mais simples devido à falta de grana, mas nem por isso menos encantadoras; de ter recebido uma vez apenas uns sorvetinhos de marshmallow que vinham com uns brinquedinhos de plástico e também de ver a tristeza nos olhos de meus pais por não poderem nos dar o que desejávamos. Lembro de querer arrancar aquela tristeza deles, pois o mais importante estava ali.
Lembro das pegadinhas pintadas pela minha mãe por toda a casa. E de ficar “matutando” como é que eles conseguiam comprar os ovos sem que percebêssemos, quando ir ao supermercado era uma tarefa familiar.
E como não lembrar dos filmes antigos, como Ben Hur, que sempre passavam na televisão e que por mais que tivéssemos visto 1 milhão de vezes, ainda assim assistíamos mais uma vez.
E a bacalhoada? Como não sentir o seu cheiro e seu gosto ainda hoje? Meu pai adorava fazê-la a Gomes de Sá, com muita batata e azeitona. Ou então em épocas mais contidas, um peixe assado com muito recheio e um pirãozinho com um camarãozinho ali outro acolá.
E não posso deixar de rir quando me recordo de uma Páscoa que minha mãe encomendou ovos maciços e careiros. O chocolate era tão duro e impossível de quebrar que acabou ficando congelado para usar em mousses, durante um ano inteiro!
Lembro que meu avô adorava ganhar caixa de bombons de Páscoa. E que secretamente vinha e me oferecia a mesma para que eu pudesse escolher um bombom antes que ele escondesse a mesma de todos.
E que as caixas de bombons vinham com aqueles de frutas: banana, ameixa, uva, que eu detestava, mas que meu sempre comia.
Lembro que meus pais compravam para eles caixa de Bis e diziam que aquelas eram para eles, mas que no final acabavam sempre dividindo com a gente.
São tantas as lembranças. Tantas alegrias. E tantas saudades de tudo que já se foi.
Eu me pergunto, agora com meu filho, que lembranças ele terá? Terá ele irmãos para compartilhar esses momentos? Terá ele saudade, assim como eu? Será que saberá a importância desse convívio familiar? E que um dia sentirá saudades de tudo isso? Será?

segunda-feira, setembro 08, 2008

Bodas de Papel!

Por onde começar, penso eu, afinal tamanha alegria parece se repetir depois de ano. Acordei hoje com a mesma sensação; de que meu sonho estava se realizando! Um dia perfeito que Deus separou para mim. Como comentou minha colega agorinha mesmo: "depois de um inverno rigoroso o dia de teu casamento estava como um dia de primavera. Lindo!" heheh E foi assim mesmo.

Acordamos os dois aquele dia e partimos juntos para o café da manhã com a família. A idéia foi da minha irmã. Reunir minha família e a família dele que estava hospedada em um hotel para começarmos o dia com uma energia única e especial. Lembro que não consegui comer muito. Mas não pq estava nervosa, mas sim pq estava tão feliz que naquele momento a comida não era o mais importante.

Após o café nos separamos. Ele foi ter o seu dia do noivo e eu fui para o salão para ter o meu. Um salão especial, escolhido a dedo. Não, não era o mais famoso. Nem o mais badalado. Mas com certeza foi o que me fez sentir uma rainha naquele dia. Todas as atenções eram para mim. Não tinha luxo, apesar de ser elegante. Tinha uma energia boa. Cabelereiro e maquiador escolhidos a dedo. Agradeço a eles, pois me fizeram tão bonita quanto eu jamais imaginei que pudésse ficar. Cheguei lá e por ser um feriadão estava vazio. Uma casa branca, daquelas bem antigas. Com espelhos maravilhosos e um andar todo separado para mim. Fiz minha depilação. Em seguida minhas unhas. O cabelo, um caso a parte, começou a ser preparado bem cedo. Queria meus cachos perfeitos durando a noite inteira.

O silêncio das ruas era algo encantador. Estava no coração do Moinhos de Vento. Ao meio-dia minha irmã chega com minha irmã para um almoço especial. Sai do salão e caminhamos até a Calçada da fama. Eu com mais "bobs" na cabeça quer era possível. Um lenço amarrado. Mas isso não me importava. Eu até gostei. Era um símbolo daquilo que iria acontecer dali a poucas horas. Sentamos na rua. Pedimos champagnhe para brindar. As árvores nos agraciavam com uma leve brisa. Comemos e rimos e lembro de pensar, que almoço perfeito!

Voltamos para o salão. Era hora de relaxar. Deitei e sonhei meio que acordada. O nervosismo estava se aproximando, mesmo que eu ordenando que se afastasse. Mas todos ali estavam prontos para me acalmar, com alguma brincadeira, uma risada ou até mesmo um chazinho.

Maquiagem pronta. Penteado sendo iniciado. Mudo de opinião. Não queria mais prender ele. Queria ele solto. E todos ao me redor dizendo que sim, solta era mais bonito. Não me arrependo da mudança. Fiquei irradiante.

Agora era me vestir. Estava sozinha nessa hora. Minha irmã e minha mãe já tinham partido. O mais engraçado é que por algum motivo, não me senti só. Senti que aquele era um momento meu e de mais ninguém.

Tirei as fotos tradicionais. Mas confesso que as mais legais, foram aquelas tiradas pelo meu cabelereiro. Fomos para a rua, as poucas pessoas que passavam ficavam ali me adimirando. E eu naquele estado de graça. Voltamos para o salão, e eu fiquei esperando meu pai.

Pai atrasado. Noiva pronta. Geralmente é ao contrário. Mas nem por isso me aborreci. Entrei no carro junto com meu irmão que dirigia. No meio do caminho, lembro-me que o buquê havia ficado no salão. Voltamos e antes mesmo de estacionarmos estava o querido do meu cabelereiro com o buquê na mão para me alcançar. Desejou-me muita sorte e nos despedimos.

Nervosa, confesso, que nessa hora não estava. Chegamos e ao sair do carro ouço a música dele, a do filme Jerry Maguier, Secret Garden, com as falas, sinal de que estava entrando. Não consigo conter as lágrimas. Mas lembro que não posso borrar a maquiagem, e tento em vão impedir que as mesmas corram pela minha face.

E então é a minha vez...

"I've been searching a long timeFor someone exactly like youI've been travelling all around the worldWaiting for you to come through.Someone like you makes itAll worth whileSomeone like you keepsMe satisfied. Someone exactlyLike you.
I've been travellin' a hard roadLookin' for someone exactly like youI've been carryin' my heavy loadWaiting for the light to comeShining through.Someone like you makes itAll worth whileSomeone like you keepsMe satisfied. Someone exactlyLike you.
I've been doin' some soul searchingTo find out where you're atI've been up and down the highwayIn all kinds of foreign landsSomeone like you... etc. I've been all around the world. Marching to the beat of a differentDrum.But just lately I haveRealisedThe best is yet to come. Someone like you... "

1 ano e parece hoje!