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sexta-feira, outubro 29, 2010

O tempero da Vida

Hoje recebi um comentário em um post mais antigo que me fez notar que nunca expliquei a razão de ter nomeado esse cantinho de Temperos da Vida.

Muitos devem pensar que foi devido ao filme homônimo: O Tempero da Vida, porém não é exatamente assim.

Quando resolvi criar esse espaço, vinha de uma leitura massiva de um blog apaixonante chamado A Vida Escrita a Mão. Descobri aquele espaço procurando no google por uma receita de pão, vejam só.

Foi lendo as histórias tão belamente escritas pela sua autora, que descreviam um amor a distância, uma vida sendo iniciada em um país que amo tanto, que resolvi criar esse canto só meu e ao mesmo tempo do mundo.

Assim como aquele blog que me inspirou tanto, quis colocar no título algo que desse uma pista daquilo daquilo que amo: culinária e especiárias. Mas também queria homenagear quem havia me aberto um mundo tão novo e interessante.

Queria unir através de palavras inúmeros sentimentos diferentes mas que juntos compõe nossas vidas. E assim são os temperos. Eles solitários possuem um aroma, mas juntos com outros ingredientes transformam a forma, transformam o resultado. Criam e surpreendem a cada mistura, a cada tentativa de acerto. Nem sempre combinam entre si, as vezes precisam ser cuidadosamente mesclados, outras vezes o acaso revela um mistura única e inesquecível.

E se pararmos para pensar, assim também é a vida. Cheia de pessoas, lugares e situações que vão "temperando" nossa história.

Então essa é a razão do nome do meu blog, mas parando para pensar, acho que inconcientemente usei o filme sim, que havia visto muitos anos antes. Filme delicado, cheio de riquesas e profundas mensagens do que é realmente importante na vida da gente. E de como pequenos "temperos" fazem toda a diferença entre ser feliz ou ficar a espera da felicidade.

Obrigada a Adriana pela pergunta que me fez retornar depois de alguns meses a esse meu cantinho.

See ya,

terça-feira, maio 20, 2008

Passado e Futuro

Não sei se alguém que mora no sul já assistiu ao canal Ulbra TV, mas ultimamente tem sido para mim uma das melhores programações disponíveis. Não que traga as últimas séries americanas ou mesmo novos programas. Por lá geralmente o que encontro são aqueles filmes que costumavam rechear minha infância. São filmes clássicos da “sessão da tarde” e que não encontramos com aquela facilidade que gostaríamos.



No último domingo, por exemplo, fui surpreendida com o clássico dos clássicos underground: “Ruas de Fogo” (Streets of Fire) . O filme não é dos melhores, mas com certeza pôs muita gente para dançar com sua trilha sonora impecável. Eu, que naquela época tinha uns 10 anos no máximo, adorava cantarolar e sair dançando junto com minhas colegas de aula. Nem cantar em inglês eu sabia, mas o importante era emitir um som o mais próximo possível e alegria estava garantida.



Revendo aquele filme, minha vontade de conseguir as músicas em mp3 aumentou significativamente. E lá fui eu para o Google. E ai que vem a maravilha do futuro. Lá estavam dois vídeos no YouTube com os dois principais trechos do filme (e eu que achei que só eu é que gostava desse filme) disponíveis para todos. Ouso dizer (e talvez até repetir o que muitos já devem ter dito) que depois do advento da internet o Youtube simplesmente é a melhor invenção possível. Sim. Existem muitas bobagens por lá, mas também existem essas raridades que nos fazem tão felizes. Quem diria que um filme como esse estaria por lá? E aonde eu conseguiria tão rapidamente essas imagens se não fosse essa incrível criação?

Uma curiosidade: o filme é estrelado por ninguém menos do que Diane Lane. Sim, inacreditável. Ela está bem novinha e como definida por meu irmão: muiiiiiiiiito gostosa! Por falar nele, foi ele quem identificou a Diane. Eu achei que ele tava delirando, até ver os créditos finais do filme onde aparecida bem grande Diane Lane. Dá para acreditar que a mesma atriz que hoje faz sucesso como “Sobre o sol de Toscana” era uma incrível roqueira dos anos 80, apesar do filme se passar acredito que na década de 60?.



É o tempo realmente passa. Eu também não sou mais a garotinha que costumava ser. Já não tenho tanta energia para dançar, mas continuo cantando muito (no carro), só que agora com um inglês um pouquinho menos macarrônico.

See ya,