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sexta-feira, novembro 12, 2010

Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas - A Festa


Quem me conhece sabe da minha paixão por artesanato e que gosto de fazer (sempre que possível ) tudo ao invés de comprar. Então com a festa do meu filho não poderia ser diferente. O problema é que decidi na última hora (2 meses atrás) a realização da mesma. Para quem compra tudo esse tempo é suficiente, porém para quem quer fazer tudo (ou quase tudo) e mais um pouco eu já estava atrasadíssima. Foram dias, noites e semanas para produzir tudo, mas no final valeu a pena.
O tema: Calvin&Haroldo.

Muitos devem achar que esse tema não representa muito as crianças e está muito mais ligado aos adultos. Concordo, mas escolhi esses personagens pois representam muito a árdua tarefa de uma mãe e de um pai.

Os pais de Calvin passam poucas e boas com as peripécias de seu filho esperto e hiperativo. Com uma criatividade que lhe é muito particular, Calvin nos leva para o seu mundo de aventuras e desventuras com a pureza de uma criança, mas com o pensamento de um adulto.
Bom, mas esse post não é sobre isso, até porque já existe ótimos post na blogosfera muito bons e que explicam bem melhor essa maravilhosa relação, basta dar uma procuradinha.
Para quem não sabe o autor de Calvin&Haroldo, nunca lincenciou sua criação para nenhum tipo de produto, então tive que partir do zero. Utilizei então várias tirinhas que estão disponíveis no ótimo Depósito do Calvin para compor a festa.
A primeira coisa que fiz foi definir o logo da festa.

Depois dei uma procurada na rede e achei uma ótima versão do Haroldo em papertoy, o problema é que não havia molde. Fiquei dias atrás do mesmo, até que finalmente consegui localizá-lo. Sim. Internet exige pesquisa, tempo, mas acima de tudo paciência! Com o molde nas mãos, passei horas cortando, colando e dobrando mini haroldos para utilizá-los como centro de mesa.

Era a hora de imaginar a mesa de doces. Queria fugir um pouco daquelas mesas cheia de personagens e com um painel cheio de balões. Novamente pesquisei na internet e achei lindas idéias como essa da Banana Craft ou essa maravilhosa da Thalita Doll e também a da Nat. Todas fugiam aos aniversários tradicionais. Todas essas tinham o toque exclusivo de quem acredita no trabalho manual. E todas elas contribuiram de alguma forma para a realização da minha mesa. (Obrigada meninas por repartir essas idéias).

Com todas essas idéias na mão, parti para a escolha das cores: laranja e preto. Cores que estão presente no tigre mais amado do mundo. Como o aniversário aconteceu perto do Halloween, não foi difícil achar copos, guardanapos, pratinhos e outros "cositas" nesses tons.



Imprimi e customizei as letras de Feliz Aniversário e Nicolas com os personagens principais em poses engraçadas e colei em papel cartaz laranja e preto. Também separei as tiras em que o Calvin "contracena" com seus pais e fiz cartazes e espalhei pelas paredes do salão.






O "bolo" fiz todo de cupcakes, de chocolate e cenoura. Mas não qualquer cupcake. Eram "OS" cupcakes da Priscilla's Bakery. Preciso dizer mais? Hum acho que sim, pois quem não é de Porto Alegre, não sabe que existe uma mini-padaria que nos delícia com os melhores cupcakes que já provei na vida. Que eles são macios, delicados e com um recheio indescritível (E ei? Esse parte não é patrocinada, não, viu? Só sou uma fã que acha que tudo que é bom tem que ser divulgado e compartilhado).


Para as lembrancinhas eu queria algo que as crianças pudessem guardar e usar, e não somente comer. Então utilizei um tecido que imprime e fiz a "Hora do Soninho", depois foi achar um tecido lindinho todo de patinhas e costurar tudo em um travesseirinho mega fofo para as horas em que olhinhos pesarem. ;-)

E como adulto é no fundo uma criança grande (clichêeeeeeee), fiz um mini-"cupcake" de balinhas de goma. Mas a maioria queria mesmo era a almofadinha, rolou até um quase-stress de familia, mas disso eu não sei nada. Lá, lá, lá. :)

Na mesa de doces coloquei todos os tipos de balas e guloseimas em tons parecidos com o da festa. A criançada foi ao delírio, fazendo inclusive uma "colheita" no final da festa.


Para completar a decoração pedi para minha cunhada trazer de São Paulo, mais precisamente do bairroLiberdade, algumas lanternas japonesas, que deram o toque todo especial para o salão e no jardim.

Falando nele, e graças ao São Pedro que na última hora mudou o tempo, coloquei alguns brinquedos do Nicolas no gazebo que fizeram a criançada brincar até não poder mais. (E eu que estava preocupada de não ter cama elástica. tst, tst, tst. Criança precisa é de espaço e imaginação que o resto elas dão conta) hehehe.

De resto a festa foi memorável. Com o Nicolas fazendo todo mundo cantar o parabéns umas 4 vezes, já que toda vez que a gente terminava ele começava a bater as mãozinhas pedindo por mais. Lindo ele. Todos animados e felizes. Eu exausta (me levou 4 horas sem parar montando o salão), mas inacreditavelmente com energia ainda para conversar um pouquinho com todos que ali estavam para celebrar conosco o primeiro ano do resto de nossas vidas.


E no fundo, não é isso que importa?

See ya,















































































segunda-feira, maio 10, 2010

O primeiro... a gente nunca esquece!



Apesar do ano passado meu estado de mãe ser presente (estava grávida), foi somente nesse ano que pude comemorar na plenitude esse dia tão especial.
Aproveitei uma dica pra lá de bacana dos Destemperados e levei a família toda para comemorar o Dia das Mães no João de Barro. Decisão sábia. Fugimos das filas homéricas, da irritação de ter que esperar horas para comer e do barulho ensurdecedor dos restaurantes lotados.
Confesso que rolou um stress inicial até chegarmos ao local. -Segue mapa do site. Troca para Google Maps. Discute que não estamos indo na direção da bolinha piscando. Para e pergunta. Mas esse não serve. Para e pergunta para outro. Não sabe o caminho. Calma. Irritação. Alterações nas vozes. Pergunta de novo. Também não sabe e olha como se fossemos ETs. Para e pergunta para outro. Hum... Agora sim. Viu? Falei que estava certo. Estava nada. Não sabe seguir mapa. Não sabe usar GPS. Hum... Estradinha meio feia essa.
A entrada não é convidativa, mas por de trás daquele portão marrom está um jardim pequeno e um parreiral todo enfeitado para nos receber. Fomos uns dos primeiros a chegar. O proprietário o Sr. Marcos nos recepcionou calorosamente nos encaminhando direto para a mesa que tão prestativamente havia conseguido para nós alguns dias antes.

Apesar do São Pedro ficar brincando de liga/desliga o sol, a atmosfera do local nos remetia gradativamente a uma festa na colônia. Várias opções de pratos espalhadas por todo o quintal nos advertia para não gastar todas as fichas em uma aposta só. E o piano e demais instrumentos insinuavam claramente que a festa não era só para o paladar.

Lentamente outros sortudos foram se acomodando entre as mesas e cadeiras espalhadas e com a mesma alegria começaram a compor aquela festa do Dia das Mães.
Não vou comentar sobre a delícia do puchero (caldo de legumes e carne para quem não sabe), nem da costela macia, muito menos dos pimentões assados mais doces que eu já comi na minha vida. Também não vou contar que o antepasto de berinjela tem um segredo no tempero que te faz querer e querer mais e mais. E é claro que não vou dizer que a ambrosia e o rocambole de goiaba pareciam saídos daquelas fazendas do século passado.




Mas vou contar que a casa tem um jardim de temperos muito gracioso; que a cada olhar na decoração viajamos um pouquinho na história; que o som da vitrola tocando tango fez minha mãe e meu pai saírem dançando no meio do lugar; que as músicas antigas tocadas pelos músicos traziam lembranças para quase todos os presentes e que isso os enchia os olhos d’água.


Mas vou dizer principalmente que a alegria de minha mãe e do meu pai em compartilhar aquilo conosco não tem preço. Assim como não tem preço ter escolhido esse lugar para comemorar o primeiro ano como mãe do Nicolas.

Foi um Dia das Mães simplesmente divino! Que venham os próximos! :D